TEXTOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são de autoria de Ala Voloshyn.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

ONDE MAIS O QUE ESCREVO É LIDO

* Jornal Enfim: desde 2010
http://jornalenfimscs.wix.com/jornal



PESQUISE ESTE BLOG

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

2010

A data da chegada está determinada
A data da partida também
Mas o que cada um faz com sua vida não

Que em 2010 percamos menos tempo com o que passa
E vivamos o que nos torna melhores

Escolhas estão o tempo todo em nosso destino
Destino que tecemos no decorrer do tempo

Tempo que não controlamos
Mas que amadurece o que de bom fazemos
E nos tira as escolhas que adiamos

Ala

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Vampiro

Você explora o que de melhor tenho
Minha generosidade e compaixão
Deposita sobre meus ombros seus pesos
Acredita que suportarei e o acolherei

Sempre faço
Sempre me arrependo

Suas emoções deixa transbordar
Assim como as mantém
Não suporta e prefere invadir meu limite
Não se importa comigo

Quer apenas tomar o que não é teu
Para se aliviar
Para dominar
Para fazer realizar o que quer

Vampiro

Utiliza minha energia
Devora meu querer
Obriga a ceder por lhe amar
E não querer lhe ver chorar

Traidor

Ama de um jeito incompleto
Amo de um jeito incompleto

Não acredito em sua força
E por isso perco a minha

Tenho que mudar
Começar a acreditar em teu poder
E resgatar o meu

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Contando uma História

O que você faz quando está triste? Vou lhe contar o que eu faço.
Quando meu coração aperta e as lágrimas não param de rolar eu fico quieta, deixo todas as lágrimas descerem e o coração apertar até seu limite máximo, porque sei que assim que não aguentar mais terei ido o mais fundo que posso e é neste limite que encontro impulso para sair. E sempre saio mais forte e mais lúcida, sempre alguma resposta eu encontro. Fica mais claro qual a razão do meu sofrimento.
Aprendi a não temer minha tristeza, pois acredito que tem sempre uma boa dica a me dar a respeito do caminho que devo seguir ou das escolhas que devo mudar. É uma bússola, não há perigo nela. O perigo só existe quando o sentimento depressivo toma conta de tudo e a vida perde seu sentido, aí é hora de ficar em alerta.
Este mundo não é fácil para nós mulheres. Temos muitos deveres, muitos medos, nosso corpo muda várias vezes durante a vida, não conquistamos todos os direitos que precisamos e nossa identidade feminina ainda está incompleta. Mas estamos aqui vivendo e se não somos respeitadas ou compreendidas como gostaríamos precisamos continuar e não fazer conosco o que nos fazem. Ser mulher é viver muitas emoções e desfrutar de muitos papéis e isto é rico demais e não podemos perder esta oportunidade.
Se a opressão lhe aflige, se seu corpo não está como gostaria, se seu companheiro não a enxerga devidamente não se perca em sua tristeza, mas mergulhe nela e se pergunte por quê. Peça ajuda quando precisar e faça por você o que precisa. Tome sua vida em suas mãos e seja quem você quer ser. Se for assim o respeito e admiração virão, pois o brilho de quem se assume é visível e poderoso. E acima de tudo conquistará sua paz de espírito.
Olhe-se no espelho, observe seus olhos e perceba como estão. Eles lhe mostrarão o que precisa e como deve prosseguir. Cuide-se, trabalhe a seu favor, como um ser humano íntegro e único. Faça parte deste mundo como ele é e encontre seu espaço de mulher e viva, mas viva para crescer, não para agradar alguém. Viva para ser feliz. Viva e faça de sua vida algo que vale a pena ser vivido.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Holografia

Quando algo incomoda quero mudar o que vejo, pois acredito que é o que me atrapalha. Tento inúmeras vezes e não consigo ou até consigo remover do externo meu infortúnio, mas aqui dentro de mim algo não muda, o resultado continua o mesmo. Por quê? Pergunto-me inúmeras vezes e a resposta mantém-se incógnita.
Minha mente não consegue mudar o foco e persiste a procurar uma razão fora de mim e nada. Tudo permanece do mesmo jeito! Até que começo a desconfiar do meu olhar e então reflito e passo a acreditar que estou observando do lado errado. Se a ideia de que o que está fora é igual ao que está dentro estiver correta preciso investir em outro caminho.
Ao identificar bloqueios externos busco dentro de mim elementos da mesma natureza e então a clareza se instala. Claro! Por que não pensei nisto antes? Talvez porque procurasse culpados, agentes poderosos mantendo minha vida em suas mãos! Mas não é verdade, ninguém tem tamanho poder!
Se então, sou eu que produzo o resultado que não gosto só eu posso mudá-lo de fato! Nossa que medo! Que alívio também! Eu posso!
Quando este olhar lúcido acontece, fica claro que meu mundo é uma projeção holográfica de mim mesma. É assim, ao olhar o de fora, consigo olhar o de dentro! E o contrário também é verdadeiro.
Mas como mudar, se tenho medo de tocar o que me aprisiona? Não sei o que vou encontrar! Preciso analisá-lo com mais profundidade, conhecer suas faces e razões. O trabalho parece árduo, mas inevitável! E então mergulho dentro de meu universo oculto e busco a chave de minha prisão. Não sei quanto tempo precisarei, mas tenho que fazê-lo, se quiser de fato transformar minha condição externa.
E é nesta viagem que me conheço melhor, tiro minhas máscaras e posso me olhar no espelho que só eu tenho acesso e então vejo quem realmente me impede de evoluir e assim numa conversa franca e corajosa traço um caminho pra mim e o projeto numa imagem holográfica para que possa vivê-lo. É assim que faço um impulso mais forte e consciente para o que quero. É assim que mudo meu estado. É assim que deixo de acreditar que fora de mim reside meu problema e as razões do meu sofrer. É assim que me encontro comigo mesma e coloco minha vida em minhas próprias mãos, sem desculpas, sem medo.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Graças a Deus

Mudar a cor do cabelo
Mudar de casa
Mudar a relação
Mudar os amigos
Mudar uma crença
Mudar de religião
Mudar uma atitude
Mudar o interno
Mudança é a palavra
Eterna palavra
Pois nada é seguro
Nada é pra sempre
Tudo muda
Graças a Deus!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O que Vale é o Resultado

Viver não é muito simples. Exige empenho em todos os sentidos. A precisão que desejamos nem sempre está presente, mas precisamos viver. E pra quê viver? Para acumular bens? Pra sermos felizes? Pra crescermos e morrermos?
A ideia do sentido da vida é muito desigual. Cada um busca sua referência, mas também há aqueles que não se importam muito com o significado dela, simplesmente vivem e vão levando a vida que têm, um dia depois do outro.
Você é livre para fazer a opção que desejar, mas não é livre diante de suas escolhas, pois cada uma delas tem consequências e isto pode deixá-lo em situação mais difícil ou menos difícil, dependendo do que almeja.
Mas seja lá o que você queira sempre um conflito terá que enfrentar. Tudo se manifesta em polaridade, tudo tem seu oposto, o bem, o mau, o certo, o errado, o bonito, o feio, o pacífico, o violente e assim por diante até o infinito.
Sempre está diante de uma escolha e muitas vezes teme pelo resultado. Se a situação for muito tensa, pode preferir não escolher e deixar o tempo resolver, mas isto não adianta muito, pois tudo o que deixou pendente voltará a lhe solicitar uma solução.
E quando sobe no palco da vida está sujeito a tudo. Muitos machucados, mágoas, perdas, trocas, desilusões, batalhas, dúvidas, vitórias, abandonos, encontros. Tudo o coloca em cheque e muitas vezes preferiria não viver pelas dores acumuladas pelo tempo.
Já percebeu que o sofrimento permeia todos os momentos da vida? Parece que não conseguimos escapar disto. Mas sofrer faz parte da contínua transformação que vivemos. A borboleta precisa fazer muita força com suas asas para sair do casulo e isto não é prazeroso, mas sair do casulo sim e cumprir sua vida de borboleta.
O mesmo se dá com você. Quantos sofrimentos tem acumulado? Quanto é doloroso mudar, transformar apegos. Toda vez que algo tem que se modificar gera certo sofrimento. Precisa lembrar que todo renascimento é o estado da borboleta ainda dentro de seu casulo e a glória, a satisfação e a lucidez, são resultados de todo o esforço feito para mudar seu estado.
Você e todos somos eternas borboletas fortalecendo as asas ao imprimir força para sair do casulo. O nosso casulo é a ignorância, o apego, a intolerância, egoísmo, ciúme, preguiça, desonestidade. Enfim, tudo aquilo que nos leva à estagnação. O sofrimento é o esforço que temos que realizar para modificarmos nosso estado de aprisionamento, de perda de tempo de vida.
Se ficar olhando apenas para suas perdas, dores, frustrações. Se continuar batendo no seu peito ao acusar o outro pelos seus danos não conseguirá enxergar os benefícios que resultam de tanta dor e sacrifício.
Deus não escreve certo por linhas tortas? É isso mesmo! Às vezes você não tem discernimento suficiente para avaliar o verdadeiro sentido de uma vivência e perde sua essência reclamando de suas chagas. Quantas vezes viveu situações tão complicadas e questionáveis e teve como resultado benefícios incomparáveis a lhe calar a boca cheia de reclamações?
Portanto, pare de reclamar e saiba que o que vai valer mesmo é o resultado. É ele que servirá de semente para seu momento seguinte, por isso cuide de suas sementes. Cuide dos resultados e não se perca nos meios.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Morte, um Ponto de Partida

Para onde vou meu voo me leva .

No coração levo o amor de quem me ama.

Assim meu voo se torna leve e feliz.

As lágrimas secarão.

Meu voo seguirá sua jornada .

Em breve pousarei em outros mundos.

Em breve retornarei.

Em breve reencontrarei quem no coração guardei.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Amigo Inimigo ou Inimigo Amigo?

Quem você considera ser seu amigo? Aquele que está sempre ao seu lado, independente do que você faz? Aquele que o leva para se divertir, que o consola, que não interfere em seu namoro ou casamento ou aquele que não o prejudica?
E quem considera ser seu inimigo? Aquele que faz justamente o contrário? Não está ao seu lado incondicionalmente, se mete em seus relacionamentos ou aquele que é craque em lhe abandonar nas horas mais difíceis?
Bem, se ficarmos aqui descrevendo todas as características separando o amigo do inimigo não terminaremos nunca, pois sempre surgirá uma idea nova a confundir a cabeça, já cansada de tanto pensar!
Seguir almanaques que dão receitas de bolo dando-nos a segurança de termos encontrado um guia confiável é apenas sinal de preguiça de quem quer pensar pouco ou quase nada! Aqui o discernimento passa longe!
Neste mundo em que vivemos tudo depende. Por isso é tão importante esse tal discernimento ou seja, separar uma coisa da outra sabendo qual é a diferença, perceber com profundidade, refletir. Complicado? Não! Trabalhoso, mas onde não existe trabalho?! Só no mundo dos preguiçosos ou medrosos.
A preguiça não precisa ser explicada, mas o medo neste caso sim, pois só quem tem medo de se deparar com o diferente do que pensa pode querer um guia externo infalível. Este medo geralmente vem acompanhado da necessidade do controle sobre o externo. Quem não tem controle interno é craque em controlar o externo.
Tentando se aprofundar no conceito de amigo, pode-se dizer que todo aquele que deseja realmente sua felicidade e que se predispõe a fazer o que puder para colaborar pode ser considerado seu amigo, mesmo que tome atitudes que não lhe sejam agradáveis, mas que o façam crescer, muitas vezes correndo o risco de ser considerado um inimigo por tê-lo feito sofrer, mas com isso abrindo seus olhos e mente. Tem aquele que nem é considerado amigo, não gosta de você, mas com suas maldades o impulsiona para atitudes dignas de um ser humano decente e inteligente. Se você estiver realmente preocupado com sua evolução, irá aproveitar qualquer situação para tirar melhor proveito dela para crescer.
Mas e o seu inimigo quem é? Às vezes é difícil de perceber, pois pode ser considerado como o melhor amigo, mas que o boicota, reforçando suas atitudes mais idiotas, vaidosas ou suicidas, mesmo que tudo lhe pareça agradável! Pode ser aquele que gosta tanto de você que o protege com exagero, mantendo-o numa redoma tão confortável que a preguiça de crescer se torna maior que sua força de vontade.
Portanto, tudo depende, isto é, depende do que considera ser bom ou não para si e do quanto está comprometido com seu aprimoramento. Você  define quem está ao seu lado ou quem o prejudica retardando sua evolução.
O discernimento e a  determinação para evoluir são extremamente importantes,e no final das contas, o que faz realmente a diferença não é quem você considera ser seu amigo ou inimigo, mas as escolhas que faz em sua vida!

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Nem Sempre a União Faz a Força

Nos livros escolares de meus pais, na Ucrânia, na década de 30, havia um conto sobre um bezerro que ao cair no rio, não conseguia sair. Com a intenção de socorrê-lo aproximaram-se um caranguejo, uma cegonha e um peixe. Todos seguraram o bezerro e rapidamente começaram a puxar para salvá-lo. O caranguejo puxou para o lado, a cegonha para cima e o peixe para baixo. Não fica difícil de imaginar o que aconteceu com o bezerro! Afogou-se!
É comum dizermos que a união faz a força, mas só a boa intenção de cada um não basta, é preciso mais que isto quando a ação se torna necessária.
Sabemos que todo ser humano é uma manifestação única e que cada um busca o fortalecimento de sua individualidade. A consciência de si mesmo e a expressão da própria identidade, fundamentados na autotransformação são tarefas para uma vida inteira.
Sabemos também o quanto é importante conhecermos nossas capacidades para a ação e para a superação de nossos limites.
Além de tudo, fica bastante claro que mesmo tendo conquistado a individualidade, ainda somos seres sociais e existimos dentro de um grupo, isto é, o senso do coletivo é inquestionável. Dentro desta realidade somos influenciáveis e influenciamos. Nossa liberdade fica condicionada à consciência de que sempre esbarramos na liberdade do outro. Não é simples conviver.
No decorrer da vida, se formos bons observadores, aprendemos que é na convivência que desenvolvemos a percepção. Os contrastes entre o "eu" e o "você" geram uma riqueza incalculável de possibilidades de aprendizagem a respeito de nós mesmos, do outro, assim como da situação. Além do enriquecimento pessoal vamos cada vez mais aprendendo que a realização de qualquer coisa depende do trabalho de vários, isto é, fica claro que o grupo é fundamental para a construção de algo. Apenas um indivíduo não consegue fazer tudo, além do que, somos interdependentes. Alguém assou o pão do nosso café da manhã, alguém dirige o ônibus que usamos, alguém plantou o tomate que comemos, alguém depende do nosso trabalho, alguém precisa de nosso cuidado. Enfim, o individual não se desenvolve à parte do coletivo.
A mútua colaboração mostra que cada ser humano tem algo a oferecer. Todos, sem distinção, podem contribuir com a condição que tem, para que na união de todas as expressões possamos realizar o crescimento geral. Mas se agirmos como os personagens do conto, onde as forças isoladas são inúteis pela falta de integração, com certeza as perdas serão inevitáveis.
De que vale o conhecimento, o poder, boa vontade, recursos, se não conseguimos integrá-los num grupo? De que vale a individualidade se não a tornamos parte do todo?
Usar unicamente sua força é diferente de adequá-la à força do outro. É importante uni-las, combiná-las em prol de um objetivo comum.
A união só faz a força quando cada indivíduo está consciente do quanto sua contribuição é valiosa, somando-a aos seus semelhantes e formando assim, uma só força.
É preciso reforçar a ideia, de que somos uma célula dentro de um organismo, onde cada um tem uma função, que quando realizada conscientemente provoca a saúde e desenvolvimento de todos. Guiar a vontade própria apenas para onde se quer sem considerar o todo, só pode provocar atraso na evolução.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 9 de agosto de 2009

Coragem

Mundo difícil este de se viver! O medo impera. A obrigatoriedade de resultados também. Acreditamos mais na eficiência das máquinas que criamos que na sintonia do coração. A intuição não sabemos mais usar, pois nossa mente está assolada por informações que muitas vezes não precisamos. Nosso corpo está se deformando pelo sedentarismo ou pela alimentação cada vez mais artificializada. Nossas crianças e jovens morrem por doenças ou pela violência que não conseguimos diminuir. A mulher não sabe mais qual é o seu papel e o homem já não consegue viver em paz com esta mulher.
Mundo estranho esse o nosso! O errado prepondera e o ético e saudável precisam de uma luta imensa para prevalecer! E nós, o que estamos fazendo? Em que posição ficamos?
Sabemos o que não está bem e engolimos diariamente inúmeras sacanagens, injustiças e mentiras. Na maioria das vezes não fazemos nada, nos conformamos dizendo que não adianta agir ou reclamar, outras vezes, dominados pelo medo, nos encolhemos e deixamos o antiético crescer e proliferar.
De quem é a responsabilidade por tanta sujeira? De todos! Daqueles que agem injustamente e daqueles que se omitem diante do mau.
Quantas barbaridades acontecem em todos os meios de nossa sociedade e nada é feito? Só ficamos sabendo de algo quando explode um escândalo ou um acidente terrível acontece. Quando uma violência se revela através de um noticiário da televisão. Quem já não ficou sabendo de descalabros contados por alguém? E aí você deve estar se perguntando:
- O que devo fazer se não sei de tudo o que se passa nos bastidores?
É verdade! Mas alguém sabe! E por que se omite? Alguém sabe de um roubo. Alguém sabe de um erro médico. Alguém já foi lesado e se calou. Alguém viveu uma injustiça e nada fez. Alguém já sofreu violência e deixou seu algoz sair ileso. E por quê? Se nada é feito para mudar nada mudará, pelo contrário, o ruim aumentará!
Claro que o “olho por olho e dente por dente” não é a saída, pois assim a violência crescerá infinitamente, até não sobrar ninguém inteiro para contar a triste história. Mas a omissão também não é o caminho, pois quando sabemos de algo errado e não fazemos nada para mudar estamos colaborando com o doentio e nocivo e assim aumentamos a estatística dos omissos. Que vergonha! Não é?
Parece que tudo está chegando a um limite insuportável, por isso aqui vem a coragem. Não a coragem de um super-herói, mas de um ser humano ético e que se preocupa com o seu futuro, assim como o de qualquer ser vivo. Refiro-me aqui a um ser humano que sabe que o errado não deve proliferar e tem uma atitude, posiciona-se fiel a sua consciência e assim incentiva outros a agirem da mesma forma. Com o tempo os mal educados passarão a serem educados pela ética e amor daqueles que se tornaram responsáveis pela vida e pela não violência. Só assim mudaremos esta história quase insuportável que tecemos ao longo de séculos de mentiras, tiranos e omissos.
Termino este texto de reflexão com uma oração árabe:

Pai misericordioso.
Desperdicei meus dias fazendo muitos planos.
Isto não estava incluído.
Mas neste momento.
Eu lhe rogo para viver bem os últimos minutos.
Por tudo que devíamos ter pensado e não pensamos.
Por tudo que devíamos ter dito e não dissemos.
Por tudo que devíamos ter feito e não fizemos.
Eu lhe peço Deus, o teu perdão.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Michael

Poderia ser Miguel, mas é Michael. Poderia ser qualquer um de nós, nosso filho, irmão ou amigo, mas é Michael, mais conhecido como Michael Jackson.
Jamais conseguiremos avaliar o que significa ser um ídolo do porte dele. Como é não ter vida privada, trabalhar o tempo todo para manter sua majestade? Ser considerado um deus e ter que esquecer seu lado humano com necessidades de afeto e segurança como qualquer mortal.
Mortal, esta é uma palavra que nos assusta e que não consideramos, principalmente para um ídolo. Acreditamos que jamais morrerá e quando isto acontece passamos a enxergá-lo como um ser humano e então todas suas ações questionáveis seja a nível ético, psicológico, social entram em pauta para que possamos tentar destruir tamanha genialidade.
Não se pode negar que o artista Michael Jackson foi excepcional, deixando-nos referências dignas de serem imitadas e tamanha potencialidade desperta inveja e muita cobiça. Talvez esta luz tenha causado a sede de poder em seu pai. Claro que esta opinião deve ser considerada especulativa, pois muitos dados pessoais nos faltam para uma análise mais correta, mas seguindo as declarações feitas através da imprensa pelo próprio Michael, não resta outra coisa a pensar.
E quantos talentos fantásticos ou até menos brilhantes são usados por seus próprios pais para que eles mesmos brilhem sem tanto esforço? Por intermédio do filho podem realizar sonhos de qualquer espécie e se alimentar deste potencial a vida inteira, isto se ele não sucumbir antes deles, como aconteceu com Michael.
Qualquer talento é suficiente. Pode ser a beleza física, inteligência, capacidade para um esporte ou arte e assim por diante. A categoria não importa e sim a necessidade dos pais se projetarem no filho. Através de uma atitude vampiresca e predadora cobram-lhe o sucesso que desejariam ter, mas não acreditam serem capazes o suficiente para atingi-lo. Percebem que é mais fácil utilizar a energia do outro que pode se esvair rapidamente, como aconteceu com Michael.
Uma parada cardíaca demonstra um coração fatigado e entristecido, seja qual for o diagnóstico físico. E um coração fatigado delata anos e anos de abalo. A resistência e a vontade de viver o mantém batendo, mas cada vez mais enfraquecido, se esta rota suicida não for alterada.
O ídolo permanecerá para sempre na história humana, mas a pessoa de Michael que não conhecíamos não retornará e só ele sabe o preço que pagou pela sua genialidade e pela tirania a que foi submetido e da qual não conseguiu escapar.
Podemos aprender também por meio da observação. Acredito que seja benéfico refletir sobre as questões que aqui levanto e perguntar-se: estou sendo tiranizado ou tiranizo a quem admiro e desejo ser igual?
Cada um precisa cumprir sua própria vida e aqueles que têm a responsabilidade de conduzir um filho precisam praticar os limites que trarão segurança e liberdade para que todos evoluam, cada qual com sua potencialidade e realização.
Para Michael dedico meu respeito, admiração e uma oração para que tenha paz.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Hoje de Amanhã

Quem hoje lhe estende o tapete pode puxá-lo amanhã.
As lágrimas que escorrem hoje podem libertá-lo amanhã.
As fugas de hoje podem acovardá-lo amanhã.
Os talentos desperdiçados hoje podem enfraquecê-lo amanhã.
As dúvidas de hoje podem lhe trazer as respostas de amanhã.
As agressões de hoje podem lhe trazer a solidão de amanhã.
As mentiras de hoje podem confundí-lo amanhã.
A liberdade custa caro e só você pode pagá-la.
O amor ainda não pertence ao mundo humano.
Ninguém ainda se sente o suficiente amado.
Porque olha para o outro através de seu querer.
E querer não é amar.
Amar não tem volta, pois quem ama nem sempre é percebido assim.
Resta amar e deixar que o tempo coloque as coisas no lugar.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Andei Pensando e Escrevi

Passamos metade de nossa vida teorizando a vida. A outra metade tentando encaixar nossas teorias em nossa vida. Morremos com a certeza de que era tudo teoria e que isto nos fez perder tempo demais.

Talvez precisemos de menos teoria e mais vida. Menos temor e mais compromisso. Menos controle e mais entrega.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 10 de maio de 2009

Patinho Feio

Todo patinho feio traz em si um cisne. Quando o patinho não sabe disto sofre acreditando em sua inferioridade e isto é mais comum do que podemos imaginar. Quantos patinhos feios estão circulando por aí nutrindo conceitos distorcidos sobre si, pensando serem incapazes, feios, pouco interessantes, cheios de defeitos, perdedores natos, azarados e muito mais?
Se refletirmos bem, o patinho na verdade não conhece suas reais capacidades, pois é impossível alguém sobreviver sendo tão incapaz! Ninguém é desprovido de capacidades! Aprendemos a pensar que somos inadequados, pelas distorções a respeito do que seja aprendizagem, amadurecimento, beleza, felicidade, e se persistimos, sem desconfiar de nada, as chances de realização ficam restritas. Todo patinho feio precisa crescer e questionar seu padrão de pensamento depressivo, para conseguir mudar seu destino.
O “pulo do gato” é desconfiar! Esta é a atitude que fará o nosso patinho feio desamarrar-se de conceitos equivocados e acionar sua vontade de conhecer seus talentos e colocá-los em prática. É preciso querer, se esforçar, insistir no autoconhecimento, se observar, viver as experiências sem rejeitá-las pela insegurança e aproveitá-las para formar uma imagem real de si mesmo. Aprender com as conquistas e dificuldades, desafiar o medo de errar, de ser rejeitado e principalmente, modificar o auto preconceito ou melhor, o auto boicote. Insistir e insistir, e a cada superação a confiança em si aumentará.
Passo a passo o patinho se transformará, até perceber que existe um cisne dentro de si. Então sua vida tomará um sentido diferente, só porque um dia este patinho feio desconfiou de sua inferioridade!

Ala.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Corvo


Existe um conto ucraniano que narra a história de um corvo que queria ser pombo. Ele não conseguia encontrar uma forma de mudar sua aparência e então teve uma ideia quando observou um homem pintando sua casa usando tinta branca, pensou: vou mergulhar no latão de tinta e assim poderei ser uma pomba! Brilhante ideia!
Depois do mergulho voou feliz acreditando ter conseguido realizar seu sonho.
Logo encontrou um bando de pombos. Não teve dúvida, pousou entre eles e ao ouvi-los emitir seu som característico “vu-vu-vuuu, vu-vu-vuuu”, nosso amigo não hesitou em participar da “conversa pombal” e entusiasmado lançou seu sonoro “craa, craa, craa”.
Claro que o grupo percebeu com bastante facilidade que aquele “pombo” não era um pombo e sem dúvida alguma o expulsou do bando.
Nosso amigo, totalmente humilhado, voltou para seu clã e quando pousou entre os seus logo foi notado, pois nunca alguém antes havia visto um corvo branco! E assim ele foi expulso novamente!
Fica aqui um estímulo para reflexão para aqueles que não se aceitam como são. Deve ficar claro que este conto não tem uma intenção preconceituosa, mas quer ressaltar a inutilidade da mutilação pessoal.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Mudança

Mudança, palavra que às vezes assusta, pois traz em si a obrigatoriedade do desapego. Abrir mão, deixar para traz ou simplesmente transformar. Esta é a palavra-chave TRANSFORMAR. Mas como acontece esta tal transformação?
Tudo começa no conflito entre dois polos, extremos opostos, é claro! Se já reparou toda mudança é gerada por este conflito, por isso é tão incomodo mudar, resistências na maioria das vezes são observadas e se não houvesse um empurrãozinho, ficariamos em situações cômodas por toda a vida. Terrível, não é?! Ficar do mesmo jeito pra sempre! Insuportável! Sim, insuportável, porque nossa mente precisa de desafios, precisa de contrastes para ser estimulada e buscar respostas. E estes contrastes são os nossos tão conhecidos conflitos.
Vamos para um exemplo: manter uma relação ou interrompê-la? Manter por comodismo, medo da solidão, preocupação com os comentários, preguiça de mexer nos problemas e se ver na obrigação de tomar uma atitude e assim por diante. Ou interromper por se perceber que é mais nocivo continuar junto que separado. É nocivo porque não se cresce, os defeitos de cada um persistem e são mutuamente reforçados, em alguns casos por violência física ou psicológica, às vezes por ambas, o que é mais dramático.
Claro que podemos optar por resolver os problemas juntos e ai os desafios se tornam maiores, pois neste caso é fundamental que ambos estejam dispostos a se transformarem. Impossível? Não, perfeitamente possível!
O que é se transformar, já que é pré-requisito para se viver em paz? Se transformar é regular os opostos. O que??? Regular os opostos??? Sim, por exemplo, pense em dois polos, amor e ódio. Na verdade são extremos do mesmo elemento, mas estão exagerados em suas extremidades. Se regularmos estas extremidades e tentarmos aproximá-los, o amor perderá seus exageros que podem cegar e o ódio também perderá sua característica destrutiva ao se encontrar com o amor do lado oposto. Não é difícil, só exige empenho e muita observação. Para se atingir o equilíbrio esta temperança é necessária, uma combinação entre dois elementos opostos que precisam um do outro para atingirmos o bom senso, a consciência da verdade e do bem viver com o outro e consigo mesmo. Portanto, não precisamos culpar ninguém pelas nossas quinquilharias, mas precisamos nos transformar, mudar, aprender com os conflitos, abençoados e eternos conflitos a nos impelir para o aprimoramento pessoal ou felicidade, se quiser chamar assim.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 6 de março de 2009

Maria das Dores


Ela não é branca, negra, parda, nem amarela. Ela é Maria das Dores.
Não é moça, nem velha, não é bonita ou feia, não é rica, nem pobre. Ela é Maria das Dores.
Maria das Dores nasce oprimida pelo machismo, moda, estética, vaidade, ignorância, pobreza, preconceito e principalmente pelo medo. Ela tem muitos medos. Teme a solidão, o parto, as varizes, o câncer de colo de útero, a velhice, a agressão, o abandono. Teme outras mulheres a competirem com ela, a começar pela sua mãe. Este mundo estressado não é para ela, pois acaba com seus hormônios, com os quais tem que lidar a vida inteira, oscilando em cada fase.
Por ser multifacetada, é capaz de fazer muitas coisas ao mesmo tempo e isto parece motivo suficiente para sofrer abusos de toda espécie, por meio de sobrecargas de trabalho em vários papéis sociais.
Maria das Dores acredita no amor romântico, mesmo que não admita isto, por ser uma mulher moderna, mas ainda é pega sonhando com o príncipe encantado que ao conhecê-lo melhor perderá seus encantos.
Maria das Dores tem muitas dores: de parto, menstruação, no corpo quando violentada ou agredida por qualquer motivo. Sofre dores nas perdas, desilusões, fome, discriminação, rejeição. Mas quando trabalha, estuda, borda, pinta, canta, escreve, rega flores, cozinha, cuida da casa, se banha, amamenta, ama, pari seu filho ou o defende das agressões do pai, se torna a grande Maria, se torna a Grande Mãe, pois tem vida em seu coração e jamais violaria seu desígnio maior: proteger e manter a vida.
Maria das Dores chora muito, sente um peso enorme em seu coração quando seus sentimentos e direitos humanos são desrespeitados. Às vezes ela só chora e não consegue fazer mais nada, por acreditar em sua impotência para mudar seu estado.
Quando Maria das Dores cansar de chorar e olhar no espelho, perceberá que está se acabando e deixando de lado seu amor próprio, terá motivos suficientes para levantar a cabeça e assumir sua vida, percebendo-a como um projeto pessoal, intransferível e que seu tempo é finito, terá plena consciência que é ela que pode mudar suas dores ao resolver as causas e por fim enxergará sua vida de frente, não mais de baixo. E isto fará toda a diferença. É assim que Maria das Dores se transformará em Maria das Graças.
Salve Maria das Graças! Salve todas as Marias! Salve todas nós!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Alfândega no Céu


Já imaginou se existisse alfândega no Céu? Todo aquele povo chegando depois de morto, carregando suas bagagens, trazendo milhões de coisas!
Alguns com seu carro, a casa, que levou anos para conseguir e agora que poderia curtir, teve que atender ao chamado das Alturas! Outros com seus doces, sanduíches, com as cápsulas para dissolver as gorduras. Não faltariam joias preferidas, cigarros, bebidas, e outros singelos vícios, às vezes nem tão singelos!
E roupas? Todas elas de preferência, pois nunca se sabe qual a festa que vai rolar no Céu! Não é? Dinheiro em todos os bolsos, cartões de crédito, calmantes, santinhos, amuletos, brinquedos que falam sozinhos, empoeirados de tanto que ficaram expostos em estantes, pois “nem pensar em quebrá-los, afinal custaram uma nota!” Objetos que se acumularam durante muito tempo, por dó de se jogar fora ou passar à diante, pois “pode-se precisar algum dia!” Sabe como é?
Filas e mais filas de gente ansiosa, preocupada com o excesso de bagagem, pensando: ”E se tiver que deixar alguma coisa para traz? Só de pensar dá um frio na barriga! E se tiver que pagar pelo excedente? Qual a moeda vigente no Céu? E o setor de câmbio, onde fica? Existe no Céu?” Que estresse, até depois de morto!
Cena ridícula, não é? Tão ridícula quanto a atitude.
Mas afinal, o que de fato resta depois de morto? O que levamos de verdade?
A vida é para acumular ou para se transformar?
Responda você!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sinto Muito

Ferindo meus sentimentos quer me vencer, dominar, manter-me prisioneira de seus caprichos.
Quer que acredite que sou menor, inferior, incapaz.
Se eu acreditar estarei só, longe de minha alma e infeliz.
Se não acreditar estarei livre, protegerei minha alma e a farei crescer.
Que pena transformarmos nosso encontro em desencontro!
Poderia ser diferente se o poder não fosse tão importante.
Poderia ser diferente se a sinceridade e a coragem de amar fossem maiores.
Que pena!
Eu sinto muito.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Teu Sofrer

Quando te vejo sofrer lembro-me do meu sofrer, das minhas dores, das lágrimas que não escorrem e se guardam em meu coração.
Se parar de sofrer, também me esquecerei do meu sofrer, mas se voltar, sofreremos juntos até cansarmos e desejarmos deste estado sair. Aí então, as lágrimas escorrerão, as feridas aparecerão e as curaremos com o amor que nos resta no coração.
Amar ou destruir? Dúvida em vão.
Amar sempre, para curar e não ferir.
Aos deuses peço ajuda e sou atendida em silêncio, porém pareço estar só, mas sei que não estou. Afinal, ninguém que sofre está, apenas precisa deixar que o tempo amadureça os motivos para buscar a felicidade, curando assim as dores que insistem em mostrar o caminho do amor sem solidão.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Prevendo o Futuro

Não é preciso ter poderes especiais para prever o futuro. É necessário sim, poder de observação e reflexão.
Partindo do pressuposto que tudo evolui, se percebermos o estado de alguma situação poderemos prever o sentido de sua evolução.
Usando como exemplo o caso Eloá. Quem não se lembra? Sabemos que Lindemberg sempre foi muito ciumento, com forte poder de persuasão e manipulação. Aproximou-se de um dos irmãos da garota para poder conquistá-la, controlava seus atos e a afastava de outros garotos. Um namoro que durou pouco mais de dois anos já anunciava que algo não estava indo bem. Se limites claros e contínuos fossem dados, se suas ações fossem frustradas, se a gravidade do ciúme fosse percebida, se Eloá não alimentasse sua paranoia, mantendo-se passiva, provavelmente os aspectos nocivos desta relação teriam perdido sua força.
Mas mesmo assim, quem poderia prever exatamente o fim trágico? Exatamente como aconteceu quase ninguém, mas por precaução poder-se-ia prever que a relação estava evoluindo de forma negativa e que, com certeza, se agravaria.
É importante ressaltar que tudo evolui com as mesmas características do seu inicio. Se não houver mudança crescerão em força. Se for algo positivo melhorará cada vez mais. Mas se for algo negativo, se agravará ao passar do tempo. Isso não muda! É assim para tudo.
Sabendo–se disso pode-se interferir, quando necessário, de maneira mais urgente e atenta, sem permitir que tudo se agrave causando a perda total do controle. Mas se o caminho é positivo, onde tudo evolui gerando harmonia, aumento de consciência e auto-domínio, então é preciso cuidar para que não se degenere. Por isso são tão importantes a observação, reflexão, poder de previsão por dedução lógica e ação precisa.
Nada muda se não houver interferência. Portanto, não deixe para amanhã o que pode fazer hoje. Tome providências agora para modificar o que não vai bem em sua vida e preservar o que é benéfico e importante, para que você possa viver cada vez melhor.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Anjos do Apocalipse

Anjos estão entre nós, são guerreiros de Deus empunhando suas espadas douradas, gravadas com símbolos da Nova Era.
A Era do Amor, a Era de Aquárius, a Era de Buda Maitreya. Novos lemas, nova ética, onde o amor fraterno precisa prevalecer sem dar espaço ao ódio, ganância, vaidade, opressão, egoísmo, preconceito e o poder do injusto.
Uma guerra está estabelecida onde é preciso vencer e romper cristalizações que teimam em não permitir que a LUZ passe e se propague.
Cristalizações que vem se fortalecendo por séculos e precisam ser destruídas para que a humanidade não se perca de Deus.
Meninos, meninas, moços e moças, anjos do Apocalipse sacrificando suas vidas, empunhando suas espadas com tamanha força e impacto para que acordemos deste sono que nos faz ignorantes, perversos, omissos, materialistas e distantes de Deus.
Provocam tamanha dor que é impossível se manter alheio ao que se passa conosco e ao que estamos fazendo neste mundo com nosso egoísmo, pois quanto maior for a incapacidade de responder, maior deve ser o embate e assim está sendo.
Eles ficam pouco tempo entre nós, são alegres, amorosos, pacientes, fortes na sua docilidade e generosos. Apresentam imensa compaixão e coragem, a ponto de entregarem suas vidas físicas para nos fazer ACORDAR.
Sua força e extensão de Aura são tão grandes que impactam a muitos, pois muitos precisam despertar.
E quanto tempo mais levará para abrirmos mão de nosso ego inferior?
Quanto?
Quanto mais demorarmos. Quanto mais nosso coração se empedrar, maior precisará ser o choque para romper nossas barreiras, que precisam se modificar, pois o pior não pode ser levado para a Nova Era.
Abençoados Anjos, abençoados Guerreiros de Deus, abrindo os caminhos para que Deus esteja entre nós vibrando em nossos corações.
“Possa o Amor Universal que ainda não nasceu nascer e crescer. Possa o que nasceu não se degenerar e crescer para sempre.”

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Não Desejo a Você

Não desejo a você Paz, Amor, Felicidade, Saúde, nem Dinheiro. Desejo que seja uma pessoa melhor e que se esforce cada vez mais por isso. Um mundo melhor se faz com seres humanos melhores e isto só depende da vontade de cada um de nós. Não ensine o que não sabe. Não cobre o que não faz. Não julgue o que não conhece. Não maltrate por estar frustrado. Não encante para dominar. Não busque conhecimento para oprimir. Não se cale quando deve falar. Não fale quando deve se calar. Estenda sua mão quando for preciso. Não abandone, não seja covarde. Faça suas escolhas pensando nas consequências a longo prazo. Erre por excesso de zelo, jamais por omissão. Tenha mais compaixão que dinheiro. Tenha mais dinheiro que egoísmo. Tenha mais fé que cegueira espiritual. Seja amigo que diz o que pensa. Cuide bem de si, cuide bem de quem ama, cuide bem de quem não conhece. Não perdoe, mas cure suas feridas para poder libertar quem o magoou. Não peça desculpas, só não repita o que sabe estar errado. Seja feliz para ajudar o outro a ser feliz. Não acredite em mim, tire suas próprias conclusões e viva sua vida.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

ARQUIVO DO BLOG

NOTA

As fotos utilizadas neste blog são da web ou de amigos, como Bell Felipe, Jac Rizzo (http://jacrizzo.blogspot.com), Adriane (http://tramasecacos.blogspot.com). As telas de pintura são de minha autoria.