Fidelidade.Palavra bonita, mas o quanto é compreendida?
Eu sei que cada um tem seu repertório de vida e talvez por isso existam infindáveis definições. Posso falar do seu significado para mim, que mudou muitas vezes no decorrer da minha vida e hoje quando penso me vem à mente a imagem do filme ”Sempre ao Seu Lado”: o cão esperando por seu tutor que morreu. Aquele cão não o via mais, mas o que o mantinha ali todos os dias era sua fidelidade. Não uma fidelidade obediente de quem recebeu uma ordem, mas de quem havia firmado o acordo de estar sempre ao lado.
Quando nós, seres humanos, nos referimos ao acordo pensamos naquele de papel assinado, verbalizado, racionalmente claro, no entanto, existe um outro tipo, aquele que ninguém fala, mas que nasce espontaneamente nos corações e que define a relação firmada com o outro. Naturalmente a sua essência se estabelece, sem cobrança, simplesmente permanece, mesmo que o tempo mude as circunstâncias, o acordo vive e guia.
Hoje, fidelidade para mim é este acordo invisível que não muda, mesmo que tudo mude. É a fidelidade do coração puro que não busca algo em troca, não barganha, não impõe, mas permanece vivificando sua origem.
Quem vive este acordo silencioso tem motivos para acreditar que tem algo raro, único, um diamante que o tempo não modifica, não destrói, pois acordo puro de fidelidade entre corações puros e corajosos é eterno.
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Ilustração: Poster do filme "Sempre ao seu Lado".
Não assisti ao filme, se o fizer sei que vou chorar muito!
ResponderExcluirQueria citar a fidelidade dos cães que vivem com os moradores de rua, que os acompanham pra onde quer que vão.
No mundo dos animais tudo é tão simples, tão verdadeiro... tão diferente do mundo humano: egoísta, individualista, entre outras coisas.
Parabéns, Ala, pela belíssima reflexão.
Beijo.
Bem lembrado, Regina!É assim, simples!
ResponderExcluirObrigada,
Beijo.
É isso, minha amiga: fidelidade verdadeira é espiritual, transcendental; é algo que (ainda) está muito além da compreensão da maioria de nós, seres humanos. Parabéns pelo texto.
ResponderExcluirVerdade, Rubens. Quando deixarmos de nos apegar tanto ao que passa e cultivarmos o olhar para o que é eterno compreenderemos.
ResponderExcluirTudo de bom pra ti!
Fidelidade em tempos de objetos e relações tão facilmente descartáveis é realmente um diamante. Feliz de quem o tem para oferecer e de quem o sabe receber.
ResponderExcluirTexto bonito e verdadeiro!
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