“Dou minha palavra”. “Se eu disse, está dito”. “Palavra de
honra”. “Combinado está”.
É isso? É assim?
Posso confiar em sua palavra? Irá cumprir o que firmou com sua palavra?
Bem que eu gostaria que sim. Bem que eu gostaria que lembrasse no dia
seguinte o que afirmou fazer. Bem que eu gostaria que não ferisse um acordo de
palavra entre nós. Bem que eu gostaria de não ficar sozinha num feito de nós
dois. Bem que eu gostaria poder confiar em sua palavra. Mas não parece que
posso.
Tão frágil se tornou acordo de palavra! Não há compromisso.
Não importa o outro. Palavra pode ser jogada ao vento e quem sentir dano, que o
resolva, não é?
Tão frágil se tornou a palavra de quem não se compromete em cumpri-la.
Tão frágil se tornou sua palavra, que confiança perdeu. Quem habituado está em
não cumprir, do hábito fica refém, a inventar artimanhas para disfarçar o que
não consegue, pois fatos não pedem confirmação, expõem.
Pois então, em quem confiar? Pergunto.
Eu sigo um critério, que decidi. Só posso confiar em quem
cumpre sua palavra firmada. Sem esperar grandes feitos, só espero a confirmação
da palavra, só isso e tudo isso.
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