DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Tem Coisas que Não se Confessa Nem ao Terapeuta


É muito comum fazermos avaliações bem superficiais sobre os motivos de fracassos em nossas vidas. O sucesso sempre é atribuído a nós, mas o restante é responsabilidade do outro. Isso acontece com todos. É um festival de culpar alguém ou alguma coisa. Mas se fracassarmos mais uma vez em culpar e fizermos um exame de consciência, bem quietinhos na cama, em mais uma noite de insônia, perceberemos  que há o que não se  confessa nem ao terapeuta. Os terapeutas que me perdoem, mas nem tudo se diz,  a verdade é algo que se assemelha a um garimpo, exige paciência, empenho e não se alcança algo de valor da noite para o dia. Além do que, há o que só interessa a cada um, tamanha sua intimidade.
O que você não diria nem ao seu terapeuta? Isto eu não sei, mas está claro para mim que eu não revelaria aquilo que descobri, pela vergonha que me causa. Quantas vezes na pressa de resolver uma frustração não embarquei na primeira situação que me parecia saciar minha vontade e acabei me deparando com consequências bem desastrosas. Erros de abordagem, é melhor classificar assim. Sem culpas, afinal, de culpados este mundo já está cheio. Melhor dizer, responsáveis por suas escolhas e resultados.
Quando podemos confessar para nós o inconfessável é sinal de que estamos prontos para promover mudanças importantes. Ao saber exatamente o que gerou o engano é fantástica a consequência. É possível mudar o rumo das coisas e este engano não se comete mais. Isto requer coragem de se olhar de frente e admitir para si mesmo que foi um engano, de que se depositou a felicidade em algo ou alguém e pensar desta forma é se decepcionar mais cedo ou mais tarde, pois não é por aí.
Vasculhar dentro de si os próprios motivos não é tarefa simples, pois nossa mente tem labirintos onde encontrar a saída nem sempre é rápido, mas vale a pena, pois somente desta forma podemos construir um mundo interno melhor e por consequência o externo torna-se seu reflexo. Vale a pena confessar a si o inconfessável para poder fazer parte desta vida que requer empenho para promover mudanças que fazem evoluir, mesmo que seu terapeuta nunca saiba disto.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn


domingo, 26 de abril de 2015

Mantenha as Mãos Firmes no Leme!

Humberto dá uma tarefa: escrever mais um artigo para o jornal. E sobre o quê? Ele dá carta branca e podemos escrever sobre o que quisermos. Isto é bom, dá um sentido de confiança e liberdade de escolha. Mas ao mesmo tempo decidir nem sempre é tarefa fácil, especialmente para alguém, como eu , que costuma complicar as coisas. Até tarefas simples podem se transformar numa odisseia! Mania de exagerar? Pode ser, mas complicar é mais fácil que ver a coisa de um jeito simples. Deixar a vida correr, dar tempo ao tempo, não se permitir contaminar pelo pessimismo e o tal pavoroso medo, que deixa qualquer um encurralado na estante dos fundos da sala.
Olhar para a vida com olhos esperançosos requer confiança de que as tarefas mais simples e as mais complicadas podem ser realizadas com esmero ou com defeitos, mas que a cada esforço por crescer é possível melhorar.
É só acreditar, no entanto, nem sempre acredita-se e então a mente apaga, fica cinzenta e a luz que gera esperança e vontade enfraquece. E nesta hora ter quem possa lhe estender a mão e dizer "MANTENHA AS MÃOS FIRMES NO LEME......MANTENHA-SE!" faz toda diferença! Estes são  os amigos que tem condição de não se apagar junto e de te olhar nos olhos até que consiga acender sua luz e vivificar  a mente.
Solidariedade é tudo e não é complicado praticá-la, basta dispor de tempo e energia para o outro, basta querer. E aqui não são necessários heróis, mas gente simples que sabe que somos todos gente simples querendo ser feliz.
E ser feliz é tarefa complexa, requer esforço de transformação, porque temos a cabeça cheia de enganos que precisam ser modificados e a cada esforço realizado e a cada transformação é possível sentir que a felicidade é algo bem palpável.
Eu nas minhas complicações e enganos só tenho a agradecer aos amigos que não se assustam, mas ficam até a luz se acender.
Tenho também a agradecer a quem disse que cada dificuldade traz em si a mudança para o melhor e assim segue-se com cuidado para não se contaminar com o que apaga a luz e deixa a mente cinza. No esforço, sem largar o leme.
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quinta-feira, 16 de abril de 2015

É pra Viver

a vida não é para controlar
a vida é para viver

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sábado, 11 de abril de 2015

Transforma

a esperança reside no poder de se transformar
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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Vida Integrada

Olhar para um animal abandonado, assustado, faminto, machucado é de cortar o coração. Ver uma árvore decepada dói menos? Uma flor que seca sem um mínimo de rega parece não ter valor em meio a tantas flores? Pássaros que não conhecem a potência de suas asas por já terem nascido em gaiolas não parece ter muita importância enquanto seus cantos nos encantam? Peixinhos de várias espécies nadando em aquários não parecem nos preocupar, especialmente por enfeitarem nossos lares? Animais que sofrem no abate parecem distantes de nossos pratos tão bem abastecidos? Rios que morrem por estarem repletos de poluentes, só são lembrados quando nossas torneiras secam? Invadimos belos espaços para construir nossas residências sem nos preocuparmos com a vida que lá habita, mesmo a mais minúscula. Formigas podem ser esmagadas por importunarem, mas nossa vida deve prevalecer?
Prevalecemos nós? Em que mundo? A que preço? Parecemos predadores a privilegiar nossos interesses. Sei que não falo de todos, mas falo de muitos.
Lembramos da natureza quando ela nos falta, mas na maioria das vezes não olhamos com mais atenção para a vida que nos cerca e que busca sua sobrevivência, assim como nós. Então por que não respeitamos? Ou desrespeitando mostramos o quanto nos desrespeitamos também?
A dor de um animal abandonado, assustado e faminto é igual a de um ser humano abandonado, assustado e faminto. A miséria de uma planta seca e esgotada é igual a de um ser humano esgotado. O desequilíbrio na vida de um rio que morre por maus tratos é igual ao desequilíbrio de quem o matou. Ninguém pode viver em paz enquanto um animal sofre, uma árvore não se ergue, o ar é envenenado. Ninguém pode viver em paz enquanto a vida se degrada por falta de sensibilidade e consciência de que toda vida necessita dos mesmos meios para viver. Ninguém pode viver em paz enquanto não houver consciência de que todos os reinos necessitam viver a sua natureza e integrados.
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quinta-feira, 19 de março de 2015

Vida








                                                              
continuamente a vida se regenera
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terça-feira, 10 de março de 2015

Torre de Babel


Para que desenvolvemos uma linguagem?
A princípio para nos comunicarmos. Para estabelecer diálogo, compartilhar conhecimento e experiência, registrar a história, resolver conflito, manifestar emoção, jogar conversa fora, escrever, ler, falar, raciocinar, e bla, bla, bla, bla, bla, bla. Tudo em prol da evolução e do bom convívio.
Bem que gostaria que fosse tudo assim, mas no meu ir e vir do dia a dia, percebo que temos uma facilidade imensa para distorcer. O que dizemos, nem sempre é o que pensamos. Juramos o que nem sempre é verdade. Uma palavra simples pode ter inúmeros significados ou pra ser sincera, falseamos as emoções discursando expressões de efeito e bonitinhas, mas que tem único intuito, enganar, disfarçar, enrolar, ostentar, "babaquear". Tudo depende!
Depende da disposição, da intenção. É preciso ser um verdadeiro Sherlock Holmes para descobrir o que o sujeito realmente está dizendo! Isso quando não se vai com mala e cuia fazendo o que der na veneta acreditando que o que vai na mente é a mais pura realidade! O Inferno de Dante é pouco!
Tem mais uma coisa incrível! Os sinceros são interpretados como inimigos, pois dizer o que se pensa, sente e deseja é politicamente incorreto e às vezes parece que ainda não saímos da Idade Média a cultuar os fundamentos da Inquisição.
E que me faço entender: aqui não há nenhuma colocação sobre o panelaço nem os pronunciamentos presidenciais. Falo mesmo de nós, no nosso habitual cotidiano, repleto de distorções e maledicências. Dizemos o que não pensamos. Escrevemos o que não  lemos. Somos simpáticos quando queremos algo em troca ou condenamos quando somos frustrados. Tão cansada estou! Tão desesperançada nesta Torre de Babel.
Ando quieta e devagar. Procuro um espaço pra poder conversar de verdade, mas de verdade, mesmo! Procuro, como já disse Lulu Santos,  gente fina, elegante  e sincera ou como digo eu, gente de caráter nobre.
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sexta-feira, 6 de março de 2015

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O Segredo

Tenho um segredo e vou contar, mas só pra você! E já sabe, segredo é segredo, não deve ser contado pra ninguém, nem mesmo sob o pretexto de "vou te contar uma coisa mas não conta pra ninguém!"
Como não tive a benção de ser "rei", sou "amigo do rei"! É isso, este é o segredo. Parece-lhe bobo? Até pode ser, mas se pensar melhor, notará que é um fato mais comum do que se pensa, porém, na maioria das vezes, quem é "amigo do rei" não revela com clareza, pois é questionável eticamente. Mas deixo isto pra lá!
Já sabe que não tive a sorte de ser "rei", com todos seus benefícios e poderes. Sei que existem responsabilidades, mas não tenho muito interesse nelas. O que me importa são os privilégios de estar associado a alguém de poder. Isto torna as coisas mais fáceis pra mim e se for inteligente, alguma garantia posso obter.
Tem uma verdade que não me agrada muito, é a interdependência, condição desde o primeiro dia aqui neste planeta até o último. Todos estamos interligados e nos influenciamos mutuamente. A escolha de um interfere na opção do outro, beneficiando ou não, mas não podemos evitar este fato. Às vezes ficar na própria escolha requer persistência e flexibilidade também, pois pode-se mudar o modo para manter-se, sem alterar a convicção. A todo momento somos influenciáveis e influenciamos, não contando com a necessidade que temos um do outro. Afinal, vivemos em sociedade, em grupo e assim fica difícil isolar-se, embora seja interessante, já me disseram, cuidar da estabilidade interna, mas não é fácil e dá muito trabalho! Por todas estas questões resolvi não participar integralmente disto, apenas quando me interessar. Desta forma optei em ser "amigo" de quem tem o poder ( que me convém, é claro!). Assim, sinto-me protegido, garantido, pois o poder dele pode abrir-me caminhos que desejo, além de me preservar.
Uma questão que deve ser admitida é que tudo tem um preço, inclui troca e o "rei" também quer seus interesses garantidos. Pode precisar de quem o apoie em momentos de decisão. Se for solitário pode desejar companhia, alguém que o enalteça ou que lhe faça alguns serviços oportunos. Tudo fica acordado, dependendo das necessidades. O acordo muitas vezes é velado, sem palavras, mas sabe-se exatamente qual é a troca.
Escolher o "rei" certo requer experiência e observação, mas quanto maior a pratica maior a eficiência! E assim vou eu, buscando de oportunidade em oportunidade quem me facilite a vida, quem me garanta que não preciso me frustrar ou me prejudicar. Você pode até pensar que é uma mútua dependência, mas eu chamo "acordo de cavalheiros". Que mal há? Talvez amizades sinceras possam ser feridas. Talvez mentiras precisem ser proferidas. Talvez algumas promessas sejam mudadas sem aviso prévio. Mas tudo vale, quando se é "amigo do rei". Ou não vale? Talvez não, mas é a minha escolha e assim quero viver. De "rei" em "rei", chegar onde desejo e acreditar, nem que seja um pouquinho, que também tenho poder!
Sei que desta forma jamais serei "rei", mas pra que tanta responsabilidade! Quero apenas chegar. Responsabilidade não é o meu forte, devo admitir, mas não me julgue. Ninguém ainda é perfeito!
Paro por aqui, pois já passei da conta! Só quero lembrar que lhe contei um segredo e você sabe, segredo é segredo!
















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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Lenda Pessoal

cumprir sua história. cumprir seu sonho. cumprir sua lenda pessoal. é permitir que a alma se expresse na sua tônica mais profunda e verdadeira. é permitir a evolução. é ser feliz.
foto de Ametista Voloshyn Mastrotti
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Um Dia Você Morrerá

só pra lembrar que um dia você irá morrer! então, arrogância, inveja, disputa desleal, egoísmo, não valem pra nada. acorda! faça de sua vida algo significativo!
 
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sábado, 10 de janeiro de 2015

O Mundo é dos Espertos?

O mundo é dos espertos?
Os espertos dizem que sim!
Mas que mundo é este de que falam?
Moneycrático?
Souamigodoreicrático?
Tirovantagemcrático?
Seutroxacrático?
Tonemaipravocecrático?
Queroganharcrático?
Blefecrático?
Enganomesmocrático?
Queropodercrático?
Informaçãoprivilegiadacrático?
Falsocrático?
Plagiocrático?
Seduzocrático?
Puxosacocrático?
Soubacanacrático?
Eusoueueorestoérestocrático?
Passoapernacrático?
Nãoconfieemmimcrático?
Ostentomesmocrático?
Estacionomeucarronafaixadepedestrecrático?
Soucovardemasninguemsabecrático?
Mediocrecrático?
Espertocrático?
Eu não sei ao certo, mas deve ser um mundo interessante, porque o que tem de gente querendo fazer parte dele, é de impressionar! O que tem de gente fazendo de tudo pra ser esperto, é de impressionar, mesmo! Logo, logo, as vagas se esgotam e vai sobrar esperto pra outro mundo.
Que mundo?
O meritocrático! E neste o esperto vai sentir uma dificuldade enorme em se adaptar, pois criou tantos vícios de esperteza que não sabe nem onde está o seu nariz. Este sujeito, sem alguém pra empurrá-lo pra frente, não é nada que se aproveite.
Quem viver, verá!

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Alma Pede Bálsamo




Deixe-me chorar,

Abrandar meu coração.

Deixe-me no silêncio

A vasculhar minha dor,

Não me aprece

É preciso calma.

A alma pede bálsamo,

Pra curar o torpor.


                                                               © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2015!


Que cada um compartilhe o seu melhor.
Que cada um consiga ouvir seu próprio mestre.
Que todos possam viver a transformação.
Que seja auspicioso 2015!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Saudade e Esperança


Saudade, minha saudade! Quantas vezes me interceptou e impôs sua marca lançando-me a inúmeras lembranças! Algumas alegram o coração, outras o apertam até as lágrimas darem sinal de que a tristeza chegou.
Tudo que vivi está ao meu dispor como um enorme mar, repleto de objetos, cheiros, cores, texturas, emoções, pensamentos, perdas, ganhos, enganos, acertos, encontros, separações, coisas corroídas pelo tempo e outras tão novas que poderia usá-las sem pudor.
Às vezes tenho medo, pois penetrar nessa vastidão pode fazer-me perder a noção do tempo e espaço. Não há como evitar a nostalgia, seu traço maior.
Não quero viver de nostalgia! Não posso reaver o que já passou! Mas por que então sinto saudade, se é em vão?
É preciso mergulhar nesse mar misterioso com uma única razão, tocar seu fundo para depois emergir sem demora, pois quem nas suas profundezas fica, tem dificuldades para voltar, se confunde em tantas recordações que perde o rumo do seu tempo e este não é o propósito da vida!
A saudade só é benéfica num sentido: despertar a consciência do agora. Quando ela vem e impõe suas imagens, me projeta no tempo transportando-me para aquilo que já foi vivido, não para que eu fique lá, mas para que tome consciência do que me falta hoje, do que necessito para me equilibrar, para que com minhas próprias forças realize o que foi sinalizado. Isto é uma bênção, minha mente mais profunda a me enviar sinais de esperança!
Esperança, minha esperança! Me faz acreditar que é possível retocar, novo impulso dar ao que as forças havia perdido. Um Norte a mostrar que a vida é um contínuo transformar. O que já me fez chorar pode hoje ser matéria-prima para um melhor e o que já foi um alento posso tê-lo como um modelo para aperfeiçoar. A vida do ontem se encontrando com a vida do hoje, fazendo a roda eterna girar!
 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Coraticum


Quando a escuridão impera e não há clareza para onde ir. Quando o ânimo desaparece e a vida surge como um fardo. Quando os objetivos parecem perdidos. Quando tudo impele para direção contrária ao que se anseia. Quando a pressão externa aparenta invencibilidade. O que você faz?  Paralisa? Deprime? Desiste? Espera? Agride? Procura culpados? Ou levanta a cabeça, num gesto de dignidade e segue num ato de coraticum?

Coraticum, tradução latina para coragem, que associa duas palavras, cor e aticum, coração e ação. A ação do coração!

Quando a ação vem do coração nasce a coragem! Aquela luz que ilumina o caminho escuro. A certeza em meio a incerteza. A vontade que supera o medo. A legitimidade da alma. A superação da dor. A mão que se abre para segurar outra mão. A espada que se ergue para o combate inevitável.  A luta do interno no palco do externo, vencendo o adversário que vive dentro de cada ser. A vitória improvável se fazendo vitória, surgindo do nada, alimentando a alma e a vontade de prosseguir vivo!

E mais vivo que antes, ao enfrentar, com força, o que sucumbia diante do inalcançável, com fôlego de um coração que bate no ritmo da certeza de que a vida se faz a cada respiração e que somente alcança sua meta quem acredita em sua determinação.

                                        © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Mundo Nosso

demorei para compreender que o mundo em que vivemos é o mundo da aprendizagem. o erro está em todas as suas etapas e errar não é o problema. o verdadeiro problema é não aprender.


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

*"Sai caramujo que sua mãe e seu pai estão no sol!"


quando quiser conhecer melhor uma pessoa
tire-a de sua zona de conforto



*uma brincadeira da minha infância

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Errei!

três mil vezes fiz do mesmo jeito
quando me distraí, errei
descobri um jeito novo de fazer

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Poison








o conhecimento pode ser libertador
mas se estiver fundamentado na ilusão
transforma-se num poderoso veneno







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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Resistência




 é preciso suportar a tormenta para viver a calmaria





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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Solidão




não existe solidão
existe
relação equivocada








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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Agora

 não é preciso projetar-se no futuro
concentre-se no agora
construa agora
e deixe os resultados se manifestarem quando estiverem maduros


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Parte por Parte

Google

O que é necessário para realizar uma obra, seja ela de natureza coletiva ou individual? A ansiedade pode apontar um período restrito com elevadas tarefas a serem cumpridas, mas o deus Saturno nos impele a outra realidade. Aprendemos no decorrer da vida que o tempo e sua parceira inseparável, a perseverança, tem supremacia nesta questão.
Tudo é trabalho, a inércia precisa ser vencida pelo esforço, mas nada aqui deve ter um peso angustiante, pois a construção, seja o que for, deve ser cuidadosa, com alegria e atenção.
A vontade de refazer, quando assim for necessário, às vezes pode ser acionada e agora a paciência vem como auxiliar importante, pois a pressa só pode levar a lugar nenhum, mas como um artesão esmerado e contente com seu ofício pode-se conseguir muito mais.
A esperança também não deve faltar, pois carrega em si o significado da capacidade, acompanhada pelo desejo de dar forma a um ideal, crença, necessidade ou qualquer coisa que seja importante, mesmo que singela, cotidiana, não importa, pois tudo é importante, parte por parte, a se juntar para formar um todo que se anseia.
O esforço até aqui está claro, mas não posso deixar de citar as desistências, os recuos, as esperas, que em alguns momentos se fazem necessários, para que se tome fôlego para depois poder continuar. Novamente a paciência se apresenta a nos ensinar que realizar é um guisado que não deve desandar, merece atenção redobrada se quisermos ver realizado o que se passa em nossa mente a buscar manifestação.
E assim de trabalho em trabalho, de etapa em etapa, vamos aos poucos dando forma ao que idealizamos e se estivermos atentos podemos perceber facilmente o quanto conseguimos crescer com a construção e depois de um  tempo não se poderá mais distinguir a obra  do obreiro.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A Vida é Mágica





O Anjo e o Homem / aquarela antroposófica

A vida é mágica! A vida é magia! Quem duvida, ainda não percebeu sua manifestação mais sutil.
Você já se percebeu como que escorregando por um bueiro? Já sentiu um gosto amargo na boca, uma dor no coração, que não tem nada parecido com infarto, pois é pior, dói tudo, mas tudo mesmo?! Já teve aquela sensação de que todos os seres da face da Terra não te amam e que se morresse hoje, ninguém iria ao seu enterro amanhã? Já olhou à sua volta e enxergou tudo muito sem graça e pra piorar, lhe deu uma saudade de um lugar muito distante, mas tão distante que acabou convencido de que, com certeza, é de outro planeta? Já acordou sem esperança e foi dormir certo de que não adianta ter esperança pra nada, mas nada mesmo? Eu já!
Já lhe aconteceu, quando no pior dos seus dias, se achando o mais imprestável dos seres humanos, faltando dez minutos pra meia-noite, recebe um telefonema do amigo, que começa com uma conversa meio sem nexo, mas que termina dizendo: "tenha paciência, força"? E era a única coisa que precisava ouvir pra se acalmar! E mais, quando seu coração continuava doendo porque sua auto estima estava lá na planta do pé, alguém lhe envia um E-mail com aquela mensagem de autor desconhecido, que lhe dá um tapa no rosto por não ter acreditado em si? E quando estava chorando feito um bêbado, seu filho já entrou em seu quarto sem avisar e lhe ofereceu uma limonada pra você acabar pensando que ele surgiu na hora mais certa pra lhe adoçar a alma?
Já me aconteceu tudo isso e muito mais e estou certa de que pra você também! E a vida é mágica ou não é? A vida não é muito mais do que conseguimos enxergar com estes nossos olhos míopes?
Eu não vou lhe convencer e nem quero, mas da próxima vez que pensar que tudo acabou e que não vale a pena viver, preste atenção nos sinais que lhe chegam com tanta força que seria impossível não percebê-los. São os sinais do Amor, da Coragem, da Sabedoria. São os sinais da Vida, que é da mais Alta Magia, sim senhor! 
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 10 de julho de 2014

"Queria Ver o Povo Brasileiro Feliz...."



Google

"Queria ver o povo brasileiro feliz, pelo menos por causa do futebol". Esta é a fala de David Luiz, jogador da seleção brasileira, desta Copa Mundial, logo depois do jogo entre Brasil e Alemanha. Ele em prantos pedia desculpas ao povo pela derrota.
É legitimo este pedido de desculpas? Talvez para ele e outros jogadores que absorveram a ideia de que deveriam ser nossos heróis em campo. Mas deveriam mesmo assumir este papel dramático e excessivamente pesado?
Não acredito nisto, não vejo com estes olhos. Penso que não é de heróis que precisamos, mas de consciência da nossa realidade. Observamos há tempos um país do "puxadinho" e do "tapinha nas costas". Múltiplas maquiagens para alcançar metas que não são para o povo, mas para interesses de poder e falcatruas.
Na verdade, carecemos de dignidade. Queremos um país onde um pai possa dar ao seu filho o direito a uma escola pública digna. Necessitamos de hospitais públicos decentes e equipados para atender qualquer cidadão, sem distinção de classe social. Um brasileiro tem o direito de transitar pelas vias públicas sem correr o risco de ver um viaduto ruir por falta de responsabilidade de quem o levantou. Um cidadão brasileiro tem o direito de ver seus governantes trabalharem para o bem de todos. Precisamos de transporte público que nos faça seres humanos e não pedaços de carne prensada em grandes vagões de ferro. Enfim, precisamos acordar e assumir de vez que é urgente um país que tem como meta maior o desenvolvimento de seu povo em todos os sentidos, dando aos jovens e crianças a esperança de poderem viver com dignidade em solo brasileiro. É mais que urgente percebermos que se não nos esforçarmos em todos os campos de atuação pela ética e trabalho bem estruturado não iremos muito longe como nação e veremos dia após dia cenários como o que vimos em campo protagonizado pelos nossos jogadores, que nos devolvem nossa própria imagem de frustração e desolação por um país que precisa assumir sua história de "puxadinhos", "tapinhas nas costas" e ausência de comando responsável.
É urgente que deixemos de projetar nossas frustrações em jogadores, condenando-os pelas nossas omissões. Quando aceitamos a falta de ética e seriedade em todos os setores sociais, incluindo nossas vidas dentro de nossos lares, estamos dando permissão para que o colapso social se instale e nos mostre o quanto devemos investir na transformação pessoal e coletiva.
A depressão diante da derrota da seleção nesta Copa é inevitável, mas deve servir de estimulo para fazermos uma reflexão profunda sobre a nossa responsabilidade neste cenário de insatisfação. Deixemos de procurar culpados pelas nossas desolações, porque isto não muda nada. Assumamos o comando das nossas vidas com nossos direitos e deveres. Somente desta maneira teremos condições de enxergar a realidade que necessita de mudanças e atuar nela, deixando de aceitar migalhas. Desta forma nosso Brasil poderá refletir uma imagem de prosperidade real, sem maquiagens de aparências insustentáveis. 
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

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