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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Palavras são Sementes


Van Gogh. Semeur au soleil couchant
Palavras são como sementes. Quando caem em solo fértil germinam e dão vida ao que foram criadas. Podem ser belas flores ou ervas daninhas, tudo depende de sua natureza.
Usamos as palavras para tudo, escrever, conversar, discutir ideias, elaborar planos, enfim, são meios de comunicação, meios para chegar ao outro com intenção clara. Fazem parte do nosso cotidiano e por isso, na maioria das vezes, não nos apercebemos de sua importância ou seja, do que podem provocar.
Facilmente soltamos a língua na segurança e crença de que temos a maior razão. Costumo dizer que segurança demais, sem reflexão, leva ao erro tanto quanto a insegurança, sempre há uma distorção na percepção. Particularmente tenho mais receio dos que se consideram donos da verdade, pois não medem suas palavras e assim não percebem seu erro e cometem influências como semeadores. Se o solo for propício ou seja, se a mente for receptiva àquele conteúdo o estrago pode ser feito e nem sempre é percebido naquele exato momento, irá se manifestar tempos depois, quando houver circunstância favorável para isso.
Insisto sempre em dizer que um mínimo de sensibilidade, paciência e discernimento são fundamentais para não plantarmos sementes danosas na mente do outro. Sementes de desalento, descrença, baixa autoestima, raiva, mágoa, ciúme, tristeza ou seja, tudo aquilo que desarmoniza, que empobrece a esperança e vitalidade.
Quando falo de esperança, não quero dizer esperar por algo, mas acreditar que em momento maduro se concretizará aquilo pelo que se trabalha. E isto ninguém tem o direito de anular.
A única coisa que estou ressaltando com o que escrevo é simples: tenhamos mais cuidado com nossas palavras, com o que dizemos, pois se o solo for fértil e absorver más sementes causaremos danos, mas se as sementes forem boas, poderemos contribuir com a evolução de alguém.
Como não somos adivinhos, nem é aqui a minha proposta eu pensei em algo que talvez ajude. Sempre que tivermos algo em mente para dizer,  pensemos antes como seria nossa reação ou sentimento se ouvíssemos aquilo que queremos dizer. Se houver dúvida em relação ao bom resultado é melhor se calar, mesmo que nosso ego queira ferir ou ajudar com uma palavra, às vezes  além do que a pessoa possa suportar naquele momento. Paciência e reflexão, pois segurar a língua atrás dos dentes em alguns casos pode ser uma sábia decisão.
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As fotos utilizadas neste blog são da web ou de amigos, como Bell Felipe, Jac Rizzo (http://jacrizzo.blogspot.com), Adriane (http://tramasecacos.blogspot.com). As telas de pintura são de minha autoria.