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DIREITOS AUTORAIS
Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Ouro de Tolo
para o erudito
dito culto
sábio
de fineza ímpar
uma homenagem não pode faltar!
para o erudito
que fala do que já foi dito
como se nunca o tivesse sido
que assina verso por outro
escrito
como se nunca houvesse existido
uma homenagem não pode faltar!
para o erudito
que reveste de ouro sua
invenção
dando margem à imaginação
que vê o que não existe
que acredita num ouro que não
passa de ouro de tolo!
uma homenagem não pode faltar!
para o erudito
que diz o que já foi dito
como se nunca o tivesse sido
que assina verso por outro
escrito
que reveste de ouro sua
invenção
que não passa de imaginação
uma homenagem não pode faltar!
e quem deseja, que sirva-se de
banhos de ouro
que irão durar até aparecer outro tolo
dito culto
dito sábio de fineza ímpar
a lotar ambientes
pois erudito assim não é para
poucos!
Fonte da Ilustração: Google/imagens
domingo, 17 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
O Que Sabe?
O que sabe sobre seu pai? Seus gostos, crenças, medos, sua infância. E sua mãe, o que poderia falar sobre ela? E seu filho, amigo, vizinho, colega de trabalho, marido, esposa, o quanto os conhece? E a você, quem conhece? O que sabem sobre você, especialmente o que vai lá no seu íntimo? Talvez muito, talvez pouco, nada ou quase nada. A resposta ou as respostas podem ser várias, mas aqui não quero que diga tudo, quero apenas que pense.
Na maioria das vezes engatamos a vida num corre-corre desleal, nos envolvemos com o trânsito, o valor da moeda, as compras no supermercado, as contas do final do mês, final do dia, final do ano, final de tudo! Muitas coisas tem prioridade, o tempo é usado para produzir, para corresponder, enriquecer, sucesso fazer, mas o quanto este tempo é usado para conhecer? Conhecer o outro, a si e o que acontece ao redor.
Aceleramos nosso tempo e perdemos o tempo. Entupimos nosso espaço com coisas que não precisamos. Nos ocupamos de outras coisas sem um critério mais rigoroso, tudo o que vem é assimilado ou quase tudo, pois não há sistema nervoso suficiente para a avalanche de estímulos que recebemos, mas nos esforçamos para isto, e deixamos de lado a intimidade, amizade, cumplicidade, afeto. Deixamos de olhar, sentir, discernir. Nos automatizamos e perdemos o aconchego de uma conversa despretensiosa, mas atenta. Aquela conversa onde trocamos conhecimento, experiências. Aquela conversa que preenche, esclarece, traz esperança de não estarmos sós.
O que sabe sobre seu pai, irmão, tio, mãe, filho, avô, neto, colega de trabalho, amigo, vizinho?
O que sabe sobre você?
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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Fonte da Ilustração: Google/imagens
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
"Esboço de quadro mal-acabado"
Pensamos
erroneamente que grandes artistas nascem prontos, que suas obras surgem de uma
genialidade sem esforço. As razões para pensarmos assim são várias, mas na
verdade o genial é fruto de incessante trabalho de quem sente em sua alma que
deve fazê-lo. Oscar-Claude Monet ou Claude Monet, como conhecemos, é um belo
exemplo de trabalho dedicado por uma vida inteira, para realizar o que mais
acreditava e gostava, pintar a luz. Estranho? Não! Mas é o que pensavam seus
contemporâneos ao entrarem em contato com suas pinturas. Hoje Monet é
reconhecido como um ilustre pintor
Impressionista, mas na sua época, quando expôs sua obra intitulada "Impressão,
sol nascente", teve
que amargar o comentário de que era apenas um "esboço de quadro
mal-acabado". Injustiça sofrida por todos aqueles que trazem o novo e
apontam para o futuro!
“Esboço de
quadro mal-acabado”? Na verdade, faltou consciência maior a quem julgou desta
forma. Uma percepção limitada pode gerar comportamentos preconceituosos e
somente os mais fortes e convictos do que desejam e acreditam persistem na rota
que escolhem.
Trazer uma
abordagem nova é ter que lidar com barreiras já esperadas e por isso não merecem
atenção maior. Continuar e continuar, apesar dos obstáculos é atitude que
podemos observar naqueles que fazem a diferença. Mesmo que não sejam
valorizados no seu tempo, no futuro serão, pela contribuição à evolução humana.
Sendo assim, sejamos gratos a todos aqueles homens e mulheres que não abriram
mão de suas convicções!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Saudade
A saudade é infalível, faz acreditar que o tempo é um rio a correr na velocidade que lhe compete. Não volta e assim, o que se deixou de viver, foi um tempo desperdiçado. Deixar o tempo passar, deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é se arrepender um dia. O tempo usado em disputas, que separam, é um tempo de dor. Podem ser evitadas, mas escolhe-se multiplicá-las. Escolhas tolas, fazem pensar que o nosso tempo é eterno e não cobrará resultados!
A saudade é implacável, ensina que é possível viver em harmonia, ao se deixar de lado o querer rígido e imponente. Estou certa de um dia podermos nos reencontrar e viver diferente, pelo que foi aprendido e sentido.
Rio que corre na velocidade que lhe compete, desperte-me a consciência do bem viver, do bem querer, para não ter pelo que me lamentar.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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Fonte da Ilustração: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Pardo_(S%C3%A3o_Paulo)
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Nascente
![]() |
o amor não nasce na janela, nasce no coração dela
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Arte de Alexander Anufriev Fonte da Ilustração: https://www.facebook.com/Meninasparasempre/photos_stream |
domingo, 15 de setembro de 2013
Chopim
O chopim é um pássaro que mede entre 16 a 21cm, as fêmeas são de um marrom-escuro, meio sem graça, e o macho, um pouco mais privilegiado, é preto azulado. Alimentam-se de sementes e bichinhos. Costumam remexer as fezes do gado para procurar sementes que não foram bem digeridas. Como pode perceber, este nosso amiguinho não perde nada mesmo e por isso também o chamam de vira-bosta!
Até agora não há nada de muito interessante neste pássaro, porém, não contei tudo! Ele não constrói ninhos e quando procria põe seus ovos em ninhos de pássaros de outras espécies para serem por eles chocados e depois criados. Prático! Só mais um detalhe! O chopim é capaz de destruir os ovos de pássaros rebeldes, que se recusam a cuidar de seus ovos, portanto, apenas os submissos conseguem ter sua prole garantida. Pode uma coisa dessa?!
Como a Natureza não dá ponto sem nó, deve haver algum bom motivo pra isto, mas eu não tenho a mínima ideia!
Posso não entender de pássaros, mas de gente, um pouquinho eu entendo e se você também pensou o que eu pensei, então concordamos que qualquer semelhança entre algumas pessoas e o chopim, não será mera coincidência! Tem gente que é craque em se aproveitar do outro, fazer menos esforço e invadir o espaço alheio para tirar proveito. Geralmente são simpáticos, vão chegando devagarinho, tem excelente senso de oportunidade, são bons observadores e tem bom gosto, pois só se aproximam de gente de valor e como um "papagaio de pirata" estão sempre perto. Logo se tornam "amigos" e "na cola" copiam sua boa ideia, aproveitam-se do seu carisma, e do que conquistou, para também conquistarem o que querem, mas com menos esforço, pois o eleito já o fez. Quem perceber o oportunismo pode até receber retaliação, mas quem se submeter será sempre o "grande amigo", o "cara legal", o "queridinho".
Pois é, chopim de penas dá pra encarar, mas chopim humano, não dá pra tolerar não! Gente folgada, esperta e no fundo descrente de si mesmo. Um enganador preguiçoso, pra concluir.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Posso não entender de pássaros, mas de gente, um pouquinho eu entendo e se você também pensou o que eu pensei, então concordamos que qualquer semelhança entre algumas pessoas e o chopim, não será mera coincidência! Tem gente que é craque em se aproveitar do outro, fazer menos esforço e invadir o espaço alheio para tirar proveito. Geralmente são simpáticos, vão chegando devagarinho, tem excelente senso de oportunidade, são bons observadores e tem bom gosto, pois só se aproximam de gente de valor e como um "papagaio de pirata" estão sempre perto. Logo se tornam "amigos" e "na cola" copiam sua boa ideia, aproveitam-se do seu carisma, e do que conquistou, para também conquistarem o que querem, mas com menos esforço, pois o eleito já o fez. Quem perceber o oportunismo pode até receber retaliação, mas quem se submeter será sempre o "grande amigo", o "cara legal", o "queridinho".
Pois é, chopim de penas dá pra encarar, mas chopim humano, não dá pra tolerar não! Gente folgada, esperta e no fundo descrente de si mesmo. Um enganador preguiçoso, pra concluir.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Fontes de Informação Sobre o Pássaro: www.avescatarinenses.com.br
www.g1.globo.com
Fonte da Ilustração: Google
domingo, 1 de setembro de 2013
Educar É?
Educar ou ser um educador, o que de fato é? No
meu entender educar é sinônimo de cuidar. Penso ser esta uma das formas mais
importantes de atuação, pois cuidar da geração futura é acima de tudo se
preocupar com a continuação da humanidade.
O educar pode se manifestar de várias formas, por
meio de inúmeras funções, mas me parece mais uma questão de postura do que de profissão ou
papel social. Falo da atitude de educar, que no meu pensar, se refere à
preocupação com a formação, com o preparo do outro, com o bem crescer. Pode ser
físico, intelectual, emocional, mas em todos a atenção recai sobre o
desenvolvimento da responsabilidade sobre si mesmo fundamentada na consciência.
Educar é extrapolar o conhecimento específico e
considerar o conteúdo e a maneira como a consciência irá se fixar. É
desenvolver condições, dar estrutura à liberdade de escolha, possibilitar o
cuidar de si e meios para participar do seu tempo, através da prática da
reflexão e visão crítica.
O direito à verdadeira educação é de todos, mas
nem todos usufruem dela, por falha das gerações anteriores. Olhar além de si
mesmo, além de sua vaidade e autopromoção não é capacidade que vemos na
maioria, mas por insistência daqueles que já tem o olhar humanitário, bons
trabalhos têm-se feito e mesmo com percalços, a humanidade evolui, apesar dos
egocentrados, que ainda serão educados pelos educadores dedicados!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Meu Filho É o Cão
Difícil encontrar alguém que não tenha um
bichinho bem perto de si. Pode ser um cachorro, gato, passarinho e
tantos outros quanto suporte a imaginação, mas todos são, sem distinção, de
estimação.
Eu tenho gatos e cão, gosto muito de cada um e me
pego muitas vezes chamando-os pelo nome, apelido ou simplesmente chamo de filhinho. Não sou a única,
tem muita gente que fala com seu bichinho no estilo "vem com a mamãe" ou "vem com o
papai" e sem querer entrar na discussão de que isto é substituir filhos que
ainda não nasceram ou até já cresceram e seguiram suas vidas, penso que existe um motivo justo: o sentido da relação que estabelecemos com eles. Se pensarmos bem
é assim nosso relacionamento, como se fossem nossos filhos, porque da mesma
forma como com as crianças, sentimos imensa alegria quando os vemos nascer ou
quando chegam bem pequeninos, preservamos sua segurança, levamos ao médico, cuidamos das vacinas, do
banho, escolhemos a melhor alimentação que podemos oferecer, educamos, levamos pra passear, brincamos, fazemos carinho, sentimos falta quando
viajamos e não podemos levá-los junto, mas sempre deixamos com alguém
confiável. Passamos alguns anos em sua companhia e quando se vão, choramos como
crianças e sentimos saudade. Assemelha-se a uma relação entre pais e filhos? Há responsabilidade neste vinculo, onde o cuidador somos nós. Ouso dizer que observar alguém com seu bichinho de estimação é poder compreender sua capacidade de cuidar, se dedicar ou melhor, de amar.
Fonte da Ilustração: Google
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Tequilaaaaaah
Sua guia está aqui, mas você não.
Foi embora, tão de súbito!
Sem dar satisfação!
Caramba, podia ter avisado!
Eu teria saído de casa pra não vê-la partir.
E pelas costas!
Menina, por que fez isto?
Agora não consigo mais sentir seu pelo macio.
Ouvir seu latido viril.
Tequilaaaaah, eu chamava.
Você, meio bestona, sempre respondia.
Ah, menina, que sacanagem com meu coração!
Não gosto.
Gosto não!
Tequilaaaah!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Fonte da Ilustração: Acervo pessoal
sábado, 27 de julho de 2013
Passarinho na Gaiola
![]() |
arte de Natalia Poberezhna |
De tanto tempo na gaiola, não sabe voar.
De tanto tempo comendo no comedouro, não sabe o que é fome.
De tanto tempo olhando através das grades, não sabe olhar.
De tanto tempo cantando sem resposta, não sabe ouvir.
De tanto tempo cativo, não sabe onde está.
De tanto tempo só, não sabe reconhecer seu semelhante.
De tanto tempo em espaço pequeno, não sabe espaço maior desejar.
De tanto tempo sob domínio, deixa a vida passar.
De tanto tempo passarinho na gaiola, não sabe que é passarinho.
E se a gaiola se abrir?
Sairá? Voará?
Saberá ser livre?
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Fonte da Ilustração: https://www.facebook.com/Meninasparasempre/photos_stream?ref=ts
sábado, 20 de julho de 2013
domingo, 14 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Heróis da Resistência
Num mundo onde muitas coisas nos convidam para sermos corruptos, egoístas, frios, indiferentes, há uma espécie de ser humano altamente resistente a estímulos letais que possam existir. Ele é firme, indignado muitas vezes, mas paciente, não se deixa contaminar. Tem os olhos concentrados naquilo que quer enxergar, mas algumas vezes abaixa seu olhar em pesar pela violência sem par. É capaz de perceber detalhes sutis naquilo que tem em suas mãos, no que ouve e no que sente. Sua repulsa por algumas coisas não o torna vil, mas ativo no que compreende antes do outro, que continua a desumanizar.
Mesmo que a aparência mantenha-se cinza ao seu redor, sustenta seu coração quente. Apesar da covardia estampada no conformismo, aumenta sua coragem para decidir e agir, sem repetir o que se repete em razão da desesperança.
É um herói da resistência diante do automatismo, não se deixa levar e insiste em pra dentro olhar. Permanece no exercício de mergulhar fundo em si, para conhecer e transformar o que nem sempre claro está, ainda que lhe digam para ficar na superfície, que nivela todos no mesmo andar. Está habituado a encarar sua dor, confusão, medo, ira e tudo o mais que se mostra quando se deseja mais apto estar. A cada retorno das profundezas de seu ser torna-se mais singelo, mais forte, mais consciente, mais humano, mais equivalente ao seu pensar, que não vende, não empresta, não troca. Mantém-se valente em seu coração terno. Sabe que somente assim, conseguirá perceber quem diante de seus olhos está.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Fonte da Ilustração: Arte de Zoia Tchernakova / foto de: www.facebook.com/Meninasparasempre
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Fonte da Ilustração: Arte de Zoia Tchernakova / foto de: www.facebook.com/Meninasparasempre
quinta-feira, 20 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
Só um Abraço
Quando o chão desaparece e tudo fica cinza não há mais o que fazer a não ser curvar o tronco e esperar por um dia melhor. Esperar que tudo passe e o coração volte a bater mais forte. Palavras não fazem muito efeito, explicações intelectuais menos ainda. Só o que se deseja é um abraço, bem forte, sincero e revigorante.
A tristeza é como a água de um rio cuja barragem se rompeu. Vem com tanta força que assusta. Não dá pra saber se é possível suportar e então a única coisa que se deseja é um abraço, bem forte, sincero e revigorante.
A cabeça gira, as pernas tremem e a mente não entende o que não aceita, mas nenhuma reação muda o que está consumado e então a única coisa que se deseja é um abraço, bem forte, sincero e revigorante.
Mas nem sempre desejar é sinônimo de receber e o que se tem é um silêncio cinza e ensurdecedor e então o tronco se curva, o coração treme, o mundo gira entorno do que não se pode mudar, apenas aceitar.
Quando o chão desaparece e tudo fica cinza, não há mais o que fazer a não ser desejar um abraço, bem forte, sincero e revigorante. É só isso. Um abraço, só um abraço.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Quando o chão desaparece e tudo fica cinza, não há mais o que fazer a não ser desejar um abraço, bem forte, sincero e revigorante. É só isso. Um abraço, só um abraço.
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Fonte da Ilustração: Google.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Como uma Bordadeira
A vida do ser humano é uma caminhada particular e intransferível. É tentador desejar que o outro seja nossa extensão, para nos facilitar a caminhada. Mas é uma ilusão e plena invasão! Perceber o estado interno do próximo é uma tarefa que requer esforço e um mínimo de sensibilidade, com limites que devem ser respeitados. Cada um tem seus recursos e dificuldades, que em situações limite ficam evidentes.
Estar em harmonia nem sempre é possível, pela grande lacuna que se forma nas diferenças pessoais. Mas isto não deve perturbar. Procurar se compreender é importante, mas esperar que o outro entenda tudo já é pedir demais em certos momentos. Encarar o julgamento e seguir em frente, ainda parece ser a melhor opção. Não se pode, nem se deve, contentar a todos, é melhor estar em paz lá no fundo do próprio coração e deixar que através do tempo possam ser gerados novos resultados.
Cada um aprende com suas escolhas, como uma bordadeira, que com sua agulha e linha borda com atenção e refaz seus pontos toda vez que erra. Fazer e refazer, quantas vezes forem necessárias, para crescer, cada qual com o que lhe cabe!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Fonte da Ilustração: Google
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Santo Pé na Bunda
Meu Santo Pé na Bunda eu lhe rogo
que me ampare.
Peço que não me deixe voltar para
quem me mandou embora.
Peço que me faça compreender que
ninguém é obrigado a me amar.
Peço Santo Pé na Bunda, que não
me deixe chorar por mais de uma hora quando não for aprovada naquela entrevista
de emprego que quero muito, muito, muito.
Santo Pé na Bunda não me deixe
cair em tentação e ligar para o meu ex, só porque acho que ele estava em crise,
mas que vai passar e ele vai voltar.
Meu Santo Pé na Bunda peço que me
dê luz para perceber que nem sempre quem me quer longe deseja o meu mal.
Santo Pé na Bunda não permita que
eu me vingue do meu amigo que me disse que sou uma chata e que está cheio das
minhas lamúrias e que me verá só o ano que vem. Espero poder entender que
preciso mudar.
Meu Santo Pé na Bunda me dê
forças para aceitar que minha mãe não vai com a minha cara mesmo e que é melhor
seguir em frente sem chorar.
Santo Pé na Bunda não me deixe
desanimar só porque tem gente que não gosta de mim e não faz questão de
esconder.
Meu santinho, a vida ta dura, às
vezes não quero nem sair da cama, mas mesmo assim me dê forças para compreender
que nada precisa ser como quero, ainda que eu queira mudar tudo.
Meu Santo Pé na Bunda acendo-lhe
uma vela em agradecimento, pois sei que irá me atender e junto com a Santa
Paciência sigo confiante que aguentarei firme todas as vezes que um pé acertar a
minha bunda!
Que Assim Seja meu santinho!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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Fonte da Ilustração: Google
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Deus Serve de Bandeja
Imagine alguém num restaurante
que frequenta há anos, com as companhias de sempre, com os pedidos de sempre,
com as conversas de sempre. Tudo corre muito bem, ele está tranquilo, pois nada
sai do padrão que conhece. A comida é boa e ele gosta, o preço não muda muito e
isso é confortável. A música que ouve é a mesma, mas tudo bem, consegue até
cantarolar alguns trechos, já decorou, fácil, fácil.
Na hora da sobremesa se aproxima
um garçom, bem arrumado, todo bonitão, com uma bandeja farta e lhe serve uma
sobremesa diferente como cortesia da casa. Ele nem olha, não se interessa, não
dá a mínima atenção. O garçom, muito cortês, tenta mais uma vez oferecer as
iguarias e explica que tem uma porção de frutas raras e deliciosas, mas ele
insiste em pedir seu tradicional pudim, pois já sabe qual é o sabor e não quer
se arriscar a experimentar o que não conhece, o garçom então, educadamente,
atende seu pedido de sempre.
Já parou para pensar que sua vida
pode estar exatamente como a desse indivíduo do tipo “de sempre”? Que assim
como ele, você continua a viver da mesma forma para não sair da sua zona de
conforto e por isso deixa passar oportunidades, que lhe são oferecidas de
bandeja, para que experimente novas atitudes?
Já pensou em quantas vezes não
encarou suas dificuldades, apenas para evitar experiências desafiadoras?
Já pensou que aqueles problemas, que prefere não resolver, podem ser sua chance de transformar sofrimentos que o
atormentam há tempos?
Já pensou que Deus, no seu
infinito amor, pode ser como um belo garçom lhe oferecendo de bandeja chances
de desenvolvimento e você não aceita por puro comodismo e negligência com sua
vida?
Já pensou em quantas
possibilidades de libertação perdeu ao se recusar a agir de maneira nova, por
não acreditar que pode estar enganado?
Já pensou nisso?
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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Fonte da Ilustração: Google
quinta-feira, 7 de março de 2013
A Vida Não Se Faz de Improviso
Costumo deixar pra amanhã o que
posso fazer hoje, na esperança de que a preguiça passe, que o dia esteja mais
propício e assim consigo encontrar todos os motivos que me sossegam a vontade
de encarar questões que não tenho lá muita vontade de encarar.
Assim, meio arrastando o chinelo,
deixo pra depois, com a ideia de que o amanhã chegará. E no dia seguinte quando
acordo e percebo que o amanhã chegou vou tocando meu dia. Realizo o que esperam
que eu faça e isso eu faço bem! Mais um pouco adio o que me dá trabalho. Às
vezes empurro pro outro, que menos avisado até assume pra si o que é meu, mas
tudo bem, isso não fará mal, é só um pouquinho! E assim esqueço todas as vezes
que deleguei a ele minhas responsabilidades e o culpei pelas minhas
frustrações.
Quando não dá pra empurrar pra
frente e o destino me pega na curva, dou de ombros, olho pros lados e sem que
alguém veja dou mais uma improvisada e faço de conta que me aprofundei, dou uma
enrolada, mas não resolvo de verdade aquele probleminha que se arrasta há anos,
mas acredito que amanhã, quando estiver mais disposto e menos ocupado eu
resolvo! Até que um dia percebo que andei adiando demais e que aquelas
improvisações se desenvolveram e se transformaram em problemas complicados.
Triste destino! Quis fugir de mim mesmo e me enrolei em mim mesmo e tudo o que
adiei volta-se contra mim e me cobra tim tim por tim tim. Forçosamente entendo
que não adianta fazer de conta que se resolve, pois tudo pede por realização e
cada dia que deixei passar transformei num dia perdido e assim de improvisos em
improvisos vivi uma vida improvisada.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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Fonte da Ilustração: Google
domingo, 3 de março de 2013
O Fiel da Balança
Havia alegria nos encontros. Podíamos
conversar e trocar confidências, compartilhar sentimentos mais profundos, mas a tempestade
surgiu com quem trazia a discórdia. Ele impôs sua vontade e cada qual teve que
preservar o que mais lhe valia. De um lado ficaram aqueles que optaram pelas facilidades que o invasor oferecia, e de outro, permaneceram os fiéis a si. A separação foi inevitável.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Errar É Humano
O erro é bom, mesmo que não
pareça. É fácil dizer que errar é humano e todos merecem perdão, mas o perdão
não é para todos.
Existe o erro por ignorância e
este é bom, pois pode levar ao conhecimento, isto se receber atenção devida.
Errar por não saber faz parte do aprendizado e o esforço em vencer a
dificuldade é altamente benéfico, mas requer algumas atitudes. É preciso
admitir que existe o erro e isto não é difícil de perceber, geralmente o
resultado não é adequado e logo fica claro que é preciso fazer uma revisão. A
concentração na busca daquilo que deve ser modificado faz toda diferença. A
humildade é uma aliada, pois o orgulho de querer acertar é ferido e
admitir o erro é sempre um passo para frente. O observar-se não pode
faltar, assim como observar o outro que errou ou acertou é muito bom também, dá
referencias para encontrar a solução. Às vezes é preciso começar tudo de novo e
a paciência que isto requer eleva qualquer um. Por estas razões fica muito
fácil concordar que errar por ignorância é bom, leva ao aprimoramento e deixa
pistas importantes para que o conhecimento seja adquirido, pois já se sabe que
não é daquela forma que se chega ao resultado desejado e algumas vezes indica
que é preciso mudar totalmente o caminho e isto pode ser melhor ainda.
Portanto, errar por ignorância merece todo o perdão possível.
Existe outro tipo de erro que não
merece perdão, é o erro por omissão. Sabe-se que uma atitude pode resultar em
danos ou que algo precisa ser modificado e não se faz o que deve ser feito. Este
sim é um erro que não leva a um aprendizado imediato, mas a danos graves e muitas
vezes irreparáveis. A omissão causa um encadeamento de erros que gera dificuldades
ou até desgraças, é só uma questão de tempo.
Errar é humano, pois estamos em
evolução. A omissão também é humana e carrega em si egoísmo, desprezo pela vida
e má fé. Não existe omissão mais ou menos
dolosa, sempre é um grande erro que não merece perdão. Seu aprendizado
geralmente vem acompanhado de muita dor que necessita de um tempo para curar. É
altamente destrutiva por mais inofensiva que possa parecer. O tempo é seu
grande juiz e delator.
Espero que erremos por ignorância
para aprendermos, mas que não erremos por omissão!
Espero que depois de aprendermos
não repitamos o erro por omissão!
Omissão, não mais. É o que
espero!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Ilustração: Google
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Tem Que Ser do Meu Jeito
Do meu jeito, do seu, dele, do
outro, daquele! Assim costumamos fazer, uns mais, outros menos. É hábito já
declarado transformarmos nossas relações em “queda de braço”. Insistimos em
fazer prevalecer nossa opinião, como se fosse a mais importante e a única
correta, mesmo que seja um engano, mas isto não importa muito na hora de impor,
o que vale é defender a própria vontade. Quem tem mais poder de “grito” vence.
Tenho observado a linha do tempo
de algumas pessoas mais afoitas neste sentido e percebo sua dureza de caráter,
cegueira ética, e desastres pessoais. Andam doentes, infelizes, continuam
teimosas, temerosas e na maioria das vezes solitárias, pois conseguiram afastar
pessoas de seu convívio que desistiram de tentar um relacionamento, pelo menos
amigável. E tudo isto por quê? Quiseram manter a soberania de suas vontades e
não perceberam, pela inflexibilidade, o quanto destruíram e acima de tudo não
aprenderam, continuam a cometer os mesmos erros, pois a dificuldade em perceber
o outro não as permite enxergar que existem formas diferentes de lidar com as mesmas
questões, que é na diversidade que se constrói o todo. Perderam tempo, um tempo
que ao se escassear limita cada vez mais as chances de transformação. A
insistência em impor parece prender o indivíduo no seu vício de não discernir.
O que mais me chama a atenção é o
poder de destruição desta posição radical. Toda vez que alguém
defende com rigidez sua opinião é capaz de remover da frente qualquer atitude
antagônica com violência e armações sem fim, não conseguindo absorver qualquer
diferença permanece em seu embotamento.
A flexibilidade e a permeabilidade
são meios capazes de levar ao aprimoramento constante. A paciência e a vontade
de evoluir ainda são fundamentais para conseguirmos aprender e não nos
deixarmos influenciar pelo radical, enquanto que a teimosia imperialista
consome o tempo de vida. A dureza de pensar e sentir coloca qualquer um contrário
a evolução.
Ilustração: Robocop / Google.
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