DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Quem Ama Cuida. Cuida?

Quem ama cuida. Eita frase chavão! O que mais se ouve são frases de efeito, mas quando a corda aperta no pescoço e o ar falta é hora exata de saber o que realmente tem valor e o que não passa de palavra de efeito, só pra impressionar, só pra dizer eu participo,  estou presente. Mas não está!
O que significa realmente ajudar? Arrebatar o outro e lhe impor, mesmo na melhor das intenções, o que acredita ser bom a ele, mesmo que a distancia entre as reais necessidades dele e as que julga serem as melhores for enorme? Se não houver um  mínimo de sensibilidade e um olhar atento naquele que pretendemos ajudar o erro pode ser grande.
Ansiedade baixa como algo estranho, e podemos querer sair bem rápido do enfrentamento do sofrimento alheio e então tudo vale e a invasão, pela urgência, é inevitável. Facilmente invadimos o espaço de quem sofre e lhe impomos ações e necessidades que na verdade são nossas, o sofrimento passa a ser nosso, não exatamente igual, mas acessamos arquivos internos, praticamente mortos, pelo distanciamento que mantemos de sentimentos inacabados, estagnados, a espera de solução, como água represada, que a qualquer momento pode romper suas barragens e "salve-se quem puder". É assustador!
Sabe o que penso, de verdade? Ajudar é coisa bem complexa, pois antes de tudo requer observação e compaixão, isto é, dar ao outro o que ele precisa e não o que eu precisaria naquela situação. Sei que não é fácil, pois projetamos milhões de imagens internas  e achamos que são verdadeiras, mas um esforço no sentido de separar o meu do teu, vale muito.
Só quem sofre sabe exatamente o que se passa dentro de si e não ser considerado, por mais absurdo que possa parecer o comportamento, é desesperador, uma solidão imensa e um medo pavor.
Por que não acreditar?? Por que julgar como exagero o que o outro expressa?? Por que não considerar a partir da posição dele?? Ou é melhor fugir e interpretar ao bel prazer e submete-lo ao seu remédio e não ao dele?
Cada qual procura na medida da sua sabedoria e ignorância ser feliz e o que é bom pra você pode não ser pra mim, por isso é importante respeito e humildade para considerar as devidas diferenças. No entanto, existe uma classe de ser humano oportunista que tira vantagem da fragilidade alheia para submete-lo ao seu interesse, seja ele qual for. Esta é uma atitude antiética, daqueles que crescem diante da vulnerabilidade do outro. E isto não vale não, meu irmão!!!
Só pode realmente ajudar quem consegue sentir em seu coração a dor do outro e isto requer conhecer seu próprio coração e não teme-lo.
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sexta-feira, 19 de junho de 2015

WhatsApp


Um bom instrumento de comunicação. Rápido, eficiente quando a mensagem é clara e objetiva. Tudo se passa bem no âmbito prático e racional, mas algo muda quando tratamos de emoções. Quantos "parabéns a você ", "como está?", "mando boas vibrações", "estou contigo", "beijos", "força", ícones diversos e assim por diante, mas faltando algo demais importante, emoção.
Estamos cada vez mais ensimesmados em nossas máquinas, deixando de trocar energia. Estamos empobrecendo em sensibilidade e afeto. Cada qual defendendo seus interesses e cada um que se resolva por si só. Não há mais "tempo" pra conversar pessoalmente, olhar nos olhos, tudo tem pressa, estamos desnutridos de afeto.
Basta estar num coletivo e ver que a  maioria está com fone no ouvido ou lendo e repassando mensagens. Quem se olha? Quem puxa papo? Solitários, absolutamente solitários, vivendo isolados.
Atos de compaixão são destaques de honra, pela sua singularidade.
Posso estar com uma visão muito pessimista, mas é fácil observar que máquinas, facilidades, imediatismos se tornaram muito interessantes.
Há os que fogem a essa constatação, o que é bom demais, mas de maneira geral a superficialidade se alastra e cada um andando pela cidade como zumbis desconectados do outro e de si mesmo, voltados para um externo pobre de conteúdo e sensibilidade. Felizes aqueles que podem manter-se íntegros em meio a tanta desordem.
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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Paciência

cada macaco no seu galho. cada galho com seu macaco. não pula muito, não. cuida pro galho não quebrar. paciência, irmão.
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Tem Coisas que Não se Confessa Nem ao Terapeuta


É muito comum fazermos avaliações bem superficiais sobre os motivos de fracassos em nossas vidas. O sucesso sempre é atribuído a nós, mas o restante é responsabilidade do outro. Isso acontece com todos. É um festival de culpar alguém ou alguma coisa. Mas se fracassarmos mais uma vez em culpar e fizermos um exame de consciência, bem quietinhos na cama, em mais uma noite de insônia, perceberemos  que há o que não se  confessa nem ao terapeuta. Os terapeutas que me perdoem, mas nem tudo se diz,  a verdade é algo que se assemelha a um garimpo, exige paciência, empenho e não se alcança algo de valor da noite para o dia. Além do que, há o que só interessa a cada um, tamanha sua intimidade.
O que você não diria nem ao seu terapeuta? Isto eu não sei, mas está claro para mim que eu não revelaria aquilo que descobri, pela vergonha que me causa. Quantas vezes na pressa de resolver uma frustração não embarquei na primeira situação que me parecia saciar minha vontade e acabei me deparando com consequências bem desastrosas. Erros de abordagem, é melhor classificar assim. Sem culpas, afinal, de culpados este mundo já está cheio. Melhor dizer, responsáveis por suas escolhas e resultados.
Quando podemos confessar para nós o inconfessável é sinal de que estamos prontos para promover mudanças importantes. Ao saber exatamente o que gerou o engano é fantástica a consequência. É possível mudar o rumo das coisas e este engano não se comete mais. Isto requer coragem de se olhar de frente e admitir para si mesmo que foi um engano, de que se depositou a felicidade em algo ou alguém e pensar desta forma é se decepcionar mais cedo ou mais tarde, pois não é por aí.
Vasculhar dentro de si os próprios motivos não é tarefa simples, pois nossa mente tem labirintos onde encontrar a saída nem sempre é rápido, mas vale a pena, pois somente desta forma podemos construir um mundo interno melhor e por consequência o externo torna-se seu reflexo. Vale a pena confessar a si o inconfessável para poder fazer parte desta vida que requer empenho para promover mudanças que fazem evoluir, mesmo que seu terapeuta nunca saiba disto.
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domingo, 26 de abril de 2015

Mantenha as Mãos Firmes no Leme!

Humberto dá uma tarefa: escrever mais um artigo para o jornal. E sobre o quê? Ele dá carta branca e podemos escrever sobre o que quisermos. Isto é bom, dá um sentido de confiança e liberdade de escolha. Mas ao mesmo tempo decidir nem sempre é tarefa fácil, especialmente para alguém, como eu , que costuma complicar as coisas. Até tarefas simples podem se transformar numa odisseia! Mania de exagerar? Pode ser, mas complicar é mais fácil que ver a coisa de um jeito simples. Deixar a vida correr, dar tempo ao tempo, não se permitir contaminar pelo pessimismo e o tal pavoroso medo, que deixa qualquer um encurralado na estante dos fundos da sala.
Olhar para a vida com olhos esperançosos requer confiança de que as tarefas mais simples e as mais complicadas podem ser realizadas com esmero ou com defeitos, mas que a cada esforço por crescer é possível melhorar.
É só acreditar, no entanto, nem sempre acredita-se e então a mente apaga, fica cinzenta e a luz que gera esperança e vontade enfraquece. E nesta hora ter quem possa lhe estender a mão e dizer "MANTENHA AS MÃOS FIRMES NO LEME......MANTENHA-SE!" faz toda diferença! Estes são  os amigos que tem condição de não se apagar junto e de te olhar nos olhos até que consiga acender sua luz e vivificar  a mente.
Solidariedade é tudo e não é complicado praticá-la, basta dispor de tempo e energia para o outro, basta querer. E aqui não são necessários heróis, mas gente simples que sabe que somos todos gente simples querendo ser feliz.
E ser feliz é tarefa complexa, requer esforço de transformação, porque temos a cabeça cheia de enganos que precisam ser modificados e a cada esforço realizado e a cada transformação é possível sentir que a felicidade é algo bem palpável.
Eu nas minhas complicações e enganos só tenho a agradecer aos amigos que não se assustam, mas ficam até a luz se acender.
Tenho também a agradecer a quem disse que cada dificuldade traz em si a mudança para o melhor e assim segue-se com cuidado para não se contaminar com o que apaga a luz e deixa a mente cinza. No esforço, sem largar o leme.
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quinta-feira, 16 de abril de 2015

É pra Viver

a vida não é para controlar
a vida é para viver

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sábado, 11 de abril de 2015

Transforma

a esperança reside no poder de se transformar
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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Vida Integrada

Olhar para um animal abandonado, assustado, faminto, machucado é de cortar o coração. Ver uma árvore decepada dói menos? Uma flor que seca sem um mínimo de rega parece não ter valor em meio a tantas flores? Pássaros que não conhecem a potência de suas asas por já terem nascido em gaiolas não parece ter muita importância enquanto seus cantos nos encantam? Peixinhos de várias espécies nadando em aquários não parecem nos preocupar, especialmente por enfeitarem nossos lares? Animais que sofrem no abate parecem distantes de nossos pratos tão bem abastecidos? Rios que morrem por estarem repletos de poluentes, só são lembrados quando nossas torneiras secam? Invadimos belos espaços para construir nossas residências sem nos preocuparmos com a vida que lá habita, mesmo a mais minúscula. Formigas podem ser esmagadas por importunarem, mas nossa vida deve prevalecer?
Prevalecemos nós? Em que mundo? A que preço? Parecemos predadores a privilegiar nossos interesses. Sei que não falo de todos, mas falo de muitos.
Lembramos da natureza quando ela nos falta, mas na maioria das vezes não olhamos com mais atenção para a vida que nos cerca e que busca sua sobrevivência, assim como nós. Então por que não respeitamos? Ou desrespeitando mostramos o quanto nos desrespeitamos também?
A dor de um animal abandonado, assustado e faminto é igual a de um ser humano abandonado, assustado e faminto. A miséria de uma planta seca e esgotada é igual a de um ser humano esgotado. O desequilíbrio na vida de um rio que morre por maus tratos é igual ao desequilíbrio de quem o matou. Ninguém pode viver em paz enquanto um animal sofre, uma árvore não se ergue, o ar é envenenado. Ninguém pode viver em paz enquanto a vida se degrada por falta de sensibilidade e consciência de que toda vida necessita dos mesmos meios para viver. Ninguém pode viver em paz enquanto não houver consciência de que todos os reinos necessitam viver a sua natureza e integrados.
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quinta-feira, 19 de março de 2015

Vida








                                                              
continuamente a vida se regenera
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terça-feira, 10 de março de 2015

Torre de Babel


Para que desenvolvemos uma linguagem?
A princípio para nos comunicarmos. Para estabelecer diálogo, compartilhar conhecimento e experiência, registrar a história, resolver conflito, manifestar emoção, jogar conversa fora, escrever, ler, falar, raciocinar, e bla, bla, bla, bla, bla, bla. Tudo em prol da evolução e do bom convívio.
Bem que gostaria que fosse tudo assim, mas no meu ir e vir do dia a dia, percebo que temos uma facilidade imensa para distorcer. O que dizemos, nem sempre é o que pensamos. Juramos o que nem sempre é verdade. Uma palavra simples pode ter inúmeros significados ou pra ser sincera, falseamos as emoções discursando expressões de efeito e bonitinhas, mas que tem único intuito, enganar, disfarçar, enrolar, ostentar, "babaquear". Tudo depende!
Depende da disposição, da intenção. É preciso ser um verdadeiro Sherlock Holmes para descobrir o que o sujeito realmente está dizendo! Isso quando não se vai com mala e cuia fazendo o que der na veneta acreditando que o que vai na mente é a mais pura realidade! O Inferno de Dante é pouco!
Tem mais uma coisa incrível! Os sinceros são interpretados como inimigos, pois dizer o que se pensa, sente e deseja é politicamente incorreto e às vezes parece que ainda não saímos da Idade Média a cultuar os fundamentos da Inquisição.
E que me faço entender: aqui não há nenhuma colocação sobre o panelaço nem os pronunciamentos presidenciais. Falo mesmo de nós, no nosso habitual cotidiano, repleto de distorções e maledicências. Dizemos o que não pensamos. Escrevemos o que não  lemos. Somos simpáticos quando queremos algo em troca ou condenamos quando somos frustrados. Tão cansada estou! Tão desesperançada nesta Torre de Babel.
Ando quieta e devagar. Procuro um espaço pra poder conversar de verdade, mas de verdade, mesmo! Procuro, como já disse Lulu Santos,  gente fina, elegante  e sincera ou como digo eu, gente de caráter nobre.
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sexta-feira, 6 de março de 2015

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O Segredo

Tenho um segredo e vou contar, mas só pra você! E já sabe, segredo é segredo, não deve ser contado pra ninguém, nem mesmo sob o pretexto de "vou te contar uma coisa mas não conta pra ninguém!"
Como não tive a benção de ser "rei", sou "amigo do rei"! É isso, este é o segredo. Parece-lhe bobo? Até pode ser, mas se pensar melhor, notará que é um fato mais comum do que se pensa, porém, na maioria das vezes, quem é "amigo do rei" não revela com clareza, pois é questionável eticamente. Mas deixo isto pra lá!
Já sabe que não tive a sorte de ser "rei", com todos seus benefícios e poderes. Sei que existem responsabilidades, mas não tenho muito interesse nelas. O que me importa são os privilégios de estar associado a alguém de poder. Isto torna as coisas mais fáceis pra mim e se for inteligente, alguma garantia posso obter.
Tem uma verdade que não me agrada muito, é a interdependência, condição desde o primeiro dia aqui neste planeta até o último. Todos estamos interligados e nos influenciamos mutuamente. A escolha de um interfere na opção do outro, beneficiando ou não, mas não podemos evitar este fato. Às vezes ficar na própria escolha requer persistência e flexibilidade também, pois pode-se mudar o modo para manter-se, sem alterar a convicção. A todo momento somos influenciáveis e influenciamos, não contando com a necessidade que temos um do outro. Afinal, vivemos em sociedade, em grupo e assim fica difícil isolar-se, embora seja interessante, já me disseram, cuidar da estabilidade interna, mas não é fácil e dá muito trabalho! Por todas estas questões resolvi não participar integralmente disto, apenas quando me interessar. Desta forma optei em ser "amigo" de quem tem o poder ( que me convém, é claro!). Assim, sinto-me protegido, garantido, pois o poder dele pode abrir-me caminhos que desejo, além de me preservar.
Uma questão que deve ser admitida é que tudo tem um preço, inclui troca e o "rei" também quer seus interesses garantidos. Pode precisar de quem o apoie em momentos de decisão. Se for solitário pode desejar companhia, alguém que o enalteça ou que lhe faça alguns serviços oportunos. Tudo fica acordado, dependendo das necessidades. O acordo muitas vezes é velado, sem palavras, mas sabe-se exatamente qual é a troca.
Escolher o "rei" certo requer experiência e observação, mas quanto maior a pratica maior a eficiência! E assim vou eu, buscando de oportunidade em oportunidade quem me facilite a vida, quem me garanta que não preciso me frustrar ou me prejudicar. Você pode até pensar que é uma mútua dependência, mas eu chamo "acordo de cavalheiros". Que mal há? Talvez amizades sinceras possam ser feridas. Talvez mentiras precisem ser proferidas. Talvez algumas promessas sejam mudadas sem aviso prévio. Mas tudo vale, quando se é "amigo do rei". Ou não vale? Talvez não, mas é a minha escolha e assim quero viver. De "rei" em "rei", chegar onde desejo e acreditar, nem que seja um pouquinho, que também tenho poder!
Sei que desta forma jamais serei "rei", mas pra que tanta responsabilidade! Quero apenas chegar. Responsabilidade não é o meu forte, devo admitir, mas não me julgue. Ninguém ainda é perfeito!
Paro por aqui, pois já passei da conta! Só quero lembrar que lhe contei um segredo e você sabe, segredo é segredo!
















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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Lenda Pessoal

cumprir sua história. cumprir seu sonho. cumprir sua lenda pessoal. é permitir que a alma se expresse na sua tônica mais profunda e verdadeira. é permitir a evolução. é ser feliz.
foto de Ametista Voloshyn Mastrotti
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Um Dia Você Morrerá

só pra lembrar que um dia você irá morrer! então, arrogância, inveja, disputa desleal, egoísmo, não valem pra nada. acorda! faça de sua vida algo significativo!
 
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sábado, 10 de janeiro de 2015

O Mundo é dos Espertos?

O mundo é dos espertos?
Os espertos dizem que sim!
Mas que mundo é este de que falam?
Moneycrático?
Souamigodoreicrático?
Tirovantagemcrático?
Seutroxacrático?
Tonemaipravocecrático?
Queroganharcrático?
Blefecrático?
Enganomesmocrático?
Queropodercrático?
Informaçãoprivilegiadacrático?
Falsocrático?
Plagiocrático?
Seduzocrático?
Puxosacocrático?
Soubacanacrático?
Eusoueueorestoérestocrático?
Passoapernacrático?
Nãoconfieemmimcrático?
Ostentomesmocrático?
Estacionomeucarronafaixadepedestrecrático?
Soucovardemasninguemsabecrático?
Mediocrecrático?
Espertocrático?
Eu não sei ao certo, mas deve ser um mundo interessante, porque o que tem de gente querendo fazer parte dele, é de impressionar! O que tem de gente fazendo de tudo pra ser esperto, é de impressionar, mesmo! Logo, logo, as vagas se esgotam e vai sobrar esperto pra outro mundo.
Que mundo?
O meritocrático! E neste o esperto vai sentir uma dificuldade enorme em se adaptar, pois criou tantos vícios de esperteza que não sabe nem onde está o seu nariz. Este sujeito, sem alguém pra empurrá-lo pra frente, não é nada que se aproveite.
Quem viver, verá!

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Alma Pede Bálsamo




Deixe-me chorar,

Abrandar meu coração.

Deixe-me no silêncio

A vasculhar minha dor,

Não me aprece

É preciso calma.

A alma pede bálsamo,

Pra curar o torpor.


                                                               © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2015!


Que cada um compartilhe o seu melhor.
Que cada um consiga ouvir seu próprio mestre.
Que todos possam viver a transformação.
Que seja auspicioso 2015!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Saudade e Esperança


Saudade, minha saudade! Quantas vezes me interceptou e impôs sua marca lançando-me a inúmeras lembranças! Algumas alegram o coração, outras o apertam até as lágrimas darem sinal de que a tristeza chegou.
Tudo que vivi está ao meu dispor como um enorme mar, repleto de objetos, cheiros, cores, texturas, emoções, pensamentos, perdas, ganhos, enganos, acertos, encontros, separações, coisas corroídas pelo tempo e outras tão novas que poderia usá-las sem pudor.
Às vezes tenho medo, pois penetrar nessa vastidão pode fazer-me perder a noção do tempo e espaço. Não há como evitar a nostalgia, seu traço maior.
Não quero viver de nostalgia! Não posso reaver o que já passou! Mas por que então sinto saudade, se é em vão?
É preciso mergulhar nesse mar misterioso com uma única razão, tocar seu fundo para depois emergir sem demora, pois quem nas suas profundezas fica, tem dificuldades para voltar, se confunde em tantas recordações que perde o rumo do seu tempo e este não é o propósito da vida!
A saudade só é benéfica num sentido: despertar a consciência do agora. Quando ela vem e impõe suas imagens, me projeta no tempo transportando-me para aquilo que já foi vivido, não para que eu fique lá, mas para que tome consciência do que me falta hoje, do que necessito para me equilibrar, para que com minhas próprias forças realize o que foi sinalizado. Isto é uma bênção, minha mente mais profunda a me enviar sinais de esperança!
Esperança, minha esperança! Me faz acreditar que é possível retocar, novo impulso dar ao que as forças havia perdido. Um Norte a mostrar que a vida é um contínuo transformar. O que já me fez chorar pode hoje ser matéria-prima para um melhor e o que já foi um alento posso tê-lo como um modelo para aperfeiçoar. A vida do ontem se encontrando com a vida do hoje, fazendo a roda eterna girar!
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Coraticum


Quando a escuridão impera e não há clareza para onde ir. Quando o ânimo desaparece e a vida surge como um fardo. Quando os objetivos parecem perdidos. Quando tudo impele para direção contrária ao que se anseia. Quando a pressão externa aparenta invencibilidade. O que você faz?  Paralisa? Deprime? Desiste? Espera? Agride? Procura culpados? Ou levanta a cabeça, num gesto de dignidade e segue num ato de coraticum?

Coraticum, tradução latina para coragem, que associa duas palavras, cor e aticum, coração e ação. A ação do coração!

Quando a ação vem do coração nasce a coragem! Aquela luz que ilumina o caminho escuro. A certeza em meio a incerteza. A vontade que supera o medo. A legitimidade da alma. A superação da dor. A mão que se abre para segurar outra mão. A espada que se ergue para o combate inevitável.  A luta do interno no palco do externo, vencendo o adversário que vive dentro de cada ser. A vitória improvável se fazendo vitória, surgindo do nada, alimentando a alma e a vontade de prosseguir vivo!

E mais vivo que antes, ao enfrentar, com força, o que sucumbia diante do inalcançável, com fôlego de um coração que bate no ritmo da certeza de que a vida se faz a cada respiração e que somente alcança sua meta quem acredita em sua determinação.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Mundo Nosso

demorei para compreender que o mundo em que vivemos é o mundo da aprendizagem. o erro está em todas as suas etapas e errar não é o problema. o verdadeiro problema é não aprender.


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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

*"Sai caramujo que sua mãe e seu pai estão no sol!"


quando quiser conhecer melhor uma pessoa
tire-a de sua zona de conforto



*uma brincadeira da minha infância

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Errei!

três mil vezes fiz do mesmo jeito
quando me distraí, errei
descobri um jeito novo de fazer

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Poison








o conhecimento pode ser libertador
mas se estiver fundamentado na ilusão
transforma-se num poderoso veneno







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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Resistência




 é preciso suportar a tormenta para viver a calmaria





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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Solidão




não existe solidão
existe
relação equivocada








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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Agora

 não é preciso projetar-se no futuro
concentre-se no agora
construa agora
e deixe os resultados se manifestarem quando estiverem maduros


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Parte por Parte

Google

O que é necessário para realizar uma obra, seja ela de natureza coletiva ou individual? A ansiedade pode apontar um período restrito com elevadas tarefas a serem cumpridas, mas o deus Saturno nos impele a outra realidade. Aprendemos no decorrer da vida que o tempo e sua parceira inseparável, a perseverança, tem supremacia nesta questão.
Tudo é trabalho, a inércia precisa ser vencida pelo esforço, mas nada aqui deve ter um peso angustiante, pois a construção, seja o que for, deve ser cuidadosa, com alegria e atenção.
A vontade de refazer, quando assim for necessário, às vezes pode ser acionada e agora a paciência vem como auxiliar importante, pois a pressa só pode levar a lugar nenhum, mas como um artesão esmerado e contente com seu ofício pode-se conseguir muito mais.
A esperança também não deve faltar, pois carrega em si o significado da capacidade, acompanhada pelo desejo de dar forma a um ideal, crença, necessidade ou qualquer coisa que seja importante, mesmo que singela, cotidiana, não importa, pois tudo é importante, parte por parte, a se juntar para formar um todo que se anseia.
O esforço até aqui está claro, mas não posso deixar de citar as desistências, os recuos, as esperas, que em alguns momentos se fazem necessários, para que se tome fôlego para depois poder continuar. Novamente a paciência se apresenta a nos ensinar que realizar é um guisado que não deve desandar, merece atenção redobrada se quisermos ver realizado o que se passa em nossa mente a buscar manifestação.
E assim de trabalho em trabalho, de etapa em etapa, vamos aos poucos dando forma ao que idealizamos e se estivermos atentos podemos perceber facilmente o quanto conseguimos crescer com a construção e depois de um  tempo não se poderá mais distinguir a obra  do obreiro.
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