DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Com a Cara Grudada no Umbigo


Você conhece alguém que tem a cara grudada no umbigo? Eu conheço!
Ele não é estranho não, se é que imaginou que fosse! É um sujeito comum, bem mais comum do que pode pensar. Aliás, é o que mais tem!
Ele costuma avaliar o que está ao seu redor a partir de uma visão, a sua. Tudo é como pensa, acredita e sente. Seus valores se baseiam nas próprias opiniões e por isso seu julgamento é unilateral, porque, lembre-se, ele tem a cara grudada no umbigo! De nada adiantará você argumentar, tentar mostrar que não é bem assim como ele diz. Sua opinião será a que lhe convier ou melhor, a que enxerga. Você pode se esforçar o máximo (não se esforce tanto), adiantará muito pouco, pois o sujeito dará um jeito de reverter tudo para o seu umbigo e assim você ficará com a sensação de que fala com uma parede. E fala!
Desista ou melhor, assuma que está diante de um cidadão que tem a cara grudada no umbigo. Que compreende a vida a partir de sua restrita observação. Que seu ego é do tamanho de um trem e que por isso não enxerga muito longe. Não se atrapalhe com ele, deixo-o como está. Se ocupe de outras coisas, fale com quem o escuta de verdade. Não gaste energia mais do que deve. Evite sentir-se um zero à esquerda perto dele, pois a frustração de não ser ouvido pode fazê-lo acreditar que não tem importância. Nada disso! É só um jogo. Uma forma de viver a vida, sempre se esquivando do que incomoda. Desta forma ele não cresce, mas é uma opção! Não deve ser a sua, se quiser viver mais amplo.
Estar em grupo é poder tolerar diferenças que às vezes geram danos, eu sei, mas é melhor conseguir conviver com estes sujeitos que tem a cara grudada no umbigo e não desistir de si mesmo, pelo cansaço que podem causar. Não desistir do seu próprio plano de vida  e investir com atenção na sua evolução, que também é chamada felicidade.
A natureza não dá saltos e por isso dê uma trégua  e deixe que cada um decida como quer viver. Siga em frente driblando sujeitos que tem a cara grudada no umbigo, porque a vida é muito mais que tudo isso que encontramos pelo caminho. É muito mais que essa Torre de Babel de cada dia dos nossos dias.
Boa sorte pra ti que eu vou tentando daqui!
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sexta-feira, 20 de maio de 2016

O Câncer Nos Braços da Mãe

foto da Internet

Não há nada mais impactante que receber a notícia de um câncer, especialmente quando se trata de seu filho. Não quero me aprofundar na questão do que isto significa para o paciente e o quão forte é para ele a vivência da luta pela vida, especialmente se não estiver na infância, pois parece que as crianças tratam com mais leveza este desafio. Quero aqui mergulhar na posição da mãe.
Quando nos defrontamos com mais esta lição da vida, todos naturalmente se voltam para aquele que vive a doença, mas muitas vezes a mãe que está junto, não recebe os cuidados como precisa.
Nós mães nos colocamos em posição de luta sem limites, fazemos tudo o que está ao nosso alcance, damos nosso tempo e energia para que o filho consiga vencer todos os desafios que encontra neste caminho, tão estreito e difícil. A angústia, o medo, a insegurança e a necessidade de confiar no médico e sua equipe são inevitáveis e intransferíveis. Igualmente importantes são a esperança, fé, coragem e tenacidade. E tudo isso é vivido pela mãe também, que muitas vezes não se atenta para si, só quer lutar e vencer com seu filho.
Nem sempre recebemos o apoio e cuidados que merecemos. Nem sempre há sensibilidade e habilidade à disposição para o amparo. Nem sempre desconfiamos que podemos adoecer pelo desgaste físico, mental e emocional que vivemos, por tempo às vezes longo demais para nossa vontade. Só queremos ver nosso filho à salvo. Só queremos que ele consiga absorver uma das maiores lições da vida que uma doença pode nos dar.
Vida! Sim, vida, pois o câncer nos mostra claramente a importância de cuidarmos do nosso corpo, das nossas emoções, ações, pensamentos, ambiente, relações. Nos mostra a amplitude de nossa força, fragilidade e o quanto a vida é o maior bem que temos.
Deixar a vida passar sem nada acrescentar de importante é não lhe dar a devida atenção. Deixar a vida passar vivendo-a no automatismo da rotina é não saber o quanto temos a aprender.
Viver junto ao filho todas as emoções e desafios que uma doença deste porte pode nos dar é lutar como mulher, que recebe da natureza a incumbência de conduzir e manter a vida protegida. Quando nos tornamos mães sabemos bem lá no fundo do nosso coração o que isto significa e é este coração que sofre a agressão pungente e nos faz reagir instintivamente defendendo uma função que pela vida temos que realizar.
Por tudo, peço por atenção e cuidado às mães guerreiras, para que a luta não seja solitária. Somos feitas de carne, ossos, nervos, emoções e nossos limites como seres humanos são reais, mesmo que não nos importemos com isso. Pela urgência dos fatos podemos não nos dar a necessária atenção e, inclusive por isso, precisamos de apoio, pois o combate é forte.
Sei que sairemos melhores disso, mas a solidariedade faz toda diferença nesta trilha que chamamos vida.
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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Teu Ronronar


deita no meu colo
me aquece
teu ronronar
me faz sonhar
em paz fica minha alma
ao te afagar





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terça-feira, 29 de março de 2016

Reclama!


Quem reclama repetidamente, clama repetidamente. Quem clama repetidamente busca alguém que resolva sua queixa. A matemática é simples.
Quem reclama parece que está fazendo alguma coisa, mas na verdade não está! Parece, mas só parece!
Comece a observar como você se sente quando reclama e como está sua vontade para dobrar as mangas e fazer algo por aquilo que o aflige. Aposto que a vontade de agir é nula e a esperança de que alguém se sensibilize por você e faça algo é grande. É ou não é?
Pois então, é aí que reside o núcleo da questão! Se deseja que algo realmente mude, terá que fazer por isso.
Se quer ver diferença naquilo que o incomoda precisará mudar a situação. É como numa partida de xadrez, quando mover uma peça dará um curso ao jogo e dependendo da jogada que escolher poderá mudar totalmente a situação. Se quer mudança, terá que agir para provocá-la. Não adiantará esperar por alguém para dar uma solução. Ele pode não vir e você correrá o risco de perder muito tempo nesta sua preciosa vida e tempo não é para se perder!
No começo a empreitada pode parecer grande demais, afinal os nossos problemas sempre nos parecem maiores do que são, pois estamos neles e se soubéssemos resolvê-los não seriam problemas. Não é?
Nem tudo está perdido! Se começar de onde está, com pequenos movimentos até que tome força e vá ampliando sua zona de ação, eu aposto que logo deixará de reclamar, porque agir na direção de uma solução dá uma enorme satisfação! Acredite em mim, traz um alívio bem maior que aquele que você sente quando compra um mimo pra si em desespero de causa!
Acha que muita gente é egoísta? Então comece a perguntar para quem está à sua volta como ele está. Diga um "bom dia", de coração. Ajude no jantar de hoje. Apresente uma solução para o cafezinho da tarde na empresa em que trabalha. Seja voluntário num lugar onde precisam de calor humano. Seja você um egoísta a menos! Faça você o que deseja ver realizado! Do micro pro macro, simples assim.
Se cada um fizer no seu ambiente o que deseja ver de melhor, aposto que muita coisa melhorará pela ação individual, sem buscar salvadores da pátria, pois afinal, já atingimos a maioridade ou não? Será que ainda precisamos ser tutelados e levados pela mão até onde queremos? Não acredito nisso ou pelo menos, não quero acreditar!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn





 


 
 

domingo, 13 de março de 2016

Tédio



a homogeneidade
é tão plana
tão previsível

que

entedia!




 

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Texto também no meu canal do YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=IoxsRtPdqr4

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Love You


Não existe combinação melhor que arroz com feijão, café com leite, sorvete com chantilly e mulher insegura com homem covarde!
Sim, mulher insegura com homem covarde! Quando formam um casal não faltarão raios e trovões nesta relação. Ela o controlará nos seus mínimos passos, será ciumenta, e ele a obedecerá, pois mesmo que não demonstre sua covardia, pensa como um covarde ou seja, tentará a todo custo salvar sua pele e acatará as ordens recebidas.
Se você for um amigo em comum deles, é melhor elogiá-los como um casal ideal, mesmo que não pense assim, é melhor não cutucar a onça com a vara curta, pois ambos podem até se queixar do outro nos seus ouvidos, mas ao se verem ameaçados, imediatamente se protegerão, preservando a relação, podendo até se voltar contra você se resolverem colocá-lo na posição de perigo. Costumam manter um pacto não verbal de preservação e para isto defenderão sua união.
Defendem-se, pois lá no fundo precisam um do outro. Ela, pela insegurança, sente-se forte quando controla e ele, sendo um covarde, precisa de alguém que lhe dê ordens para não correr o risco de "errar". Mas não se engane, este sujeito não merece confiança, poderá na frente dela aceitar o controle, mas por trás, dará suas investidas no que lhe convier. Afinal, um covarde é especialista em fazer pelas costas!
Tudo permanece igual, até que alguém enjoe da brincadeira e resolva crescer. Aí a encrenca é grande, pois a outra parte, se não quiser evoluir, fará todos os esforços para manter o status quo da relação e assim a briga fica boa de assistir! Por isso, pelo trabalho que dá, esta luta não costuma acontecer de forma espontânea. É muito confortável estar sob a guarda de alguém. No entanto, às vezes a vida dá uns cutucões pra ver se crescem, gerando desconfortos e situações inesperadas, mas eles são fortes o suficiente para resistir às mais intensas tempestades e podem continuar juntos, quase simbióticos. Ela dormindo com seu vestido de noiva, para não ser esquecida como "a eterna noiva" e ele ficará ao seu lado, guardando-a, como a si mesmo.
Duvido que alguém consiga interferir nesta relação! A mútua dependência mantém o reino sob guarda permanente!
E salve-se quem puder!
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Vambora!

O leviano escreve livro para infância.
O tolo se torna influenciador de opinião.
O mentiroso vende afirmando que usa em casa.
O amigo se torna inimigo, porque mudaram seus interesses.
O representante comercial da editora se diz contador de histórias.
O da lei pensa que pode transgredir a lei.
Meu gato apanha da minha gata.
A cinquentona ainda dorme com seu vestido de noiva, já amarelado.
Meu primeiro namorado não consigo mais reconhecer.
O médico faltou na aula de ética.
O psicólogo desequilibrado se diz psicoterapeuta.
O psiquiatra não consegue dormir uma noite em paz.
Meu vizinho me acha estranha.
E eu lavo louça do jantar todas as noites, para não ter que de manhã olhar para sujeira do dia anterior.



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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Não Sou da Paz

Não sou da paz, sou da guerra. Meu mundo é dual, onde o bem e o mal se defrontam em todos os tempos para que eu possa distinguir a verdade da ilusão, crescer.
Sou da guerra, não sou da paz, porque um guerreiro se faz na guerra e na paz descansa. Não sou anjo, maga ou sábia, sou guerreira e minha espada tenho sempre comigo; mas somente a mantenho desembainhada quando preciso for, nunca de maneira diferente.
Fortalece-me a luta, o desafio, a injustiça. Tudo isto tenho como matéria prima para minha vontade enaltecer, pois assim como a espada, minha alma é forjada no fogo sob pressão de batidas vigorosas.
A paz efêmera não me atrai, a justiça sim, me chama para si. Sou do fogo, do embate, da vitória justa sobre a inércia, a ignorância, o vil, o pacífico ilusório, o elo vampiresco ou aparência "ouro de tolo".
O mundo externo não me interessa, é uma sala de espelhos, que confunde quem mantém seu olhar preso no reflexo, sem perceber o ponto de origem. Quero ir mais fundo na caverna que me mostra onde a escada está. Aquela que me levará para o topo, a saída, a luz com a qual sonho todas as noites, para saber da sua natureza e por fim, encontrá-la. 
Sou da guerra, não sou da paz e por isso nada lhe desejo, mas ficaria feliz se o visse, por esforço próprio, construir sua felicidade, vencer sua ignorância e brilhar. Não me veria só, estaria em boa companhia, repleta de calor que aqueceria  meu coração guerreiro e esperançoso, pois mesmo sabendo que meu mundo não é de paz, sei que a posso encontrar, mas pelo lado de dentro e por isso sigo na guerra a forjar minha alma, sem motivos para reclamar, pois tenho aos meus pés o que preciso para conseguir. Passo a passo, de batalha em batalha, hei de construir a paz que acredito existir e almejo. Paz que não está no mundo em que estou, mas que nele posso construir a verdadeira, a profunda paz!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Pouco Importa

quando o que nos une é atemporal
o tempo pouco importa

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

"Olhai os Lírios do Campo"

Quando era criança, talvez com meus 6 anos, estava no muro de casa observando umas meninas que colhiam flores silvestres bem perto dali. Olhei para elas e para meu jardim, várias vezes. Via em suas mãos flores bonitas, mas bem simples e pequenas, enquanto em meu jardim haviam inúmeros lírios brancos e bem graúdos. Minha mãe os cultivava com muito esmero, eram seu xodó! No meu pensar, conclui que eu no privilégio de ter flores tão belas e elas algumas muito simples deveria compartilhar daquela beleza que tinha! Não esperei um minuto e chamei-as, colhi alguns lírios e dei. Neste exato momento minha mãe viu o que tinha feito e imediatamente chamou para dentro de casa. Levei uma das maiores sovas naquele dia! Ela estava furiosa, por eu ter colhido seus lírios! Dizia em voz alta que nunca mais eu deveria repetir o que fiz! Com medo dela acabar comigo ali mesmo, jurei que não faria mais aquilo! E foi assim que me livrei do peso de sua mão! Mas eu menti e menti muito! Dei uma de Galileu! Menti para salvar minha pele, porque jamais deixei de fazer o que fiz. É de minha natureza compartilhar o que gosto, o belo e o que considero bom. Quero repartir o que penso e aprendo, por isso escrevo. Menti para poder continuar a ser quem sou, pois é de suma importância fazer aquilo que permite a alma vir à tona para se realizar!
O que faz sua alma vir à tona? Sabe? Se não sabe, descubra, pois não há tempo a perder. E se já sabe, faça, pois não há tempo a perder também!
O que faz minha alma vir à tona, manifestar-se e aprender cada vez mais são a arte e o belo. Pode ser através da dança, literatura, pintura, escrita, música, teatro, canto, rendas no artesanato, belas flores, minhas adoradas árvores, meus gatos, som das ondas do mar (à noite de preferência). Mas tudo deve ser compartilhado, caso contrário minha alma fica pequenina, presa, infeliz, reclamona, pois quer vir à tona e respirar! Viver na mais forte intensidade que puder, pois por menos é triste e nublado.
Tenho hoje os lírios brancos como um símbolo pessoal de resistência e fidelidade ao próprio coração.
Sempre que olho um lírio branco  lembro-me daquele dia em que fui colocada à prova e passei com louvor, pois me doeria mais me deixar dominar pelo que o outro manifestava de pior em si do que resistir. Suportei as dores do corpo para poder proteger o que tenho de sagrado, minha alma.
Viva o que faz sua alma crescer e se manifestar, não se deixe intimidar por nada neste mundo, seja fiel a si! Não traia sua natureza, mesmo que tenha que ser um Galileu, para proteger o que tem de melhor!
Um forte abraço, de alma para alma!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Eu

nem você
nem ninguém
 quero a cama só pra mim!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Bata na Porta

Se for do bem,
entre.
Se for do mal,
não conseguirá!

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Novelo de Lã



Cuidar do filho é como enrolar um novelo de lã.
Há que ser com cuidado, com ritmo e atenção, para não emaranhar, não romper o fio.
Há que ser com paciência, para não abandonar a tarefa.
Há que ser com delicadeza, para não machucar as mãos.
Há que ser com alegria, para não perder o entusiasmo.
Depois de todo o novelo enrolado pode-se tricotar o que a lã permitir.
Será preciso respeitar a natureza do fio, com esmero e amor.
Há muito trabalho para o ponto não estragar!
Toda dedicação é recompensada com malha boa e resistente,
que não se desfaz num puxar vigoroso.
Mas permanece a aquecer o coração, de quem com o coração, colocou suas mãos no trabalhar.


© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sábado, 24 de outubro de 2015

É de Leão


Meu coração é de leão
É de leão meu coração

É alegre
É de leão

É grandão
Meu coração

É de leão meu coração
Tem coragem de montão

Tem juba
Tem garra
Tem dentão
E bocarra

Ruge forte
Meu coração

Meu coração
É de leão

É de leão meu coração
Tem coragem de montão

Não foge meu coração
Meu coração é de leão



* Voz de Ala Voloshyn
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Bons Companheiros


Quem são os companheiros?  São os amigos especiais? Não existem amigos especiais! Verdadeiros amigos já são especiais, não é preciso classifica-los numa categoria.
Como você define um amigo?
Sem fazer grande lista de características eu defino numa só tacada. Ou o sujeito vibra numa frequência harmônica com a minha ou não. E isto não é difícil de perceber. A tal da afinidade, facilidade de comunicação, mutuo entendimento e ausência de vergonha de ser sincero, já demonstram haver harmonia.
É uma amizade produtiva, ou seja, se eu quiser fazer algo bem feito com alguém terá que ser com este companheiro, pois se for diferente, será penoso, demorado, desencontrado e se sair algum resultado será deficiente.
É uma amizade que não tem prazo de validade. Podemos nos ver de tempos em tempos, que não nos faltará assunto e muito menos alegria no encontro.
Como estamos em ressonância, mesmo sem receber notícias, sentimos quando o amigo não está bem e de repente dá vontade de telefonar ou teclar um punhado de palavras no computador e lhe enviar uma mensagem.
Não pensamos da mesma maneira em tudo, mas nos complementamos e por isso a relação se torna criativa e benéfica.
Quando nos desentendemos, podem passar anos, mas em algum momento nos encontraremos para esclarecer o desentendimento, só pra que tudo fique em paz.
Tenho amigos companheiros que enchem meu coração de alegria por saber que existem, estando perto ou não. É uma amizade que, mesmo que tenhamos conversado  por pouco tempo, o impacto do contato é tão grande e importante que dura para sempre.
É muito bom ter amigos companheiros! Mas percebo que o amadurecimento é um grande aliado nesta relação, pois muitas vezes só com o passar do tempo surge a consciência da importância de uma pessoa em nossa vida e quando isto acontece, é melhor não deixar passar um segundo e demonstrar o tamanho da felicidade que se tem pelo seu companheirismo. 
A Vida é cheia de desafios, por isso cada um de nós recebe uma porção de bons amigos companheiros! A Vida é justa e sabia, ninguém está sozinho nesta caminhada! Que bom que seja assim!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Espera

 esperei tanto pelo príncipe
que dormi demais
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sábado, 12 de setembro de 2015

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Perdi o Medo

 
quando decidi viver integralmente minha vida
perdi o medo da morte
 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

domingo, 6 de setembro de 2015

O Mal

O mal quando quiser atingi-lo, o fará pelo que é fraco em ti.
Não se demore em cuidar de suas fraquezas.
Evite ser pego de surpresa.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Minha Vizinha


Chegando em casa lá pelas 17hs, estacionei o carro e lembrei que estava devendo o telefone de um médico para Maria, minha vizinha. Toquei sua campainha, sem demora ela atendeu e pela primeira vez me convidou para entrar. Aceitei o convite e entrei. Logo exclamei: nossa, Maria, como sua casa é bonita! Ela meio encabulada agradeceu. Sentamos no sofá e a conversa começou. Depois de alguns minutos Maria me convidou para um café e lá fomos nós para a cozinha (também bonita) e continuamos nossa conversa.
Ela me contou tanta coisa sobre sua vida que eu não sabia e eu, claro, também contei sobre mim questões que ela não conhecia. Rimos, choramos, refletimos sobre alguns assuntos, trocamos ideias, nos apoiamos. Quando nos demos conta já havia passado quatro horas e nem sentimos o tempo passar!
Quantas vezes você já conversou com um vizinho? Quanto sabe sobre sua vida? Quantas vezes lhe deu um 'bom dia' ou parou na calçada pra jogar conversa fora, pra ouvir um lamento, fazer uma piada ou reclamar de algo que acontece em sua cidade ou na rua em que moram?
Sempre damos a mesma desculpa: o tempo corrido! Mas o tempo não corre, nós é que corremos e assim perdemos boas oportunidades de troca com o outro, que se pararmos pra prestar atenção, nossas histórias e conflitos não são muito diferentes. Podemos ter diferenças de personalidade, classe social, crenças, mas somos todos seres humanos e a nossa trilha como humanidade é a mesma e cada um de nós sempre tem uma boa história pra contar, uma necessidade, uma dor ou uma alegria a compartilhar. No final das contas precisamos uns dos outros e não há nada melhor que tomar um café com a vizinha e saber dela e se deixar conhecer! As prioridades nós escolhemos e é melhor escolher o que nos desperta felicidade, pois o tempo não corre, mas passa. E de verdade não existe o Eu, somente o Nós!
Não preciso dizer que já combinamos outro café e assim a vida segue mais leve com seus constantes desafios e glórias.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Meu Paipai


Em agosto comemoramos o Dia dos Pais e eu não vou perder esta chance de falar um pouquinho sobre eles. 
As mães por tradição e características femininas sempre estiveram mais envolvidas com seus filhos, mas o pai tem importância nesta relação que é bom ressaltar, tanto para o filho como para a mãe.
Ele pode ser um pai presente como não. Pode ter aceito com alegria o nascimento de seu filho ou tê-lo rejeitado. Pode estar vivo ou já ter virado anjo. Pode estar de bem com a mãe como não querer vê-la nem pelas costas. Pode ser rico ou um duro. Pode ser o que for, sempre terá sua importância. 
Para o filho ter um pai do tipo paipai, meio herói, meio palhaço, meio feliz ou meio triste, enfim, um ser humano que o ama é de fundamental importância para seu desenvolvimento.
Para a mulher é de igual importância ter um companheiro, perto ou longe, mas que ela possa confiar seu filho a ele e poder contar com ele. Toda mulher sente-se segura quando sabe que seu filho  é amado por aquele que fez parte de sua vinda a esta vida. Quando este amor é negado, por mais que ela não admita ou não queira admitir, sente-se ferida lá bem no fundo do seu coração e torna-se uma leoa a proteger seu filho para poder poupá-lo.
Na verdade, só quero dizer que mesmo que você rejeite seu filho, que não quis conhecê-lo, que  por algum motivo o abandonou sempre será seu pai. Sua importância não pode ser negada, mesmo se comparado àquele que acolheu e ama seu filho, pois por amor ou não, você possibilitou a vinda de um ser humano a esta vida, que cumprirá uma história como puder e quiser e saberá em algum momento que só temos um bem maior, que é a chance de viver e evoluir com todas as alegrias e dores que fazem parte desta trajetória que no fundo do fundo sempre é por amor, mesmo que não tenha sido expresso, pois onde há vida há amor.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Palavras são Sementes


Van Gogh. Semeur au soleil couchant
Palavras são como sementes. Quando caem em solo fértil germinam e dão vida para o que foram criadas. Podem ser belas flores ou ervas daninhas, tudo depende da sua natureza.
Usamos as palavras para tudo: escrever, conversar, discutir ideias, elaborar planos. Enfim, são meios de comunicação, meios para chegar ao outro com intenção. Fazem parte do nosso cotidiano e por isso, na maioria das vezes, não nos apercebemos de sua importância ou seja, do que podem provocar.
Facilmente soltamos a língua na segurança e crença de que temos a maior razão. Costumo dizer que segurança demais, sem reflexão, leva ao erro, tanto quanto a insegurança, sempre há uma distorção na percepção. Particularmente tenho mais receio dos que se consideram donos da verdade, pois não medem suas palavras e assim não percebem seu erro e cometem influências como semeadores. Se o solo for propício ou seja, se a mente for receptiva àquele conteúdo o estrago pode ser feito e nem sempre é percebido naquele exato momento, irá se manifestar tempos depois, quando houver circunstância favorável para isto.
Insisto sempre em dizer que um mínimo de sensibilidade, paciência e discernimento são fundamentais para não plantarmos sementes danosas na mente do outro. Sementes de desalento, descrença, baixa autoestima, raiva, mágoa, ciúme, tristeza ou seja, tudo aquilo que desarmoniza, que empobrece a esperança e vitalidade.
Quando falo de esperança, não quero dizer esperar por algo, mas acreditar que em momento maduro se concretizará aquilo pelo que se trabalha. E isto ninguém tem o direito de anular.
A única coisa que estou ressaltando com o que escrevo é simples: tenhamos mais cuidado com nossas palavras, com o que dizemos, pois se o solo for fértil e absorver más sementes causaremos danos, mas se as sementes forem boas, poderemos contribuir com a evolução de alguém.
Como não somos adivinhos, nem é aqui a minha proposta, pensei em algo que talvez ajude. Sempre que tivermos algo em mente para dizer,  pensemos antes como seria nossa reação ou sentimento se ouvíssemos aquilo que queremos dizer. Se houver dúvida em relação ao bom resultado é melhor se calar, mesmo que nosso ego queira ferir ou ajudar com uma palavra. Paciência e reflexão, pois segurar a língua atrás dos dentes em alguns casos pode ser uma sábia decisão.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Quem Ama Cuida. Cuida?

Quem ama cuida. Eita frase chavão! O que mais se ouve são frases de efeito, mas quando a corda aperta no pescoço e o ar falta é hora exata de saber o que realmente tem valor e o que não passa de palavra de efeito, só pra impressionar, só pra dizer eu participo,  estou presente. Mas não está!
O que significa realmente ajudar? Arrebatar o outro e lhe impor, mesmo na melhor das intenções, o que acredita ser bom a ele, mesmo que a distancia entre as reais necessidades dele e as que julga serem as melhores for enorme? Se não houver um  mínimo de sensibilidade e um olhar atento naquele que pretendemos ajudar o erro pode ser grande.
Ansiedade baixa como algo estranho, e podemos querer sair bem rápido do enfrentamento do sofrimento alheio e então tudo vale e a invasão, pela urgência, é inevitável. Facilmente invadimos o espaço de quem sofre e lhe impomos ações e necessidades que na verdade são nossas, o sofrimento passa a ser nosso, não exatamente igual, mas acessamos arquivos internos, praticamente mortos, pelo distanciamento que mantemos de sentimentos inacabados, estagnados, a espera de solução, como água represada, que a qualquer momento pode romper suas barragens e "salve-se quem puder". É assustador!
Sabe o que penso, de verdade? Ajudar é coisa bem complexa, pois antes de tudo requer observação e compaixão, isto é, dar ao outro o que ele precisa e não o que eu precisaria naquela situação. Sei que não é fácil, pois projetamos milhões de imagens internas  e achamos que são verdadeiras, mas um esforço no sentido de separar o meu do teu, vale muito.
Só quem sofre sabe exatamente o que se passa dentro de si e não ser considerado, por mais absurdo que possa parecer o comportamento, é desesperador, uma solidão imensa e um medo pavor.
Por que não acreditar?? Por que julgar como exagero o que o outro expressa?? Por que não considerar a partir da posição dele?? Ou é melhor fugir e interpretar ao bel prazer e submete-lo ao seu remédio e não ao dele?
Cada qual procura na medida da sua sabedoria e ignorância ser feliz e o que é bom pra você pode não ser pra mim, por isso é importante respeito e humildade para considerar as devidas diferenças. No entanto, existe uma classe de ser humano oportunista que tira vantagem da fragilidade alheia para submete-lo ao seu interesse, seja ele qual for. Esta é uma atitude antiética, daqueles que crescem diante da vulnerabilidade do outro. E isto não vale não, meu irmão!!!
Só pode realmente ajudar quem consegue sentir em seu coração a dor do outro e isto requer conhecer seu próprio coração e não teme-lo.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn


sexta-feira, 19 de junho de 2015

WhatsApp


Um bom instrumento de comunicação. Rápido, eficiente quando a mensagem é clara e objetiva. Tudo se passa bem no âmbito prático e racional, mas algo muda quando tratamos de emoções. Quantos "parabéns a você ", "como está?", "mando boas vibrações", "estou contigo", "beijos", "força", ícones diversos e assim por diante, mas faltando algo demais importante, emoção.
Estamos cada vez mais ensimesmados em nossas máquinas, deixando de trocar energia. Estamos empobrecendo em sensibilidade e afeto. Cada qual defendendo seus interesses e cada um que se resolva por si só. Não há mais "tempo" pra conversar pessoalmente, olhar nos olhos, tudo tem pressa, estamos desnutridos de afeto.
Basta estar num coletivo e ver que a  maioria está com fone no ouvido ou lendo e repassando mensagens. Quem se olha? Quem puxa papo? Solitários, absolutamente solitários, vivendo isolados.
Atos de compaixão são destaques de honra, pela sua singularidade.
Posso estar com uma visão muito pessimista, mas é fácil observar que máquinas, facilidades, imediatismos se tornaram muito interessantes.
Há os que fogem a essa constatação, o que é bom demais, mas de maneira geral a superficialidade se alastra e cada um andando pela cidade como zumbis desconectados do outro e de si mesmo, voltados para um externo pobre de conteúdo e sensibilidade. Felizes aqueles que podem manter-se íntegros em meio a tanta desordem.
 © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Paciência

cada macaco no seu galho. cada galho com seu macaco. não pula muito, não. cuida pro galho não quebrar. paciência, irmão.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Tem Coisas que Não se Confessa Nem ao Terapeuta


É muito comum fazermos avaliações bem superficiais sobre os motivos de fracassos em nossas vidas. O sucesso sempre é atribuído a nós, mas o restante é responsabilidade do outro. Isso acontece com todos. É um festival de culpar alguém ou alguma coisa. Mas se fracassarmos mais uma vez em culpar e fizermos um exame de consciência, bem quietinhos na cama, em mais uma noite de insônia, perceberemos  que há o que não se  confessa nem ao terapeuta. Os terapeutas que me perdoem, mas nem tudo se diz,  a verdade é algo que se assemelha a um garimpo, exige paciência, empenho e não se alcança algo de valor da noite para o dia. Além do que, há o que só interessa a cada um, tamanha sua intimidade.
O que você não diria nem ao seu terapeuta? Isto eu não sei, mas está claro para mim que eu não revelaria aquilo que descobri, pela vergonha que me causa. Quantas vezes na pressa de resolver uma frustração não embarquei na primeira situação que me parecia saciar minha vontade e acabei me deparando com consequências bem desastrosas. Erros de abordagem, é melhor classificar assim. Sem culpas, afinal, de culpados este mundo já está cheio. Melhor dizer, responsáveis por suas escolhas e resultados.
Quando podemos confessar para nós o inconfessável é sinal de que estamos prontos para promover mudanças importantes. Ao saber exatamente o que gerou o engano é fantástica a consequência. É possível mudar o rumo das coisas e este engano não se comete mais. Isto requer coragem de se olhar de frente e admitir para si mesmo que foi um engano, de que se depositou a felicidade em algo ou alguém e pensar desta forma é se decepcionar mais cedo ou mais tarde, pois não é por aí.
Vasculhar dentro de si os próprios motivos não é tarefa simples, pois nossa mente tem labirintos onde encontrar a saída nem sempre é rápido, mas vale a pena, pois somente desta forma podemos construir um mundo interno melhor e por consequência o externo torna-se seu reflexo. Vale a pena confessar a si o inconfessável para poder fazer parte desta vida que requer empenho para promover mudanças que fazem evoluir, mesmo que seu terapeuta nunca saiba disto.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn


domingo, 26 de abril de 2015

Mantenha as Mãos Firmes no Leme!

Humberto dá uma tarefa: escrever mais um artigo para o jornal. E sobre o quê? Ele dá carta branca e podemos escrever sobre o que quisermos. Isto é bom, dá um sentido de confiança e liberdade de escolha. Mas ao mesmo tempo decidir nem sempre é tarefa fácil, especialmente para alguém, como eu , que costuma complicar as coisas. Até tarefas simples podem se transformar numa odisseia! Mania de exagerar? Pode ser, mas complicar é mais fácil que ver a coisa de um jeito simples. Deixar a vida correr, dar tempo ao tempo, não se permitir contaminar pelo pessimismo e o tal pavoroso medo, que deixa qualquer um encurralado na estante dos fundos da sala.
Olhar para a vida com olhos esperançosos requer confiança de que as tarefas mais simples e as mais complicadas podem ser realizadas com esmero ou com defeitos, mas que a cada esforço por crescer é possível melhorar.
É só acreditar, no entanto, nem sempre acredita-se e então a mente apaga, fica cinzenta e a luz que gera esperança e vontade enfraquece. E nesta hora ter quem possa lhe estender a mão e dizer "MANTENHA AS MÃOS FIRMES NO LEME......MANTENHA-SE!" faz toda diferença! Estes são  os amigos que tem condição de não se apagar junto e de te olhar nos olhos até que consiga acender sua luz e vivificar  a mente.
Solidariedade é tudo e não é complicado praticá-la, basta dispor de tempo e energia para o outro, basta querer. E aqui não são necessários heróis, mas gente simples que sabe que somos todos gente simples querendo ser feliz.
E ser feliz é tarefa complexa, requer esforço de transformação, porque temos a cabeça cheia de enganos que precisam ser modificados e a cada esforço realizado e a cada transformação é possível sentir que a felicidade é algo bem palpável.
Eu nas minhas complicações e enganos só tenho a agradecer aos amigos que não se assustam, mas ficam até a luz se acender.
Tenho também a agradecer a quem disse que cada dificuldade traz em si a mudança para o melhor e assim segue-se com cuidado para não se contaminar com o que apaga a luz e deixa a mente cinza. No esforço, sem largar o leme.
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quinta-feira, 16 de abril de 2015

É pra Viver

a vida não é para controlar
a vida é para viver

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sábado, 11 de abril de 2015

Transforma

a esperança reside no poder de se transformar
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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Vida Integrada

Olhar para um animal abandonado, assustado, faminto, machucado é de cortar o coração. Ver uma árvore decepada dói menos? Uma flor que seca sem um mínimo de rega parece não ter valor em meio a tantas flores? Pássaros que não conhecem a potência de suas asas por já terem nascido em gaiolas não parece ter muita importância enquanto seus cantos nos encantam? Peixinhos de várias espécies nadando em aquários não parecem nos preocupar, especialmente por enfeitarem nossos lares? Animais que sofrem no abate parecem distantes de nossos pratos tão bem abastecidos? Rios que morrem por estarem repletos de poluentes, só são lembrados quando nossas torneiras secam? Invadimos belos espaços para construir nossas residências sem nos preocuparmos com a vida que lá habita, mesmo a mais minúscula. Formigas podem ser esmagadas por importunarem, mas nossa vida deve prevalecer?
Prevalecemos nós? Em que mundo? A que preço? Parecemos predadores a privilegiar nossos interesses. Sei que não falo de todos, mas falo de muitos.
Lembramos da natureza quando ela nos falta, mas na maioria das vezes não olhamos com mais atenção para a vida que nos cerca e que busca sua sobrevivência, assim como nós. Então por que não respeitamos? Ou desrespeitando mostramos o quanto nos desrespeitamos também?
A dor de um animal abandonado, assustado e faminto é igual a de um ser humano abandonado, assustado e faminto. A miséria de uma planta seca e esgotada é igual a de um ser humano esgotado. O desequilíbrio na vida de um rio que morre por maus tratos é igual ao desequilíbrio de quem o matou. Ninguém pode viver em paz enquanto um animal sofre, uma árvore não se ergue, o ar é envenenado. Ninguém pode viver em paz enquanto a vida se degrada por falta de sensibilidade e consciência de que toda vida necessita dos mesmos meios para viver. Ninguém pode viver em paz enquanto não houver consciência de que todos os reinos necessitam viver a sua natureza e integrados.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

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