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sexta-feira, 6 de março de 2009

Alfândega no Céu


Já imaginou se existisse alfândega no Céu? Todo aquele povo chegando depois de morto, carregando suas bagagens, trazendo milhões de coisas!
Alguns com seu carro, a casa, que levou anos para conseguir e agora que poderia curtir, teve que atender ao chamado das Alturas! Outros com seus doces, sanduíches, com as cápsulas para dissolver as gorduras. Não faltariam joias preferidas, cigarros, bebidas, e outros singelos vícios, às vezes nem tão singelos!
E roupas? Todas elas de preferência, pois nunca se sabe qual a festa que vai rolar no Céu! Não é? Dinheiro em todos os bolsos, cartões de crédito, calmantes, santinhos, amuletos, brinquedos que falam sozinhos, empoeirados de tanto que ficaram expostos em estantes, pois “nem pensar em quebrá-los, afinal custaram uma nota!” Objetos que se acumularam durante muito tempo, por dó de se jogar fora ou passar à diante, pois “pode-se precisar algum dia!” Sabe como é?
Filas e mais filas de gente ansiosa, preocupada com o excesso de bagagem, pensando: ”E se tiver que deixar alguma coisa para traz? Só de pensar dá um frio na barriga! E se tiver que pagar pelo excedente? Qual a moeda vigente no Céu? E o setor de câmbio, onde fica? Existe no Céu?” Que estresse, até depois de morto!
Cena ridícula, não é? Tão ridícula quanto a atitude.
Mas afinal, o que de fato resta depois de morto? O que levamos de verdade?
A vida é para acumular ou para se transformar?
Responda você!

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NOTA

As fotos utilizadas neste blog são da web ou de amigos, como Bell Felipe, Jac Rizzo (http://jacrizzo.blogspot.com), Adriane (http://tramasecacos.blogspot.com). As telas de pintura são de minha autoria.