TEXTOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são de autoria de Ala Voloshyn.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

ONDE MAIS O QUE ESCREVO É LIDO

PESQUISE ESTE BLOG

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Quem Ama Cuida. Cuida?

Quem ama cuida. Eita frase chavão! O que mais se ouve são frases de efeito, mas quando a corda aperta no pescoço e o ar falta é hora exata de saber o que realmente tem valor e o que não passa de palavra de efeito, só pra impressionar, só pra dizer eu participo,  estou presente. Mas não está!
O que significa realmente ajudar? Arrebatar o outro e lhe impor, mesmo na melhor das intenções, o que acredita ser bom a ele, mesmo que a distancia entre as reais necessidades dele e as que julga serem as melhores for enorme? Se não houver um  mínimo de sensibilidade e um olhar atento naquele que pretendemos ajudar o erro pode ser grande.
Ansiedade baixa como algo estranho, e podemos querer sair bem rápido do enfrentamento do sofrimento alheio e então tudo vale e a invasão, pela urgência, é inevitável. Facilmente invadimos o espaço de quem sofre e lhe impomos ações e necessidades que na verdade são nossas, o sofrimento passa a ser nosso, não exatamente igual, mas acessamos arquivos internos, praticamente mortos, pelo distanciamento que mantemos de sentimentos inacabados, estagnados, a espera de solução, como água represada, que a qualquer momento pode romper suas barragens e "salve-se quem puder". É assustador!
Sabe o que penso, de verdade? Ajudar é coisa bem complexa, pois antes de tudo requer observação e compaixão, isto é, dar ao outro o que ele precisa e não o que eu precisaria naquela situação. Sei que não é fácil, pois projetamos milhões de imagens internas  e achamos que são verdadeiras, mas um esforço no sentido de separar o meu do teu, vale muito.
Só quem sofre sabe exatamente o que se passa dentro de si e não ser considerado, por mais absurdo que possa parecer o comportamento, é desesperador, uma solidão imensa e um medo pavor.
Por que não acreditar?? Por que julgar como exagero o que o outro expressa?? Por que não considerar a partir da posição dele?? Ou é melhor fugir e interpretar ao bel prazer e submete-lo ao seu remédio e não ao dele?
Cada qual procura na medida da sua sabedoria e ignorância ser feliz e o que é bom pra você pode não ser pra mim, por isso é importante respeito e humildade para considerar as devidas diferenças. No entanto, existe uma classe de ser humano oportunista que tira vantagem da fragilidade alheia para submete-lo ao seu interesse, seja ele qual for. Esta é uma atitude antiética, daqueles que crescem diante da vulnerabilidade do outro. E isto não vale não, meu irmão!!!
Só pode realmente ajudar quem consegue sentir em seu coração a dor do outro e isto requer conhecer seu próprio coração e não teme-lo.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn


sexta-feira, 19 de junho de 2015

WhatsApp


Um bom instrumento de comunicação. Rápido, eficiente quando a mensagem é clara e objetiva. Tudo se passa bem no âmbito prático e racional, mas algo muda quando tratamos de emoções. Quantos "parabéns a você ", "como está?", "mando boas vibrações", "estou contigo", "beijos", "força", ícones diversos e assim por diante, mas faltando algo demais importante, emoção.
Estamos cada vez mais ensimesmados em nossas máquinas, deixando de trocar energia. Estamos empobrecendo em sensibilidade e afeto. Cada qual defendendo seus interesses e cada um que se resolva por si só. Não há mais "tempo" pra conversar pessoalmente, olhar nos olhos, tudo tem pressa, estamos desnutridos de afeto.
Basta estar num coletivo e ver que a  maioria está com fone no ouvido ou lendo e repassando mensagens. Quem se olha? Quem puxa papo? Solitários, absolutamente solitários, vivendo isolados.
Atos de compaixão são destaques de honra, pela sua singularidade.
Posso estar com uma visão muito pessimista, mas é fácil observar que máquinas, facilidades, imediatismos se tornaram muito interessantes.
Há os que fogem a essa constatação, o que é bom demais, mas de maneira geral a superficialidade se alastra e cada um andando pela cidade como zumbis desconectados do outro e de si mesmo, voltados para um externo pobre de conteúdo e sensibilidade. Felizes aqueles que podem manter-se íntegros em meio a tanta desordem.
 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Paciência

cada macaco no seu galho. cada galho com seu macaco. não pula muito, não. cuida pro galho não quebrar. paciência, irmão.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

ARQUIVO DO BLOG

NOTA

As fotos utilizadas neste blog são da web ou de amigos, como Bell Felipe, Jac Rizzo (http://jacrizzo.blogspot.com), Adriane (http://tramasecacos.blogspot.com). As telas de pintura são de minha autoria.