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DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2015!


Que cada um compartilhe o seu melhor.
Que cada um consiga ouvir seu próprio mestre.
Que todos possam viver a transformação.
Que seja auspicioso 2015!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Família Voloshyn em São Caetano do Sul


foto 1
Tenho uma história para contar. É a da minha família, e confesso que não é muito simples fazê-lo. É um núcleo complexo, mais parece uma colcha de retalhos, no qual cada pedaço conta um pouco do tanto já vivido.
Costumo dizer que sou matéria-prima importada de fabricação nacional. Minha primeira língua foi o ucraniano. Aprendi na rua, brincando com meus amiguinhos, o segundo idioma, o português. Por muito tempo, sentia-me estrangeira por ter crescido em ambiente muito diferente daquele que observava na casa de meus vizinhos. Hoje, me considero brasileira, o Brasil é minha terra, onde nasceram meus filhos. Gosto muito disto, deste povo de várias origens, que torna o país rico e versátil.
A família Voloshyn é fruto da união dos ucranianos Maria Deckij e Volodymyr Voloshyn. Ela nasceu em 2 de outubro de 1930, em Poltava, e ele, em Kharkov (Carcóvia), no dia 19 de dezembro do mesmo ano. Até a guerra chegar para eles, viveram uma infância feliz, mas que, por volta de seus 10 anos de idade, se transformou completamente. A vida não mais seguia um curso alegre, mas de resistências e luta pela sobrevivência.
Quem nunca viveu um conflito tão grande e desumano como a guerra, não pode avaliar o grau de impacto que causa em um ser humano, principalmente numa criança. Eles sobreviveram, sim, mas somente hoje consigo entender alguns comportamentos de extrema defesa e temor por tudo que pareça uma ameaça à integridade pessoal. Somente hoje entendo a importância para esses dois estrangeiros, que chegaram ao Brasil machucados internamente pela violência, de um abrigo, de uma comunidade, de um país sem guerra. Somente hoje compreendo a relevância que representa a casa própria, que acaba se transformando em uma fortaleza de proteção.
Ambos chegaram ao Brasil em 1949, vindos num navio com outros muitos estrangeiros, em busca de uma nova vida. Desembarcaram na Ilha das Flores, no Rio de Janeiro. Os imigrantes receberam ajuda de custo do governo brasileiro até conseguirem se estabelecer. Minha mãe veio com sua família, que somava cinco pessoas. Seus pais, Anna e Paniko, ela e dois irmãos, Alexandre e Nicola, então recém-nascido, partiram, depois de um tempo, para São Paulo e começaram uma nova jornada na cidade de Osasco.
Já meu pai, veio acompanhado por meus avós, Caterina e Ivan, e mais uma irmã, Eugênia. Eles partiram para o Paraná e se estabeleceram em Ponta Grossa. A irmã mais velha de meu pai, Lhuba, foi separada da família na Ucrânia e depois partiu para a Alemanha. Desde então, nunca mais a viram. Após algum tempo, ela retornou à Ucrânia, e hoje conversam via internet, mas, durante um longo período, se correspondiam apenas por meio de cartas.
Minha mãe conseguiu emprego numa fábrica de rádio para automóveis, a Telespark, e sua vida seguia em progresso. Meu pai, no Paraná, trabalhava numa oficina mecânica. Lá, aprendeu muito do ofício, contudo seu sonho era vir para São Paulo "para ficar rico", como costuma dizer. E assim fez, por volta de 1953. Logo após se instalar, conseguiu emprego na empresa Fichet, e, dedicado trabalhador, foi crescendo e a vida melhorando. Sua história em São Caetano do Sul começa nesse ponto, pois sua irmã Eugênia já morava na cidade com seu marido, sogros e um filho pequeno, Misha, e meu pai se hospedava em sua casa. Como todo estrangeiro, procurou estar perto dos familiares. Aqui, já havia outros ucranianos, que haviam se juntado em uma numerosa comunidade.
A vida prosseguia em ascensão para Maria e Volodymyr, até que, lá pelos anos de 1954, se encontraram num salão de baile alugado por ucranianos, na Rua Santa Catarina, no centro de São Caetano, onde semanalmente a comunidade se reunia para dançar madrugada a fora. Desse momento em diante, nunca mais se separaram. Em novembro de 1955, se casaram e vieram morar na Alameda Conde de Porto Alegre, no Bairro Santa Maria.
Para construir sua casa, um pouco antes, em 1954, meu pai comprou um terreno, que deveria ser grande, pois tinha a ideia de construir nos fundos uma oficina mecânica, para trabalhar à noite, após o expediente na Ford do Brasil, que funcionava no Bairro do Ipiranga, em São Paulo. Fato que nunca chegou a ocorrer, pois minha mãe, por insegurança, não o estimulou a ter um negócio próprio, pois acreditava que trabalhar numa indústria era mais seguro.
A casa foi construída por um mutirão que acontecia todos os finais de semana. Amigos patrícios se reuniam e ajudavam quem precisasse. E, num esforço conjunto, surgiu a sonhada casa de Maria e Volodymyr, que ainda não estava completamente pronta quando se casaram. Isso porque meu pai não queria esperar mais um ano para subir ao altar, recusava-se a se casar em ano bissexto (1956). Ele só não imaginava que sua filha nasceria exatamente nesse ano bissexto, eu!
Quando se mudaram, a casa tinha reboque apenas por dentro, o piso ainda era de cimento, sem nenhum revestimento. Os móveis se resumiam a um guarda-roupa, uma cama de molas e um colchão de algodão duro, tudo comprado em um brechó. Uma espiriteira fazia as vezes de fogão. O enxoval de minha mãe era guardado em caixas. Não havia luz elétrica, nem água encanada, mas um poço resolvia o problema, pelo menos naquele momento. A privada ficava do lado de fora, mas havia uma banheira dentro de casa, que durou anos. Era nela que tomavam banho, com água aquecida em um fogão bem simples, que adquiriram depois. Os vizinhos eram pouquíssimos, mas tudo caminhava bem, pois a residência já os abrigava, e até pão podia ser assado num forno feito no quintal, nos moldes daqueles que minhas avós tinham.
Minha mãe logo ficou grávida e os sacrifícios aumentaram. Ela e meu pai seguiam a pé, todas as manhãs, até a estação de trem de Utinga. Enfrentavam o trem lotado para o trabalho. Meu pai me conta que os vagões tinham apenas uma porta e que era comum pessoas entrarem pelas janelas, o que era difícil, especialmente para minha mãe, com a barriga cada vez maior.
foto 2
Em agosto de 1956, eu nasci e ela precisou parar de trabalhar, pois não havia quem pudesse cuidar de mim. Estou certa que foi um grande sacrifício, pois gostava muito de seu trabalho e da condição financeira que tinha. Em dezembro de 1958, nasceu meu irmão, Jorge. Ambos nascemos em casa, eu, nas mãos de uma parteira, já meu irmão veio ao mundo com a ajuda do doutor Cícero Carneiro. Minha mãe temia que nascêssemos em hospital, pois tinha medo que lhe roubassem os filhos.
foto 3
Crescíamos em meio a terra, árvores, flores, mato, galinhas, bichos de estimação e muito, mas muito espaço, para correr, subir em árvores e cair delas, cortar o pé em cacos de vidro mimetizados no mato, que crescia em torno de casa. Fazíamos cabanas para, no final da tarde, comer um lanchinho ou nos abrigar da chuva. Adorava estar num campo pertinho de casa, observando a vegetação, as flores com suas variadas cores, formas e perfumes, as quais colhia as mais bonitas para enfeitar a cozinha. Eu e meu irmão nos divertíamos num carrinho de rolimãs, utilizado para descer uma ladeira de terra toda acidentada, em alta velocidade, eu, na garupa e ele, no controle. Era bom demais!
A escola ficava perto de casa, mas precisávamos atravessar um morro para chegar e, não raro, encontrávamos cavalos pastando, às vezes um boi esquisito, cabras ciumentas e gatos perdidos. Até hoje, me lembro do chocolate quente, servido numa caneca de metal, da escola Professor Décio Machado Gaia. Eu era feliz e não sabia!
Tudo melhorava. A casa, os vizinhos aumentavam cada vez mais, assim como cresciam a rede de esgoto, o asfalto, e surgiam a padaria, a farmácia, entre outros estabelecimentos. Todos os sábados, íamos à casa de um patrício assistir à televisão em branco e preto. Era uma sensação! O primeiro carro que meus pais conseguiram comprar foi uma vitória e tanto, era um Simca Chambord, lindo! O telefone veio bem depois, lá pelos meados dos anos 1970. Como era muito xereta, fui a primeira a perceber que a linha tinha sido ligada.
Foram feitos grandes esforços para que não nos faltasse nada. Meu pai continuava trabalhando na Ford e minha mãe, cuidando da família. Eu e meu irmão seguíamos estudando. Frequentávamos então a Escola Vocacional Santa Maria. Havia muito papo-cabeça, diversas matérias, e eu me sentia feliz. Até que um dia, depois das férias, quando começaria o terceiro ano do ginásio (hoje oitava série do Ensino Fundamental), ao chegar à escola, percebemos um silêncio mortal. Os militares haviam passado pelo local e, além de prenderem alguns professores, recolheram todo material pedagógico. Para os alunos, restaram alguns professores abnegados e a tarefa de acelerar os estudos para nos adaptarmos ao que havia de mais comum naquela época. A situação foi triste e injusta para os olhos de uma adolescente que adorava tudo aquilo! Em seguida, fui estudar na Escola Estadual Coronel Bonifácio de Carvalho e, meu irmão, na ETEC Lauro Gomes, em São Bernardo do Campo.
Se olharmos para trás, fica fácil perceber o quanto esta cidade cresceu e o quanto nós crescemos com ela, mas nem tudo são flores. Muitos conflitos internos e externos também foram vividos. No começo da minha história, citei a dificuldade de adaptação que um imigrante pode sofrer. Sempre percebi um clima de medo e inseguranças por parte de meus pais: a necessidade de ficar junto a outros imigrantes, vindos da mesma terra, a construção de uma igreja para abrigar sua fé, a dispensa sempre cheia e a desconfiança em relação a qualquer desconhecido. Cresci num ambiente repleto de lembranças do passado, fotos, objetos, comida típica, lenços bordados - cobrindo as imagens de santos -, a língua falada que misturava ucraniano e português. Para mim, foi um grande exercício de adaptação, de resistência diante de comportamentos incompreensíveis na época, mas que hoje entendo como tentativas inconscientes de se defender de um eterno agressor.
Imigrantes que chegam a um país, vindos de uma guerra, como meus pais, não podem ser iguais aos que chegam em momentos de paz. Os conflitos e traumas vividos não se transformam tão cedo e nós, da geração que os sucedeu, pudemos sentir na pele a dor da violência de uma guerra, pelo clima de insegurança e autodefesa, às vezes exagerado. Penso que, somente com o tempo, conseguiremos limpar as marcas do terror, de geração em geração.
foto 4
Meus pais viveram juntos por 57 anos, numa casa que foi se modernizando com o tempo. Hoje, percebo a importância que teve para eles, pois era sua fortaleza e proteção. São Caetano do Sul sempre foi, para eles, um lugar onde se sentiam seguros e, não à toa, meu pai quer ficar aqui até os seus últimos dias. Minha mãe já se foi. Em 2 de junho de 2013, faleceu depois de um profundo sofrimento, que nos fez sofrer junto. Escrevo e me emociono, pois não consigo esquecer suas dores e gostaria, de verdade, que fosse diferente. Em um dos seus últimos dias, pude compreender as consequências da guerra para ela. O médico dizia que tinha imensa dificuldade em medicá-la, pois seu sistema imunológico não conseguia distinguir uma bactéria de um antibiótico e, por isso, reagia excessivamente a tudo que lhe aplicavam. Só agora entendo suas alergias incuráveis, pois ela nunca deixou de se defender de um eterno agressor. Espero, de coração, que ela esteja em paz, pois, apesar de todo o sofrimento emocional, relatou ao padre de sua igreja que se sentia realizada por ter dado estudo aos filhos. Foi velada na igrejinha ortodoxa que ajudou a construir na Rua Oriente, no Bairro Barcelona, e sepultada no Cemitério das Lágrimas.
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 Meu pai ainda está conosco. Irá completar 84 anos neste ano. Segue no esforço da vida, com alguns momentos de tristeza, mas fazemos força para trazer-lhe um pouco de alento. É um homem forte e muito trabalhador, que tem a seu favor um espírito alegre e afetivo.
Esta é a breve história de Maria e Volodymyr, que chegaram ao Brasil, vindos de um país muito distante, de cultura diversa. Venceram, sobreviveram, construíram e deixaram um legado de resistência e uma família que hoje comporta seus filhos, eu e Jorge, e netos, Bianca, Pieter e Anna (filhos de meu irmão e de sua esposa, Níura Zanirato) e Maya, Ametista e Thor (meus filhos e de meu marido, Mario Dimov Mastrotti).


foto 6
Seguimos a vida compreendo melhor que cada pessoa faz sua história e cada história revela um esforço para ser feliz. Pois então, sejamos felizes, com todas as diferenças que não devem nos separar, mas sim nos engrandecer!
Fim
Ilustração:

Foto 1
Casamento de Maria e Volodymyr, realizado em novembro de 1955
Acervo/ Ala Voloshyn

Foto 2
A casa da família Voloshyn ainda em construção, em 1956. Na frente estão Maria e sua filha Ala
Acervo/ Ala Voloshyn

 
Foto 3
Volodymyr, Ala, Maria e Jorge (em seu colo) em foto do final da década de 1950
Acervo/ Ala Voloshyn

Foto 4
Maria e Volodymyr na varanda da casa. Foto de 2005
Acervo/ Ala Voloshyn


Foto 5
Fachada atual da casa, localizada na Alameda Conde de Porto Alegre. Maria aparece na escada de entrada
Acervo/ Ala Voloshyn

Foto 6
Registro familiar durante comemoração do Natal de 2013. Da esquerda para a direita, aparecem: Níura, Jorge, Pieter, Mario, Ametista, Ala, Thor, Volodymyr e Bianca. Sentados no chão: Gustavo ( noivo de Maya), Maya, Anna e a mascote Bia
Acervo/ Ala Voloshyn


* Texto publicado na Revista Raízes 50, Ano XXVI. São Caetano do Sul / Dezembro de 2014.
Jornalista Responsável: Paula Fiorotti (Mtb. 28.927). Edição : Fundação Pró-Memória , São Caetano do Sul.

Capa da revista Raízes, edição 50


Matéria da página 64 à 68
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Saudade e Esperança


Saudade, minha saudade! Quantas vezes me interceptou e impôs sua marca lançando-me a inúmeras lembranças! Algumas alegram o coração, outras o apertam até as lágrimas darem sinal de que a tristeza chegou.
Tudo que vivi está ao meu dispor como um enorme mar, repleto de objetos, cheiros, cores, texturas, emoções, pensamentos, perdas, ganhos, enganos, acertos, encontros, separações, coisas corroídas pelo tempo e outras tão novas que poderia usá-las sem pudor.
Às vezes tenho medo, pois penetrar nessa vastidão pode fazer-me perder a noção do tempo e espaço. Não há como evitar a nostalgia, seu traço maior.
Não quero viver de nostalgia! Não posso reaver o que já passou! Mas por que então sinto saudade, se é em vão?
É preciso mergulhar nesse mar misterioso com uma única razão, tocar seu fundo para depois emergir sem demora, pois quem nas suas profundezas fica, tem dificuldades para voltar, se confunde em tantas recordações que perde o rumo do seu tempo e este não é o propósito da vida!
A saudade só é benéfica num sentido: despertar a consciência do agora. Quando ela vem e impõe suas imagens, me projeta no tempo transportando-me para aquilo que já foi vivido, não para que eu fique lá, mas para que tome consciência do que me falta hoje, do que necessito para me equilibrar, para que com minhas próprias forças realize o que foi sinalizado. Isto é uma bênção, minha mente mais profunda a me enviar sinais de esperança!
Esperança, minha esperança! Me faz acreditar que é possível retocar, novo impulso dar ao que as forças havia perdido. Um Norte a mostrar que a vida é um contínuo transformar. O que já me fez chorar pode hoje ser matéria-prima para um melhor e o que já foi um alento posso tê-lo como um modelo para aperfeiçoar. A vida do ontem se encontrando com a vida do hoje, fazendo a roda eterna girar!
 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Coraticum


Quando a escuridão impera e não há clareza para onde ir. Quando o ânimo desaparece e a vida surge como um fardo. Quando os objetivos parecem perdidos. Quando tudo impele para direção contrária ao que se anseia. Quando a pressão externa aparenta invencibilidade. O que você faz?  Paralisa? Deprime? Desiste? Espera? Agride? Procura culpados? Ou levanta a cabeça, num gesto de dignidade e segue num ato de coraticum?

Coraticum, tradução latina para coragem, que associa duas palavras, cor e aticum, coração e ação. A ação do coração!

Quando a ação vem do coração nasce a coragem! Aquela luz que ilumina o caminho escuro. A certeza em meio a incerteza. A vontade que supera o medo. A legitimidade da alma. A superação da dor. A mão que se abre para segurar outra mão. A espada que se ergue para o combate inevitável.  A luta do interno no palco do externo, vencendo o adversário que vive dentro de cada ser. A vitória improvável se fazendo vitória, surgindo do nada, alimentando a alma e a vontade de prosseguir vivo!

E mais vivo que antes, ao enfrentar, com força, o que sucumbia diante do inalcançável, com fôlego de um coração que bate no ritmo da certeza de que a vida se faz a cada respiração e que somente alcança sua meta quem acredita em sua determinação.

                                        © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Mundo Nosso

demorei para compreender que o mundo em que vivemos é o mundo da aprendizagem. o erro está em todas as suas etapas e errar não é o problema. o verdadeiro problema é não aprender.


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

*"Sai caramujo que sua mãe e seu pai estão no sol!"


quando quiser conhecer melhor uma pessoa
tire-a de sua zona de conforto



*uma brincadeira da minha infância

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Errei!

três mil vezes fiz do mesmo jeito
quando me distraí, errei
descobri um jeito novo de fazer

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Poison








o conhecimento pode ser libertador
mas se estiver fundamentado na ilusão
transforma-se num poderoso veneno







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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Resistência




 é preciso suportar a tormenta para viver a calmaria





© Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Solidão




não existe solidão
existe
relação equivocada








© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Agora

 não é preciso projetar-se no futuro
concentre-se no agora
construa agora
e deixe os resultados se manifestarem quando estiverem maduros


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Parte por Parte

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O que é necessário para realizar uma obra, seja ela de natureza coletiva ou individual? A ansiedade pode apontar um período restrito com elevadas tarefas a serem cumpridas, mas o deus Saturno nos impele a outra realidade. Aprendemos no decorrer da vida que o tempo e sua parceira inseparável, a perseverança, tem supremacia nesta questão.
Tudo é trabalho, a inércia precisa ser vencida pelo esforço, mas nada aqui deve ter um peso angustiante, pois a construção, seja o que for, deve ser cuidadosa, com alegria e atenção.
A vontade de refazer, quando assim for necessário, às vezes pode ser acionada e agora a paciência vem como auxiliar importante, pois a pressa só pode levar a lugar nenhum, mas como um artesão esmerado e contente com seu ofício pode-se conseguir muito mais.
A esperança também não deve faltar, pois carrega em si o significado da capacidade, acompanhada pelo desejo de dar forma a um ideal, crença, necessidade ou qualquer coisa que seja importante, mesmo que singela, cotidiana, não importa, pois tudo é importante, parte por parte, a se juntar para formar um todo que se anseia.
O esforço até aqui está claro, mas não posso deixar de citar as desistências, os recuos, as esperas, que em alguns momentos se fazem necessários, para que se tome fôlego para depois poder continuar. Novamente a paciência se apresenta a nos ensinar que realizar é um guisado que não deve desandar, merece atenção redobrada se quisermos ver realizado o que se passa em nossa mente a buscar manifestação.
E assim de trabalho em trabalho, de etapa em etapa, vamos aos poucos dando forma ao que idealizamos e se estivermos atentos podemos perceber facilmente o quanto conseguimos crescer com a construção e depois de um  tempo não se poderá mais distinguir a obra  do obreiro.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A Vida é Mágica





O Anjo e o Homem / aquarela antroposófica

A vida é mágica! A vida é magia! Quem duvida, ainda não percebeu sua manifestação mais sutil.
Você já se percebeu como que escorregando por um bueiro? Já sentiu um gosto amargo na boca, uma dor no coração, que não tem nada parecido com infarto, pois é pior, dói tudo, mas tudo mesmo?! Já teve aquela sensação de que todos os seres da face da Terra não te amam e que se morresse hoje, ninguém iria ao seu enterro amanhã? Já olhou à sua volta e enxergou tudo muito sem graça e pra piorar, lhe deu uma saudade de um lugar muito distante, mas tão distante que acabou convencido de que, com certeza, é de outro planeta? Já acordou sem esperança e foi dormir certo de que não adianta ter esperança pra nada, mas nada mesmo? Eu já!
Já lhe aconteceu, quando no pior dos seus dias, se achando o mais imprestável dos seres humanos, faltando dez minutos pra meia-noite, recebe um telefonema do amigo, que começa com uma conversa meio sem nexo, mas que termina dizendo: "tenha paciência, força"? E era a única coisa que precisava ouvir pra se acalmar! E mais, quando seu coração continuava doendo porque sua auto estima estava lá na planta do pé, alguém lhe envia um E-mail com aquela mensagem de autor desconhecido, que lhe dá um tapa no rosto por não ter acreditado em si? E quando estava chorando feito um bêbado, seu filho já entrou em seu quarto sem avisar e lhe ofereceu uma limonada pra você acabar pensando que ele surgiu na hora mais certa pra lhe adoçar a alma?
Já me aconteceu tudo isso e muito mais e estou certa de que pra você também! E a vida é mágica ou não é? A vida não é muito mais do que conseguimos enxergar com estes nossos olhos míopes?
Eu não vou lhe convencer e nem quero, mas da próxima vez que pensar que tudo acabou e que não vale a pena viver, preste atenção nos sinais que lhe chegam com tanta força que seria impossível não percebê-los. São os sinais do Amor, da Coragem, da Sabedoria. São os sinais da Vida, que é da mais Alta Magia, sim senhor! 
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 10 de julho de 2014

"Queria Ver o Povo Brasileiro Feliz...."



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"Queria ver o povo brasileiro feliz, pelo menos por causa do futebol". Esta é a fala de David Luiz, jogador da seleção brasileira, desta Copa Mundial, logo depois do jogo entre Brasil e Alemanha. Ele em prantos pedia desculpas ao povo pela derrota.
É legitimo este pedido de desculpas? Talvez para ele e outros jogadores que absorveram a ideia de que deveriam ser nossos heróis em campo. Mas deveriam mesmo assumir este papel dramático e excessivamente pesado?
Não acredito nisto, não vejo com estes olhos. Penso que não é de heróis que precisamos, mas de consciência da nossa realidade. Observamos há tempos um país do "puxadinho" e do "tapinha nas costas". Múltiplas maquiagens para alcançar metas que não são para o povo, mas para interesses de poder e falcatruas.
Na verdade, carecemos de dignidade. Queremos um país onde um pai possa dar ao seu filho o direito a uma escola pública digna. Necessitamos de hospitais públicos decentes e equipados para atender qualquer cidadão, sem distinção de classe social. Um brasileiro tem o direito de transitar pelas vias públicas sem correr o risco de ver um viaduto ruir por falta de responsabilidade de quem o levantou. Um cidadão brasileiro tem o direito de ver seus governantes trabalharem para o bem de todos. Precisamos de transporte público que nos faça seres humanos e não pedaços de carne prensada em grandes vagões de ferro. Enfim, precisamos acordar e assumir de vez que é urgente um país que tem como meta maior o desenvolvimento de seu povo em todos os sentidos, dando aos jovens e crianças a esperança de poderem viver com dignidade em solo brasileiro. É mais que urgente percebermos que se não nos esforçarmos em todos os campos de atuação pela ética e trabalho bem estruturado não iremos muito longe como nação e veremos dia após dia cenários como o que vimos em campo protagonizado pelos nossos jogadores, que nos devolvem nossa própria imagem de frustração e desolação por um país que precisa assumir sua história de "puxadinhos", "tapinhas nas costas" e ausência de comando responsável.
É urgente que deixemos de projetar nossas frustrações em jogadores, condenando-os pelas nossas omissões. Quando aceitamos a falta de ética e seriedade em todos os setores sociais, incluindo nossas vidas dentro de nossos lares, estamos dando permissão para que o colapso social se instale e nos mostre o quanto devemos investir na transformação pessoal e coletiva.
A depressão diante da derrota da seleção nesta Copa é inevitável, mas deve servir de estimulo para fazermos uma reflexão profunda sobre a nossa responsabilidade neste cenário de insatisfação. Deixemos de procurar culpados pelas nossas desolações, porque isto não muda nada. Assumamos o comando das nossas vidas com nossos direitos e deveres. Somente desta maneira teremos condições de enxergar a realidade que necessita de mudanças e atuar nela, deixando de aceitar migalhas. Desta forma nosso Brasil poderá refletir uma imagem de prosperidade real, sem maquiagens de aparências insustentáveis. 
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Das Estrelas

trouxe-lhe amor das estrelas
curei-lhe as dores para não sofrê-las
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Companheiro

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Companheiro não tem cor, raça, sexo, credo, nacionalidade, grau de parentesco ou amizade, tudo isto é irrelevante. Ele chega nas horas mais difíceis e não abandona. Dá ao outro o que precisa, pode ser dinheiro, aconchego, uma palavra de conforto, um conselho, tudo na medida do seu possível, pois não pretende ser um herói de história em quadrinhos, apenas quer estar junto. Seu senso de compaixão é mais desenvolvido que sua vaidade.

Não tem perfil muito claro, às vezes pode ser confundido com o “puxa saco”, mas é engano, porque quando as coisas ficam difíceis mesmo, o “puxa saco” é o primeiro a largar a cena do problema, mas o companheiro não, este não sai de perto enquanto for necessário.

Nos dias de hoje, em que vivemos a disseminação de valores pobres em conteúdo e verdade, muitas vezes desacreditamos que tenhamos ajuda numa hora de dificuldade. O culto à autonomia fundamentada no poder dá a falsa impressão de que não precisamos de ninguém, afastando-nos uns dos outros. Por sorte, há quem não acredite nesta ilusão, o companheiro simplesmente apoia e sente-se feliz por isso, pois sabe dentro de seu coração, o valor de uma mão estendida numa hora de dor, medo ou desanimo. Não se deixa vencer pela mediocridade do egoísmo e pobreza ética.

Ele também pode esmorecer em algum momento, e precisar de um companheiro, nem que seja um, mesmo porque, isto não faz a mínima diferença, quando se tem um companheiro de verdade!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ele "Se Acha"!

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Ele "se acha"! É o cara! É o bom, ele sabe, pode, é um vencedor, ele "se acha"! Aconteça o que acontecer ele sempre se mostra com seu poder inquestionável, por ele, é claro! Nada importa do que existe no seu entorno, o que importa é seu brilho, sua condição invejável, porque ele "se acha".
Ele "se acha"! Está sempre envolvido com o que é mais nobre, isto é, com o que tem grife, com aquilo que é valorizado por outros que também "se acham", pois o que vale é ostentar e mostrar a quem quiser ver seu grau de superioridade, pois ele que "se acha" é sempre o melhor, em inteligência, beleza, conhecimento, dinheiro, ele realmente é o cara! Os outros são os outros, são apenas uma plateia que existe para aplaudi-lo e servi-lo, porque ele "se acha"!
Ele "se acha", mesmo que lá bem no fundo, lá na sua intimidade, seja um zero à esquerda. E quanto maior for seu sentimento de inferioridade, mais ele "se acha". Tem um poder de marketing às vezes genial, às vezes medíocre, mas que importa? O que vale é convencer, iludir, humilhar, fazer acreditar que ele é superior e infalível. Aquilo que não é tão admirável em si, ele dá um jeito de esconder, pois isto não pode aparecer e macular sua imagem miragem.
Ele "se acha" e continuará "se achando" ao olhar no espelho e ver somente o que quer, distanciando-se do real, até que tudo o que construiu ruir, pois o castelo que edificou não passa de ilusão, que se dissolve num piscar de olhos mais atentos. Mais cedo ou mais tarde a vontade de ser quem não é e de dominar seu ambiente, por puro medo e inconsistência, se torna frágil e assim, em algum momento, ele se vê no seu mar de fantasias, e percebe seus limites. Por fim, tem a chance de se libertar de sua mentira e de fato se achar e começar a evoluir.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 27 de maio de 2014

O Injustiçado "Não"

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O "Não" é um incompreendido, desvalorizado, rejeitado, achincalhado, um injustiçado! O "Sim", não, esse é um querido, admirado, traz alívio e contentamento. Todos querem, poucos questionam.

Venho aqui em defesa do "Não", pois não posso permitir que tamanha injustiça permaneça sem que tenha ajuda.

Quando ele se manifesta sempre é por uma opinião convicta, pode ser questionável, mas sem dúvida existe plena certeza na posição. Há sinceridade nisto! Ele é capaz de impedir o bom andamento das coisas, eu sei, mas desperta coragem e empenho, para superá-lo, existe algo melhor que isso? Às vezes faz chorar, mas de que forma saberíamos os nossos sentimentos mais profundos se não chorássemos? Também gera teimosia, concordo, quando aquele que ouve não admite refletir sobre suas razões.

Se existisse apenas o "Sim" seriamos mimados, faríamos cada um no seu ritmo e vontade, o que mais nos agradasse estaria em alta e o nosso mundo seria insustentável! Milhares de quereres sem tolerância, limites ou bom senso.

Quem pensa que os obstáculos são um mau que deve ser banido, se engana, pois os limites nos impulsionam a buscar novas soluções. É através de sua barragem que o "Não" nos projeta à evolução, onde é possível descobrir o que é importante. Se tivéssemos apenas o "Sim" como resposta não teríamos motivos para buscar maior consciência. De certa forma, precisamos vencer o nosso primeiro desafio, a preguiça.

Poderia escrever e escrever para defender o "Não", mas parece-me de bom tamanho minha defesa e assim me despeço, desejando que não se indisponha com o próximo "Não" que receber, mas tente compreender sua manifestação, suportá-lo sem se diminuir ou deixar que a frustração o paralise, nem veja nele um inimigo e se enfureça por isso.  Segue, cumprindo seu maior sentido de viver, evoluir!


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Sou

Me encharco de perfume quando estou triste. Faço um oratório pra minha santinha quando o mundo parece masculino demais. Canto quando estou alegre. Acolho quando me comovo. Parto pra luta quando vejo injustiça. Não perdoo quando sou traída. Cozinho quando quero aconchegar. Abraço quando quero apoiar. Afasto-me quando desisto. Choro quando tenho minha fé abalada. Me calo quando não sou ouvida. Afago meu gato quando me sinto terna. Olho nos olhos quando falo o que penso. Escrevo quando tenho uma ideia que gosto. Faço o que acredito. Não faço o que não acredito. 

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domingo, 11 de maio de 2014

Mãe Ausente

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Nunca entendi bem por que meu pai guarda  uma colher de sopa que pertenceu a sua mãe, assim como não havia prestado atenção ao valor que tinha para minha mãe um lindo lenço cor de fogo todo florido que foi de sua mãe, que às vezes mostrava-me tirando-o de uma gaveta. Certas coisas não são  claras até o dia em que passamos pela mesma experiência e agora  entendo o motivo de usar um anel que era de minha mãe. Agora sei porque uma amiga da família, um dia apareceu trajando o vestido de sua mãe e num dado momento comentou: " hoje acordei com muita saudade de minha mãe e por isso vesti seu vestido".
A ausência da mãe sempre é sentida, seja ela por que motivo for. Por falta de seu afeto, porque foi embora, porque nunca se soube quem é ou pela sua morte. Esta mulher faz parte de todos os momentos, sejam eles felizes ou não. Ela é uma figura que nunca nos deixará pela importância que tem em nossas vidas. Mas que importância é esta? Parecemos bebês carregando aquele paninho que esfregamos no nariz para adormecer!  Precisávamos sentir o cheiro dela para nos dar segurança e tranquilidade.
O cheiro, o paninho, o vestido, o anel, o lenço, a colher, são objetos que representam um elo que jamais se rompe, mesmo que a mãe não esteja. Esse elo, tão importante, chama-se amor.
Certa vez, minha filha trouxe para casa uma gatinha recém-nascida para mamar na minha gata, que havia tido filhotes há uns 15 dias, ainda com o cordão umbilical pendurado em sua barriga. O começo foi muito difícil, pois não conseguia mamar, precisou de mamadeira e muita dedicação, até que um dia pode pegar na teta e assim prosseguiu. Minha Desirée não a rejeitava, mas também não acolhia com entusiasmo até que começou a lamber, limpar, carregar pelo cangote e aconchegar a pequenina ao seu corpo. Foi daí em diante que a filhotinha teve seu desenvolvimento acelerado e logo se tornou uma gatinha muito bonita e ativa. O que aconteceu? O amor aconteceu! Esta energia que alimenta, acalma, energiza, dá segurança, impulsiona para a vida. Da mesma forma para nós, os humanos, o amor provoca efeito idêntico e quando a mãe falta, buscamos uma maneira de mantermos vivo dentro de nós seu amor, que assegura a vida  e que experimentamos pela primeira vez em seu colo.
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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Os Omissos Herdarão a Terra?

fonte da foto: google

Que a omissão é uma posição questionável, não há dúvida, mas o condenado é o opressor, pois seu comportamento é fácil de se notar, causa indignação por um lado e por outro, plena submissão. Esse tipo é nítido, não esconde sua posição. Com essa figura não há acordo, ele dita as regras. Perto dele sempre há quem o questione, quem não se submete, pela capacidade de reflexão, e que pode ter problemas com o prepotente. O choque será inevitável! Suas forças se igualam, atuam por motivos diferentes e se chocam. Até aí a combinação pode dar bons frutos de transformação, há dinamismo. Mas existe um terceiro elemento, o omisso, que pode interferir sem que se perceba. 

Ele pode estar próximo, mas na hora que as coisas esquentam e se torna urgente uma decisão de transformação, ele não atua, se omite. Pode-se pensar que é mais fraco, que não aguenta a pressão e se esquiva para não ser afetado.

Talvez não seja fraqueza, e sim semelhança no ideal déspota. O omisso é nocivo, não pela sua fragilidade, mas porque não está interessado em mudança. Ele busca impor também suas vontades, defender seus interesses, mas de forma sigilosa. Não é exibicionista como o imponente, ele é oportunista e faz tudo na surdina, por trás dos panos, não se mostra, pois sua força está na sua natureza oculta e só é descoberto nos momentos mais difíceis, pois se cala quando deveria se posicionar. Não se posiciona, porque não quer, não é de seu interesse, tem tanto desejo de impor quanto o "ego grande", mas se protege e manipula a seu favor, sem que se perceba sua autoria, para que siga articulando no escuro. Agindo desta forma o omisso poupa suas forças enquanto outros tem sua energia consumida na batalha. 

Os omissos herdarão a Terra?  

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domingo, 13 de abril de 2014

Feliz

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procure ser feliz. se não for assim, será uma péssima companhia.









 
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domingo, 6 de abril de 2014

Simples!

provoque um sábio e terá uma resposta sábia.
provoque um tolo e terá uma resposta tola.
Lucille Ball / Google

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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Mazelas

ao entrar em casa alheia. limpe os sapatos no capacho.
 
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terça-feira, 1 de abril de 2014

Pelo Cheiro


nada vale
sorrisos
ar de superioridade
palavras de efeito
o cheiro do seu medo pode ser sentido 
por aqueles que o esperam
para devorá-lo
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segunda-feira, 31 de março de 2014

Arrogância

imagem: google

tua arrogância tem uma razão. tens o que muitos cobiçam.
não tens o que poucos sabem.
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quinta-feira, 20 de março de 2014

Dna. Alzira



Estava em atendimento e o celular toca. Atendo e alguém me diz: "Ala, é Izilda, como está? Há quanto tempo!" Eu respondo: "estou em atendimento, assim que terminar retorno a ligação". Desliguei e perguntei-me, "quem é Izilda?", não me lembrava, mas sabia que lembraria ao conversar com ela.
Quando terminei o atendimento, curiosa liguei e então soube que não é Izilda, mas Alzira. Ela é uma senhora, hoje com 80 anos, que trabalhou em minha casa como passadeira. Foi uma ajuda muito importante para mim na época, que tinha filhos pequenos e ela era tão prestativa e educada, que foi um prazer tê-la perto. Era uma mulher de fino trato, recém-separada, me encontrou numa feira livre e perguntou-me se eu precisava de alguém para passar roupa, pois era o que fazia naquele momento.
Hoje vive sozinha, tem suas filhas casadas e tem uma vida tranquila. Contou-me que depois que me deixou voltou com seu marido e viveu com ele até seu falecimento. Mostrou-se muito feliz por ter conseguido me reencontrar e eu então lhe perguntei como conseguiu meu contato depois de 20 anos? Foi então que ela me respondeu que um dia sua filha entrou em sua casa com um jornal na mão dizendo que havia um texto de minha autoria neste jornal. Disse: "é a Ala, a pessoa que você procura!"  Pelos créditos no final do texto, ela conseguiu meu celular e ligou.
Contei tudo isso até agora só pra dizer o quanto o telefonema de Dna. Alzira me deixou feliz! Disse-me que meu texto foi-lhe muito útil e que era a resposta que precisava para algumas questões que está vivendo! Foi muito carinhosa comigo e combinamos um dia para que eu pudesse tomar um café em sua casa e continuarmos nossa conversa.
Contei uma boa parte desta história, mas não contei tudo! Quero deixar aqui registrado minha gratidão ao jornal Enfim, que através de Humberto Pastore, me dá um espaço, muito difícil de se conseguir, para que eu possa realizar uma das coisas que mais amo fazer: compartilhar minhas ideias através da escrita. Não me considero uma escritora, mas uma psicóloga que escreve,  e ter um feedback como este de Dna. Alzira é absolutamente impagável! É extremamente gratificante saber que de alguma forma se está sendo útil através de um jornal que circula na cidade onde vivo e nasci, que tem um poder de comunicação inquestionável.
Só posso dizer, mais uma vez, que sou grata e sempre serei!
Humberto Pastore, editor do jornal Enfim


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quinta-feira, 13 de março de 2014

Estou Certo!

Foto: Google

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não sei se caso
ou compro uma bicicleta
pensando bem, vou dormir
ou talvez tomar um café

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Quer ser Alguém de Sucesso ou Alguém Bem Sucedido?


Andamos tão apressados, que nossa respiração não consegue acompanhar a vontade de chegar onde queremos. Tudo parece tão urgente que não nos damos conta do que acontece em nossa alma. O cansaço determina um ritmo mais lento, mas nos esforçamos mais, pois não podemos parar. Precisamos alcançar o que decidimos.
Vamos para onde? Vamos para o sucesso, para o reconhecimento, para o alto, pois não devemos ser menos que um campeão!
Assim é o mundo que construímos para nós, nervoso e indiferente. Tudo cansa, tudo limita dentro de um padrão que nos domina a razão.
Para onde vamos assim? Afinal, o que é mais importante, alcançar o sucesso almejado ou ser alguém bem sucedido?
Entendo uma diferença entre alguém de sucesso e alguém bem sucedido. Ter o reconhecimento, ser um indivíduo de sucesso, não quer dizer exatamente que houve evolução pessoal. Muitas vezes para se atingir um fim, faz-se tudo aquilo que nos solicitam, sem que isto signifique bem-estar interno, paz, satisfação intima, evolução. Veste-se uma armadura reluzente e está tudo bem, pois se atingiu o tal valorizado sucesso. Mas a que preço? O que foi empenhado, o que foi violado? Por outro lado, o bem sucedido é aquele que trilhou um caminho em busca do ideal de evoluir. Sai do lugar comum, vence obstáculos, aprende, alimenta sua alma com aquilo que precisa para crescer, e se torna um ser humano melhor a contribuir com a evolução.
Olhamos tanto para as conquistas externas que esquecemos do que nos torna melhores. De que vale o sucesso, se a alma está pequenina, a sofrer o peso da idolatria e da riqueza material pobre de paz?


Fonte da Ilustração: Foto de Erissom Thompson de Lima. Ikebana, exemplo de harmonia e beleza.
                                 https://www.facebook.com/erissson.lima

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sai da Moita!

Sai da moita! O que faz aí? É uma brincadeira ou é sério?
Já sei, é um esconderijo. Correto? Acertei, não é? Aposto que sim.
Você é um cara estranho, não diz exatamente o que pensa, sempre dá a entender, isto quando o faz. Na maioria das vezes deixa para que adivinhem. Quando fica bravo, dificilmente demonstra. Disfarça e procura um meio indireto de agredir. Se conseguir apontar algum defeito ou erro do outro, vai logo destilando o veneno e se o desavisado não perceber, morde a isca e pronto, vai passar raiva achando tudo muito estranho, mas jamais saberá o verdadeiro motivo da agressão e mais uma vez não se esclarece o que deveria, se a vontade estivesse depositada no bom entendimento, num relacionamento limpo.
Difícil assim! Não é possível estar ao seu lado e sentir segurança, pois a qualquer momento pode vir uma aspereza. Haja disposição para tentar entender o que há de verdadeiro!
E se reajo com indignação? Lá vem aquele ar de coitado! Isso é demais! Tudo para me neutralizar, não é?
Acho melhor que saia da moita, do seu esconderijo, da sua torre de defesa. Estou ficando cansada e começo a acreditar que não se pode ir muito longe desta maneira. Por que não falar de forma clara, franca? Tudo pode ser esclarecido e melhorado assim!
Difícil, muito difícil!
Tô fora!



Ilustração: Google/imagens / carta do baralho cigano

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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Senhora Iemanjá

que toda Senhora seja exaltada,
pois toda Senhora é em si a Grande Senhora!

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Ilustração: Google/imagens

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Quer Conhecer seu Futuro?

Se quer, pode consultar uma cartomante, investigar seu mapa astral, procurar um vidente. Pode ser que consiga, pode ser que não, tudo depende do nível da consulta. Pode levar tempo, pode custar caro. Sempre um mínimo de investimento será necessário. Mas eu conheço uma forma bem simples de saber: observação.
Sim, observação! Quero dizer, sua observação. Quero dizer, observe-se! Se prestar atenção no que fala, pensa, sente ou faz, exatamente agora, saberá o que está projetando para o seu futuro! Eu explico: a qualidade de seus pensamentos, palavras, ações e emoções, constrói um resultado equivalente. Nenhum pensamento maléfico, depressivo, desequilibrado será capaz de produzir emoções, palavras ou ações benéficas, que por sua vez, repercutirão no ambiente externo e interno (você mesmo). Um encadeamento de resultados pode ser tão intenso e extenso, que controlá-lo se torna impossível e aí só querendo conhecer o futuro pra saber o que o aguarda, não é?
Penso que a forma mais segura e econômica de ter consciência do que o aguarda seja através da pratica da responsabilidade pessoal. Saber que toda ação repercute, e que no momento propício o resultado se manifestará, faz toda diferença. Cuidar da qualidade do que você produz hoje faz acreditar que a mesma qualidade pode esperar para o amanhã. Isto não quer dizer isentar-se de problemas, isto quer dizer que você se torna senhor de seu próprio destino.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Ilustração: Google/imagens

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Gente Insalubre








De uns tempos pra cá tenho reparado que algumas pessoas com quem convivo, pela sua forma de ser, potencializam em mim o que tenho de bom: minha alegria de viver, coragem, vontade de melhorar cada vez mais, gosto pelo estudo, pela beleza, enfim, me ajudam a crescer. E outras tem um poder extraordinário de acelerar o que tenho de pior: o pessimismo, irritação, crítica severa, medos infundados, revolta e daí pra baixo. Por isso estou fortemente empenhada em ativar meu senso de defesa. Se percebo que alguém me faz mal é melhor não insistir, pois se assim o fizer, os resultados no decorrer do tempo podem não ser nem um pouco saudáveis. Tudo evolui progressivamente, tanto no sentido benéfico como maléfico e é melhor abrir os olhos antes que os feche de vez!

Este malefício não está relacionado a pessoa gostar ou não de mim, se quer ou não me prejudicar. Na verdade, existem pessoas que são insalubres, pelos seus vícios de comportamento, erros de abordagem, imaturidade emocional, ambição desmedida e assim por diante. Tem gente que é capaz de dar um nó na mente do outro e por isso conviver com elas se torna um risco para a saúde mental.

Mas aí você deve estar pensando que defendo a ideia de isolar estas pessoas. Não é bem isto que penso, mesmo porque não é possível. A conclusão que chego está mais direcionada ao observar-se, isto é, se percebo que a influência do outro é maléfica será bom não reforçar o que de pior ela estimula em mim. Será bom filtrar as emoções, pensamentos e ações. Simplesmente, é importantíssimo me responsabilizar pelo meu próprio bem estar e me orientar para o que acredito ser bom pra mim. É melhor desenvolver o que me eleva e deixar que o outro viva como quer.

Contudo, se mesmo com todo o esforço de manter a saúde mental, não for possível conviver com o insalubre, é melhor manter distância. Tem gente que só ficando longe!

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Fonte da Ilustração: Google/imagens

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