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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mudança

Mudança, palavra que às vezes assusta, pois traz em si a obrigatoriedade do desapego. Abrir mão, deixar para traz ou simplesmente transformar. Esta é a palavra-chave TRANSFORMAR. Mas como acontece esta tal transformação?
Tudo começa no conflito entre dois polos, extremos opostos, é claro! Se já reparou toda mudança é gerada por este conflito, por isso é tão incomodo mudar, resistências na maioria das vezes são observadas e se não houvesse um empurrãozinho, ficariamos em situações cômodas por toda a vida. Terrível, não é?! Ficar do mesmo jeito pra sempre! Insuportável! Sim, insuportável, porque nossa mente precisa de desafios, precisa de contrastes para ser estimulada e buscar respostas. E estes contrastes são os nossos tão conhecidos conflitos.
Vamos para um exemplo: manter uma relação ou interrompê-la? Manter por comodismo, medo da solidão, preocupação com os comentários, preguiça de mexer nos problemas e se ver na obrigação de tomar uma atitude e assim por diante. Ou interromper por se perceber que é mais nocivo continuar junto que separado. É nocivo porque não se cresce, os defeitos de cada um persistem e são mutuamente reforçados, em alguns casos por violência física ou psicológica, às vezes por ambas, o que é mais dramático.
Claro que podemos optar por resolver os problemas juntos e ai os desafios se tornam maiores, pois neste caso é fundamental que ambos estejam dispostos a se transformarem. Impossível? Não, perfeitamente possível!
O que é se transformar, já que é pré-requisito para se viver em paz? Se transformar é regular os opostos. O que??? Regular os opostos??? Sim, por exemplo, pense em dois polos, amor e ódio. Na verdade são extremos do mesmo elemento, mas estão exagerados em suas extremidades. Se regularmos estas extremidades e tentarmos aproximá-los, o amor perderá seus exageros que podem cegar e o ódio também perderá sua característica destrutiva ao se encontrar com o amor do lado oposto. Não é difícil, só exige empenho e muita observação. Para se atingir o equilíbrio esta temperança é necessária, uma combinação entre dois elementos opostos que precisam um do outro para atingirmos o bom senso, a consciência da verdade e do bem viver com o outro e consigo mesmo. Portanto, não precisamos culpar ninguém pelas nossas quinquilharias, mas precisamos nos transformar, mudar, aprender com os conflitos, abençoados e eternos conflitos a nos impelir para o aprimoramento pessoal ou felicidade, se quiser chamar assim.

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