Quem sabe um dia
eu possa
viver perto do verde
Quem sabe um dia
eu possa
tomar um café com gosto de afeto
verdadeiro
Quem sabe um dia
eu possa
respirar em paz
Quem sabe um dia eu possa
Quem sabe um dia
eu possa
viver perto do verde
Quem sabe um dia
eu possa
tomar um café com gosto de afeto
verdadeiro
Quem sabe um dia
eu possa
respirar em paz
Quem sabe um dia eu possa
É isso! Vem sempre com defeito. Aquela pessoa que te
encantou tanto, que te fez suspirar, sonhar com mil coisas lindas, que parecia
perfeita a seus olhos, não é.
Verdade, e não há nada de errado nisso, mesmo que a
imperfeição não pareça combinar com o ser encantador! O estado de paixão é tão
perfeito! É tão precioso, que olhar por outro lado não é opção que se queira,
mas uma hora ela acontece e é uma boa oportunidade para um encontro verdadeiro,
mesmo com todos os defeitos que se mostram a céu aberto e revelam que ser
humano é ser imperfeito em vias de aperfeiçoamento.
No entanto, existem defeitos que comprometem a relação e no caso é opção se acautelar, eu penso, é melhor se colocar em
primeiro plano nessa hora. É claro e inquestionável que todos nós temos
imperfeições, somos luz e sombra, mas existe sombra complicada, que tem
potencial para deteriorar o relacionamento e daí o ideal é colocar na balança e pesar,
pois há comprometimentos que contaminam, desorganizam, bloqueiam a evolução.
Uma relação, a meu ver, é uma combinação de energias, no
sentido da alquimia, que leva à transformação e os ditos defeitos podem ser
matéria perfeita para ser burilada, com bom resultado de crescimento, eu
acredito, e perceber imperfeições em si e no outro é excelente
oportunidade para evoluir junto, no esforço mútuo de aprimoramento. É o que
penso e você?
Deixe-me chorar
Não interrompa minhas lágrimas
Deixe-me ir fundo no que sinto
Deixe-me buscar forças para subir à tona
Se minha dor incomoda, não interfira
Silencie
Deixe-me viver por inteiro minha dor
Deixe-me lamber minha ferida, até cicatrizar
Se minha dor incomoda
Silencie
Mas não me interrompa
Deixe-me sentir
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Nada importa além do que se deseja alcançar.
Pessoas são recursos, os vínculos são de interesse e tudo
certo assim.
Acordos não verbais se instalam.
Pras metas realizar.
Se há coesão as fatias são bem repartidas.
Cada um no seu posto desenvolve sua parte.
E todos saem ganhando.
Elogios, declarações públicas de méritos, com apoio incondicional.
Todos unidos pras metas alcançar.
Grupo fechado, só entra quem traz vantagens pra todos.
E se algo ficar claro pra quem é de fora e perguntar.
A resposta pode vir, mas com uma condição.
“Essa conversa nunca aconteceu.”
Vingança
E a história não muda!
Vingança
E a história continua!
Vingança
E o sangue ainda está no olhar!
Vingança
E a dor pulsa!
Vingança
Até a roda girar
E colocar todos no mesmo lugar
Não desvia
Espera
Que pressa é essa?
Não perca o tempo
Olha um pouco mais
Sente o que os olhos veem
Não se apresse
O que vale é a verdade
Não perca o tempo
Se passar o viver
Nada será
Não se aprece
Sente o que os olhos veem
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“Dou minha palavra”. “Se eu disse, está dito”. “Palavra de
honra”. “Combinado está”.
É isso? É assim?
Posso confiar em sua palavra? Irá cumprir o que firmou com sua palavra?
Bem que eu gostaria que sim. Bem que eu gostaria que lembrasse no dia
seguinte o que afirmou fazer. Bem que eu gostaria que não ferisse um acordo de
palavra entre nós. Bem que eu gostaria de não ficar sozinha num feito de nós
dois. Bem que eu gostaria poder confiar em sua palavra. Mas não parece que
posso.
Tão frágil se tornou acordo de palavra! Não há compromisso.
Não importa o outro. Palavra pode ser jogada ao vento e quem sentir dano, que o
resolva, não é?
Tão frágil se tornou a palavra de quem não se compromete em cumpri-la.
Tão frágil se tornou sua palavra, que confiança perdeu. Quem habituado está em
não cumprir, do hábito fica refém, a inventar artimanhas para disfarçar o que
não consegue, pois fatos não pedem confirmação, expõem.
Pois então, em quem confiar? Pergunto.
Eu sigo um critério, que decidi. Só posso confiar em quem
cumpre sua palavra firmada. Sem esperar grandes feitos, só espero a confirmação
da palavra, só isso e tudo isso.
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Seria óbvio se o óbvio não fosse tão óbvio assim!
As crianças miúdas sabem como é.
Podem percebe-lo sem dificuldades.
Mas gente grande nem tanto!
Se interessa pelo oculto, misterioso, complicado de
entender.
E o óbvio escorre entre os dedos.
Gente grande acha que sabe e se embaraça no óbvio.
Se atrapalha a questionar o que está diante dos olhos.
E não consegue identificar o que é óbvio.
Procura respostas nos sábios, mestres, cientistas, heróis
E o óbvio não
enxerga.
Procura respostas onde não há respostas para não ter que
responder.
Os olhos, é preciso faxinar, limpar sujeira grossa e fina.
Ir além do imaginado, acreditado, desgastado, enrijecido, vantajoso.
O óbvio está na complexidade do simples.
É preciso se despojar da coerência aprendida, repetida,
Que está distante do natural, essencial.
O óbvio é o que sempre esteve presente a mostrar o que é e
como é.
O óbvio é pra quem quer enxergar.
O óbvio é pra quem quer se aprofundar na complexidade do
simples, do essencial.
O óbvio é pra quem quer ver o óbvio!
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Não foi nada disso que planejei!
Mas quem disse que planejamentos foram feitos pra darem certo?
Quem disse que o que acreditamos ser verdade é verdade de verdade?
Mas quer saber?
Está sendo muito melhor do que o que planejei!
Sorte minha, que planejamentos não foram feitos pra darem certo!
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Nasci em 1956 em São Caetano do Sul, na casa de meus pais, de parto normal com assistência de uma parteira. Tudo muito diferente do que vemos hoje, mas era assim, pelo menos foi desta forma comigo.
Mãe e pai imigrantes ucranianos, chegados ao Brasil depois
da Segunda Guerra Mundial. Nada muito simples, condição que exigia boa
capacidade de adaptação a uma cultura diferente, em época de construção ou
reconstrução de uma vida abalada pela violência da guerra, ainda na infância e
parte da adolescência.
Fui criança arteira e alegre, pequena menina que aprendeu a
falar na língua de seus pais, o Ucraniano. E assim iniciei minha vida de
estrangeira. O Português aprendi com outras crianças brincando na rua e depois
na escola.
E pensando hoje sobre isto, entendo o impacto da linguagem
na cultura, é através das palavras que assimilamos os costumes, valores,
comportamentos de um povo. E eu a que povo pertenço? Brasileiro, ucraniano?
Tinha muita dificuldade em entender certas coisas como
“namoro no portão”, o que significa, qual a diferença? Se passar do portão o
que muda? E quando ouvia a mãe chamar seu filho e ele responder “senhora?” Que
estranho, nunca foi assim com minha mãe, e, a primeira vez que lhe respondi
“senhora” quando me chamou, levei uma bronca da qual nunca entendi a razão! E
“mistura” ao se referir ao acompanhamento do arroz e feijão! Por que “mistura”?
Minha cabeça se enchia de perguntas.
Eu observava tudo, ouvia com atenção o que as pessoas
diziam, tentava entender como tudo funcionava e como deveria me comportar! Uma
estrangeira era eu!
Em casa só conversávamos em Ucraniano, até que, na escola,
minha professora sugeriu aos meus pais que parassem com o hábito, pois eu
confundia as palavras. Afinal, o Português para mim era uma língua estrangeira!
E assim fui crescendo, entre tropeços, dúvidas e muita
atenção a tudo o que acontecia à minha volta. Nossa casa era uma das poucas
aqui no Bairro Santa Maria, onde brinquei muito com o barro da rua de terra,
subi em árvore e, claro, caí também! Não faltaram aventuras no carrinho de
rolimã, que eu e meu irmão pilotávamos em descida de terra desafiadora! Não sei
como não nos arrebentamos, porque quedas não faltaram. Às vezes acho que
tínhamos dois anjos da guarda com cada um, porque aventuras e arrojos eram constantes!
Tempo bom, em que a vida era repleta de descobertas com erros e acertos sem
fim.
Tínhamos um descampado com flores silvestres que eu adorava
colher. Passava bom tempo olhando florzinha por florzinha, sentia seu perfume,
colhia as mais bonitas e trazia para casa para transformar qualquer copo em um
vasinho para enfeitar a mesa da cozinha. Fiquei sabendo um tempo depois que
nossa Vila Santa Maria tinha sido uma pequena chácara com plantação de flores.
Que incrível! Por isso, até hoje brotam flores que ninguém semeou! Talvez ainda
sementes daquela época, penso eu. Que sorte a minha, nascer em solo onde havia
muitas flores! Amo flores e árvores também, o que vemos em muitos lugares aqui!
Gosto disso e algumas até continuo a plantar no quintal que ainda mantemos,
porque ainda vivo nesta cidade e no mesmo quintal onde nasci. Isto é que é criar
raízes!
Muitas transformações aconteceram, São Caetano do Sul se
desenvolveu muito em pouco tempo. Hoje, é uma cidade que parece que não falta
nada. Minha escola primária ainda está firme, “Professor Décio Machado Gaia”.
Toda manhã lá ia eu para aula sozinha, subia um morro com trilha que dava pra
escola. Ia feliz da vida, gostava da escola, onde toda manhã tomava uma caneca
de chocolate quente, lembro até hoje do sabor! Do cheiro da madeira das
carteiras, não se esquece, assim como da professora do primeiro ano, como era
brava aquela moça! Eu não ousava contrariá-la, mas sobrevivi a ela, e a vida
prosseguiu. Sempre me interessava por algo novo e diferente. Desfiles de 7 de
setembro eram um evento e lá estava eu de bandeirante! Minha mãe costurou a
roupa, que ficou muito bonita, e, mesmo que a chuva no final do evento nos
obrigasse a procurar um abrigo, isso não era problema, pois o melhor já havia
acontecido, o desfile pela escola! E, claro, depois lá íamos nós para o
fotógrafo para as fotos de lembrança! Todo final de mês, nos arrumávamos para a
ocasião, era obrigatório! O que foi bom, pois hoje posso rever um pouco da
minha vida registrada nelas!
A menina, queria experimentar, viver cada momento, aprender,
e, assim foram canto orfeônico, fanfarra, aulas de piano com minha professora
Eunice. Acredita que fiz parte de uma das primeiras turmas de música da
Fundação das Artes? Pois então, foi um erro, não pela Fundação, mas por eu ter
deixado minha professora Eunice, pois, na verdade, não queria ser pianista, só
queria tocar piano na casa da minha professora! E, quando quis interromper as
aulas na Fundação das Artes, foi um terror em casa, minha mãe ficou uma fera
comigo, mas não teve jeito, saí, e por anos, meu piano deixei fechado e,
depois, vendi, o que foi um equivoco. Não se vende um piano! Mas agora é tarde
e o trauma da reação da minha mãe foi decisivo para esse triste desfecho.
A menina estrangeira continua até hoje, pois ainda observo
tudo, como as pessoas agem, como são os costumes, como se comportam, quais os
valores sociais. Não os compreendo completamente, não concordo com alguns,
sinto-me, às vezes, um “pato fora da lagoa” tentando me adaptar. Minha cultura
de origem ficou no sangue, no coração e ainda fala alto dentro de mim. A
sensibilidade para a arte, o canto, que adoro, o senso poético e a firmeza em
relação aos valores éticos, a coragem e a resiliência, que não faltam no povo
ucraniano. Nunca esqueci minha origem, meus ancestrais, sua luta pela
sobrevivência num lugar tão gelado pelo inverno rigoroso, exigindo disciplina e
força para enfrentá-lo. Nunca apagamos nosso DNA de terras distantes, de povo
distinto!
Minhas avós eram de origem russa. Meu avô paterno tinha
ascendência mongol e meu avô materno era um mistério, amante da cultura e
literatura, que trago em meu coração, assim como minha avó. A baba Anna, linda,
uma poetisa que cantava, bordava, plantava, contava histórias, uma pequena
mulher, doce, brava e muito valente, características que eu herdei dela e as
vivifico no meu trabalho e na minha vida!
Posso dizer que sou uma ucraniana brasileira
sul-são-caetanense? Não sei, mas estou certa de que nossos ancestrais vivem
dentro de nós e esperam que os honremos sendo seres humanos melhores a cada
dia, por vontade e esforço. Acredito nisto, vivo isto!
Ala Voloshyn, dezembro de 2023
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
Matéria publicada na Revista Raízes 67, Dezembro de 2023, Ano XXXV. Publicação da Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul, SP, Brasil. Jornalista responsável: Paula Fiorotti (edição e revisão)
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| Com Paula Fiorotti |
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| Raízes na Biblioteca Municipal, com Ana Maria Guimarães Rocha |
Não foi você que me fez crescer!
Não foi a situação que causou que me fez aprender.
Não se vanglorie ao se ver como a causa.
O que me fez despertar foi o que eu fiz com o que você fez!
Meu esforço em aprender o que não sabia, me fez saber.
Minha vontade de transformar meu sofrimento em fortaleza, me
fez acordar.
Minhas lágrimas me fizeram olhar com mais clareza pro meu
ser.
Fiz de tudo pra compreender onde errei ao permitir sua presença em minha vida.
Foi esse esforço meu, que me fez ver o quanto eu
buscava em você meu valor, que eu não acreditava.
Não bata no peito nem levante a voz ao dizer que foi por
você que cresci. Não foi.
Cresci pelo que eu fiz com o que você fez.
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
É tão incoerente! Há situações que parecem acaso, outras,
pura sorte e algumas, azar sem par! Nada parece se encaixar!
Mas não há sorte, azar ou acaso. Há um cálculo bem
engendrado! Tudo se encaixa depois que tudo passa. Tudo é coerência se há
consciência. Nada está fora de lugar.
Existe uma causa que liga tudo e todos ao que estiver
vibrando no mesmo tom. E isto, percebido ou não, faz com que tudo e todos se
encontrem, na hora, lugar, cenário, já ajustados.
Acaso? É para os distraídos!
Resultado? É para os despertos!
Nada e ninguém está fora de lugar e só há um bem a divulgar!
Aprender, se transformar, crescer com o Universo a se
expandir.
Só há um bem a divulgar! Toda causa tem seu efeito. Todo
efeito tem sua causa.
Não há mais nada a declarar. Na dúvida agradeça. Aprenda e cresça.
Quem nos diz que somos inimigos?
Quem nos quer cativos?
Quem construiu esse muro entre nós?
Por que não nos ouvimos?
Por que somos obedientes a quem nos separa?
Não confiamos em nosso discernimento?
Precisamos de quem nos governe?
Precisamos de quem nos leve pela mão?
O que deseja quem nos separa?
Por que nos separa?
Por que obedecemos?
Não confiamos em nosso discernimento?
Poderia estar, onde não estou!
Quem está, não quer que eu lá esteja.
Mesmo que meu lugar ali já fosse.
Apaga a história que antes lá escrevi.
Outro assume meu lugar.
Quem colocou, assim o quer.
Deu-me as costas e olhou para o que não vi.
Outra página escreve com palavras que escrevi.
Mas quem verá, se não sabem o que há?
Também fazem de mim esquecimento.
Por que?
Quem responde?
Se sabe, diga-me.
Por que não estou onde poderia estar?
Escrevi uma história que apagada se faz.
Apagam por que?
Se minha digital já lá está.
E onde minha letra alojei, história fiz.
Não se apaga o que os olhos não podem ver.
E quem acredita que apaga a história já escrita.
Sua própria história não tem.
Ah, minha criança! Fique no meu colo, aqui está protegida.
Vou lhe contar uma história bem bonita pro seu medo passar.
O mundo está bem doído de se viver. A dor se espalha pelo ar
e a resposta pra cura não vem.
Também tenho medo, mas não é maior que o seu.
Vou suportar o inferno que está lá fora e manter seu olhar
no meu.
Pra que não se desvie de mim e se perca nos ruídos
ensurdecedores.
Tudo está confuso, mas suporto meu medo, pra que confie em
mim.
Não é este mundo que queria pra você, mas é o que acontece.
Nem sempre as coisas são como desejamos, é assim!
Fique no meu colo, aqui está segura.
Queria um mundo bem diferente, mas ele é o que é, cheio de
contrastes e desafios.
Quero te ver crescer e ser forte, pra não se perder na confusão.
E quando eu estiver longe, quero que se lembre das histórias
bonitas que lhe contei.
Aquelas em que os dragões eram enfrentados com bravura e o medo
vencido.
Aquelas histórias, que lhe contei, imaginei, sonhei,
desejei.
Pra que seu medo passasse e continuasse a acreditar em mim.
Que também sentia medo, mas que por você, suportei.
Sim, é isso, não me elogie, agradeço.
Nem me conhece direito e já diz que me admira! Por que?
Tenho algumas desconfianças, só algumas, quando há um
exagero nos elogios, uma constância, fico pensando, por que? Nem sou tão
incrível assim! Por que a insistência?
Não me refiro a uma manifestação pura, de admiração, às
vezes constrangedora pelo excesso, mas sincera. Ressalto o exagerado que
inspira desconfiança, isso mesmo, desconfiança! Tem uma expressão um tanto
quanto ansiosa, artificial, que dá pra sentir que algo existe a mais, que vai
além do elogio. E o que é?
Bajulação! E pra que? Manipulação!
Isso, manipulação! E funciona assim: “vejo em você algo que
me interessa, que pode me servir e pra ganhar o que percebo vou te amaciando,
chamando atenções sobre mim, dando-lhe a falsa impressão que te admiro e por
razões magníficas, porque você é SENSACIONAL, e não há igual; só você seria
capaz de tal maravilha!”
Entendeu? Se o objeto do desejo for você, logo será atraído,
usado e jogado fora depois. Simples assim. E de um modo muito eficaz, nutrindo
sua vaidade e se você morder a isca, já era! Será conduzido e extorquido, bem
debaixo do seu nariz! Sem que perceba, pois, a vaidade cega. E quando voltar à
razão já terá sido manipulado ao bel prazer do elogiador ou melhor, bajulador.
Entendeu? Por isso, não me elogie, vou desconfiar! Deixe-me
quieta na minha toada do autoaprimoramento e se sentir gratidão pelo que fiz, diga-me,
vou gostar saber que fui alguém que somou positivamente na sua vida, mas não me
cegue pela vaidade, isso pode me estacionar e é o que não quero!
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
Gosto de rosas,
são lindas, nas mais diversas cores! Mas prefiro as amarelas, brancas também
são lindas, mas as cor-de-rosa são clássicas! As vermelhas não negam um charme
especial e as champagne, então! Mas prefiro as amarelas!
Trouxe uma muda
bem bonita pra casa e plantei no jardim. Tenho um pequeno punhado de terra e
ficou bem bonito, a roseira de rosas amarelas com mais algumas plantinhas e
devo confessar, algumas ervas daninhas também, mas são poucas e não me importo
muito com elas, a roseira de rosas amarelas gosto e quero ver crescer bem
bonita cheia de rosas amarelas, que amo muito!
Os dias vão
passando e as demandas não são poucas! Trabalho, casa, supermercado, recados no
WhatsApp (não param!), contas pra pagar, boletos que não posso deixar vencer, o
cansaço que insiste em moer meu corpo e o estresse, tão comum nos dias de hoje!
Mas tudo bem, todos estamos assim, né? Um dia passa, um dia passará!
E a roseira de
rosas amarelas? Está lá no jardim, um pouco maior, tá indo bem, especialmente
porque anda chovendo muito por aqui e isto ajuda! As ervas daninhas também
cresceram, mas tudo bem, não me preocupo com elas, são poucas!
E a vida vou
levando, às vezes sem graça pela falta de graça e do convívio com amigos, de
gavetas lotadas de contas velhas, que insisto em manter, não sei por quê!
Talvez pela necessidade de preenchimento de uma vida que insisto em viver, mas
que pouco me encanta, talvez meu encanto em alguma gaveta guardei.
E a roseira de
rosas amarelas? Está no jardim! Não anda muito viçosa, talvez pela falta de
chuva nos últimos tempos! Mas, por incrível que possa parecer, as ervas
daninhas cresceram, estão a tomar conta do jardim! As ervas daninhas não
precisam de água, só a roseira de rosas amarelas?
A vida sem
tempo, cheia de compromissos e não dá nem tempo pra regar a roseira de rosas
amarelas. Não tenho tempo nem pra me olhar no espelho, passar um creme nas
pernas, que a pele anda seca como a terra do meu jardim! Mas amanhã eu
rego e quando a roseira de rosas amarelas se encher de rosas amarelas, a vida
será mais encantadora, pois amo rosas amarelas! E mesmo com pressa e sem tempo,
poderei olhar pras rosas amarelas da roseira de rosas amarelas, que um dia
plantei no meu jardim, com algumas ervas daninhas, e me encantar, porque eu amo
rosas amarelas!
Mas o tempo
passa depressa e nada muda, a vida encrua, a roseira de rosas amarelas seca e
as ervas daninhas tomam conta do jardim. Que pena, porque eu amo rosas
amarelas!
Semente boa em solo contaminado, é contaminada.
Semente pura em
solo contaminado tem sua natureza infectada.
Semente boa,
semente pura, depende de solo limpo pra íntegra expandir.
Solo
contaminado não permite que germine com força inteira.
É deformada
pela contaminação.
Mão que planta
tem ação de criação.
Se o solo não
cuidar, o criar comprometerá.
Semente boa
precisa de solo bom.
Semente pura
precisa de solo puro.
Em solo
contaminado se contaminará.
E sua natureza
levará o que não é seu.
Sua pureza
perderá.
Sua natureza
desviará.
Pela impureza
que perpetuará.
![]() |
Contar histórias para crianças é sentir o pulsar da Vida no coração! Entusiasma e faz acreditar que podemos viver um mundo verdadeiramente melhor.
Escrever para crianças redobra a responsabilidade de manter
a Vida em crescimento saudável, cuidando para que as sementes não se deteriorem
pelas palavras deteriorantes!
Saber a diferença entre o que eleva e o que faz estacionar é
um saber que provém da vivência na experiência. E hoje, poder decidir por uma
direção solicita uma atenção maior, quando a arte está a serviço de
interesses que não são da arte.
Pra reflexão.
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
Pra ajudar a contar mais contos e aumentar seus pontos!
Quem conta um conto aumenta um ponto?
De ponto em ponto, logo não será o mesmo conto!
Quem escreve conto tem o que contar.
E quem conta, deve saber respeitar!
Sem alterar a comunicação de quem escreve.
Se quer contar diferente, escreva o seu!
Não mexa no conto já feito!
Seja na arte eleito,
Por si mesmo!
E não por contar o que não se contou.
Inventou!
Pendurado no lombo de quem escreveu.
Pendurado no lombo de quem leu.
Pendurado no lombo de quem a mão ofereceu.
![]() |
Não se atreva! Se não for capaz, nem pense em desafiar. É posição de prática constante e atenção. Só um mestre pode articular os fios das
marionetes sem se enganar. O silêncio do
oculto o mantém no comando e quem olha
se entretém tanto com o teatro, que não percebe suas mãos a guiar.
Nem sempre a cena faz rir, também faz chorar e odiar, na intenção do mestre a encadear. Marionetes sem juízo, não podem alterar o trajeto definido. Não tem permissão para modificar. Estão para se deixar conduzir por quem a trama concebeu.
E assim o teatro se faz, até se fecharem as cortinas. Os bonecos, já sem função, saem do palco a esperar outro
enredo, que só o mestre sabe como será.
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
Quem nos rejeita, mostra que devemos continuar nossa
caminhada.
Quem nos agride, mostra que devemos nos defender.
Quem está junto, mostra que podemos confiar.
Quem mente, mostra que devemos discernir.
Quem nos ama, mostra respeito por nós.
Quem nos ouve, mostra interesse em nossa fala.
Quem nos abandona, mostra que podemos estar conosco.
Quem erra, mostra que somos humanos.
Quem nos perdoa, nos liberta.
Quem diz palavras bonitas sem realiza-las, mostra que
precisamos estar atentos.
Quem nos promete o que desejamos, mostra que podemos estar
em apuros.
Quem busca vantagens, mostra que devemos nos afastar.
Quem chora, mostra que a dor pode ser nossa também.
Quem nos olha, mostra que deseja nos conhecer.
Então, o que fazer?
Escolher.
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
![]() |
| Picasso |
Sugere
venenos mentais, sentimentos nefastos
Não se
declara, pois sabe que não é querida
Mente no
seu disfarce, rouba viço e deprime
Avarenta, não percebe que seu esforço de ajuntar é vão
Mais apoucado que seu espírito, só outro igual
Não tem
prazer e seu desprazer inocula no desatento
Vive no
escuro da alma, não conhece a luz do sol
Reflete seu
rosto no rosto de quem brilha
Rouba-lhe a
alegria, que pouco tempo vive
Constrói um
labirinto sem saída
E não
descobre quem de verdade é
Se
soubesse, viveria seu tempo
A cultivar
o que de potente tem
E abandonaria o doloroso destino
De viver cativa sem ninguém
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
Acredito que acredita, mas eu não acredito! Nem em você, nem
em seu privilégio de sofredor.
Dores, desafios, discórdias, perdas, frustrações, tudo, mas
tudo mesmo faz parte da nossa vida! E não é somente o que nos desagrada, mas o
que nos traz satisfação também.
Por que ressaltar o que dói ou doeu? Por que não compreender
o que se aprendeu? Ou nada foi percebido, só ficou o lamento?
Todas as vivências trazem em si um ensinamento, uma
possibilidade de crescimento, evolução, sejam elas agradáveis ou não para nós.
O mais importante é o que aprendemos, o que superamos, o quanto nos tornamos
melhores, não é? É certo que nem sempre nos aperfeiçoamos, às vezes encruamos,
acentuamos nossos aspectos mais grosseiros, mas isso é porque teimamos em não
aprender, penso eu!
Ao olhar apenas por um ângulo da experiência e não perceber
o todo é perder boas oportunidades de aprimoramento. Acha, não? Eu acho!
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
Fique longe
daqueles que não preservam
uma amizade verdadeira.
Buscam realizar
apenas seus interesses,
sem se importar com o outro.
Observe melhor
quem você permite
estar ao seu lado.
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
Você não tem tempo a perder com quem tem tempo a perder, não
é?
Não percebe que faz seu tempo perder. O que lhe garante que
ainda o terá?
Quem dá seu tempo a quem não tem tempo a perder não perde
seu tempo.
Quem tem tempo a perder sabe que o tempo é perdido quando
não é sabido.
O tempo é aqui!
E quem já viu o tempo passar, sabe que quem
não tem tempo a perder
faz seu tempo passar,
com pouco a experimentar.
Eu quero. Eu queres. Eu quer. Eu
queremos. Eu quereis. Eu querem.
Eu falo. Eu falas. Eu fala. Eu falamos.
Eu falais. Eu falam.
Eu não quero. Eu não queres. Eu não quer.
Eu não queremos. Eu não quereis. Eu não querem.
Eu não escuto. Eu não escutas. Eu não escuta. Eu não escutamos. Eu não escutais. Eu não escutam.
Eu abandono. Eu abandonas. Eu abandona.
Eu abandonamos. Eu abandonais. Eu abandonam.
Eu perco. Tu perdes. Ele perde. Nós
perdemos. Vós perdeis. Eles perdem.
Final feliz, Eu quis.
Mas não foi assim que Eu fiz.