DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Vida








                                                              
continuamente a vida se regenera
 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 10 de março de 2015

Torre de Babel


Para que desenvolvemos uma linguagem?
A princípio para nos comunicarmos. Para estabelecer diálogo, compartilhar conhecimento e experiência, registrar a história, resolver conflito, manifestar emoção, jogar conversa fora, escrever, ler, falar, raciocinar, e bla, bla, bla, bla, bla, bla. Tudo em prol da evolução e do bom convívio.
Bem que gostaria que fosse tudo assim, mas no meu ir e vir do dia a dia, percebo que temos uma facilidade imensa para distorcer. O que dizemos, nem sempre é o que pensamos. Juramos o que nem sempre é verdade. Uma palavra simples pode ter inúmeros significados ou pra ser sincera, falseamos as emoções discursando expressões de efeito e bonitinhas, mas que tem único intuito, enganar, disfarçar, enrolar, ostentar, "babaquear". Tudo depende!
Depende da disposição, da intenção. É preciso ser um verdadeiro Sherlock Holmes para descobrir o que o sujeito realmente está dizendo! Isso quando não se vai com mala e cuia fazendo o que der na veneta acreditando que o que vai na mente é a mais pura realidade! O Inferno de Dante é pouco!
Tem mais uma coisa incrível! Os sinceros são interpretados como inimigos, pois dizer o que se pensa, sente e deseja é politicamente incorreto e às vezes parece que ainda não saímos da Idade Média a cultuar os fundamentos da Inquisição.
E que me faço entender: aqui não há nenhuma colocação sobre o panelaço nem os pronunciamentos presidenciais. Falo mesmo de nós, no nosso habitual cotidiano, repleto de distorções e maledicências. Dizemos o que não pensamos. Escrevemos o que não  lemos. Somos simpáticos quando queremos algo em troca ou condenamos quando somos frustrados. Tão cansada estou! Tão desesperançada nesta Torre de Babel.
Ando quieta e devagar. Procuro um espaço pra poder conversar de verdade, mas de verdade, mesmo! Procuro, como já disse Lulu Santos,  gente fina, elegante  e sincera ou como digo eu, gente de caráter nobre.
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sexta-feira, 6 de março de 2015

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O Segredo

Tenho um segredo e vou contar, mas só pra você! E já sabe, segredo é segredo, não deve ser contado pra ninguém, nem mesmo sob o pretexto de "vou te contar uma coisa mas não conta pra ninguém!"
Como não tive a benção de ser "rei", sou "amigo do rei"! É isso, este é o segredo. Parece-lhe bobo? Até pode ser, mas se pensar melhor, notará que é um fato mais comum do que se pensa, porém, na maioria das vezes, quem é "amigo do rei" não revela com clareza, pois é questionável eticamente. Mas deixo isto pra lá!
Já sabe que não tive a sorte de ser "rei", com todos seus benefícios e poderes. Sei que existem responsabilidades, mas não tenho muito interesse nelas. O que me importa são os privilégios de estar associado a alguém de poder. Isto torna as coisas mais fáceis pra mim e se for inteligente, alguma garantia posso obter.
Tem uma verdade que não me agrada muito, é a interdependência, condição desde o primeiro dia aqui neste planeta até o último. Todos estamos interligados e nos influenciamos mutuamente. A escolha de um interfere na opção do outro, beneficiando ou não, mas não podemos evitar este fato. Às vezes ficar na própria escolha requer persistência e flexibilidade também, pois pode-se mudar o modo para manter-se, sem alterar a convicção. A todo momento somos influenciáveis e influenciamos, não contando com a necessidade que temos um do outro. Afinal, vivemos em sociedade, em grupo e assim fica difícil isolar-se, embora seja interessante, já me disseram, cuidar da estabilidade interna, mas não é fácil e dá muito trabalho! Por todas estas questões resolvi não participar integralmente disto, apenas quando me interessar. Desta forma optei em ser "amigo" de quem tem o poder ( que me convém, é claro!). Assim, sinto-me protegido, garantido, pois o poder dele pode abrir-me caminhos que desejo, além de me preservar.
Uma questão que deve ser admitida é que tudo tem um preço, inclui troca e o "rei" também quer seus interesses garantidos. Pode precisar de quem o apoie em momentos de decisão. Se for solitário pode desejar companhia, alguém que o enalteça ou que lhe faça alguns serviços oportunos. Tudo fica acordado, dependendo das necessidades. O acordo muitas vezes é velado, sem palavras, mas sabe-se exatamente qual é a troca.
Escolher o "rei" certo requer experiência e observação, mas quanto maior a pratica maior a eficiência! E assim vou eu, buscando de oportunidade em oportunidade quem me facilite a vida, quem me garanta que não preciso me frustrar ou me prejudicar. Você pode até pensar que é uma mútua dependência, mas eu chamo "acordo de cavalheiros". Que mal há? Talvez amizades sinceras possam ser feridas. Talvez mentiras precisem ser proferidas. Talvez algumas promessas sejam mudadas sem aviso prévio. Mas tudo vale, quando se é "amigo do rei". Ou não vale? Talvez não, mas é a minha escolha e assim quero viver. De "rei" em "rei", chegar onde desejo e acreditar, nem que seja um pouquinho, que também tenho poder!
Sei que desta forma jamais serei "rei", mas pra que tanta responsabilidade! Quero apenas chegar. Responsabilidade não é o meu forte, devo admitir, mas não me julgue. Ninguém ainda é perfeito!
Paro por aqui, pois já passei da conta! Só quero lembrar que lhe contei um segredo e você sabe, segredo é segredo!
















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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Lenda Pessoal

cumprir sua história. cumprir seu sonho. cumprir sua lenda pessoal. é permitir que a alma se expresse na sua tônica mais profunda e verdadeira. é permitir a evolução. é ser feliz.
foto de Ametista Voloshyn Mastrotti
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Um Dia Você Morrerá

só pra lembrar que um dia você irá morrer! então, arrogância, inveja, disputa desleal, egoísmo, não valem pra nada. acorda! faça de sua vida algo significativo!
 
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sábado, 10 de janeiro de 2015

O Mundo é dos Espertos?

O mundo é dos espertos?
Os espertos dizem que sim!
Mas que mundo é este de que falam?
Moneycrático?
Souamigodoreicrático?
Tirovantagemcrático?
Seutroxacrático?
Tonemaipravocecrático?
Queroganharcrático?
Blefecrático?
Enganomesmocrático?
Queropodercrático?
Informaçãoprivilegiadacrático?
Falsocrático?
Plagiocrático?
Seduzocrático?
Puxosacocrático?
Soubacanacrático?
Eusoueueorestoérestocrático?
Passoapernacrático?
Nãoconfieemmimcrático?
Ostentomesmocrático?
Estacionomeucarronafaixadepedestrecrático?
Soucovardemasninguemsabecrático?
Mediocrecrático?
Espertocrático?
Eu não sei ao certo, mas deve ser um mundo interessante, porque o que tem de gente querendo fazer parte dele, é de impressionar! O que tem de gente fazendo de tudo pra ser esperto, é de impressionar, mesmo! Logo, logo, as vagas se esgotam e vai sobrar esperto pra outro mundo.
Que mundo?
O meritocrático! E neste o esperto vai sentir uma dificuldade enorme em se adaptar, pois criou tantos vícios de esperteza que não sabe nem onde está o seu nariz. Este sujeito, sem alguém pra empurrá-lo pra frente, não é nada que se aproveite.
Quem viver, verá!

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Alma Pede Bálsamo




Deixe-me chorar,

Abrandar meu coração.

Deixe-me no silêncio

A vasculhar minha dor,

Não me aprece

É preciso calma.

A alma pede bálsamo,

Pra curar o torpor.


                                                               © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2015!


Que cada um compartilhe o seu melhor.
Que cada um consiga ouvir seu próprio mestre.
Que todos possam viver a transformação.
Que seja auspicioso 2015!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Saudade e Esperança


Saudade, minha saudade! Quantas vezes me interceptou e impôs sua marca lançando-me a inúmeras lembranças! Algumas alegram o coração, outras o apertam até as lágrimas darem sinal de que a tristeza chegou.
Tudo que vivi está ao meu dispor como um enorme mar, repleto de objetos, cheiros, cores, texturas, emoções, pensamentos, perdas, ganhos, enganos, acertos, encontros, separações, coisas corroídas pelo tempo e outras tão novas que poderia usá-las sem pudor.
Às vezes tenho medo, pois penetrar nessa vastidão pode fazer-me perder a noção do tempo e espaço. Não há como evitar a nostalgia, seu traço maior.
Não quero viver de nostalgia! Não posso reaver o que já passou! Mas por que então sinto saudade, se é em vão?
É preciso mergulhar nesse mar misterioso com uma única razão, tocar seu fundo para depois emergir sem demora, pois quem nas suas profundezas fica, tem dificuldades para voltar, se confunde em tantas recordações que perde o rumo do seu tempo e este não é o propósito da vida!
A saudade só é benéfica num sentido: despertar a consciência do agora. Quando ela vem e impõe suas imagens, me projeta no tempo transportando-me para aquilo que já foi vivido, não para que eu fique lá, mas para que tome consciência do que me falta hoje, do que necessito para me equilibrar, para que com minhas próprias forças realize o que foi sinalizado. Isto é uma bênção, minha mente mais profunda a me enviar sinais de esperança!
Esperança, minha esperança! Me faz acreditar que é possível retocar, novo impulso dar ao que as forças havia perdido. Um Norte a mostrar que a vida é um contínuo transformar. O que já me fez chorar pode hoje ser matéria-prima para um melhor e o que já foi um alento posso tê-lo como um modelo para aperfeiçoar. A vida do ontem se encontrando com a vida do hoje, fazendo a roda eterna girar!
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Coraticum


Quando a escuridão impera e não há clareza para onde ir. Quando o ânimo desaparece e a vida surge como um fardo. Quando os objetivos parecem perdidos. Quando tudo impele para direção contrária ao que se anseia. Quando a pressão externa aparenta invencibilidade. O que você faz?  Paralisa? Deprime? Desiste? Espera? Agride? Procura culpados? Ou levanta a cabeça, num gesto de dignidade e segue num ato de coraticum?

Coraticum, tradução latina para coragem, que associa duas palavras, cor e aticum, coração e ação. A ação do coração!

Quando a ação vem do coração nasce a coragem! Aquela luz que ilumina o caminho escuro. A certeza em meio a incerteza. A vontade que supera o medo. A legitimidade da alma. A superação da dor. A mão que se abre para segurar outra mão. A espada que se ergue para o combate inevitável.  A luta do interno no palco do externo, vencendo o adversário que vive dentro de cada ser. A vitória improvável se fazendo vitória, surgindo do nada, alimentando a alma e a vontade de prosseguir vivo!

E mais vivo que antes, ao enfrentar, com força, o que sucumbia diante do inalcançável, com fôlego de um coração que bate no ritmo da certeza de que a vida se faz a cada respiração e que somente alcança sua meta quem acredita em sua determinação.

                                        © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Mundo Nosso

demorei para compreender que o mundo em que vivemos é o mundo da aprendizagem. o erro está em todas as suas etapas e errar não é o problema. o verdadeiro problema é não aprender.


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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

*"Sai caramujo que sua mãe e seu pai estão no sol!"


quando quiser conhecer melhor uma pessoa
tire-a de sua zona de conforto



*uma brincadeira da minha infância

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Errei!

três mil vezes fiz do mesmo jeito
quando me distraí, errei
descobri um jeito novo de fazer

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Poison








o conhecimento pode ser libertador
mas se estiver fundamentado na ilusão
transforma-se num poderoso veneno







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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Resistência




 é preciso suportar a tormenta para viver a calmaria





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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Solidão




não existe solidão
existe
relação equivocada








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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Agora

 não é preciso projetar-se no futuro
concentre-se no agora
construa agora
e deixe os resultados se manifestarem quando estiverem maduros


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Parte por Parte

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O que é necessário para realizar uma obra, seja ela de natureza coletiva ou individual? A ansiedade pode apontar um período restrito com elevadas tarefas a serem cumpridas, mas o deus Saturno nos impele a outra realidade. Aprendemos no decorrer da vida que o tempo e sua parceira inseparável, a perseverança, tem supremacia nesta questão.
Tudo é trabalho, a inércia precisa ser vencida pelo esforço, mas nada aqui deve ter um peso angustiante, pois a construção, seja o que for, deve ser cuidadosa, com alegria e atenção.
A vontade de refazer, quando assim for necessário, às vezes pode ser acionada e agora a paciência vem como auxiliar importante, pois a pressa só pode levar a lugar nenhum, mas como um artesão esmerado e contente com seu ofício pode-se conseguir muito mais.
A esperança também não deve faltar, pois carrega em si o significado da capacidade, acompanhada pelo desejo de dar forma a um ideal, crença, necessidade ou qualquer coisa que seja importante, mesmo que singela, cotidiana, não importa, pois tudo é importante, parte por parte, a se juntar para formar um todo que se anseia.
O esforço até aqui está claro, mas não posso deixar de citar as desistências, os recuos, as esperas, que em alguns momentos se fazem necessários, para que se tome fôlego para depois poder continuar. Novamente a paciência se apresenta a nos ensinar que realizar é um guisado que não deve desandar, merece atenção redobrada se quisermos ver realizado o que se passa em nossa mente a buscar manifestação.
E assim de trabalho em trabalho, de etapa em etapa, vamos aos poucos dando forma ao que idealizamos e se estivermos atentos podemos perceber facilmente o quanto conseguimos crescer com a construção e depois de um  tempo não se poderá mais distinguir a obra  do obreiro.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A Vida é Mágica





O Anjo e o Homem / aquarela antroposófica

A vida é mágica! A vida é magia! Quem duvida, ainda não percebeu sua manifestação mais sutil.
Você já se percebeu como que escorregando por um bueiro? Já sentiu um gosto amargo na boca, uma dor no coração, que não tem nada parecido com infarto, pois é pior, dói tudo, mas tudo mesmo?! Já teve aquela sensação de que todos os seres da face da Terra não te amam e que se morresse hoje, ninguém iria ao seu enterro amanhã? Já olhou à sua volta e enxergou tudo muito sem graça e pra piorar, lhe deu uma saudade de um lugar muito distante, mas tão distante que acabou convencido de que, com certeza, é de outro planeta? Já acordou sem esperança e foi dormir certo de que não adianta ter esperança pra nada, mas nada mesmo? Eu já!
Já lhe aconteceu, quando no pior dos seus dias, se achando o mais imprestável dos seres humanos, faltando dez minutos pra meia-noite, recebe um telefonema do amigo, que começa com uma conversa meio sem nexo, mas que termina dizendo: "tenha paciência, força"? E era a única coisa que precisava ouvir pra se acalmar! E mais, quando seu coração continuava doendo porque sua auto estima estava lá na planta do pé, alguém lhe envia um E-mail com aquela mensagem de autor desconhecido, que lhe dá um tapa no rosto por não ter acreditado em si? E quando estava chorando feito um bêbado, seu filho já entrou em seu quarto sem avisar e lhe ofereceu uma limonada pra você acabar pensando que ele surgiu na hora mais certa pra lhe adoçar a alma?
Já me aconteceu tudo isso e muito mais e estou certa de que pra você também! E a vida é mágica ou não é? A vida não é muito mais do que conseguimos enxergar com estes nossos olhos míopes?
Eu não vou lhe convencer e nem quero, mas da próxima vez que pensar que tudo acabou e que não vale a pena viver, preste atenção nos sinais que lhe chegam com tanta força que seria impossível não percebê-los. São os sinais do Amor, da Coragem, da Sabedoria. São os sinais da Vida, que é da mais Alta Magia, sim senhor! 
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 10 de julho de 2014

"Queria Ver o Povo Brasileiro Feliz...."



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"Queria ver o povo brasileiro feliz, pelo menos por causa do futebol". Esta é a fala de David Luiz, jogador da seleção brasileira, desta Copa Mundial, logo depois do jogo entre Brasil e Alemanha. Ele em prantos pedia desculpas ao povo pela derrota.
É legitimo este pedido de desculpas? Talvez para ele e outros jogadores que absorveram a ideia de que deveriam ser nossos heróis em campo. Mas deveriam mesmo assumir este papel dramático e excessivamente pesado?
Não acredito nisto, não vejo com estes olhos. Penso que não é de heróis que precisamos, mas de consciência da nossa realidade. Observamos há tempos um país do "puxadinho" e do "tapinha nas costas". Múltiplas maquiagens para alcançar metas que não são para o povo, mas para interesses de poder e falcatruas.
Na verdade, carecemos de dignidade. Queremos um país onde um pai possa dar ao seu filho o direito a uma escola pública digna. Necessitamos de hospitais públicos decentes e equipados para atender qualquer cidadão, sem distinção de classe social. Um brasileiro tem o direito de transitar pelas vias públicas sem correr o risco de ver um viaduto ruir por falta de responsabilidade de quem o levantou. Um cidadão brasileiro tem o direito de ver seus governantes trabalharem para o bem de todos. Precisamos de transporte público que nos faça seres humanos e não pedaços de carne prensada em grandes vagões de ferro. Enfim, precisamos acordar e assumir de vez que é urgente um país que tem como meta maior o desenvolvimento de seu povo em todos os sentidos, dando aos jovens e crianças a esperança de poderem viver com dignidade em solo brasileiro. É mais que urgente percebermos que se não nos esforçarmos em todos os campos de atuação pela ética e trabalho bem estruturado não iremos muito longe como nação e veremos dia após dia cenários como o que vimos em campo protagonizado pelos nossos jogadores, que nos devolvem nossa própria imagem de frustração e desolação por um país que precisa assumir sua história de "puxadinhos", "tapinhas nas costas" e ausência de comando responsável.
É urgente que deixemos de projetar nossas frustrações em jogadores, condenando-os pelas nossas omissões. Quando aceitamos a falta de ética e seriedade em todos os setores sociais, incluindo nossas vidas dentro de nossos lares, estamos dando permissão para que o colapso social se instale e nos mostre o quanto devemos investir na transformação pessoal e coletiva.
A depressão diante da derrota da seleção nesta Copa é inevitável, mas deve servir de estimulo para fazermos uma reflexão profunda sobre a nossa responsabilidade neste cenário de insatisfação. Deixemos de procurar culpados pelas nossas desolações, porque isto não muda nada. Assumamos o comando das nossas vidas com nossos direitos e deveres. Somente desta maneira teremos condições de enxergar a realidade que necessita de mudanças e atuar nela, deixando de aceitar migalhas. Desta forma nosso Brasil poderá refletir uma imagem de prosperidade real, sem maquiagens de aparências insustentáveis. 
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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Das Estrelas

trouxe-lhe amor das estrelas
curei-lhe as dores para não sofrê-las
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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Companheiro

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Companheiro não tem cor, raça, sexo, credo, nacionalidade, grau de parentesco ou amizade, tudo isto é irrelevante. Ele chega nas horas mais difíceis e não abandona. Dá ao outro o que precisa, pode ser dinheiro, aconchego, uma palavra de conforto, um conselho, tudo na medida do seu possível, pois não pretende ser um herói de história em quadrinhos, apenas quer estar junto. Seu senso de compaixão é mais desenvolvido que sua vaidade.

Não tem perfil muito claro, às vezes pode ser confundido com o “puxa saco”, mas é engano, porque quando as coisas ficam difíceis mesmo, o “puxa saco” é o primeiro a largar a cena do problema, mas o companheiro não, este não sai de perto enquanto for necessário.

Nos dias de hoje, em que vivemos a disseminação de valores pobres em conteúdo e verdade, muitas vezes desacreditamos que tenhamos ajuda numa hora de dificuldade. O culto à autonomia fundamentada no poder dá a falsa impressão de que não precisamos de ninguém, afastando-nos uns dos outros. Por sorte, há quem não acredite nesta ilusão, o companheiro simplesmente apoia e sente-se feliz por isso, pois sabe dentro de seu coração, o valor de uma mão estendida numa hora de dor, medo ou desanimo. Não se deixa vencer pela mediocridade do egoísmo e pobreza ética.

Ele também pode esmorecer em algum momento, e precisar de um companheiro, nem que seja um, mesmo porque, isto não faz a mínima diferença, quando se tem um companheiro de verdade!

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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Ele "Se Acha"!

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Ele "se acha"! É o cara! É o bom, ele sabe, pode, é um vencedor, ele "se acha"! Aconteça o que acontecer ele sempre se mostra com seu poder inquestionável, por ele, é claro! Nada importa do que existe no seu entorno, o que importa é seu brilho, sua condição invejável, porque ele "se acha".
Ele "se acha"! Está sempre envolvido com o que é mais nobre, isto é, com o que tem grife, com aquilo que é valorizado por outros que também "se acham", pois o que vale é ostentar e mostrar a quem quiser ver seu grau de superioridade, pois ele que "se acha" é sempre o melhor, em inteligência, beleza, conhecimento, dinheiro, ele realmente é o cara! Os outros são os outros, são apenas uma plateia que existe para aplaudi-lo e servi-lo, porque ele "se acha"!
Ele "se acha", mesmo que lá bem no fundo, lá na sua intimidade, seja um zero à esquerda. E quanto maior for seu sentimento de inferioridade, mais ele "se acha". Tem um poder de marketing às vezes genial, às vezes medíocre, mas que importa? O que vale é convencer, iludir, humilhar, fazer acreditar que ele é superior e infalível. Aquilo que não é tão admirável em si, ele dá um jeito de esconder, pois isto não pode aparecer e macular sua imagem miragem.
Ele "se acha" e continuará "se achando" ao olhar no espelho e ver somente o que quer, distanciando-se do real, até que tudo o que construiu ruir, pois o castelo que edificou não passa de ilusão, que se dissolve num piscar de olhos mais atentos. Mais cedo ou mais tarde a vontade de ser quem não é e de dominar seu ambiente, por puro medo e inconsistência, se torna frágil e assim, em algum momento, ele se vê no seu mar de fantasias, e percebe seus limites. Por fim, tem a chance de se libertar de sua mentira e de fato se achar e começar a evoluir.
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terça-feira, 27 de maio de 2014

O Injustiçado "Não"

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O "Não" é um incompreendido, desvalorizado, rejeitado, achincalhado, um injustiçado! O "Sim", não, esse é um querido, admirado, traz alívio e contentamento. Todos querem, poucos questionam.

Venho aqui em defesa do "Não", pois não posso permitir que tamanha injustiça permaneça sem que tenha ajuda.

Quando ele se manifesta sempre é por uma opinião convicta, pode ser questionável, mas sem dúvida existe plena certeza na posição. Há sinceridade nisto! Ele é capaz de impedir o bom andamento das coisas, eu sei, mas desperta coragem e empenho, para superá-lo, existe algo melhor que isso? Às vezes faz chorar, mas de que forma saberíamos os nossos sentimentos mais profundos se não chorássemos? Também gera teimosia, concordo, quando aquele que ouve não admite refletir sobre suas razões.

Se existisse apenas o "Sim" seriamos mimados, faríamos cada um no seu ritmo e vontade, o que mais nos agradasse estaria em alta e o nosso mundo seria insustentável! Milhares de quereres sem tolerância, limites ou bom senso.

Quem pensa que os obstáculos são um mau que deve ser banido, se engana, pois os limites nos impulsionam a buscar novas soluções. É através de sua barragem que o "Não" nos projeta à evolução, onde é possível descobrir o que é importante. Se tivéssemos apenas o "Sim" como resposta não teríamos motivos para buscar maior consciência. De certa forma, precisamos vencer o nosso primeiro desafio, a preguiça.

Poderia escrever e escrever para defender o "Não", mas parece-me de bom tamanho minha defesa e assim me despeço, desejando que não se indisponha com o próximo "Não" que receber, mas tente compreender sua manifestação, suportá-lo sem se diminuir ou deixar que a frustração o paralise, nem veja nele um inimigo e se enfureça por isso.  Segue, cumprindo seu maior sentido de viver, evoluir!


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Sou

Me encharco de perfume quando estou triste. Faço um oratório pra minha santinha quando o mundo parece masculino demais. Canto quando estou alegre. Acolho quando me comovo. Parto pra luta quando vejo injustiça. Não perdoo quando sou traída. Cozinho quando quero aconchegar. Abraço quando quero apoiar. Afasto-me quando desisto. Choro quando tenho minha fé abalada. Me calo quando não sou ouvida. Afago meu gato quando me sinto terna. Olho nos olhos quando falo o que penso. Escrevo quando tenho uma ideia que gosto. Faço o que acredito. Não faço o que não acredito. 

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

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