DIREITOS AUTORAIS
Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.
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terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
Dna. Alzira
Estava em atendimento e o celular toca. Atendo e alguém me diz: "Ala, é Izilda, como está? Há quanto tempo!" Eu respondo: "estou em atendimento, assim que terminar retorno a ligação". Desliguei e perguntei-me, "quem é Izilda?", não me lembrava, mas sabia que lembraria ao conversar com ela.
Quando terminei o atendimento, curiosa liguei e então soube que não é Izilda, mas Alzira. Ela é uma senhora, hoje com 80 anos, que trabalhou em minha casa como passadeira. Foi uma ajuda muito importante para mim na época, que tinha filhos pequenos e ela era tão prestativa e educada, que foi um prazer tê-la perto. Era uma mulher de fino trato, recém-separada, me encontrou numa feira livre e perguntou-me se eu precisava de alguém para passar roupa, pois era o que fazia naquele momento.
Hoje vive sozinha, tem suas filhas casadas e tem uma vida tranquila. Contou-me que depois que me deixou voltou com seu marido e viveu com ele até seu falecimento. Mostrou-se muito feliz por ter conseguido me reencontrar e eu então lhe perguntei como conseguiu meu contato depois de 20 anos? Foi então que ela me respondeu que um dia sua filha entrou em sua casa com um jornal na mão dizendo que havia um texto de minha autoria neste jornal. Disse: "é a Ala, a pessoa que você procura!" Pelos créditos no final do texto, ela conseguiu meu celular e ligou.
Contei tudo isso até agora só pra dizer o quanto o telefonema de Dna. Alzira me deixou feliz! Disse-me que meu texto foi-lhe muito útil e que era a resposta que precisava para algumas questões que está vivendo! Foi muito carinhosa comigo e combinamos um dia para que eu pudesse tomar um café em sua casa e continuarmos nossa conversa.
Contei uma boa parte desta história, mas não contei tudo! Quero deixar aqui registrado minha gratidão ao jornal Enfim, que através de Humberto Pastore, me dá um espaço, muito difícil de se conseguir, para que eu possa realizar uma das coisas que mais amo fazer: compartilhar minhas ideias através da escrita. Não me considero uma escritora, mas uma psicóloga que escreve, e ter um feedback como este de Dna. Alzira é absolutamente impagável! É extremamente gratificante saber que de alguma forma se está sendo útil através de um jornal que circula na cidade onde vivo e nasci, que tem um poder de comunicação inquestionável.
Só posso dizer, mais uma vez, que sou grata e sempre serei!
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quinta-feira, 13 de março de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Quer ser Alguém de Sucesso ou Alguém Bem Sucedido?
Andamos tão apressados, que nossa respiração não consegue acompanhar a vontade de chegar onde queremos. Tudo parece tão urgente que não nos damos conta do que acontece em nossa alma. O cansaço determina um ritmo mais lento, mas nos esforçamos mais, pois não podemos parar. Precisamos alcançar o que decidimos.
Vamos para onde? Vamos para o sucesso, para o reconhecimento, para o alto, pois não devemos ser menos que um campeão!
Assim é o mundo que construímos para nós, nervoso e indiferente. Tudo cansa, tudo limita dentro de um padrão que nos domina a razão.
Para onde vamos assim? Afinal, o que é mais importante, alcançar o sucesso almejado ou ser alguém bem sucedido?
Entendo uma diferença entre alguém de sucesso e alguém bem sucedido. Ter o reconhecimento, ser um indivíduo de sucesso, não quer dizer exatamente que houve evolução pessoal. Muitas vezes para se atingir um fim, faz-se tudo aquilo que nos solicitam, sem que isto signifique bem-estar interno, paz, satisfação intima, evolução. Veste-se uma armadura reluzente e está tudo bem, pois se atingiu o tal valorizado sucesso. Mas a que preço? O que foi empenhado, o que foi violado? Por outro lado, o bem sucedido é aquele que trilhou um caminho em busca do ideal de evoluir. Sai do lugar comum, vence obstáculos, aprende, alimenta sua alma com aquilo que precisa para crescer, e se torna um ser humano melhor a contribuir com a evolução.
Olhamos tanto para as conquistas externas que esquecemos do que nos torna melhores. De que vale o sucesso, se a alma está pequenina, a sofrer o peso da idolatria e da riqueza material pobre de paz?
Fonte da Ilustração: Foto de Erissom Thompson de Lima. Ikebana, exemplo de harmonia e beleza.
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Sai da Moita!
Sai da moita! O que faz aí? É uma brincadeira ou é sério?
Já sei, é um esconderijo. Correto? Acertei, não é? Aposto que sim.
Você é um cara estranho, não diz exatamente o que pensa, sempre dá a entender, isto quando o faz. Na maioria das vezes deixa para que adivinhem. Quando fica bravo, dificilmente demonstra. Disfarça e procura um meio indireto de agredir. Se conseguir apontar algum defeito ou erro do outro, vai logo destilando o veneno e se o desavisado não perceber, morde a isca e pronto, vai passar raiva achando tudo muito estranho, mas jamais saberá o verdadeiro motivo da agressão e mais uma vez não se esclarece o que deveria, se a vontade estivesse depositada no bom entendimento, num relacionamento limpo.
Difícil assim! Não é possível estar ao seu lado e sentir segurança, pois a qualquer momento pode vir uma aspereza. Haja disposição para tentar entender o que há de verdadeiro!
E se reajo com indignação? Lá vem aquele ar de coitado! Isso é demais! Tudo para me neutralizar, não é?
Acho melhor que saia da moita, do seu esconderijo, da sua torre de defesa. Estou ficando cansada e começo a acreditar que não se pode ir muito longe desta maneira. Por que não falar de forma clara, franca? Tudo pode ser esclarecido e melhorado assim!
Difícil, muito difícil!
Tô fora!
Ilustração: Google/imagens / carta do baralho cigano
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Quer Conhecer seu Futuro?
Se quer, pode consultar uma cartomante, investigar seu mapa astral, procurar um vidente. Pode ser que consiga, pode ser que não, tudo depende do nível da consulta. Pode levar tempo, pode custar caro. Sempre um mínimo de investimento será necessário. Mas eu conheço uma forma bem simples de saber: observação.
Sim, observação! Quero dizer, sua observação. Quero dizer, observe-se! Se prestar atenção no que fala, pensa, sente ou faz, exatamente agora, saberá o que está projetando para o seu futuro! Eu explico: a qualidade de seus pensamentos, palavras, ações e emoções, constrói um resultado equivalente. Nenhum pensamento maléfico, depressivo, desequilibrado será capaz de produzir emoções, palavras ou ações benéficas, que por sua vez, repercutirão no ambiente externo e interno (você mesmo). Um encadeamento de resultados pode ser tão intenso e extenso, que controlá-lo se torna impossível e aí só querendo conhecer o futuro pra saber o que o aguarda, não é?
Penso que a forma mais segura e econômica de ter consciência do que o aguarda seja através da pratica da responsabilidade pessoal. Saber que toda ação repercute, e que no momento propício o resultado se manifestará, faz toda diferença. Cuidar da qualidade do que você produz hoje faz acreditar que a mesma qualidade pode esperar para o amanhã. Isto não quer dizer isentar-se de problemas, isto quer dizer que você se torna senhor de seu próprio destino.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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Ilustração: Google/imagens
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Gente Insalubre
Este malefício não está relacionado a pessoa gostar ou não de mim, se quer ou não me prejudicar. Na verdade, existem pessoas que são insalubres, pelos seus vícios de comportamento, erros de abordagem, imaturidade emocional, ambição desmedida e assim por diante. Tem gente que é capaz de dar um nó na mente do outro e por isso conviver com elas se torna um risco para a saúde mental.
Mas aí você deve estar pensando que defendo a ideia de isolar estas pessoas. Não é bem isto que penso, mesmo porque não é possível. A conclusão que chego está mais direcionada ao observar-se, isto é, se percebo que a influência do outro é maléfica será bom não reforçar o que de pior ela estimula em mim. Será bom filtrar as emoções, pensamentos e ações. Simplesmente, é importantíssimo me responsabilizar pelo meu próprio bem estar e me orientar para o que acredito ser bom pra mim. É melhor desenvolver o que me eleva e deixar que o outro viva como quer.
Contudo, se mesmo com todo o esforço de manter a saúde mental, não for possível conviver com o insalubre, é melhor manter distância. Tem gente que só ficando longe!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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Fonte da Ilustração: Google/imagens
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Ouro de Tolo
para o erudito
dito culto
sábio
de fineza ímpar
uma homenagem não pode faltar!
para o erudito
que fala do que já foi dito
como se nunca o tivesse sido
que assina verso por outro
escrito
como se nunca houvesse existido
uma homenagem não pode faltar!
para o erudito
que reveste de ouro sua
invenção
dando margem à imaginação
que vê o que não existe
que acredita num ouro que não
passa de ouro de tolo!
uma homenagem não pode faltar!
para o erudito
que diz o que já foi dito
como se nunca o tivesse sido
que assina verso por outro
escrito
que reveste de ouro sua
invenção
que não passa de imaginação
uma homenagem não pode faltar!
e quem deseja, que sirva-se de
banhos de ouro
que irão durar até aparecer outro tolo
dito culto
dito sábio de fineza ímpar
a lotar ambientes
pois erudito assim não é para
poucos!
Fonte da Ilustração: Google/imagens
domingo, 17 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
O Que Sabe?
O que sabe sobre seu pai? Seus gostos, crenças, medos, sua infância. E sua mãe, o que poderia falar sobre ela? E seu filho, amigo, vizinho, colega de trabalho, marido, esposa, o quanto os conhece? E a você, quem conhece? O que sabem sobre você, especialmente o que vai lá no seu íntimo? Talvez muito, talvez pouco, nada ou quase nada. A resposta ou as respostas podem ser várias, mas aqui não quero que diga tudo, quero apenas que pense.
Na maioria das vezes engatamos a vida num corre-corre desleal, nos envolvemos com o trânsito, o valor da moeda, as compras no supermercado, as contas do final do mês, final do dia, final do ano, final de tudo! Muitas coisas tem prioridade, o tempo é usado para produzir, para corresponder, enriquecer, sucesso fazer, mas o quanto este tempo é usado para conhecer? Conhecer o outro, a si e o que acontece ao redor.
Aceleramos nosso tempo e perdemos o tempo. Entupimos nosso espaço com coisas que não precisamos. Nos ocupamos de outras coisas sem um critério mais rigoroso, tudo o que vem é assimilado ou quase tudo, pois não há sistema nervoso suficiente para a avalanche de estímulos que recebemos, mas nos esforçamos para isto, e deixamos de lado a intimidade, amizade, cumplicidade, afeto. Deixamos de olhar, sentir, discernir. Nos automatizamos e perdemos o aconchego de uma conversa despretensiosa, mas atenta. Aquela conversa onde trocamos conhecimento, experiências. Aquela conversa que preenche, esclarece, traz esperança de não estarmos sós.
O que sabe sobre seu pai, irmão, tio, mãe, filho, avô, neto, colega de trabalho, amigo, vizinho?
O que sabe sobre você?
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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Fonte da Ilustração: Google/imagens
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
"Esboço de quadro mal-acabado"
Pensamos
erroneamente que grandes artistas nascem prontos, que suas obras surgem de uma
genialidade sem esforço. As razões para pensarmos assim são várias, mas na
verdade o genial é fruto de incessante trabalho de quem sente em sua alma que
deve fazê-lo. Oscar-Claude Monet ou Claude Monet, como conhecemos, é um belo
exemplo de trabalho dedicado por uma vida inteira, para realizar o que mais
acreditava e gostava, pintar a luz. Estranho? Não! Mas é o que pensavam seus
contemporâneos ao entrarem em contato com suas pinturas. Hoje Monet é
reconhecido como um ilustre pintor
Impressionista, mas na sua época, quando expôs sua obra intitulada "Impressão,
sol nascente", teve
que amargar o comentário de que era apenas um "esboço de quadro
mal-acabado". Injustiça sofrida por todos aqueles que trazem o novo e
apontam para o futuro!
“Esboço de
quadro mal-acabado”? Na verdade, faltou consciência maior a quem julgou desta
forma. Uma percepção limitada pode gerar comportamentos preconceituosos e
somente os mais fortes e convictos do que desejam e acreditam persistem na rota
que escolhem.
Trazer uma
abordagem nova é ter que lidar com barreiras já esperadas e por isso não merecem
atenção maior. Continuar e continuar, apesar dos obstáculos é atitude que
podemos observar naqueles que fazem a diferença. Mesmo que não sejam
valorizados no seu tempo, no futuro serão, pela contribuição à evolução humana.
Sendo assim, sejamos gratos a todos aqueles homens e mulheres que não abriram
mão de suas convicções!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Saudade
A saudade é infalível, faz acreditar que o tempo é um rio a correr na velocidade que lhe compete. Não volta e assim, o que se deixou de viver, foi um tempo desperdiçado. Deixar o tempo passar, deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é se arrepender um dia. O tempo usado em disputas, que separam, é um tempo de dor. Podem ser evitadas, mas escolhe-se multiplicá-las. Escolhas tolas, fazem pensar que o nosso tempo é eterno e não cobrará resultados!
A saudade é implacável, ensina que é possível viver em harmonia, ao se deixar de lado o querer rígido e imponente. Estou certa de um dia podermos nos reencontrar e viver diferente, pelo que foi aprendido e sentido.
Rio que corre na velocidade que lhe compete, desperte-me a consciência do bem viver, do bem querer, para não ter pelo que me lamentar.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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Fonte da Ilustração: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Pardo_(S%C3%A3o_Paulo)
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Nascente
![]() |
| o amor não nasce na janela, nasce no coração dela
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Arte de Alexander Anufriev Fonte da Ilustração: https://www.facebook.com/Meninasparasempre/photos_stream |
domingo, 15 de setembro de 2013
Chopim
O chopim é um pássaro que mede entre 16 a 21cm, as fêmeas são de um marrom-escuro, meio sem graça, e o macho, um pouco mais privilegiado, é preto azulado. Alimentam-se de sementes e bichinhos. Costumam remexer as fezes do gado para procurar sementes que não foram bem digeridas. Como pode perceber, este nosso amiguinho não perde nada mesmo e por isso também o chamam de vira-bosta!
Até agora não há nada de muito interessante neste pássaro, porém, não contei tudo! Ele não constrói ninhos e quando procria põe seus ovos em ninhos de pássaros de outras espécies para serem por eles chocados e depois criados. Prático! Só mais um detalhe! O chopim é capaz de destruir os ovos de pássaros rebeldes, que se recusam a cuidar de seus ovos, portanto, apenas os submissos conseguem ter sua prole garantida. Pode uma coisa dessa?!
Como a Natureza não dá ponto sem nó, deve haver algum bom motivo pra isto, mas eu não tenho a mínima ideia!
Posso não entender de pássaros, mas de gente, um pouquinho eu entendo e se você também pensou o que eu pensei, então concordamos que qualquer semelhança entre algumas pessoas e o chopim, não será mera coincidência! Tem gente que é craque em se aproveitar do outro, fazer menos esforço e invadir o espaço alheio para tirar proveito. Geralmente são simpáticos, vão chegando devagarinho, tem excelente senso de oportunidade, são bons observadores e tem bom gosto, pois só se aproximam de gente de valor e como um "papagaio de pirata" estão sempre perto. Logo se tornam "amigos" e "na cola" copiam sua boa ideia, aproveitam-se do seu carisma, e do que conquistou, para também conquistarem o que querem, mas com menos esforço, pois o eleito já o fez. Quem perceber o oportunismo pode até receber retaliação, mas quem se submeter será sempre o "grande amigo", o "cara legal", o "queridinho".
Pois é, chopim de penas dá pra encarar, mas chopim humano, não dá pra tolerar não! Gente folgada, esperta e no fundo descrente de si mesmo. Um enganador preguiçoso, pra concluir.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Posso não entender de pássaros, mas de gente, um pouquinho eu entendo e se você também pensou o que eu pensei, então concordamos que qualquer semelhança entre algumas pessoas e o chopim, não será mera coincidência! Tem gente que é craque em se aproveitar do outro, fazer menos esforço e invadir o espaço alheio para tirar proveito. Geralmente são simpáticos, vão chegando devagarinho, tem excelente senso de oportunidade, são bons observadores e tem bom gosto, pois só se aproximam de gente de valor e como um "papagaio de pirata" estão sempre perto. Logo se tornam "amigos" e "na cola" copiam sua boa ideia, aproveitam-se do seu carisma, e do que conquistou, para também conquistarem o que querem, mas com menos esforço, pois o eleito já o fez. Quem perceber o oportunismo pode até receber retaliação, mas quem se submeter será sempre o "grande amigo", o "cara legal", o "queridinho".
Pois é, chopim de penas dá pra encarar, mas chopim humano, não dá pra tolerar não! Gente folgada, esperta e no fundo descrente de si mesmo. Um enganador preguiçoso, pra concluir.
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Fontes de Informação Sobre o Pássaro: www.avescatarinenses.com.br
www.g1.globo.com
Fonte da Ilustração: Google
domingo, 1 de setembro de 2013
Educar É?
Educar ou ser um educador, o que de fato é? No
meu entender educar é sinônimo de cuidar. Penso ser esta uma das formas mais
importantes de atuação, pois cuidar da geração futura é acima de tudo se
preocupar com a continuação da humanidade.
O educar pode se manifestar de várias formas, por
meio de inúmeras funções, mas me parece mais uma questão de postura do que de profissão ou
papel social. Falo da atitude de educar, que no meu pensar, se refere à
preocupação com a formação, com o preparo do outro, com o bem crescer. Pode ser
físico, intelectual, emocional, mas em todos a atenção recai sobre o
desenvolvimento da responsabilidade sobre si mesmo fundamentada na consciência.
Educar é extrapolar o conhecimento específico e
considerar o conteúdo e a maneira como a consciência irá se fixar. É
desenvolver condições, dar estrutura à liberdade de escolha, possibilitar o
cuidar de si e meios para participar do seu tempo, através da prática da
reflexão e visão crítica.
O direito à verdadeira educação é de todos, mas
nem todos usufruem dela, por falha das gerações anteriores. Olhar além de si
mesmo, além de sua vaidade e autopromoção não é capacidade que vemos na
maioria, mas por insistência daqueles que já tem o olhar humanitário, bons
trabalhos têm-se feito e mesmo com percalços, a humanidade evolui, apesar dos
egocentrados, que ainda serão educados pelos educadores dedicados!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Meu Filho É o Cão
Difícil encontrar alguém que não tenha um
bichinho bem perto de si. Pode ser um cachorro, gato, passarinho e
tantos outros quanto suporte a imaginação, mas todos são, sem distinção, de
estimação.
Eu tenho gatos e cão, gosto muito de cada um e me
pego muitas vezes chamando-os pelo nome, apelido ou simplesmente chamo de filhinho. Não sou a única,
tem muita gente que fala com seu bichinho no estilo "vem com a mamãe" ou "vem com o
papai" e sem querer entrar na discussão de que isto é substituir filhos que
ainda não nasceram ou até já cresceram e seguiram suas vidas, penso que existe um motivo justo: o sentido da relação que estabelecemos com eles. Se pensarmos bem
é assim nosso relacionamento, como se fossem nossos filhos, porque da mesma
forma como com as crianças, sentimos imensa alegria quando os vemos nascer ou
quando chegam bem pequeninos, preservamos sua segurança, levamos ao médico, cuidamos das vacinas, do
banho, escolhemos a melhor alimentação que podemos oferecer, educamos, levamos pra passear, brincamos, fazemos carinho, sentimos falta quando
viajamos e não podemos levá-los junto, mas sempre deixamos com alguém
confiável. Passamos alguns anos em sua companhia e quando se vão, choramos como
crianças e sentimos saudade. Assemelha-se a uma relação entre pais e filhos? Há responsabilidade neste vinculo, onde o cuidador somos nós. Ouso dizer que observar alguém com seu bichinho de estimação é poder compreender sua capacidade de cuidar, se dedicar ou melhor, de amar.
Fonte da Ilustração: Google
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Tequilaaaaaah
Sua guia está aqui, mas você não.
Foi embora, tão de súbito!
Sem dar satisfação!
Caramba, podia ter avisado!
Eu teria saído de casa pra não vê-la partir.
E pelas costas!
Menina, por que fez isto?
Agora não consigo mais sentir seu pelo macio.
Ouvir seu latido viril.
Tequilaaaaah, eu chamava.
Você, meio bestona, sempre respondia.
Ah, menina, que sacanagem com meu coração!
Não gosto.
Gosto não!
Tequilaaaah!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Fonte da Ilustração: Acervo pessoal
sábado, 27 de julho de 2013
Passarinho na Gaiola
![]() |
| arte de Natalia Poberezhna |
De tanto tempo na gaiola, não sabe voar.
De tanto tempo comendo no comedouro, não sabe o que é fome.
De tanto tempo olhando através das grades, não sabe olhar.
De tanto tempo cantando sem resposta, não sabe ouvir.
De tanto tempo cativo, não sabe onde está.
De tanto tempo só, não sabe reconhecer seu semelhante.
De tanto tempo em espaço pequeno, não sabe espaço maior desejar.
De tanto tempo sob domínio, deixa a vida passar.
De tanto tempo passarinho na gaiola, não sabe que é passarinho.
E se a gaiola se abrir?
Sairá? Voará?
Saberá ser livre?
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Fonte da Ilustração: https://www.facebook.com/Meninasparasempre/photos_stream?ref=ts
sábado, 20 de julho de 2013
domingo, 14 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Heróis da Resistência
Num mundo onde muitas coisas nos convidam para sermos corruptos, egoístas, frios, indiferentes, há uma espécie de ser humano altamente resistente a estímulos letais que possam existir. Ele é firme, indignado muitas vezes, mas paciente, não se deixa contaminar. Tem os olhos concentrados naquilo que quer enxergar, mas algumas vezes abaixa seu olhar em pesar pela violência sem par. É capaz de perceber detalhes sutis naquilo que tem em suas mãos, no que ouve e no que sente. Sua repulsa por algumas coisas não o torna vil, mas ativo no que compreende antes do outro, que continua a desumanizar.
Mesmo que a aparência mantenha-se cinza ao seu redor, sustenta seu coração quente. Apesar da covardia estampada no conformismo, aumenta sua coragem para decidir e agir, sem repetir o que se repete em razão da desesperança.
É um herói da resistência diante do automatismo, não se deixa levar e insiste em pra dentro olhar. Permanece no exercício de mergulhar fundo em si, para conhecer e transformar o que nem sempre claro está, ainda que lhe digam para ficar na superfície, que nivela todos no mesmo andar. Está habituado a encarar sua dor, confusão, medo, ira e tudo o mais que se mostra quando se deseja mais apto estar. A cada retorno das profundezas de seu ser torna-se mais singelo, mais forte, mais consciente, mais humano, mais equivalente ao seu pensar, que não vende, não empresta, não troca. Mantém-se valente em seu coração terno. Sabe que somente assim, conseguirá perceber quem diante de seus olhos está.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Fonte da Ilustração: Arte de Zoia Tchernakova / foto de: www.facebook.com/Meninasparasempre
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Fonte da Ilustração: Arte de Zoia Tchernakova / foto de: www.facebook.com/Meninasparasempre
quinta-feira, 20 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
Só um Abraço
Quando o chão desaparece e tudo fica cinza não há mais o que fazer a não ser curvar o tronco e esperar por um dia melhor. Esperar que tudo passe e o coração volte a bater mais forte. Palavras não fazem muito efeito, explicações intelectuais menos ainda. Só o que se deseja é um abraço, bem forte, sincero e revigorante.
A tristeza é como a água de um rio cuja barragem se rompeu. Vem com tanta força que assusta. Não dá pra saber se é possível suportar e então a única coisa que se deseja é um abraço, bem forte, sincero e revigorante.
A cabeça gira, as pernas tremem e a mente não entende o que não aceita, mas nenhuma reação muda o que está consumado e então a única coisa que se deseja é um abraço, bem forte, sincero e revigorante.
Mas nem sempre desejar é sinônimo de receber e o que se tem é um silêncio cinza e ensurdecedor e então o tronco se curva, o coração treme, o mundo gira entorno do que não se pode mudar, apenas aceitar.
Quando o chão desaparece e tudo fica cinza, não há mais o que fazer a não ser desejar um abraço, bem forte, sincero e revigorante. É só isso. Um abraço, só um abraço.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Quando o chão desaparece e tudo fica cinza, não há mais o que fazer a não ser desejar um abraço, bem forte, sincero e revigorante. É só isso. Um abraço, só um abraço.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Fonte da Ilustração: Google.
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