TEXTOS AUTORAIS

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Meu Filho É o Cão



Difícil encontrar alguém que não tenha um bichinho bem perto de si. Pode ser um cachorro, gato, passarinho e tantos outros quanto suporte a imaginação, mas todos são, sem distinção, de estimação.
Eu tenho gatos e cão, gosto muito de cada um e me pego muitas vezes chamando-os pelo nome,  apelido ou simplesmente chamo de filhinho. Não sou a única, tem muita gente que fala com seu bichinho no estilo "vem com a mamãe" ou "vem com o papai" e sem querer entrar na discussão de que isto é substituir filhos que ainda não nasceram ou até já cresceram e seguiram suas vidas, penso que existe outro motivo: o sentido da relação que estabelecemos com eles. Se pensarmos bem é assim nosso relacionamento, como se fossem nossos filhos, porque da mesma forma como com as crianças, sentimos imensa alegria quando os vemos nascer ou quando chegam bem pequeninos, preservamos sua segurança, levamos ao médico, cuidamos das vacinas, do banho, escolhemos a melhor alimentação que podemos oferecer, educamos ( nem sempre, mas tudo bem), levamos pra passear, brincamos, fazemos carinho, sentimos falta quando viajamos e não podemos levá-los junto, mas sempre deixamos com alguém confiável. Passamos alguns anos em sua companhia e quando se vão, choramos como crianças e sentimos saudade. É ou não é uma relação de pais e filhos? Ouso dizer que observar alguém com seu bichinho de estimação é poder compreender sua capacidade de cuidar, se dedicar ou melhor, de amar.

Fonte da Ilustração: Google

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Tequilaaaaaah


Sua guia está aqui, mas você não.
Foi embora, tão de súbito!
Sem dar satisfação!
Caramba, podia ter avisado!
Eu teria saído de casa pra não vê-la partir.

Traição!
E pelas costas!

Menina, por que fez isto?
Agora não consigo mais sentir seu pelo macio.
Ouvir seu latido viril.
Tequilaaaaah, eu chamava.
Você, meio bestona, sempre respondia.

Ah, menina, que sacanagem com meu coração!
Não gosto.
Gosto não!

Tequilaaaah!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


Fonte da Ilustração: Acervo pessoal

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Consigo Sentir Seu Fantasma


Consigo sentir seu fantasma rondando meu quarto, uma brisa fria não me deixa dormir. O ritmo descompassado do meu coração acusa sua presença que não percebe meu olhar. Uma lágrima derrama um punhado de dor que não foi possível curar,  mostra um sentimento de pesar pelo tempo perdido, interrompido pelo preconceito, orgulho e desamor. 
   É tão simples não amar, é só se prender a si mesmo e roubar do outro a vida que deseja traçar, mas também é simples amar, é só se desprender de si mesmo e respeitar a vida que o outro deseja traçar.
    Deixo de respirar quando seu fantasma ronda meu quarto, não temo, mas não gosto, e assim, apoiada na dor, faço um plano para curar meu coração descompassado. Acredito que voltarei a dormir e sonhar, apesar de seu fantasma a me rondar.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


Fonte da Ilustração: www.downloadswallpapers.com

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NOTA

As fotos utilizadas neste blog são da web ou de amigos, como Bell Felipe, Jac Rizzo (http://jacrizzo.blogspot.com), Adriane (http://tramasecacos.blogspot.com). As telas de pintura são de minha autoria.