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sábado, 17 de dezembro de 2011

É Possível Ser Feliz


Parando o tempo, olhando o mesmo ponto, repetindo uma história que insiste em marcar tempos infelizes. Lágrimas revelam a dor maior de não ser feliz. Tudo se mostra do mesmo jeito embora a vontade seja de algo diferente, mas as raízes parecem profundas a sustentar visões que na verdade não se deseja esquecer. E assim se fortalece uma prisão lunar difícil de se livrar.
Difícil sim, mas impossível não. Nada é impossível para aquele que traz a esperança a apontar para um Norte certo de existir.
O choro intenso leva para as profundezas da alma como aquele que dá impulso maior para mais fundo mergulhar. E quando se atinge o fundo é sinal de que é chegada a hora de voltar. Subir, cada vez mais rápido subir e na superfície encontrar o sol a brilhar. Um sol que sempre esteve em seu lugar, mas encoberto pela tristeza da desesperança e pelo vício do olhar.
Quem ao fundo chegou jamais será o mesmo quando mergulhou. Quebrar barreiras, destruir as fronteiras que isolam e violam o direito de se libertar. A vontade é soberana e ousar é a regra para mais alto estar.
É preciso acreditar que a vida pode brilhar, mesmo que seja por um instante e viver diferente o que não mais podia pulsar.
Vida nova surgindo do velho padrão trazendo a certeza de que é possível ser feliz, mesmo que por um instante, uma pequena fração capaz de mudar permanentes dias de escuridão. Alquimia no poder de se transformar a cada desejo de ser feliz e se elevar a outros mundos por intermináveis dias ou por um instante, o que não faz diferença, pois nas Alturas não existe o tempo que o concreto insiste em pautar, tudo é infinito e pulsa sem parar.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Obra de Modigliani

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Carta a um Déspota

                                        
Sua cara amarrada mostra que sua vontade foi contrariada. Seus olhos duros demonstram que olha apenas para um único ponto, o seu, caso contrário, teriam movimento e brilho. Por enquanto não sei onde errei ou se errei! Nada talvez possa contentá-lo, pois sua interação é pobre, não existe diálogo, um árido monólogo insiste em manter.
Meu corpo enrijece por sentir o peso que sua vontade exerce sobre a minha. Dessa caverna que me obriga a ficar eu não tenho como fugir a não ser que eu queira, mas meu querer por enquanto está oprimido pelo medo que tenho de escapar.
Mil fantasmas me assombram, empalideço e não acredito em nada que me diz, mas finjo acreditar por não poder dialogar.
Tudo cansa, mas onde está minha força e vontade se não as encontro em lugar algum? Deve haver uma saída! Tem que haver! Muito pouco conseguirei avançar se continuar a olhar para o chão com medo de encarar o destino que teci.
Sua força não deve ser tão maior que a minha, se assim o fosse não conseguiria me dominar, pois só há domínio onde há resposta igual. Tem que haver uma saída! Minha liberdade preciso recuperar, pois só assim conseguirei ouvir a voz do meu coração que me guia e me conduz ao que devo alcançar. Sendo assim devo a caverna deixar e o medo enfrentar. Talvez eu possa! Devo pensar que posso. Devo encontrar uma maneira de poder! E onde procurar a força que não sei mais como encontrar?
Procuro, penso e percebo que sua cara amarrada é a mesma das carrancas usadas para espantar os monstros! Quem tem medo é você, pois se não o tivesse não precisaria me dominar, livre estaria para viver. Seu medo oprime e eu  temo por acreditar em algo que insiste em me mostrar.
De que tenho medo? De uma carranca? Isso posso enfrentar! Sendo assim é melhor me apressar, muito tempo já perdi por acreditar em uma imagem. O medo é seu e dele posso me livrar, não preciso me manter frágil para provar que sua força é real.  Na verdade sua força é frágil! E meu medo não passa de uma alucinação!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Imagem do Google


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NOTA

As fotos utilizadas neste blog são da web ou de amigos, como Bell Felipe, Jac Rizzo (http://jacrizzo.blogspot.com), Adriane (http://tramasecacos.blogspot.com). As telas de pintura são de minha autoria.