DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Notre Dame


A Mãe se consome
A Mãe se sacrifica 
Para acordar os filhos inconscientes
A Mãe em sua suplica por Luz
Se consome como Fênix
Para renascer nos corações empedernidos
A Vida clama por atenção
Tudo se consome
As chamas queimam o Sagrado
O ódio invade a Alma
E soberbos em sua ignorância os filhos consomem a Mãe
A Mãe chora e clama por atenção
Os filhos dormem em sua ignorância
O Grande Feminino
A Grande Mãe
A Nossa Senhora
A Notre Dame
Clama por atenção
A vida está em risco pelo ultraje ao Feminino.
A Vida em risco aponta pra Mãe
Que deve manter-se como pilar do Sagrado Feminino
Que a Vida mantém em sua profunda essência
Ignorantes os filhos consomem a Mãe
Ignorantes os filhos consomem a Vida.



quarta-feira, 20 de março de 2019

Resistência silenciosa

eu acredito na resistência silenciosa
eu acredito na força do amor
que permeia tudo
que estabelece a paz da compreensão
que enaltece a vida interna
que pacifica o olhar
que atua no florescimento da tolerância

eu acredito na resistência silenciosa do amor
que respeita a natureza de tudo o que vive
que sabe onde deve tocar
sem causar ferimento
que tem a paciência de esperar a transformação do ser 
num ser melhor 
que busca o sentido da vida 
sem destruir o que não conhece
sem retirar a vida de tudo que vive

eu acredito na resistência silenciosa
de todo aquele que vive o poder unificador do amor
e nele se sustenta, se transforma, se expande
e se torna uno com tudo o que vive.

                                      © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 12 de março de 2019

Voa alto


abra tuas asas
voa alto
engrandeça teu coração

almeja teu voo pra onde tua alma toca
não perca o rumo
olha teu guia que vive dentro de ti

construa tua morada longe do chão
fuja do que limita teu voo

alcança o que te norteia
siga o que  teus olhos apontam
esteja onde a luz do espírito expande

voa alto
supera voos rasantes
ultrapassa o que te cega de ti

           © Direitos reservados a Ala Voloshyn

     *Ouça o poema no soundcloud narrado por mim:
https://soundcloud.com/ala-voloshyn/poema-voa-alto-de-ala-voloshyn-narrado-por-ala-voloshyn

*Ouça o resultado da parceria entre eu, Ala Voloshyn, e Carlos Jr, onde canto meu poema Voa Alto e Carlos Jr faz toda essa composição linda, incluindo a arte do vídeo.

carlosjuniormusica@gmail.com
Instagram: @carlosjunior_piano
  

terça-feira, 5 de março de 2019

Vítima?


O quanto você acredita ser vitima numa situação, seja ela qual for? Admite que está subjugado e que o outro tem plenos poderes sobre você? Quer seja por violência física ou psicológica, quer seja por domínio econômico, injustiça, perseguição, preconceito, maldade, distúrbio mental ou algo que ainda não pensei?
Seja qual for o motivo não existe alguém na face desta Terra que não tenha, pelo menos, uma ínfima condição para se defender. A não ser que acredite na sua incapacidade, justiça divina ou humana para merecer o sofrimento.
Mesmo sem perceber, de alguma forma, damos ao outro a permissão de nos maltratar e se não descobrirmos de que maneira permitimos a violência, não a resolveremos em sua raiz.
Em qualquer circunstância há pelo menos dois comprometidos e para que tudo permaneça nas mesmas condições, todos os envolvidos precisam fornecer energia, sua parcela de contribuição para alimentar a forma e qualidade da relação. 
Se você acreditar e sentir que é a vítima no caso, o tempo que dispender com sentimentos de inferioridade, mágoa, raiva, medo, desamparo, desigualdade, desorientação, dúvida, e se além de tudo isto, firmar a culpa alheia pelo seu estado lamentável, creio que suas chances de modificar a circunstância  tornam-se mínimas ou quase inexistentes. Porque olhar para si como o sacrificado, certamente o colocará na posição de incapaz.
Mas, ao escolher a autoanálise e buscar pela parte que lhe cabe de responsabilidade no que ocorre, todo cenário muda. Identificar os próprios aspectos que alimentam o desiquilíbrio da relação, lhe propicia a consciência do que deve modificar em si, para não mais contribuir com o fato e por isto abrir suas portas para sair do sofrimento, isto é, ao investigar com afinco as raízes internas da sua  maléfica condição, poderá altera-la. Eis a chave da liberdade! Autoconsciência.
E quando admitir que existe em seu ser uma força motriz para sair do seu penar e não acreditar no estado de vitima, com a consciência dos seus motivos internos, que alimentam a relação, o mal, como um tumor sem irrigação sanguínea, perecerá ou seja, o cenário mudará, porque você modifica sua posição,  assim como num jogo de xadrez:  a mudança de uma peça de forma adequada, altera o jogo e se for na mira, é xeque-mate!

                                             © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Difícil, mas não impossível!

 este mundo não é fácil!
   nem pra quem tem rabo,
  nem pra quem não tem!

                                       © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Ouroborus


é preciso morrer mil vezes
pra mil vezes renascer
é preciso mil vezes perder
o que mil vezes fez-se viver
é preciso mil vezes ir
pra mil vezes voltar
mil vezes chorar 
pra mil vezes sorrir
mil vezes te olhar 
pra mil vezes te ver partir 
esquecer mil vezes
o que mil vezes me fez respirar
mil vezes no inferno mergulhar
pra mil vezes à tona subir
e descobrir que 
de mil vezes ficam mil vezes sem par
mil vezes caminhar solitário
pra mil vezes se encontrar 
e mil vezes perceber 
que mil vezes restam
pra tudo terminar
e mil vezes recomeçar

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Florista

Vive dentro de mim a menina que colhe flores,
para oferecer a quem as pode ver.

                                                         © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Reflete

Se te causa pavor 
Tem domínio sobre ti

                             
                                               © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Conhece-te


Maior é a liberdade de escolha
Quanto maior for o conhecimento de si
                                                               
                                                       © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Pelo caminho

Amo árvores!
Talvez para compensar
minha necessidade de não ficar.

                                        © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 4 de novembro de 2018

Ela é inteira

Acorde. 
Não fracione a vida. 
Ela é inteira.  

                                     © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

E se não existissem?


     E se não existissem os pobres, o que seria dos abastados?
     E se não existissem os famintos, o que seria dos empanturrados?
     E se não existissem os ignorantes, o que seria dos hipócritas? 
     E se não existissem os oprimidos, o que seria dos onipotentes?
     E se não existissem os agredidos, o que seria dos valentões?
     E se não existissem os ingênuos, o que seria dos mentirosos?
     E se não existissem os ambiciosos, o que seria dos trapaceiros?
     E se não existissem os carentes, o que seria dos sedutores?
     E se não existissem os burocratas, o que seria dos omissos?
     E se não existissem os gulosos, o que seria dos oportunistas?
     E se não existissem os preguiçosos, o que seria dos tiranos?
     E se não existissem os egoístas, o que seria dos corruptos?
     E se não existissem os covardes, o que seria dos déspotas?
     E quanto falta pra acabar esse excesso de curiosidade? Pensa você.
     Eu, parei.
     Fica por sua conta continuar...

                                                         © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 2 de setembro de 2018

Parceria


Turva é a jornada

Quando ausente a unidade.

O que não soma

O que não harmoniza

Vida empobrece

Ânimo minimiza.

Unir é meta

Para expandir 

Iluminar

Construir.

Como numa semente

Que germina com a combinação de suas partes

No propósito de Vida evoluir.

Assim também, na união de almas

A parceria se alinha em sintonia

Maiores se tornam, para mais vida parir.

                © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Terra Brasilis

                                      Meu sangue vem do Leste Europeu
                           Mas meu coração nasceu em Terra Brasilis
                           Brasa ardente
                           Brasil brasileiro
                           Berço de um povo abençoado
                           Nascente da civilização dourada incandescente.

                                                                                                  © Direitos reservados a Ala Voloshyn  

sábado, 31 de março de 2018

Coisas de nós

num sei quem é mais besta...
se tu ou eu que tô com tu!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn   

quinta-feira, 15 de março de 2018

Nascemos para vencer


Todos, sem distinção, nascemos para vencer, assim como São Jorge vence o dragão para salvar a princesa. Temos o destino selado que trazemos em nosso intimo a solicitar seu cumprimento, vencer os dragões de nossa ignorâncias, que nos incitam para baixo, para a vida cativa e sem brilho.
Somos o São Jorge que enfrenta o dragão e o vence para salvar e preservar a princesa, sua alma, que se eleva a cada dragão enfrentado, dominado e transmutado.
Vencedores de nós mesmos é o nosso dever.
Assumamos o papel que nos cabe!

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 11 de março de 2018

Senti

    Noite sem luar nem estrelas.
Escuridão e chuva forte.
E eu no quarto de hotel fechado, abafado.
Demoro para dormir, escorre o suor, mas a janela não posso abrir.
De repente um ar frio sinto chegar do armário.
Um perfume doce espalha-se por todo lugar.
Não vejo nada.
Gelo, não sei o que acontece.
Cada vez mais o perfume envolve tudo e eu a suar frio.
Medo é o que sinto.
De súbito, tudo cessa, o vento, o perfume, o medo.
Olho para o armário e nada vejo.
O que aconteceu, sonhei?
Não!
Senti!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Espelho, espelho, meu

Não sei o que faço aqui. Lugar estranho, não há nada e ninguém. 
Há muitos espelhos! É um labirinto! Me vejo em todos os lados. Por onde tento sair, não consigo, existe sempre um espelho a me confundir. Louca imagem de mim mesma. Um jogo de espelhos. Não sei por onde ir.
Por onde sair?
E por que sair? Rendida, escolho ficar. Silencio, me entrego a mim.
Sinto, ouço, percebo o compasso do meu coração e aos poucos tudo se integra. Espelho por espelho, ladeados a formar um corredor, que me indica que o caminho de fora é o caminho de dentro.
Saí!


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Vovó

Salve todas as vovós!
Curandeiras
Benzedeiras
Com o coração do tamanho do Todo
Ficam entre lá e cá
Transitam pelos mundos
Como se em sua casa estivessem
Sabem olhar
Sabem ouvir
Sabem sentir
Sabem fazer
Com suas mãos
Suas rezas
Suas ervas
Curam
Amam


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Da alma

Vejo tanta bobagem com roupagem de intelectualidade.  Coisas feias, sem nenhuma estética mesmo, aplaudidas como arte ou liberdade de expressão. Há os que usam a calunia como usam suas calças, todos os dias, como meio de atingir seus objetivos sórdidos e bem pequenos, porque tudo que tem o egoísmo como motivo é pequeno, sem graça e efêmero. As ideias que sustentam a vida são muito mais interessantes e magnânimas! Uns se orgulham de sua religião ou colégio iniciático, acreditando que isto os enobrece, mas cospem no chão na primeira esquina, com cuidado para não serem vistos. A ética se arrasta pelo chão. O medíocre, o mal, o mau, se acotovelam na multidão. Gente torpe adquire notoriedade às custas de quem lhes oferece o ombro, por ingenuidade ou troca de favores.
Vixe! Todos tocam a mesma toada? Não! Mas onde estão os que não se afinizam com essa baixeza humana? Calados? Escondidos? Solitários? Indignados? Enfraquecidos? Desanimados? Endividados? Onde estão, que não surgem para fazer frente e assumir sua ética e potência? Onde estão que deixam esta corrente mortífera passar impune e se fortalecer a cada ato? Onde?
Se a omissão imperar entre aqueles que podem contribuir para a elevação humana, não mudaremos nada. A destruição invadirá cada espaço que se encontrar vazio e descuidado.
Qual o seu compromisso com o que é bom, belo, evolutivo? Quantas atitudes assume a favor do crescimento de todos? Quanto insiste em não abandonar seu posto de ser humano digno de sua espécie? Quanto  ainda irá reclamar da sujeira a solta e não fazer nada para imprimir novo rumo ou pelo menos não permitir que esta lama invada um espaço maior? Quanto ainda irá se queixar de solidão e não se unir àqueles que compactuam com o elevado também?
A omissão é tão indigna quanto a falta de ética, egoísmo e a brutalidade espiritual.
Ficar no seu quintal, cuidando das flores do seu jardim, sem olhar para o que o cerca além de suas fronteiras, pode não ser suficiente para imprimir colorido e luz ao cinza que nos oprime a alma.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Por causa dos inhames

Num dia chuvoso, já final de tarde, no supermercado eu escolho inhames. Dizem que faz bem ao sistema imunológico. Não gosto do sabor, mas se for pra reforçar o sistema imunológico, que importa o gosto!
De súbito ouço uma voz. É a mãe que chama sua filha pequena que se afasta dela, numa alegria que não falta a uma criança. A mãe dedicada e cuidadosa não espera e logo usa em voz alta um argumento bastante conhecido, poderia dizer, tradicional:  "filha venha pra cá, olha a bruxa, ela vai te pegar, tá lá no cantinho, vem pra cá, corre!" A pequenina fica em dúvida por um instante, mas logo vai na direção da mãe, que olha vitoriosa e segura de si. Foi fácil, nem precisou de muito esforço.
Ah, se a menina soubesse que a mãe mente! Descaradamente mente! Mente, porque não tem consciência da potência do veneno de suas palavras. Mente, porque a preguiça toma conta do seu ser. Mente, porque não pensa no que acontece lá dentro da cabecinha desta pequena, que registra a informação. Mente, porque duvida de sua própria inteligência. Mente, porque se recusa a decidir por outra forma de agir. Mente, porque está acostumada a mentir.
E a menina? Aprende bem depressa a não acreditar em si, no seu discernimento, percepção, intuição. Também aprende a mentir, além de fixar o fato de que bruxas costumam andar pelo supermercado em dias chuvosos, preferencialmente em fins de tarde e se esconder pelos cantinhos!
Menina! Não acredite! Sua mãe mente! Descaradamente, mente!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Vontade de viver

Hoje acordei com vontade de viver!
Existem escolhas que nos fazem nascer.....pra nossa vida!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

*Ilustração: Imagem do Cirque du Soleil

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Com olhar limpo




Com "olhar limpo" significa não esperar ver o de sempre. É abertura para enxergar o que ainda não se viu.
Estamos tão habituados a olhar do mesmo jeito, que ficamos cegos pelo que temos na memória. Levamos a vida no automático e como se isto não bastasse, queremos arrastar uns tantos outros para o mesmo lugar, com alegação de que é o correto!
O que é o correto? O que sempre acontece da mesma maneira? Ou o que ficou definido como correto? E pensar que muita gente já foi pra fogueira por querer enxergar além! Coisas de seres humanos que pensam que sabem de tudo! Não é?
Com "olhar limpo" quer dizer, não nutrir expectativa, não esperar ver o que já se viu. É estar pronto para o que está lá, só precisando de atenção pra se revelar.
Se enxergarmos sempre do mesmo jeito, acreditando estarmos seguros e afastados do inesperado, nada evolui. E se como isto não bastasse, desgastamos quem está ávido por novos horizontes, pois quem pensa que sabe como deve ser, além de ter grandes chances de estar enrijecido, se vê no direito de importunar o outro com seu cabedal de dogmas.
Nutrir expectativas e buscar somente o que se determinou é engessar, limitar, separar, errar, enganar, agredir, desestimular, perder.
Estar pronto para olhar, com intenção de descobrir é aproximar, solucionar, aprender, escolher, se aprofundar, evoluir.
É um exercício constante esta coisa de se lançar na vida como uma criança que deseja ver tudo e aprender sem parar. É uma escolha e ousaria dizer que é uma libertação.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Simples!

uns me chutam
outros acolhem
vida!
adoro


                 

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ser



 meu maior erro
foi ter acreditado 
em quem 
não acreditou em mim 
não há motivo 
para não acreditar 
há todos os motivos 
                   para ser

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terça-feira, 20 de junho de 2017

sábado, 17 de junho de 2017

Venenos Mentais

Quantas ideias a seu respeito são realmente suas? O quanto se conhece para identificar o que é verdade e o que não é?
Entre tantos que circulam em sua vida há inúmeras mentes a se comunicar com a sua. Alguns deixam claro o que pensam, mas nem todos e até aí nada a preocupar. Entretanto, existem indivíduos bastante nocivos para a saúde mental de quem permitir. São aqueles que plantam venenos mentais.
Astutos, eficientes, pelo repetido uso de sua “técnica”, inoculam, sem que se perceba, venenos poderosos. Quem nunca ouviu frases como: 
"Você está bem, mesmo?"
"Mas escreveu só isso?"
"Ainda bem que seu carro é mais velho, não terá grandes prejuízos quando bater!"
"Me preocupo com você, se não conseguir fazer, avisa."
"Quando for mais velho saberá."
"Pense bem!"
"É muito difícil!"
"Cuidado!"
"Emagreceu, tá tudo bem?"
"A vida tá boa, engordou!"
"Posso ajudar um pouco mais, mas já estou cansado."
"Veja bem, fulano me parece estranho com você!"
"Eu sempre fui mais independente, mesmo!" 
E assim por diante, sempre dando a impressão que algo está errado.
Quem está de bem consigo mesmo, não precisa destilar venenos, disfarçado por uma aparente boa vontade, que é só aparente, pois de fato mente, e através de uma sugestão subliminar mantém suas garras bem afiadas para se sobressair ou encobrir seus defeitos causando crenças de inferioridade no outro.
Cada vez que sentir insegurança, inferioridade, incapacidade, medo, dúvida, inadequação ou qualquer coisa do gênero diante de alguma observação ou comentário, é melhor avaliar com bastante atenção sem dar vazão à emoção,  se o que lhe está sendo sugerido se trata de uma contaminação.
Seja inconsciente ou não, o efeito da sugestão é igual, mas pode ser diferente para quem analisa e não aceita o veneno em sua mente.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Adeuses


Adeuses de minha vida
Que não pude evitar
Apenas viver

Adeus mãe
Adeus Anna
Adeus Paniko
Adeus Alexandre
Adeus Fernando
Adeus Eliza
Adeus filho que não segurei no colo
Adeus amigo fiel
Adeus pequeno King
Adeus pequeno Max
Adeus Nilo
Adeus Clarinha 

Adeus

Adeus sonho perdido
Adeus noites infindas
Adeus vida pequena
Adeus terra distante

Adeus 

Fizeram parte de minha vida
Fizeram meu coração bater
Fizeram meu sorriso
Fizeram minhas lágrimas
Fizeram minha esperança
Fizeram meu adeus

Adeus

Sem perguntas

Adeus


* Acesse o link para ouvir o poema:
https://soundcloud.com/ala-voloshyn/adeuses 

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Saiba

não procure o lugar
saiba o que procura
e o encontrará
em qualquer lugar

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Por um Sorriso Seu



Nem sempre o sol brilha sobre nossa cabeça. Tem dias que é só tempestade com ventos fortes, que podem assustar até os mais experientes. É um vai e vem sem fim. Se estamos de um lado, logo virá seu oposto. O pêndulo da vida, justo em seu movimento, nos traz vivências que se alternam. Se um dia rimos, em outro choramos e assim é em tudo, opostos se completam.
Quando estamos em dias favoráveis, onde tudo chega a nosso favor, estamos bem, alegres e confiantes, mas quando os obstáculos surgem a colocar à prova nossa capacidade para a vida, nem sempre a reação é digna de admiração. Podemos mostrar o lado B de nosso ser. Demonstramos irritação, agressividade, desânimo, insegurança, mesquinhez, tristeza, paranoia e algo mais do estilo. O mundo fica cinza e os dias parecem intermináveis. E por quê? Qual a razão de não gostarmos dos desafios e do inesperado que não controlamos? Por que mudamos o comportamento? Pode ser diferente?
Pode! Se encararmos as dificuldades como bênçãos a nos impulsionar para o autoconhecimento e desenvolvimento. Um quebrar da casca da noz. Obviamente, quanto mais dura a casca mais forte precisa ser a pressão para quebrá-la!
E se houver uma postura confiante e tolerante nos momentos difíceis? Sob a convicção de que nada dura para sempre e de que se mergulharmos nas circunstâncias com vontade de aprender e melhorar como ser humano, tudo é ótimo, mesmo que o gosto não nos agrade. Há remédios amargos que nos fazem bem!
E então, posso esperar por um sorriso seu? Naqueles dias nublados, posso vê-lo tirar o melhor proveito de tudo e crescer? Viver seu tempo como quem saboreia uma deliciosa fatia de bolo, bem devagar, pra sentir, pra saber o seu gosto, textura e aroma. Com atenção, grato por estar vivo com uma oportunidade, muitas vezes, para mudar uma rota gasta e obsoleta. Olhar para o belo e se encantar, se deixar levar pela beleza de uma flor, pela magnitude de uma árvore ou pelo miado delicado de um gato a ronronar ou o sorriso de um velho cansado. Ver o belo em tudo, pois existe o belo em tudo! Basta limpar o olhar pra enxergar.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


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