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sábado, 29 de abril de 2017

Silencie

quando não souber onde está pisando
quando não souber quem está ao seu lado
entre figura e fundo
seja fundo
e perceberá a figura  

*Ouça o poema no SoundCloud
Acesse o link:
https://soundcloud.com/ala-voloshyn/silencie 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

"O Rato e a Caçadora de Ratos"


 Diz um conto inglês (*):

"O rato foi visitar a gata e a encontrou sentada atrás da porta da sala fiando.

RATO
O que está fazendo, minha senhora, minha senhora
O que está fazendo minha senhora?
GATA (ríspida)
Estou fiando velhos calções, meu bom rapaz.
Estou fiando velhos calções, meu bom rapaz
RATO
Que você possa usá-los por muito tempo ainda, minha senhora
Que possa usá-los por muito tempo ainda, minha senhora.
GATA (de mau humor)
Pretendo usá-los até gastá-los, meu bom rapaz
Pretendo usá-los até gastá-los, meu bom rapaz
RATO
Eu estava varrendo minha sala, minha senhora.
Estava varrendo minha sala, minha senhora.
GATA
Quando mais limpo melhor, meu bom rapaz.
Quanto mais limpo melhor, meu bom rapaz
RATO
Achei uma moeda de prata, minha senhora
Achei uma moeda de prata, minha senhora.
GATA
Quanto mais rico melhor, meu bom rapaz
Quanto mais rico melhor, meu bom rapaz
RATO
Fui ao mercado, minha senhora
Fui ao mercado, minha senhora
GATA
Quanto mais longe melhor, meu bom rapaz
Quanto mais longe melhor, meu bom rapaz.
RATO
Comprei um pudim, minha senhora
Comprei um pudim, minha senhora
GATA (rosnando)
Quanto mais comida melhor, meu bom rapaz
Quanto mais comida melhor, meu bom rapaz
RATO
Coloquei-o na janela para esfriar, minha senhora
Coloquei-o na janela para esfriar, minha senhora
GATA (muito zangada)
Tanto mais depressa poderá comê-lo, meu bom rapaz
Tanto mais depressa poderá comê-lo, meu bom rapaz
RATO (timidamente)
O gato veio e o comeu, minha senhora
O gato veio e o comeu, minha senhora.
GATA (mostrando as garras)
E eu vou comer você, meu bom rapaz
E eu vou comer você, meu bom rapaz.
(Salta sobre o rato e o mata)"

 Final previsível.....

Quem constrói o destino?  
Tantas vezes nos defrontamos com situações que mais parecem praga de mãe e damos a elas autoria a alguém. Nem desconfiamos que são resultado.
Resulta de escolha feita.
Quem comanda? O destino ou o autor?
O autor da própria jornada, que pode elevar ou da mesma forma degradar.
Autoria de quem escolhe, de fato!
Resta aprender e escolha diferente fazer.

(*)Conto extraído do livro “Contos de Fadas Ingleses”, seleção de Joseph Jakobs, Ed. Landy.

**Narro este conto no SoundCloud, clique no link para ouvir..
https://soundcloud.com/ala-voloshyn/conto

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NOTA

As fotos utilizadas neste blog são da web ou de amigos, como Bell Felipe, Jac Rizzo (http://jacrizzo.blogspot.com), Adriane (http://tramasecacos.blogspot.com). As telas de pintura são de minha autoria.