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Picasso |
Sugere
venenos mentais, sentimentos nefastos
Não se
declara, pois sabe que não é querida
Mente no
seu disfarce, rouba viço e deprime
Avarenta, não percebe que seu esforço de ajuntar é vão
Mais apoucado que seu espírito, só outro igual
Não tem
prazer e seu desprazer inocula no desatento
Vive no
escuro da alma, não conhece a luz do sol
Reflete seu
rosto no rosto de quem brilha
Rouba-lhe a
alegria, que pouco tempo vive
Constrói um
labirinto sem saída
E não
descobre quem de verdade é
Se
soubesse, viveria seu tempo
A cultivar
o que de potente tem
E abandonaria o doloroso destino
De viver cativa sem ninguém
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