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sábado, 31 de março de 2018

Coisas de Nós

num sei quem é mais besta...
se tu ou eu que tô com tu!
 
© Direitos reservados a Ala Voloshyn   

quinta-feira, 15 de março de 2018

Nascemos para Vencer


Todos, sem distinção, nascemos para vencer, assim como São Jorge vence o dragão para salvar a princesa. Temos o destino selado que trazemos em nosso intimo a solicitar seu cumprimento, vencer os dragões de nossas ignorâncias, que nos incitam para baixo, para a vida cativa e sem brilho.
Somos o São Jorge que enfrenta o dragão e o vence para salvar e preservar a princesa, sua alma, que é elevada a cada dragão enfrentado, dominado e transmutado.
Vencedores de nós mesmos é o nosso dever.
Assumamos o papel que nos cabe!

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 11 de março de 2018

Senti

    Noite sem luar nem estrelas.
Escuridão e chuva forte.
E eu no quarto de hotel fechado, abafado.
Demoro para dormir, escorre o suor, mas a janela não posso abrir.
De repente um ar frio sinto chegar do armário.
Um perfume doce espalha-se por todo lugar.
Não vejo nada.
Gelo, não sei o que acontece.
Cada vez mais o perfume envolve tudo e eu a suar frio.
Medo é o que sinto.
De súbito, tudo cessa, o vento, o perfume, o medo.
Olho para o armário e nada vejo.
O que aconteceu, sonhei?
Não!
Senti!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Espelho, Espelho Meu

Não sei o que faço aqui. Cidade estranha, não há prédios e ninguém. São espelhos entrelaçados, me vejo em todos os lados. Por onde tento sair, não consigo, existe sempre um espelho a me confundir. Louca imagem de mim mesma. Um jogo de espelhos e não posso me achar.
Por onde ir? Por onde sair?
E por que sair? Escolho ficar. Silencio, me entrego a mim.
Sinto, ouço, percebo o compasso do meu coração e aos poucos tudo se integra. Espelho por espelho, ladeados a formar um corredor que me indica que o caminho de fora é o caminho de dentro.
Saí!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Vovó

Salve todas as vovós!
Curandeiras
Benzedeiras
Com o coração do tamanho do Todo
Ficam entre lá e cá
Transitam pelos mundos
Como se em sua casa estivessem
Sabem olhar
Sabem ouvir
Sabem sentir
Sabem fazer
Com suas mãos
Suas rezas
Suas ervas
Curam
Amam


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Da Alma

Vejo tanta bobagem com roupagem de intelectualidade.  Coisas feias, sem nenhuma estética mesmo, aplaudidas como arte ou liberdade de expressão. Há os que usam a calunia como usam suas calças, todos os dias, como meio de atingir seus objetivos sórdidos e bem pequenos, porque tudo que tem o egoísmo como motivo é pequeno, sem graça e efêmero. As ideias que sustentam a vida são muito mais interessantes e magnânimas! Uns se orgulham de sua religião ou colégio iniciático, acreditando que isto os enobrece, mas cospem no chão na primeira esquina, com cuidado para não serem vistos. A ética se arrasta pelo chão. O medíocre, o mal, o mau, se acotovelam na multidão. Gente torpe adquire notoriedade às custas de quem lhes oferece o ombro, por ingenuidade ou troca de favores.
Vixe! Todos tocam a mesma toada? Não! Mas onde estão os que não se afinizam com essa baixeza humana? Calados? Escondidos? Solitários? Indignados? Enfraquecidos? Desanimados? Endividados? Onde estão, que não surgem para fazer frente e assumir sua ética e potência? Onde estão que deixam esta corrente mortífera passar impune e se fortalecer a cada ato? Onde?
Se a omissão imperar entre aqueles que podem contribuir para a elevação humana, não mudaremos nada. A destruição invadirá cada espaço que se encontrar vazio e descuidado.
Qual o seu compromisso com o que é bom, belo, evolutivo? Quantas atitudes assume a favor do crescimento de todos? Quanto insiste em não abandonar seu posto de ser humano digno de sua espécie? Quanto  ainda irá reclamar da sujeira a solta e não fazer nada para imprimir novo rumo ou pelo menos não permitir que esta lama invada um espaço maior? Quanto ainda irá se queixar de solidão e não se unir àqueles que compactuam com o elevado também?
A omissão é tão indigna quanto a falta de ética, egoísmo e a brutalidade espiritual.
Ficar no seu quintal, cuidando das flores do seu jardim, sem olhar para o que o cerca além de suas fronteiras, pode não ser suficiente para imprimir colorido e luz ao cinza que nos oprime a alma.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Por Causa dos Inhames

Num dia chuvoso, já final de tarde, no supermercado eu escolho inhames. Dizem que faz bem ao sistema imunológico. Não gosto do sabor, mas se for pra reforçar o sistema imunológico, que importa o gosto!
De súbito ouço uma voz. É a mãe que chama sua filha pequena que se afasta dela, numa alegria que não falta a uma criança. A mãe dedicada e cuidadosa não espera e logo usa em voz alta um argumento bastante conhecido, poderia dizer, tradicional. Filha venha pra cá, olha a bruxa, ela vai te pegar! Tá lá no cantinho, vem pra cá, corre! A pequenina fica em dúvida por um instante, mas logo vai na direção da mãe, que olha vitoriosa e segura de si. Foi fácil, nem precisou de muito esforço.
Ah, se a menina soubesse que a mãe mente! Descaradamente mente! Mente, porque não tem consciência da potência do veneno de suas palavras. Mente, porque a preguiça toma conta do seu ser. Mente, porque não pensa no que acontece lá dentro da cabecinha desta pequena, que registra a informação. Mente, porque duvida de sua própria inteligência. Mente, porque se recusa a decidir por outra forma de agir. Mente, porque está acostumada a mentir.
E a menina? Aprende bem depressa a não acreditar em si, no seu discernimento, na sua percepção, na sua intuição. Também aprende a mentir. Além do que, fixa a notícia de que bruxas costumam andar pelo supermercado em dias chuvosos, preferencialmente em fins de tarde e se esconder pelos cantinhos!
Menina! Não acredite! Sua mãe mente! Descaradamente, mente!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

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NOTA

As fotos utilizadas neste blog são da web ou de amigos, como Bell Felipe, Jac Rizzo (http://jacrizzo.blogspot.com), Adriane (http://tramasecacos.blogspot.com). As telas de pintura são de minha autoria.