TEXTOS AUTORAIS

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Cópia Barata

                                                          
Você fala, eu escuto. Por eu escutar, você fala mais. Por você falar mais eu escuto mais. De tanto ouvir acredito em você. Por acreditar em você repito o que me disse e falo também para outro ouvido me escutar. E assim de boca em ouvido espalhamos uma história que pode ser verdadeira, mas pode ser uma convincente mentira também.
Depois que a história se espalhou quem pode deter o que se falou? Verdades e mentiras movem-se na direção do vento e o último a ouvir talvez esteja muito distante do que se falou.
Quem conta uma história a conta por si. Contaminações emocionais tornam as histórias únicas. Deturpações podem endeusar ou demonizar e se assim for feito quem pode as histórias modificar? Disseminamos o que não podemos controlar. As consequências ninguém consegue prever mesmo que intencionalmente o alvo exista. E ele sempre existe! Quem conta tem seu objetivo definido, mas quem ouve nem sempre sabe ao certo por que.
Irresponsáveis os que contam e os que ouvem e dão continuidade, também.
Quantas pessoas foram injustamente condenadas por opiniões cegas e quantas tiveram seu valor enaltecido sem merecerem uma vírgula do que tenha sido dito?
Adquirimos a linguagem para nos comunicarmos, colocar um pensamento, sentimento e tudo o mais. É uma ferramenta que em si não é boa nem má. A intenção dá o valor benéfico ou não.
Criamos uma enorme rede que se difunde sem fim e por isso avaliar com inteligência o que se ouve e decidir se iremos ampliar ou não o que recebemos é incalculavelmente importante.
Falar, ouvir, multiplicar ou calar são escolhas!
Escolha, não seja mais uma cópia barata andando por aí!

Ilustração: Google

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Foi


ele se foi
triste e só
como sempre

não foi o cigarro
não foi o álcool
nada foi mais letal
que viver a tristeza sem compreender por que sofria

era o Sol
mas a Lua viveu

por suas dores fez sofrer
por suas dores sofreu

seu corpo depauperado
delata que a tristeza o derrotou

 mostra sua carne
que morrer assim é viver a delicadeza de Alma
sem conseguir da tristeza se libertar

de tristeza morreu
de tristeza viveu

Ilustração: da Web







ARQUIVO DO BLOG

NOTA

As fotos utilizadas neste blog são da web ou de amigos, como Bell Felipe, Jac Rizzo (http://jacrizzo.blogspot.com), Adriane (http://tramasecacos.blogspot.com). As telas de pintura são de minha autoria.