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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ouro de Tolo



para o erudito
dito culto
 sábio
de fineza ímpar

uma homenagem não pode faltar!

 para o erudito
que fala do que já foi dito
como se nunca o tivesse sido
    que assina verso por outro escrito
 como se nunca houvesse  existido

uma homenagem não pode faltar!

para o erudito
     que reveste de ouro sua invenção 
dando margem a uma imaginação
que vê o que não existe
que acredita num ouro que não passa de ouro de tolo!

uma homenagem não pode faltar!

para o erudito
que diz o que já foi dito
como se nunca o tivesse sido
que assina verso por outro escrito
que reveste de ouro sua invenção
que não passa de imaginação

 uma homenagem não pode faltar! 

pode, sim!

mas quem deseja, que sirva-se de banhos de ouro
que irão durar até aparecer outro tolo
dito culto
dito sábio de fineza ímpar
a lotar ambientes
pois erudito assim não é para poucos!



Fonte da Ilustração: Google/imagens


domingo, 17 de novembro de 2013

És Rei?


És rei ou amigo do rei?
Cumpres tua vida ou segues à sombra de alguém?

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn




Fonte da Ilustração: Google/imagens

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O Que Sabe?


O que sabe sobre seu pai? Seus gostos, crenças, medos, sua infância. E sua mãe, o que poderia falar sobre ela? E seu filho, amigo, vizinho, colega de trabalho, marido, esposa, o quanto os conhece? E a você, quem conhece? O que sabem sobre você, especialmente o que vai lá no seu íntimo? Talvez muito, talvez pouco, nada ou quase nada. A resposta ou as respostas podem ser várias, mas aqui não quero que diga tudo, quero apenas que pense.
Na maioria das vezes engatamos a vida num corre-corre desleal, nos envolvemos com o trânsito, o valor da moeda, as compras no supermercado, as contas do final do mês, final do dia, final do ano, final de tudo! Muitas coisas tem prioridade, o tempo é usado para produzir, para corresponder, enriquecer, sucesso fazer, mas o quanto este tempo é usado para conhecer? Conhecer o outro, a si e o que acontece ao redor.
Aceleramos nosso tempo e perdemos o tempo. Entupimos nosso espaço com coisas que não precisamos. Nos ocupamos de outras coisas sem um critério mais rigoroso, tudo o que vem é assimilado ou quase tudo, pois não há sistema nervoso suficiente para a avalanche de estímulos que recebemos, mas nos esforçamos para isto, e deixamos de lado a intimidade, amizade, cumplicidade, afeto. Deixamos de olhar, sentir, discernir. Nos automatizamos e perdemos o aconchego de uma conversa despretensiosa, mas atenta. Aquela conversa onde trocamos conhecimento, experiências. Aquela conversa que preenche, esclarece, traz esperança de não estarmos sós.
O que sabe sobre seu pai, irmão, tio, mãe, filho, avô, neto, colega de trabalho, amigo, vizinho?
O que sabe sobre você?
© Direitos reservados a Ala Voloshyn 

Fonte da Ilustração: Google/imagens

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NOTA

As fotos utilizadas neste blog são da web ou de amigos, como Bell Felipe, Jac Rizzo (http://jacrizzo.blogspot.com), Adriane (http://tramasecacos.blogspot.com). As telas de pintura são de minha autoria.