DIREITOS AUTORAIS
Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

Recebemos uma imensidão de informações sobre agentes nocivos
à nossa saúde e todos os dias somos lembrados do que devemos evitar e do estilo
de vida seguro a desenvolver. Vivemos mergulhados em ameaças que algumas
conseguimos evitar e outras nem queremos pensar, tudo muito centrado
no biológico, mas fico imaginando o quanto engolimos todos os dias agentes
agressores ao nosso campo psicológico, sem associá-los ao mal que podem nos
causar, pela sua ação invasiva e ameaçadora ao equilíbrio vital.
Quantas mentiras, traições, manipulações, ameaças, cenas de
ciúmes, álibis que não convencem nem as crianças, promessas sem nenhuma
intenção de serem cumpridas, jogos de sedução, abandonos covardes, ações que
não correspondem ao discurso e assim por diante, tudo conversa “mole pra boi
dormir”! Todos os dias engolimos, engolimos e engolimos estes agentes
agressores e já habituados, nem um pequeno enjoo sentimos! Quando colocamos na
boca um alimento estragado, insuportavelmente amargo ou que não gostamos, não
temos muita dúvida e colocamos para fora, mas por que estes agentes colocamos
para dentro?
Por que não dar um basta? Por que não evitar? Por que
participar deste jogo letal? Se pensarmos bem perceberemos que já engolimos muita
coisa nociva. Que tal colocar para fora? Limpar-se e ser pelo menos coerente
com suas necessidades de bem viver com certa dignidade.
Ninguém precisa acreditar no que não acredita. Ninguém
precisa abaixar sua cabeça aceitando o que sua alma rejeita. Ninguém precisa
seguir um padrão que não lhe corresponde. Ninguém precisa fazer de si mais um
boneco sem vida manipulado por quem o queira.
Está ruim? Sabe que lhe fará mal? Não confia? Não dá para
engolir? Então não engula, defenda-se. Preserve sua integridade. Preserve sua
verdade. Preserve sua vida.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Ilustração: da web
Espera saber onde está sua paz
Espera viver sem medo das barragens que a cercam
De não ouvir resposta clara
Alma canta e não encontra eco
Vive sem alento
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
“Não me peça pra ficar só porque não quer me acompanhar”, Vander Lee escreveu em sua canção, mas quantos poderiam dizê-lo sem titubear? Escolher seu caminho, deixar para traz aquilo que gosta, amigos, amores ou coisas, em função de necessidades. É mais fácil se deixar levar, ter quem opine em sua vida, ter quem lhe mostre o caminho, ter quem elimine a angústia da escolha.
Palpiteiros, guias é que não faltam. Geralmente parecem bem intencionados, sábios, firmes e de certa forma impositivos, pois para influenciar é preciso ter talento, força, poder de convencimento e gente preguiçosa também existe em bom número, assim o par está selado, dominante, dominado. Um não existe sem o outro e quando a parceria se estabelece fica difícil interferir, pois o dominador precisa exercer seu poder e o preguiçoso não quer o conflito. Santo conflito! Já parou para pensar que é de conflitos que nascem as melhores decisões? Olha-se para um lado e depois para o lado oposto e com alguma dose de angústia chega-se ao resultado, ao novo, à transformação.
Angústias levam para frente, confortos levam à estagnação e dependência. Maldita dependência daquele que escolhe o caminho fácil de ser conduzido! Sem citar aquele que conduz que parece fazer algo de bom, mas ao eliminar o poder de escolha do outro faz na verdade muito mal!
Quem tem sua Vontade inibida não consegue penetrar no seu íntimo, não consegue ouvir a voz de seu coração, não sabe o que quer, pois não sabe quem é e por isso está perdido a precisar da mão de quem o conduz, sabe Deus para onde, mas com certeza não será para o caminho de sua própria vida e assim seu tempo se esvai sem que perceba o tamanho da prisão em que se encontra!
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