DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
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domingo, 2 de outubro de 2011

Palavra

Palavra, qual é o seu poder?

É capaz de engrandecer, estimular.

Mas também ferir.

Quando imersa em amor, enaltece, corrige.

Quando usada para difamar, consegue destruir.

Tem poder de enganar com ar de verdade.

Pode distorcer, sem que se possa perceber.

Forma crenças às vezes difíceis de mudar.

Mas também abre direções que expandem o olhar.

É semente para o bem, mas de igual valor para o mal.

Quando lançada ao vento, não há o que a possa deter.

O resultado depende de quem a receber.

Se encontrar apoio, ativada estará.

Se não for acolhida morrerá.


                                                      © Direitos reservados a Ala Voloshyn




sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ofício


                                                           
Um dia pela manhã enquanto tomava meu cafezinho, que adoro, fiquei pensando em qual é de fato meu ofício, meu verdadeiro trabalho. Ouve-se tanta coisa a respeito que a confusão muitas vezes é inevitável. Há quem diga que é demais importante realizarmos nossos talentos, mas nem sempre é uma questão fácil de perceber. Então continuei a pensar e cheguei a uma grata conclusão. Meu ofício é provocar a reflexão! Hoje o faço quando escrevo, conto uma história, converso ou enfrento um problema. Sempre busco a compreensão do que vivo e não tardo em compartilhar o que percebo, pois gosto muito de dividir minhas ideias.
A forma poderia ser outra, não através da escrita, mas arte cênica, jornalismo, pintura, dança, servindo um delicioso cafezinho e conversando, ministrando aulas em uma escola, vendendo livros e assim por diante. A forma pode ser incalculável e mudar durante a vida, mas a essência precisa permanecer, no meu caso, provocar a reflexão. Isto me faz muito feliz, sinto-me útil e consigo utilizar meus talentos que demorei muito tempo para aperfeiçoar e sei que ainda tenho muito a aprender e desenvolver e não me cansaria ao fazê-lo, pois faço o que gosto e acredito. Faço o que mantém minha alma em paz.
E o seu ofício qual é? O que o faz sentir-se útil e feliz? Se o tem claro, não abra mão por nada, mas se ainda não sabe busque-o ao refletir sobre o que mais ama fazer e oferecer.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: da Web

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Enigma




Ao estar em minha cama, percebi que meu All Star não está onde deveria estar.
Onde está meu All Star?
Pois onde deveria estar, meu All Star não está!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: foto de família.

Olhar Indiscreto



Olho pela janela
e não entendo o que vejo.
Gente apressada sem um mínimo de desejo.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


Ilustração : da Web

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Salve São Jorge!


O que está acontecendo? Parece que abriram todas as jaulas e as feras estão soltas! Não entendo mais nada! Enlouqueceram de raiva? Trânsito maluco, todos com pressa querendo chegar ao mesmo tempo no mesmo lugar, desrespeitando totalmente as leis da física. Gente irritada atacando o primeiro que cruza seu caminho. Credores arrombando as portas de seus devedores. Bandidos invadindo espaços que não são seus. Homens matando mulheres. Mulheres matando seus filhos. Deus do Céu, é difícil entender!
É trabalhoso tentar uma relação de paz, tem sempre quem perturbe pelo simples prazer de perturbar! De onde vem tudo isso? Final dos tempos? Mas que tempos? Parece que a violência contida perdeu seu controle e agora "salve-se quem puder"!
Cansei. Estou muito cansada e às vezes tenho a impressão que falo grego e não consigo me fazer ouvir. A cada passo que dou tenho que recolher meus sentimentos muitas vezes violados.  A ética, o bom senso, a amizade, tudo parece estar saindo pelo ralo e não adianta muito segurar, vai pro ralo mesmo!
Fico pensando, de onde vem tanta raiva e violência? Só posso chegar à conclusão que de nós mesmos! Por muito tempo boicotamos nossa evolução, fazendo por fazer, abaixando a cabeça para opressores burros. Por muito tempo fizemos de conta que fazíamos algo, mas nada fazíamos e acumulamos lixo, muito lixo que agora transborda de dentro de nossos compartimentos internos. Dane-se! Quem mandou? Agora é melhor começar a limpar o que já está fedendo há muito tempo! E não tem saída pra ninguém! Ou limpa ou limpa!
Não tem volta e por via das dúvidas melhor rezar, sei que mal não faz.
Meu São Jorge, guerreiro, desperta-me e faça-me lutar com meus próprios dragões e ajude-me a vencê-los e transformá-los no elevado!
Salve-me São Jorge! Salve-me de mim!
"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge.
Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem,
Tendo mãos não me peguem,
Tendo olhos não me vejam,
Nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão
Facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar
Cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo amarrar.
São Jorge, cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor..."
Amém.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


Ilustração: da Web




sexta-feira, 22 de julho de 2011

Karma

O que vai volta
Acreditam muitos
Mas talvez não vá nem volte

Se mal lhe quero
Mal preciso produzir em meu coração
Se bem lhe quero
Bem preciso fazer brotar em minha intenção

Assim é
Aquilo que crio lhe dou
Aquilo que crio determino

O que sai de dentro de mim
Mantém-se assim em meu coração como o fiz
Até que um dia encontre um igual.
Um espelho
Um reflexo de minha criação

Se benefício criei, beneficio verei
Se dor criei, dor verei

Reflexo
Espelho
Criação

O que vai permanece também  na fonte de sua criação
E é na fonte que tenho que buscar a razão
De minha paz ou expiação.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Imagem da Web





terça-feira, 12 de julho de 2011

Uma Pequena História

Aos meus dez anos, durante uma aula chata, tive uma magnífica ideia, para sair daquela chatice. Levantei da minha carteira e fui até à professora  e lhe disse com dramaticidade: "professora, não me sinto bem, estou com dor no coração!"  Ela olhou espantada e rindo falou: "que é isso menina, coração não dói, vá sentar!" Todos riram, pois ela falou bem alto e eu sem ter muito o que dizer fui sentar para continuar naquela aula chata. Nem prestei atenção no que acontecia, fiquei pensando por que coração não dói? Não sabia disso, se soubesse teria inventado outra dor!
Hoje, já adulta, lembrando daquela situação, cheguei à minha conclusão: aquela professora estava errada, pois coração dói sim! Dói quando nos magoam, contam uma mentira, pensando que somos bobos, inventam uma história só para confundir ou o que é pior, não respeitam nossos sentimentos, por também acreditarem que coração não dói.


© Direitos reservados a Ala Voloshyn


Ilustração: da Web

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Devoradores de Almas

                     

Olhar penetrante, invasivo, face pálida.

Suas Almas perderam ou venderam.

Devoradores de Almas!

Ditam ordens, impõem medo, silêncio,

Desconforto, dúvida, tristeza, divisão.

Sem Alma, destroem,

Para o silêncio permanecer.

O silêncio que obedece.

Atrofia.

Para deleite dos devoradores de Almas.

              

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Imagem da Web.




terça-feira, 1 de março de 2011

Face Oculta


Como conhecer verdadeiramente alguém?
Por mais que se conheça
Ainda não é o bastante
Imagens criam-se a cada palavra
A cada sorriso
A cada promessa
A constância esconde a verdadeira face
Se o olhar não mudar nada mudará
Talvez exista uma solução
Dizer não
Desta forma a face oculta se mostra e denuncia
Quem estava escondido
Quem estava omitindo sua verdadeira intenção

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Máscara do Carnaval de Veneza

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mundo Cruzado

Mundo velho, cansado, corrompido, onde as relações se mantêm verticais, em que alguém manda para o outro obedecer.
Alguns esperam pela Nova Era. Confiam que trará igualdade e irmandade. Quero acreditar que sim! Mas o que mudará se o velho não morrer?
A cada ditador que cai, milhares de pessoas levantam os olhos porque descruzaram seus braços. Longa e tenebrosa estrada, pois o poder age com a espada do terror.
Estamos na Era do Terror. Se não for assim, a tirania não tem seu poder assegurado. Tudo é ameaçador, muito mais que numa guerra declarada, onde se conhece a farda do inimigo, mas aqui, qualquer um pode ser o inimigo. É assim que aprendemos e é assim que vivemos. Isto acontece em todos os campos da vida humana, desde um núcleo pequeno como a família, até o mais complexo e comprometido como o governo de uma nação.
Cada um se defende como pode diante da ameaça. Alguns preferem se esconder com a máscara da omissão, outros cobiçam o poder e por fim, sobram aqueles que preferem exorcizar o medo incutido em suas mentes. Quero pertencer a este último grupo, pois de diferente forma não conseguiria viver.
Este grupo é o que tem o caminho mais árduo e longo. Mas é o único que liberta. Exige mudança profunda. Exige constante vigilância dos sentidos. Exige grande empenho para mudar uma atitude. É de dentro para fora. É de grande coragem, pois exige uma postura clara e honesta consigo mesmo.
Não há ser humano mais livre e forte que aquele que conhece seus limites e os tenta superar!
Não há ser humano mais livre e forte que aquele que aceita se submeter à ordem que vem de sua consciência superior!
Não há ser humano mais livre e forte que aquele que combate de início o ditador que existe dentro de si, para poder depois levantar os olhos para um ditador externo!
A Nova Era surgirá fruto do trabalho daqueles que não se submetem, mas que buscam a lucidez que os guiará para o futuro.
Aos omissos e tiranos restará apenas um mundo cruzado. Um mundo de braços cruzados e olhos abaixados. Um mundo cinza e enraizado no terror.

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Versão em cinza da obra de Picasso.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Para Meus Filhos


Sei que um dia não estarei mais aqui e como não sei quando será este dia, quero deixar alguns lembretes para vocês, meus filhos. Podem guardá-los numa agenda, afixar na porta da geladeira ou em seus corações. Como quiserem:

1- sempre olhem para os dois lados da rua quando forem atravessá-la. Nunca se sabe quando um desavisado está ao volante;

2- levem consigo um agasalho e um guarda-chuva, pois o tempo pode mudar;

3- tenham sempre algum dinheiro extra na carteira, para eventuais emergências;

4- não andem na rua sozinhos depois da meia noite, pode ser perigoso;

5- não reajam a um assalto. O ladrão tem tanto medo de morrer quanto vocês;

6- paguem sempre suas contas, pois dívidas pesam no bolso e na alma;

7- não temam o mal, pois o bem sempre é mais forte, não por uma questão filosófica, mas porque sua vibração é muito mais rápida;

8- acreditem em seus sonhos. Se assim o fizerem, conseguirão realizá-los;

9- tenham sempre em casa um vaso com flores, alegra a alma e harmoniza o ambiente;
sejam amigos entre si. Eu os tornei irmãos, mas vocês devem se transformar em amigos, para sempre;

11- riam muito, contem piadas ridículas, são as melhores;

12- encontrem-se muitas vezes e falem sobre o que sentem, pensam e desejam para suas vidas e nunca se esqueçam de ouvir;

13- pensem em si, mas lembrem-se que nada se constrói sozinho. Saibam conviver em grupo;

14- não deixem que os maltratem e não maltratem ninguém, não é bom;

15- comam pouco, mastiguem devagar e muitas vezes. Se estiverem com pressa, prefiram uma refeição leve, talvez uma boa vitamina mista batida com iogurte;

16- quando resolverem se casar escolham bons parceiros. Antes de decidirem, vivam com eles grandes dificuldades, quem for companheiro nesta hora, deverá ser o eleito. Cuidado com as paixões;

17- não me julguem, pois só poderão fazê-lo quando passarem por tudo que passei, enfrentarem os desafios que enfrentei, tiverem que fazer escolhas que fiz e souberem o que é ter um filho;

18- cuidado com a inveja, ela engana, pois revela que não estamos bem conosco e não com o outro;

19- quando estiverem juntos, prefiram conversar na cozinha, comendo uma fatia de bolo de milho com manteiga, tomando uma caneca de café com leite, assim é muito mais aconchegante. Afeto não deve faltar entre vocês;

20- quando brigarem digam sempre o que pensam, não escondam nada. A chance de resolverem na hora suas pendências é maior;

21- vivam tudo intensamente e com profundidade. Sintam a felicidade na sua totalidade e quando estiverem tristes chorem até a última lágrima, pois tudo passa, o que fica é o que conseguimos guardar em nosso coração;

22- eu amo vocês.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn



Ilustração: Foto de Cristina Dias. ( https://www.facebook.com/crishelenadias )







quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Fidelidade

Fidelidade.
Palavra bonita, mas o quanto é compreendida?
Eu sei que cada um tem seu repertório de vida e talvez por isso existam infindáveis definições. Posso falar do seu significado para mim, que mudou muitas vezes no decorrer da minha vida e hoje quando penso me vem à mente a imagem do filme ”Sempre ao Seu Lado”: o cão esperando por seu tutor que morreu. Aquele cão não o via mais, mas o que o mantinha ali todos os dias era sua fidelidade. Não uma fidelidade obediente de quem recebeu uma ordem, mas de quem havia firmado o acordo de estar sempre ao lado.
Quando nós, seres humanos, nos referimos ao acordo pensamos naquele de papel assinado, verbalizado, racionalmente claro, no entanto, existe um outro tipo, aquele que ninguém fala, mas que nasce espontaneamente nos corações e que define a relação firmada com o outro. Naturalmente a sua essência se estabelece, sem cobrança, simplesmente permanece, mesmo que o tempo mude as circunstâncias, o acordo vive e guia.
Hoje, fidelidade para mim é este acordo invisível que não muda, mesmo que tudo mude. É a fidelidade do coração puro que não busca algo em troca, não barganha, não impõe, mas permanece vivificando sua origem.
Quem vive este acordo silencioso tem motivos para acreditar que tem algo raro, único, um diamante que o tempo não modifica, não destrói, pois acordo puro de fidelidade entre corações puros e corajosos é eterno.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Poster do filme "Sempre ao seu Lado".

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ô, Coitado!


O coitado, aparentemente, é uma pessoa comum, mas não lhe pergunte como está, pois irá lhe responder com riqueza de detalhes. Seja qual for o assunto, ele sempre será a vítima da história e lhe contará tudo, mas tudo mesmo. Síntese não é seu forte, pelo contrário, gosta de relatar detalhes com toque emocional preponderante. Ele o envolverá em seu enredo e você já cansado de ouvir, mas sem coragem de interromper, lhe dará mais um pouco de atenção. Depois que o tempo se esgotar irá embora, sem lhe perguntar como você está, pois para ele o que importa é ele mesmo.
Geralmente sua saúde não vai bem. Pelo menos é o que diz! Dói aqui, dói ali, mas médico que é bom, nada! Se erra em alguma coisa, logo justifica com “eu não vi, tenho que trocar os óculos”; “mas você não explicou direito!”; “claro que você sabe, não preciso explicar de novo!”; “não tenho tempo para almoçar com você, tenho muito trabalho, sabe como é!?”. E assim por diante ele justifica sua omissão, preguiça, erro, enfim, nunca é o responsável, mas sempre tem um problema na manga para ajudá-lo numa hora em que precise se esquivar e se proteger e você, claro, é que é o errado, o nervoso, sem paciência e o maldoso. Entendeu?
Se não entendeu, posso explicar melhor. O coitado, é aquele que aprendeu que se usar a energia do outro economizará a dele. Aprendeu que se despertar piedade em você, neutralizará sua agressividade. Se tem uma tarefa para realizar, dará um jeito de envolvê-lo, pois tem pouco tempo e logo você o estará ajudando! Nunca tem dinheiro, mas sempre faz suas comprinhas e você se vira como pode sem lhe pedir um centavo, pois afinal, ele não tem dinheiro! É assim que ele economiza a própria força e usa a sua, se fazendo de coitado.
Já está desconfiando em que situação se meteu?
Se pensar direito entenderá tudo, principalmente se começar a desconfiar por que ele, que é o coitado da história, tem sempre energia para o que quer e você anda esvaído. Alguém economiza energia e alguém gasta mais do que deve e este é você, que acredita que o outro pode ser coitado 24 horas por dia (ele também não dorme direito!). Todos os dias! É o coitado de carteira assinada, é o coitado profissional! Você nunca desconfiou? Se não parou pra pensar nisto, realmente está em maus lençóis. Precisa entender a razão de acreditar tanto nestas histórias, pois são apenas histórias, deste nosso Ô, Coitado! Ou melhor, seu!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Ilustração: Gorete Milagres, em seu personagem Filó, ô coitado.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Who Wants To Live Forever?


Quem quer viver para sempre? Com o mesmo corpo físico, mesma personalidade, no mesmo lugar. Para sempre com os mesmos hábitos, defeitos e virtudes. Com o infinito ao seu dispor, com o tempo sem fim trazendo a certeza de que o amanhã existirá, e que terá mais uma chance, mais um pouco de vida sem nunca acabar.
Viver para sempre. Para sempre existir, quem assim quer? É confortável, mas também desesperador, pois nada muda, nada se transforma. O infinito aprisiona a mente que nada quer a não ser mais uma chance.
Somente a vida finita traz a certeza de que o amanhã pode não existir, que só existe o hoje para realizar e  a única chance está no agora. Chance de mudar, reparar, ampliar, aprender, sem adiar.
Mas parece que insistimos em viver como se nunca fôssemos morrer,  morrendo a cada minuto sem nada aprender, esperando que amanhã exista mais uma chance. Adiamos a vida e a perdemos sem desconfiar que a vontade ainda está adormecida esperando que algo a faça despertar. Não percebemos que este despertar é uma vontade de viver para sempre, desta vez não mais no infinito, mas na continuidade do transformar.
Quem quer viver para sempre? Desta vez no tempo finito, mas com o infinito desejo de crescer e se transformar a cada lição aprendida. Iluminar a mente, vencer as dificuldades e assim para sempre viver, sem demora, sem esperar por mais uma chance, pois transforma sua vida em uma chance de melhora.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Obra de Salvador Dali.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um Tempo para Alguém

Tempos difíceis, todos dizem e afirmam. Não há tempo para nada, é só correria!
Assim passamos nossos curtos dias, mergulhados em tarefas e compromissos tentando atingir metas muitas vezes infundadas em nossa verdadeira realidade. Precisamos chegar a algum lugar que não almejamos, mas aprendemos a querer. Loucura total!
Não há tempo para ouvir, esperar, abraçar, refletir. Mas quem determinou isto? Nós mesmos. Por aprendizagem ou escolha, mas nós decidimos viver assim e não percebemos quem está a nossa frente.
Quanto tempo dedicamos a alguém? Precisamos de pouco, mas o suficiente para ouvir, sentir, responder. Geralmente tudo nos passa desapercebido, a não ser que venha como uma bomba através de alguma notícia catastrófica! Estamos perdendo nossa sensibilidade para o simples e verdadeiro.
Todos carentes de gente! Todos carentes de contato, de comprometimento.
Basta um pouco, uma parada, um perguntar “como você está?” Estou certa que a resposta virá! Então é só ouvir, se importar com a história do outro. Não importa que história seja, contanto que seja do outro.
Dedicar um tempo para a solidariedade, para aconchegar, dividir, dar uma opinião, desde que seja sincera e pronto! Está feito! Todos se sentem felizes, quem dá e quem recebe. É fácil, basta querer, basta dar valor ao que é natural e fraterno. Sem esperar recompensa, pois o que vale é se importar com alguém.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Foto da Fundação das Artes de São Caetano do Sul

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pressa Absurda

Passos apressados
Coração acelerado
Respiração curta
Pressa absurda

Para onde vou correndo assim

Não sinto o gosto das coisas
Não enxergo quem está ao meu lado
Tudo parece insuficiente
E por isso corro mais

Preciso chegar primeiro

Não tenho tempo pra respirar
Não tenho tempo pra olhar
Não tenho tempo pra ouvir
Não tenho tempo pra me apaixonar

Assim perdendo meu tempo salto no escuro
E não encontro alguém pra me abraçar

Só assim lembro que não me dou tempo pra construir
Só assim lembro que perco meu tempo fazendo o que meu coração não pede

Meu coração sofre

Pela falta de limite
Pela falta de naturalidade
Pela falta de tempo pra viver

O tempo encurto
O tempo perco
O tempo não recupero
O tempo acelero

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Um Jeito Estranho de Amar


Jeito estranho de amar
Misto de dor e prazer
Alegria e tristeza
Medo e solidão

De tanto amor o desejo de prender é maior
Prender pra não perder
Prender pra não doer

Quanto mais prende
Mais dor sente

Sufoca

Perde

Infinito sofrer

Quem assim ama não entende
Que amor não sente

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

sábado, 17 de julho de 2010

O Tempo Não Cura


O tempo não cura ferida aberta
O cuidado cura

É preciso limpar bem o local machucado
Até que toda sujeira desapareça
Colocar remédio e band-aid

Se for profunda precisará de alguns pontos também
A cicatriz ficará, mas a ferida não

O tempo não cura ferida aberta

Se não for curada infecciona
Cria pus
Aumenta com o tempo
Compromete o organismo
Tudo piora

O tempo não cura ferida aberta
O cuidado cura

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Brasil, Mostra sua Cara!"


Quem pode adivinhar o futuro?
Quem deseja adivinhar o futuro?
Todo aquele que deseja ver seu desejo realizado! É claro!
Em seu livro, Jesus Viveu na Índia, Holger Kersten, teólogo alemão, escreve de maneira primorosa quando se refere às nossas buscas e este trecho destaco aqui para começarmos uma reflexão: “Em todas as religiões as massas estão mais inclinadas à magia, aos milagres e garantias materiais que à essência espiritual, ao ethos. Querem que as coisas aconteçam para eles, não dentro deles.”
Sempre que buscamos heróis para realizarem nossos desejos, na verdade queremos algo para nós e esquecemos a importância daquilo que acontece dentro de nós.
Adivinhações, palpites, torcidas, orações, tudo para descobrir o futuro e garanti-lo, mas em vão. Agora todos sabem que a seleção brasileira não irá disputar a final desta Copa e que o Hexa ficará para mais tarde. E o que vemos como reação imediata? Frustração, raiva e condenação.
Aqueles que eram responsáveis pela realização das nossas expectativas e desejos de mais uma vitória, tornaram-se vilões.
Se a equipe que perdeu tivesse vencido a seleção da Holanda, com certeza seria ovacionada e todos aqueles jogadores seriam grandes heróis, mas como não foi o que aconteceu, os mesmos transformaram-se em traidores do nosso sonho.
Os mesmos! Exatamente os mesmos! De heróis para vilões!
E por que fazemos isto?
Porque queremos que as coisas aconteçam para nós e não dentro de nós, como escreveu Kersten!
Esquecemos que uma seleção revela exatamente os pensamentos, sentimentos e atitudes do povo que representa!
Como lidamos com perdas? Como lidamos com frustrações? Como lidamos com esforço? Como lidamos com medo? Como trabalhamos em equipe?
Parece que o que vimos, foi um espelho de nós mesmos, portanto, condenar, jamais!
Refletir, sim! Tentar entender por que desejamos que alguns nos trouxessem todos os nossos problemas resolvidos, sem que antes os resolvêssemos dentro de nós.
O mais importante agora é não transformar um irmão de pátria em inimigo.
O mais importante agora é não condenar este suposto inimigo para a absolvição de todos nós.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn
 

terça-feira, 29 de junho de 2010

Confiar

Confiar
Fiar
Tecer
Significados que se entrelaçam

Assim como um tecido
Tecemos o encontro

Para tecer é preciso antes fiar
E isto cabe a cada um


Seda
Algodão

Não importa

Atenção e dedicação
É o que importa

Respeitando a fibra
Com delicadeza
E precisão

No encontro
Entrelaçando os fios
Se faz o tecido

Nem meu
Nem seu

Nosso

Sua trama revela

A qualidade do tecido está nos fios
A qualidade dos fios está no fiar
A qualidade do fiar
Mostra a condição do confiar

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 27 de junho de 2010

E Agora?


Agora estou bem
Mas não estava
Não sinto mais dor
Mas senti

Onde estavam aqueles que podiam me ajudar?
Onde estavam aqueles que podiam mudar minha história?
Onde estavam aqueles que diziam me amar?

Agora estou bem
Mas não estava

Quem podia me ajudar disse que fez sua parte
Mas não podia fazer mais

Fazer sua parte não basta
Todos precisam fazer sua parte

Apanhei
Chorei
Senti medo
Fugi

Mandaram-me de volta

Apanhei
Chorei
Senti medo
Morri

Onde estavam aqueles que deviam me ajudar?
Onde estavam aqueles que deviam acreditar em mim?

Agora não sinto mais dor
Agora não sinto mais medo

Mas e agora?

Até quando iguais a mim terão que pagar pelos erros de todos?

Fazer sua parte não basta
Todos precisam fazer sua parte

E agora?

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Saudade


Saudade

É como a onda do mar
Às vezes vem forte e derruba
Às vezes é suave e apenas toca

Saudade

Saudade de quem se ama
Saudade por quem se espera

Saudade

É uma alegria que está na memória
E uma vontade de ter perto
Quem não está

                             © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Fogão à Lenha da Minha Avó



Observando uma fogueira lembrei-me de minha avó, baba Anna. A chama robusta, sua cor, o estalar da lenha, seu cheiro característico. Tudo me trouxe de volta aquela mulher pequena na estatura, mas imensa em sua sabedoria e coração.
Lembrei-me do seu fogão à lenha e de suas panelas de ferro a cozinhar o alimento, que preparava com atenção e presteza. Minha querida baba Anna, quanta saudade! Saudade das histórias que contava para meu irmão e eu antes de dormirmos. Era expressiva e entusiasmada, sua voz era sempre suave e firme ao mesmo tempo.
Ela era ímpar. Sabia preparar boas conservas. Plantava, bordava, manejava o tear com precisão. Conhecia a natureza do dinheiro. Cantava, orava, abençoava. Soube defender a vida de seus filhos dos horrores da guerra até migrar da Ucrânia para o Brasil. Era carinhosa e ao mesmo tempo austera quando cobrava perfeição.
Incansável, dormia pouco e trabalhava muito. Sempre ao lado de meu avô, parecia que as dificuldades não a incomodavam, pois não reclamava, apenas trabalhava. Quanta saudade eu sinto da minha baba Anna!
Queria tê-la ao meu lado, ouvi-la novamente, sentir seu afeto e seu abraço. Quanta falta isso faz! Quanta falta uma verdadeira mulher faz num lar! É ela que mantém este lar aquecido e aconchegante. É ela que mantém a união. É ela que cuida da vida! É ela uma sacerdotisa a preservar o fogo que transforma  e mantém a vida por todo o tempo!
Foi o fogo que a me fez lembrar e aos poucos fui percebendo o quanto ela havia me influenciado com suas atitudes. Foi com ela que aprendi a gostar das flores e da terra. Foi com ela que aprendi a bordar observando-a com seus tapetes de sacos de batata. Foi com ela que aprendi a cantar, orar, lutar, abraçar. Foi com ela que aprendi como é ser uma verdadeira sacerdotisa, uma verdadeira mulher.
Minha querida baba Anna, como eu ficaria feliz ao senti-la novamente perto! Guardo sua foto, a cruz que deu para meu batismo. Guardo seu sorriso e seu brilho no olhar. Guardo-a em meu coração. Guardo-a em minha memória para que me guie nesta difícil tarefa de ser mulher. Sinto-me feliz por tê-la como um exemplo de força feminina.
O tempo passa e a consciência de sua importância em minha vida aumenta, alegrando-me a alma e despertando uma profunda vontade de ser como ela, uma sacerdotisa, uma verdadeira mulher.
Sinto-me feliz, em ter seu sangue em meu sangue, seu coração em meu coração!

       © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 23 de maio de 2010

Para os Meninos que Sonham


ABA/São Bernardo do Campo - sub-13 / 2010
Metodista / 2011













São Caetano - sub-16 / 2013


Meninos que jogam
Meninos que competem

Competir não basta
É preciso vencer

Vencer o adversário
Vencer o medo
Vencer a dor
Vencer o cansaço
Vencer a pressão

Vencer com ética
Vencer com técnica
Agilidade
Concentração

Vencer não basta
É preciso vencer a si mesmo
Aprender a vencer de tanto perder

Perder
Vencer

Só existe uma vitória
Vitória de cumprir um sonho

Com honra
Com paixão
Com a alegria de um menino

Meninos corajosos
Meninos que vivem seu sonho
Jogar basquete

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn


Ilustração: acervo pessoal

terça-feira, 4 de maio de 2010

Eu Sou Rei

Eu Sou Rei
Eu Sou dono do meu poder
Eu Sou soberano em minha vida
Eu e minha vontade somos um
Eu quero
Eu posso
Eu venço
Eu julgo
Eu não me responsabilizo
Eu Sou
Nada pode me ferir
Faço tudo para me defender
Alcanço o poder
Para mais poder ter
Nada me atinge
A não ser um único bem
A Lei
Quando tenho que arcar com as consequências
Meu poder treme
Eu sofro
Mas não aprendo
Até a Lei me julgar
E me devolver o que criei
Minha coroa cai
E tenho que começar de onde parei
Meu olhar tenho que levantar
E enxergar mais do que posso criar
Minha criação não posso dividir
Meu reinado é só meu
E por isso cai
Pela falência de meu poder
Sofro
Mas tenho que renascer
Tenho que compreender a vida além de mim
Tenho que compreender que Sou Rei
Prisioneiro de mim


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 2 de maio de 2010

Cachorro Manso

Por que a docilidade é tratada como inferioridade?
Por que a mansidão é vista como fraqueza?
Desrespeitada,
Como um cachorro manso que recebe chutes e maus tratos.
É preciso sempre mostrar os dentes para ser respeitado?
Como cachorro bravo que ninguém ousa enfrentar?
Assim deve ser o manso?
Que mundo é este?
Onde todos reclamam da violência,
Mas não sabem ser mansos.
Mansidão não é fraqueza,
É mansidão.
Violência é fraqueza.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mãe


Quando seu ventre cresce e ela sente o primeiro fisgar e depois os movimentos cada vez mais definidos, percebe que dentro dela traz alguém, que não sabe como é seu rosto, mas que ama com toda a força de seu coração.
Uma mulher que até então não conhecia de fato o sentido de pertencer ao gênero feminino, compreende que Deus atua nela através de seu poder criador de ser mulher. Tudo caminha seguindo os desígnios da natureza e ela participa de maneira essencial. Muitos sentimentos experimenta. Medos de falhar a assombram, mas ela continua a desempenhar seu papel de mulher.
Quando finalmente pode segurar em seus braços aquele que gestava, mais sentimentos surgem. Ainda não sabe o que a espera, mas a natureza a preparou para esta tarefa que terá que realizar. De mulher em potencial ela se torna cúmplice da Criação e seu destino se define para sempre. Será mantenedora da vida e para isto direcionará sua ação como guerreira amorosa e atenta.
Mulher mãe, tarefa que a torna melhor, pois terá que aprender muito, para permitir que seu filho cresça bem. Terá que se modificar para não impedir que seu filho seja feliz. Terá que se transformar para que seu filho se transforme. E assim a menina, moça, mulher, mãe se torna. Será mais sábia, mais guerreira. Conhecerá o tamanho e a forma do amor incondicional.
É assim, que uma mulher se coloca mais perto de Deus.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn



Amigo


Ele é meu amigo
Poucas vezes o encontro
Mas muitas vezes sinto sua presença

É alegre
Misterioso também
Fala pouco
Mas quando fala eu o entendo
Ele me entende

Está sempre presente quando preciso de um amigo

Um amigo assim é sinal de sorte

Boa sorte

Um amigo que o vento não leva
Que o coração identifica e se alegra

Um amigo que chega silencioso
Trazendo em suas mãos o acolhimento
A paz que muitas vezes não consigo sentir

Mas com ele posso acreditar

Que a paz existe
Lá no fundo do coração

A aquecer o coração do meu amigo
A aquecer o meu coração
Quando nossos corações se reconhecem

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Sol Oculto


o sol que se mostra
o sol que se oculta
qual deles devo mirar?

quando a escuridão perturba meu pensar
quando a confusão espanta meu andar
não sei para onde olhar

mas meu instinto
nutre meu coração
e me orienta

diz que não há motivo para confusão
se o olhar atender ao chamado do altar
que mostra o mundo manifesto a borbulhar
no ferver do caldeirão
a transformar o que bruto estava em alimento que nutre

ao me alimentar desse guisado
meu olhar não se confunde mais
olha para o alto
e enxerga
o que oculto estava a brilhar no escuro

revelando

o confuso nada mais é
que um olhar para o manifesto
sem a percepção da luz solar

mas obscuro o sol oculto permanecerá
enquanto o olhar rígido e confuso ocultar
o que rege tudo
o que mantém o caldeirão a borbulhar
formando o guisado
que alimenta o andar

                                                     © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 6 de abril de 2010

Olhe Bem


Parando um pouco com as atribulações do dia e olhando em volta, pude reparar em algo que sempre foi evidente, mas ainda não tinha me dado conta: o quanto somos todos pobres e ricos ao mesmo tempo.
Você pode pensar que não é bem assim, mas se olhar melhor verá que tenho razão. Uns, com as reservas financeiras lá no pé, invejando quem não sabe mais onde enfiar seu dinheiro e como gastá-lo, pois o excesso sempre pede por escoamento! Por sua vez, estes, também sentem inveja, pois não conseguem sentir prazer em coisas simples como o outro que com pouco tem maior satisfação! Esta balança parece desnivelada, mas não está! Ela se mantém neutralizada pela lei da polaridade, que nos mostra que tudo o que está num extremo, tem seu oposto em outro extremo. Quem está rico externamente, mostra pobreza interna e quem está rico internamente está pobre externamente. Portanto, estamos todos no mesmo barco e ninguém pode dizer que está pior ou melhor, tudo depende do ponto de vista.
Também não se defende aqui a pobreza para sentir felicidade. O que quero dizer é que quando temos dificuldades pensamos que se estivéssemos em pólo oposto estaríamos melhor, mas na verdade isto não garante felicidade, mas nos mostra que estamos em desequilíbrio e precisamos resolver o que nos falta para atingirmos o caminho do meio, a Lei, onde temos em equilíbrio os extremos. Onde riqueza externa reflete riqueza interna e isto não se refere exclusivamente a bens materiais, mas à suficiência para se integrar ao tudo e ao todo e fazer parte. Ser um que se soma, se integra, colabora com a evolução.
Parece que fomos feitos para buscar estímulo e motivo para usar sempre os recursos internos já desenvolvidos e desenvolver aqueles ainda em estado de embrião. Modificar erros de abordagem e constatar escolhas corretas. E tudo ocorre neste palco que chamamos vida.
Hora pra cá, hora pra lá. O pêndulo da vida nos imprime um ritmo, que só os mais sábios sabem evitar, mas como não estamos aqui nos incluindo nesta espécie de pessoas, vamos seguindo nossa rota até alcançarmos sabedoria suficiente para sermos donos de nosso próprio destino.
Voltando para a pobreza e riqueza, podemos concluir que todos somos pobres em alguma coisa e ricos em outra. Ninguém aqui pode invejar, vangloriar-se, sentir-se seguro demais ou perdido, sem saída. Cada um tem seu quinhão de sabedoria e ignorância. Os meios e as circunstâncias nos revelam o que temos para aprimorar e o que podemos usar como ferramenta para evoluir e apurar nossa função nesta coisa que chamamos sociedade, cada vez mais atrapalhada na colheita de suas próprias escolhas.
Portanto, sem perder tempo com a inveja, cada qual que levante suas mangas e trabalhe por si, para poder ser alguém melhor, pelo menos, para servir de exemplo. Já é um bom começo!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

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