DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Escolha Minha

Quero estar ao lado dos que mantém brilho nos olhos
E longe, dos que mantém sangue nos olhos!

                                © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Com o Mestre


Naquele dia ele acordou decidido! Faria uma pergunta muito importante para seu mestre, pois não conseguia encontrar uma resposta que acalmasse seu coração.
No jardim do mosteiro encontrou-o sentado, serenamente contemplando um pássaro, que havia pousado em um pequeno arbusto de jasmim.
Cheio de esperança perguntou:
- Mestre, desejo fazer-lhe uma pergunta que me é muito importante.
O mestre se volta para ele e com olhar terno e profundo diz:
- Diga meu caro, o que deseja saber?
- Sigo a me perguntar o tempo todo, por que em muitas vivencias minhas fui ofendido, ridicularizado, agredido por pessoas muitas vezes muito queridas por mim? Será que fiz algo de ruim? Seria eu merecedor de tudo isso? Ao certo nunca entendi o motivo de tanta agressão, que muitas vezes me entristeceu em demasia. O que podia eu ter feito, mestre, para tanto ódio lançado contra mim? Por que me fizeram tanto mal?
O mestre o olhou com profundidade e lhe perguntou:
- Meu caro, responda-me, você hoje é uma pessoa melhor ou pior que antes?
- Muito melhor, mestre! Sou mais sereno, mais paciente, tenho minha consciência muito mais refinada que antes e a confiança em mim mesmo cresce a cada dia!
- Então, meu caro, eles não lhe fizeram mal algum. Agiram de acordo com sua consciência, como sentiam, como enxergavam o mundo, mas não o feriram de verdade.

                                                                            © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Com as Mãos Firmes no Leme


Quando estamos em alto-mar da vida com as mãos no leme e desejamos mudar o rumo temos medo, pois não sabemos o que nos aguarda. Mas já é certo, que para onde estamos indo não faz mais sentido. Esta é a razão maior, para conduzirmos a nau em outra direção.

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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Sabedoria

Sabedoria só pode ser reconhecida como tal, 
se estiver manifestada na ação.

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

O medo, meu bem, meu mal


Ah, esse medo! Velho conhecido meu! Desde que me conheço por gente esse tal de medo me acompanha. Ele vem quando menos espero e me pega de surpresa e assim fica forte. Quanto maior ele fica, menor me sinto. 
Que condição é essa que o conserva tão poderoso? Seria sua mania de aumentar as coisas? Toda lagartixa vira jacaré! Todo escuro é bicho papão! E o moço que não conheço, fica com cara de ladrão!
Minha mãe o tinha como aliado. Dizia sempre que meu pai me castigaria por eu ser desobediente, que eu não teria namorado por ser imponente. Meu pai nem sempre me castigava e namorados tive uma porção! Mentia minha mãe? Sim e usava o tal medo pra me ter na mão, mas que falta de imaginação!
Podia não ser original, mas funcionava! Deixar por conta da fantasia uma ameaça, certamente torna qualquer um vulnerável! 
Levei muito tempo pra perceber que o medo é bom quando sinaliza um perigo real, mas se for pra subjugar, dominar, enganar, é um veneno que pinga constantemente em nossa mente, tornando-nos frágeis marionetes a realizar o espetáculo de quem maneja os cordões.  
Posso ter sido presa fácil de alguns, mas hoje sei que se há veneno, também há seu antidoto correspondente: ela, a consciência viva e audaz, forjada na vontade de se aprimorar e construir com as  próprias mãos seu destino!

Texto também publicado:
* Blog do Pastore:
 https://www.facebook.com/Blog-do-Pastore-366958293492833/
*Jornal Imprensa ABC:
www.imprensaabc.com.br

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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Equilíbrio

Unir a razão à capacidade de sentir é fundamental.
Razão sem o sentir é imperfeição.
Sentir sem a razão é ilusão.
                                                                                                
                                         © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 9 de junho de 2019

Salte como um gato

Disse a ela que não fazia mais sentido a relação, sem maiores explicações. Sem dar-lhe uma chance de questionamento. Sem medir suas palavras fechou todas as portas de uma conversação. Defendeu sua liberdade de escolha como um mestre no assunto e foi embora sem olhar pra traz. Deixou-a quieta de espanto e dor.
Você, ficou com sua decisão unilateral. E ela, ficou com a tristeza, com perda causada pelo choque da emoção e uma sensação de que amou um garotinho que só queria colo.
Ah, moleque! Deixe-me dizer: uma boa ação é como o salto de um gato, que estuda bem a situação, calcula a distancia, prepara-se com esmero para atingir o alvo, sem esbarrar em nada e em ninguém, sem se ferir, e sem ferir. Seu alvo é único e seu pulo é perfeito.
Se ao realizar sua meta, machucou, por não se importar com quem ouvia, se foi sem olhar o que derrubou e se não questionou suas palavras e atitudes, saltou como um homem despreparado para o vínculo e em algum momento o chão o espera, pois seu salto, está longe da perfeição do salto de um gato!

                                                                          © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 14 de maio de 2019

Você é lenha?

                                         Você é lenha na fogueira de quem?

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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Avante!

Não se apegue ao que terá que deixar.
Cultive o que o faz crescer como ser humano.
E siga adiante!

                                         © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 16 de abril de 2019

Notre Dame


A Mãe se consome
A Mãe se sacrifica 
Para acordar os filhos inconscientes
A Mãe em sua suplica por Luz
Se consome como Fênix
Para renascer nos corações empedernidos
A Vida clama por atenção
Tudo se consome
As chamas queimam o Sagrado
O ódio invade a Alma
E soberbos em sua ignorância os filhos consomem a Mãe
A Mãe chora e clama por atenção
Os filhos dormem em sua ignorância
O Grande Feminino
A Grande Mãe
A Nossa Senhora
A Notre Dame
Clama por atenção
A vida está em risco pelo ultraje ao Feminino.
A Vida em risco aponta pra Mãe
Que deve manter-se como pilar do Sagrado Feminino
Que a Vida mantém em sua profunda essência
Ignorantes os filhos consomem a Mãe
Ignorantes os filhos consomem a Vida.



quarta-feira, 20 de março de 2019

Resistência silenciosa

eu acredito na resistência silenciosa
eu acredito na força do amor
que permeia tudo
que estabelece a paz da compreensão
que enaltece a vida interna
que pacifica o olhar
que atua no florescimento da tolerância

eu acredito na resistência silenciosa do amor
que respeita a natureza de tudo o que vive
que sabe onde deve tocar
sem causar ferimento
que tem a paciência de esperar a transformação do ser 
num ser melhor 
que busca o sentido da vida 
sem destruir o que não conhece
sem retirar a vida de tudo que vive

eu acredito na resistência silenciosa
de todo aquele que vive o poder unificador do amor
e nele se sustenta, se transforma, se expande
e se torna uno com tudo o que vive.

                                      © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 12 de março de 2019

Voa alto


abra tuas asas
voa alto
engrandeça teu coração

almeja teu voo pra onde tua alma toca
não perca o rumo
olha teu guia que vive dentro de ti

construa tua morada longe do chão
fuja do que limita teu voo

alcança o que te norteia
siga o que  teus olhos apontam
esteja onde a luz do espírito expande

voa alto
supera voos rasantes
ultrapassa o que te cega de ti

           © Direitos reservados a Ala Voloshyn

     *Ouça o poema no soundcloud narrado por mim:
https://soundcloud.com/ala-voloshyn/poema-voa-alto-de-ala-voloshyn-narrado-por-ala-voloshyn

*Ouça o resultado da parceria entre eu, Ala Voloshyn, e Carlos Jr, onde canto meu poema Voa Alto e Carlos Jr faz toda essa composição linda, incluindo a arte do vídeo.

carlosjuniormusica@gmail.com
Instagram: @carlosjunior_piano
  

terça-feira, 5 de março de 2019

Vítima?


O quanto você acredita ser vitima numa situação, seja ela qual for? Admite que está subjugado e que o outro tem plenos poderes sobre você? Quer seja por violência física ou psicológica, quer seja por domínio econômico, injustiça, perseguição, preconceito, maldade, distúrbio mental ou algo que ainda não pensei?
Seja qual for o motivo não existe alguém na face desta Terra que não tenha, pelo menos, uma ínfima condição para se defender. A não ser que acredite na sua incapacidade, justiça divina ou humana para merecer o sofrimento.
Mesmo sem perceber, de alguma forma, damos ao outro a permissão de nos maltratar e se não descobrirmos de que maneira permitimos a violência, não a resolveremos em sua raiz.
Em qualquer circunstância há pelo menos dois comprometidos e para que tudo permaneça nas mesmas condições, todos os envolvidos precisam fornecer energia, sua parcela de contribuição para alimentar a forma e qualidade da relação. 
Se você acreditar e sentir que é a vítima no caso, o tempo que dispender com sentimentos de inferioridade, mágoa, raiva, medo, desamparo, desigualdade, desorientação, dúvida, e se além de tudo isto, firmar a culpa alheia pelo seu estado lamentável, creio que suas chances de modificar a circunstância  tornam-se mínimas ou quase inexistentes. Porque olhar para si como o sacrificado, certamente o colocará na posição de incapaz.
Mas, ao escolher a autoanálise e buscar pela parte que lhe cabe de responsabilidade no que ocorre, todo cenário muda. Identificar os próprios aspectos que alimentam o desiquilíbrio da relação, lhe propicia a consciência do que deve modificar em si, para não mais contribuir com o fato e por isto abrir suas portas para sair do sofrimento, isto é, ao investigar com afinco as raízes internas da sua  maléfica condição, poderá altera-la. Eis a chave da liberdade! Autoconsciência.
E quando admitir que existe em seu ser uma força motriz para sair do seu penar e não acreditar no estado de vitima, com a consciência dos seus motivos internos, que alimentam a relação, o mal, como um tumor sem irrigação sanguínea, perecerá ou seja, o cenário mudará, porque você modifica sua posição,  assim como num jogo de xadrez:  a mudança de uma peça de forma adequada, altera o jogo e se for na mira, é xeque-mate!

                                             © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Difícil, mas não impossível!

 este mundo não é fácil!
   nem pra quem tem rabo,
  nem pra quem não tem!

                                       © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Ouroborus


é preciso morrer mil vezes
pra mil vezes renascer
é preciso mil vezes perder
o que mil vezes fez-se viver
é preciso mil vezes ir
pra mil vezes voltar
mil vezes chorar 
pra mil vezes sorrir
mil vezes te olhar 
pra mil vezes te ver partir 
esquecer mil vezes
o que mil vezes me fez respirar
mil vezes no inferno mergulhar
pra mil vezes à tona subir
e descobrir que 
de mil vezes ficam mil vezes sem par
mil vezes caminhar solitário
pra mil vezes se encontrar 
e mil vezes perceber 
que mil vezes restam
pra tudo terminar
e mil vezes recomeçar

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Florista

Vive dentro de mim a menina que colhe flores,
para oferecer a quem as pode ver.

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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Reflete

Se te causa pavor 
Tem domínio sobre ti

                             
                                               © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Conhece-te


Maior é a liberdade de escolha
Quanto maior for o conhecimento de si
                                                               
                                                       © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Pelo caminho

Amo árvores!
Talvez para compensar
minha necessidade de não ficar.

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domingo, 4 de novembro de 2018

Ela é inteira

Acorde. 
Não fracione a vida. 
Ela é inteira.  

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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

E se não existissem?


     E se não existissem os pobres, o que seria dos abastados?
     E se não existissem os famintos, o que seria dos empanturrados?
     E se não existissem os ignorantes, o que seria dos hipócritas? 
     E se não existissem os oprimidos, o que seria dos onipotentes?
     E se não existissem os agredidos, o que seria dos valentões?
     E se não existissem os ingênuos, o que seria dos mentirosos?
     E se não existissem os ambiciosos, o que seria dos trapaceiros?
     E se não existissem os carentes, o que seria dos sedutores?
     E se não existissem os burocratas, o que seria dos omissos?
     E se não existissem os gulosos, o que seria dos oportunistas?
     E se não existissem os preguiçosos, o que seria dos tiranos?
     E se não existissem os egoístas, o que seria dos corruptos?
     E se não existissem os covardes, o que seria dos déspotas?
     E quanto falta pra acabar esse excesso de curiosidade? Pensa você.
     Eu, parei.
     Fica por sua conta continuar...

                                                         © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 2 de setembro de 2018

Parceria


Turva é a jornada

Quando ausente a unidade.

O que não soma

O que não harmoniza

Vida empobrece

Ânimo minimiza.

Unir é meta

Para expandir 

Iluminar

Construir.

Como numa semente

Que germina com a combinação de suas partes

No propósito de Vida evoluir.

Assim também, na união de almas

A parceria se alinha em sintonia

Maiores se tornam, para mais vida parir.

                © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Terra Brasilis

                                      Meu sangue vem do Leste Europeu
                           Mas meu coração nasceu em Terra Brasilis
                           Brasa ardente
                           Brasil brasileiro
                           Berço de um povo abençoado
                           Nascente da civilização dourada incandescente.

                                                                                                  © Direitos reservados a Ala Voloshyn  

sábado, 31 de março de 2018

Coisas de nós

num sei quem é mais besta...
se tu ou eu que tô com tu!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn   

quinta-feira, 15 de março de 2018

Nascemos para vencer


Todos, sem distinção, nascemos para vencer, assim como São Jorge vence o dragão para salvar a princesa. Temos o destino selado que trazemos em nosso intimo a solicitar seu cumprimento, vencer os dragões de nossa ignorâncias, que nos incitam para baixo, para a vida cativa e sem brilho.
Somos o São Jorge que enfrenta o dragão e o vence para salvar e preservar a princesa, sua alma, que se eleva a cada dragão enfrentado, dominado e transmutado.
Vencedores de nós mesmos é o nosso dever.
Assumamos o papel que nos cabe!

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 11 de março de 2018

Senti

    Noite sem luar nem estrelas.
Escuridão e chuva forte.
E eu no quarto de hotel fechado, abafado.
Demoro para dormir, escorre o suor, mas a janela não posso abrir.
De repente um ar frio sinto chegar do armário.
Um perfume doce espalha-se por todo lugar.
Não vejo nada.
Gelo, não sei o que acontece.
Cada vez mais o perfume envolve tudo e eu a suar frio.
Medo é o que sinto.
De súbito, tudo cessa, o vento, o perfume, o medo.
Olho para o armário e nada vejo.
O que aconteceu, sonhei?
Não!
Senti!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Espelho, espelho, meu

Não sei o que faço aqui. Lugar estranho, não há nada e ninguém. 
Há muitos espelhos! É um labirinto! Me vejo em todos os lados. Por onde tento sair, não consigo, existe sempre um espelho a me confundir. Louca imagem de mim mesma. Um jogo de espelhos. Não sei por onde ir.
Por onde sair?
E por que sair? Rendida, escolho ficar. Silencio, me entrego a mim.
Sinto, ouço, percebo o compasso do meu coração e aos poucos tudo se integra. Espelho por espelho, ladeados a formar um corredor, que me indica que o caminho de fora é o caminho de dentro.
Saí!


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Vovó

Salve todas as vovós!
Curandeiras
Benzedeiras
Com o coração do tamanho do Todo
Ficam entre lá e cá
Transitam pelos mundos
Como se em sua casa estivessem
Sabem olhar
Sabem ouvir
Sabem sentir
Sabem fazer
Com suas mãos
Suas rezas
Suas ervas
Curam
Amam


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Da alma

Vejo tanta bobagem com roupagem de intelectualidade.  Coisas feias, sem nenhuma estética mesmo, aplaudidas como arte ou liberdade de expressão. Há os que usam a calunia como usam suas calças, todos os dias, como meio de atingir seus objetivos sórdidos e bem pequenos, porque tudo que tem o egoísmo como motivo é pequeno, sem graça e efêmero. As ideias que sustentam a vida são muito mais interessantes e magnânimas! Uns se orgulham de sua religião ou colégio iniciático, acreditando que isto os enobrece, mas cospem no chão na primeira esquina, com cuidado para não serem vistos. A ética se arrasta pelo chão. O medíocre, o mal, o mau, se acotovelam na multidão. Gente torpe adquire notoriedade às custas de quem lhes oferece o ombro, por ingenuidade ou troca de favores.
Vixe! Todos tocam a mesma toada? Não! Mas onde estão os que não se afinizam com essa baixeza humana? Calados? Escondidos? Solitários? Indignados? Enfraquecidos? Desanimados? Endividados? Onde estão, que não surgem para fazer frente e assumir sua ética e potência? Onde estão que deixam esta corrente mortífera passar impune e se fortalecer a cada ato? Onde?
Se a omissão imperar entre aqueles que podem contribuir para a elevação humana, não mudaremos nada. A destruição invadirá cada espaço que se encontrar vazio e descuidado.
Qual o seu compromisso com o que é bom, belo, evolutivo? Quantas atitudes assume a favor do crescimento de todos? Quanto insiste em não abandonar seu posto de ser humano digno de sua espécie? Quanto  ainda irá reclamar da sujeira a solta e não fazer nada para imprimir novo rumo ou pelo menos não permitir que esta lama invada um espaço maior? Quanto ainda irá se queixar de solidão e não se unir àqueles que compactuam com o elevado também?
A omissão é tão indigna quanto a falta de ética, egoísmo e a brutalidade espiritual.
Ficar no seu quintal, cuidando das flores do seu jardim, sem olhar para o que o cerca além de suas fronteiras, pode não ser suficiente para imprimir colorido e luz ao cinza que nos oprime a alma.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Por causa dos inhames

Num dia chuvoso, já final de tarde, no supermercado eu escolho inhames. Dizem que faz bem ao sistema imunológico. Não gosto do sabor, mas se for pra reforçar o sistema imunológico, que importa o gosto!
De súbito ouço uma voz. É a mãe que chama sua filha pequena que se afasta dela, numa alegria que não falta a uma criança. A mãe dedicada e cuidadosa não espera e logo usa em voz alta um argumento bastante conhecido, poderia dizer, tradicional:  "filha venha pra cá, olha a bruxa, ela vai te pegar, tá lá no cantinho, vem pra cá, corre!" A pequenina fica em dúvida por um instante, mas logo vai na direção da mãe, que olha vitoriosa e segura de si. Foi fácil, nem precisou de muito esforço.
Ah, se a menina soubesse que a mãe mente! Descaradamente mente! Mente, porque não tem consciência da potência do veneno de suas palavras. Mente, porque a preguiça toma conta do seu ser. Mente, porque não pensa no que acontece lá dentro da cabecinha desta pequena, que registra a informação. Mente, porque duvida de sua própria inteligência. Mente, porque se recusa a decidir por outra forma de agir. Mente, porque está acostumada a mentir.
E a menina? Aprende bem depressa a não acreditar em si, no seu discernimento, percepção, intuição. Também aprende a mentir, além de fixar o fato de que bruxas costumam andar pelo supermercado em dias chuvosos, preferencialmente em fins de tarde e se esconder pelos cantinhos!
Menina! Não acredite! Sua mãe mente! Descaradamente, mente!

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