DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
Direitos autorais são protegidos pela Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1968.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Entre Os Mocinhos e Os Bandidos


   Estou entre os  mocinhos e os bandidos.

E eu não sou bandido.

Eu sou mocinho!

Então, eu fico do lado do mocinho.

Mas aí, o bandido diz que  mocinho é ele!

E que o mocinho é que é bandido!

E aí, como eu não quero ser bandido,

Vou pro lado do bandido que diz que é mocinho!

Aí, o mocinho diz que ele é que é mocinho!

Então se eu tô do lado do bandido, eu sou bandido também?

Daí, eu vou pro lado do mocinho!

Aí eu sou  mocinho, porque estou do lado do mocinho?

Mas o bandido diz que na verdade ele, o bandido, é que é mocinho!

E o mocinho é que é bandido!

E eu já não sei pra que lado eu vou!

Se eu vou pro lado do mocinho.

Ou se vou pro lado do bandido!

Quem é o bandido?

Quem é o mocinho?

Quem é bandido, quem é  mocinho?

Se o bandido diz que ele é  mocinho.

E o mocinho diz que ele é que é  mocinho!

Quem é o bandido, quem é o mocinho?

Se o bandido diz que ele é  mocinho

E o mocinho diz que o outro é que é  bandido.

E o bandido diz que o mocinho é que é  bandido!

E o mocinho diz que ele é que é  mocinho

E o bandido diz que mocinho é ele!

Quem é o bandido, quem é o mocinho?

Quem é  mocinho, quem é  bandido?

 Eu já não sei!

Eu quero ficar do lado do mocinho!

Porque eu quero ser mocinho!

Mas o bandido diz que o mocinho, que diz que é mocinho, é que é bandido!

E o mocinho diz que o outro é que é bandido!

Tô ficando cansado!

Não sei pra que lado eu vou!

Eu acho que eu não vou pra lado nenhum!

Não vou pro lado de ninguém!

Não vou pro lado de nada!

Eu já não sei mais quem é o mocinho!

Eu já não sei mais quem é o bandido!

Eu já não sei mais por que é que existem mocinhos!

Eu já não sei mais por que é que existem bandidos!

E eu acho que eu vou é dormir.

Ou assistir uma novela!

Porque lá eu sei quem é  mocinho e quem é bandido!

Agora aqui, do lado de cá, eu não sei!

Eu tô confuso, eu já não sei pra que lado ir.

Eu acho que eu vou é dormir mesmo!

Quem sabe amanhã eu acordo, melhor!

 

© Direitos reservados a Ala Voloshyn




quinta-feira, 25 de março de 2021

Sem Medo de Mim

 Não, não, eu não me distraio! 

Não, eu não fujo de mim. Eu me olho. Eu me olho nos olhos. Não fujo, não!
Não, não, não me distraio. Não me distraio com barulhos do externo. Não, eu não me distraio.
Mesmo que pareça distraída. Não! Estou atenta. Eu me olho. Eu me escuto. Eu me sinto. Eu me penso. Eu não fujo de mim.
Meu Inferno... Ah, meu Inferno! Conheço bem! Tantas vezes estive lá! Também com medo, de não conseguir sair. Mas eu sempre saio. Assim como entro. Sem hesitar! Quando percebo, já fui. A vasculhar gavetas, subsolos, esconderijos. Facetas que não gosto, que não conheço. Mas estão lá, sempre a minha espera. Pra que eu as olhe.
E assim me olho. Me olho nos olhos. Não há como evitar. Não quero evitar.
Vou ao meu Inferno. Sei o caminho! Saio dele, porque conheço o caminho. Eu não fujo de mim. Eu não me evito. Eu me olho. Nos olhos. E cada vez mais me reconheço.
Me sei. Cresço. Me amparo. Não me envergonho de mim. Quanto mais me olho, mais me vejo!
Sou a bússola que me norteia.

                                                             *Ilustração: Colagem por Ala Voloshyn 
                                             
                                                     © Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Em Poucas Palavras

Se soubesse o que sei,

não faria o que fiz.

Mas!

Se não fizesse o que fiz,

não saberia o que sei.


Ilustração: Acrílica sobre tela por Ala Voloshyn 

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Luz Que Se Anuncia

Quando tudo estiver difícil, bem difícil! E a Vida te espremer como uma fruta suculenta, ao máximo de sua capacidade de suportar, assim como da fruta, surgirá de ti o néctar, a essência.
Quando sentir a pressão, aguente o medo, a Vida solicita o melhor que há em ti!
Assim como nas contrações do parto, a cada contração é a luz que se anuncia! 

* A imagem que ilustra o texto é uma pintura de minha autoria de 2004.

                                                         © Direitos reservados a Ala Voloshyn
 

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Nem Tudo Foi Ruim

 

Nem tudo foi tão ruim. No momento da dor a memória puxa pelo amargo, mas nem tudo foi tão mau assim. 

Encontros aconteceram e desencontros também. Tudo tem dois versos, o melhor é saber navegar por mares calmos e revoltos. Sei que é mais fácil dizer que fazer, mas é isso! Com o tempo se aprende, pois a vida nos mostra as lições e a paz no coração diz que estamos no caminho certo da evolução. Mas quando ele aperta, então é hora da revisão.

Viver à dois é tarefa que requer esforço de conjugação. E tem que ser dos dois lados, pois se pender mais pra um, a tormenta é certa, com prenuncio de confusão.

Nem sempre acertamos e nem sempre percebemos o que há, de tão perto que estamos da desarrumação. Mas se assim for, um distanciamento é bom. O olhar enxerga melhor na solidão.

Nem tudo foi tão ruim, que não merecesse um novo tentar, como se o recomeçar fosse parte do plano. E acho que é! Sempre existe uma boa solução, a não ser que não se queira. Daí é melhor deixar ir e aguentar a dor, que vai desde o fio de cabelo até a ponta do pé em plena ribanceira.

Desistir do que não se harmoniza, mesmo que se tente tudo, requer boa dose de renúncia. E assim dar espaço para  novo começo, que pode surgir melhorado, desde que se aprenda com o equivocado.

O bom viver à dois, pode acontecer, tudo é uma questão de se autoconhecer.

                                            © Direitos reservados a Ala Voloshyn 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Talento

 


Há pessoas que brilham tanto que diante delas você pode se sentir pequenino, inferiorizado. A comparação as vezes é inevitável, quando seu sentimento a seu respeito não é lá dos melhores. Mas já parou pra pensar por que elas brilham de forma a despertar admiração e em alguns casos inveja?
Penso que pessoas que brilham são aquelas que desenvolvem seu talento. Elas têm consciência de seu papel ou sua função e sabem como fazê-lo pela insistência da prática. Exercem sua função, seja ela qual for, com satisfação visível. Delas flui uma energia que parece ser simples e fácil de se realizar. Exercem seu talento!
E você, tem consciência de seu talento? Sabe qual é seu dom? Aquilo que o faz ser exatamente quem é. O que o faz viver sua identidade e poder ser fator de soma onde estiver.
Eu tenho uma certeza! Se você viver seu talento, se o realizar, também brilhará! E jamais se sentirá inferior a alguém. Não se comparará, pois não será necessário, sua satisfação em viver quem você é no seu potencial lhe será suficiente. Seu brilho emanará sem que você precise fazer questão disso. Tudo fará sentido, acredito eu!

                                              © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Cresça

Abra-te pro céu
Abra-te pra terra
Finca tuas raízes nas profundezas do solo
E olha pro alto
Mira a luz
Limpa as impurezas do teu olhar
Veja amplo
Experimenta o novo que brota do chão
A te impulsionar
Busca no escuro da terra a realeza da luz

  © Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Num Transatlântico


Num momento de pandemia que vivemos, parece tão bem vindo um espirito de solidariedade.
Não importa quem você seja, qual papel exerce na sociedade, seu gênero, padrão sócio-econômico, religião, enfim, o que vai importar mesmo é o nível de consciência que você tem da interdependência que nos une, onde a ação de um repercute no outro e no outro e no outro.
Estamos todos no mesmo desafio de nos percebermos e perceber o próximo. Todos, como seres humanos, temos a mesma necessidade de viver com dignidade  e nem sempre estamos neste patamar por inúmeros motivos.
Parece que muitas coisas terão que ser construídas em novo padrão. As experiências individuais começam a mostrar novas necessidades no coletivo. Cada indivíduo é capaz de ser uma ponte entre o céu e a terra, a trazer aspectos mais elevados no plano terreno e este elevado no momento atual é o senso de solidariedade, o altruísmo, um olhar para o outro e identificar nele as mesmas dores que sente. Olhar para o outro e identificar nele a mesma carência que existe em você ou uma necessidade e sentimento inerente ao ser humano.
Identificar é o primeiro passo, pois o próximo é a vontade de contribuir com o bem-estar alheio, com uma palavra de incentivo, com auxílio monetário, com um prato de comida, um dedilhar num violão em oferecimento de uma canção, um aperfeiçoamento num conhecimento para poder ensinar ou um pedido de ajuda para estimular o senso de solidariedade. Cada um sabe o que  pode oferecer, pelo desejo de se solidarizar.
Estamos todos no mesmo barco ou melhor, transatlântico, e somente criando juntos novas condições de se relacionar conseguiremos a vitória que almejamos.

                                      © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Calma com o Carma


Tô lá eu com uma encrenca danada. Aí resolvo ouvir a opinião do outro, só pra ver se ajuda. Talvez uma visão externa possa trazer uma luz pro palco onde estou pisando e então busco por apoio, um colo amigo, porque a situação não tá fácil e a única coisa que quero é a solução.
Com meus ouvidos atentos, o amigo me diz com uma certeza que não sei de onde tirou, é veemente em dizer, que o que vivo é carma meu!
Isso quer dizer que eu que já estou mais sacudido que bêbado em final de festa sou merecedor do que vivo? Pode até ser, mas isso é hora de dizer?
Não estaria eu vivendo uma situação, porque faço parte dela e será muito bom que me esforce pra resolve-la,  por vontade de superar a dificuldade na linha da transformação?
Empatia é coisa séria! Nem todos olham pro outro e realmente o enxergam, sem julga-lo. Compreende-lo, sem interferir com suas projeções, e estar junto não é tarefa simples, requer boa vontade, atenção e acolhimento.
Resolver uma dificuldade pessoal cabe a cada um, pra evoluir sim, porém não é necessário estar só. Somos interdependentes e podemos nos ajudar, sem precisar interferir ou abandonar.
Com carma é preciso ter calma. Quem é mestre o suficiente pra dizer qual é o carma do outro?


                                        © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Dança Comigo, o chamado da alma

Dança comigo, vem girar, sai do lugar onde está

Vem dançar, movimente o estático, rompa os grilhões

Gira sem medo de cair e se acontecer, não se envergonhe

Cair faz parte do levantar

Vem, dança comigo, fique junto

Vem viver movimentos que não sabia

É só começar

Vem, deixe o medo estar

Ele pode ser um amigo, se não exagerar

É só pra saber do perigo e desviar

Dança comigo, vem viver seu sonho

Põe seus pés no chão

Experimenta a força do coração

 © Direitos reservados a Ala Voloshyn


quarta-feira, 10 de junho de 2020

Cure Seu Coração, Meu Bem

Eu sei que nem sempre foram gentis com seu coração. Eu sei que as decepções foram suficientes pra lhe causar desânimo. Eu sei!
Foram dias de sol, outros nublados e chuva também caiu. Eu sei!
Mas até quando seu coraçãozinho vai ficar voltando pra esse passado que já não existe mais? Não espere por pedidos de desculpas, podem não vir.  E você vai esperar? Olhe pra frente, meu bem!
Se não foi como desejou, deixa pra lá. Formar parcerias verdadeiras requer tempo e empenho, de ambos os lados. Se não aconteceu é porque amadurecimento faltou. Vai continuar olhando pra trás? Olhe pro chão, veja onde seus pés estão e faça diferente. Cuide de seu coração. Acolha sua dor, não tenha medo. Comece a curar suas feridas. Se doer muito, não fuja. Segure na mão de quem pode suportar sua dor e siga adiante. Não desista de si. Deixe o passado onde deve ficar, no passado!
Aos poucos tudo ficará mais claro e  perceberá novas possibilidades de sentir, pensar, se relacionar com o que aprendeu através de sua dor.
Não se abandone, as emoções mostram direitinho o que acontece, é só prestar atenção.
Acolha-se amorosamente. E aos poucos um lindo Sol poderá perceber. Ali, por trás das nuvens cinzas, porque sempre esteve lá, só era preciso remover os obstáculos que o escondiam.
Não desista de si, meu bem.

* A figura que ilustra o texto é uma tela que pintei em 2005.

         © Direitos reservados a Ala Voloshyn




terça-feira, 2 de junho de 2020

Vitória

Vença o adversário que vive dentro de ti.

         © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Sementes

Quando não é possível voltar
Para onde ir?
Tudo passa
E o que fica?
O que se recolhe das boas sementes
Para continuar
Do aprendido
Do vivido
Mais uma chance se dá!

         © Direitos reservados a Ala Voloshyn

sexta-feira, 29 de maio de 2020

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Bem Me Quero


Corpo maltratado
Abandonado
Com  marcas da violência
Quase esquecido 
Volta a sentir
Sente o movimento
Sente o alívio da tensão
A cada esforço memórias vêm
O medo de sentir assombra
A lágrima escorre
A percepção do ontem
Que hoje pode mudar
Melhorar
Curar feridas que precisam sarar
Outro tempo viver
Experimentar
A alma curar
A esperança do novo viver
Por amor ao corpo
Por amor a si
Por amor à Vida
Que pulsa sem parar.

* A figura que ilustra o texto é uma acrílica sobre tela, que pintei em 2005.

           © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 14 de maio de 2020

O Futuro Ainda Não Existe

O futuro ainda não existe, meu bem!
Tudo o que imaginar, supor, deduzir, temer, desejar, ainda será uma probabilidade.
Videntes, astrólogos, tarólogos, filósofos, estudiosos, quem quer que seja, qualquer afirmação que fizerem, ainda será uma probabilidade, entre tantas!
Por mais que se queira espiar o futuro, ainda as lentes serão do que se conhece. Quem pode vislumbrar o novo?
Tudo tem seu verso e reverso. Tudo é tão multifacetado! Como afirmar que será de um jeito ou de outro? As escolhas são múltiplas e cada uma delas traça seu caminho. Como é possível determinar rigidamente como será?
O futuro se constrói no agora, meu bem.
Por que, então, ao invés de tentar adivinhar o que está por vir, não começa a construí-lo?
Plantar hoje sementes daquilo que quer ver brotar e se fortificar. Com esmero, boa vontade ou vontade boa. Com dedicação e pureza no coração. Com trabalho firmado nesta terra que te ampara. Com alegria da esperança de saber que o futuro ainda não existe, meu bem, mas espera pelo seu empenho de construí-lo, agora.

*A figura que ilustra o texto é uma acrílica sobre tela que pintei e não tem título.

                             © Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ouça este texto musicado pelo músico Carlos Jr:
Email: carlosjuniormusica@gmail.com
Instagram: @carlosjunior_piano

quinta-feira, 7 de maio de 2020

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Esperança

Esperança não é esperar por algo melhor,
mas é plantar a semente,
com a possibilidade de não estar para vê-la germinar.
Somente movido pela certeza de que é preciso plantá-la.

                                         © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Humano Descartável


fico junto

quando quero
quando recebo
quando preciso
quando estou só
quando tenho medo
quando, quando, quando

mas

quando não quero
quando não preciso
quando não gosto
quando não vejo
quando não ouço
quando não sinto

deixo-o só

como quiser
como puder
se aninhar em sua solidão

humano descartável
humano utilitário
humano desumano

      © Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Bomba Atômica

Dor de coração machuca a alma.
Faz lembrar o amor despedaçado, que se perdeu no tempo ido.
Os pedaços clamam por reparação.
Cada fragmento busca a junção.

Confunde-se a mente,
Que sente como se fosse hoje o que já passou.
Bom seria que no passado ficasse a história, 
Que como bomba atômica desagregou o que íntegro vivia.

Como se libertar da dor?
Não se caminha leve enquanto as partes estiverem fragmentadas.
Qual deve ser a ação?
Como restaurar o coração?

Como?

                       © Direitos reservados a Ala Voloshyn

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Escolha Minha

Quero estar ao lado dos que mantém brilho nos olhos
E longe, dos que mantém sangue nos olhos!

                                © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Com o Mestre


Naquele dia ele acordou decidido! Faria uma pergunta muito importante para seu mestre, pois não conseguia encontrar uma resposta que acalmasse seu coração.
No jardim do mosteiro encontrou-o sentado, serenamente contemplando um pássaro, que havia pousado em um pequeno arbusto de jasmim.
Cheio de esperança perguntou:
- Mestre, desejo fazer-lhe uma pergunta que me é muito importante.
O mestre se volta para ele e com olhar terno e profundo diz:
- Diga meu caro, o que deseja saber?
- Sigo a me perguntar o tempo todo, por que em muitas vivencias minhas fui ofendido, ridicularizado, agredido por pessoas muitas vezes muito queridas por mim? Será que fiz algo de ruim? Seria eu merecedor de tudo isso? Ao certo nunca entendi o motivo de tanta agressão, que muitas vezes me entristeceu em demasia. O que podia eu ter feito, mestre, para tanto ódio lançado contra mim? Por que me fizeram tanto mal?
O mestre o olhou com profundidade e lhe perguntou:
- Meu caro, responda-me, você hoje é uma pessoa melhor ou pior que antes?
- Muito melhor, mestre! Sou mais sereno, mais paciente, tenho minha consciência muito mais refinada que antes e a confiança em mim mesmo cresce a cada dia!
- Então, meu caro, eles não lhe fizeram mal algum. Agiram de acordo com sua consciência, como sentiam, como enxergavam o mundo, mas não o feriram de verdade.

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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Com as Mãos Firmes no Leme


Quando estamos em alto-mar da vida com as mãos no leme e desejamos mudar o rumo temos medo, pois não sabemos o que nos aguarda. Mas já é certo, que para onde estamos indo não faz mais sentido. Esta é a razão maior, para conduzirmos a nau em outra direção.

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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Sabedoria

Sabedoria só pode ser reconhecida como tal, 
se estiver manifestada na ação.

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

O medo, meu bem, meu mal


Ah, esse medo! Velho conhecido meu! Desde que me conheço por gente esse tal de medo me acompanha. Ele vem quando menos espero e me pega de surpresa e assim fica forte. Quanto maior ele fica, menor me sinto. 
Que condição é essa que o conserva tão poderoso? Seria sua mania de aumentar as coisas? Toda lagartixa vira jacaré! Todo escuro é bicho papão! E o moço que não conheço, fica com cara de ladrão!
Minha mãe o tinha como aliado. Dizia sempre que meu pai me castigaria por eu ser desobediente, que eu não teria namorado por ser imponente. Meu pai nem sempre me castigava e namorados tive uma porção! Mentia minha mãe? Sim e usava o tal medo pra me ter na mão, mas que falta de imaginação!
Podia não ser original, mas funcionava! Deixar por conta da fantasia uma ameaça, certamente torna qualquer um vulnerável! 
Levei muito tempo pra perceber que o medo é bom quando sinaliza um perigo real, mas se for pra subjugar, dominar, enganar, é um veneno que pinga constantemente em nossa mente, tornando-nos frágeis marionetes a realizar o espetáculo de quem maneja os cordões.  
Posso ter sido presa fácil de alguns, mas hoje sei que se há veneno, também há seu antidoto correspondente: ela, a consciência viva e audaz, forjada na vontade de se aprimorar e construir com as  próprias mãos seu destino!

Texto também publicado:
* Blog do Pastore:
 https://www.facebook.com/Blog-do-Pastore-366958293492833/
*Jornal Imprensa ABC:
www.imprensaabc.com.br

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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Equilíbrio

Unir a razão à capacidade de sentir é fundamental.
Razão sem o sentir é imperfeição.
Sentir sem a razão é ilusão.
                                                                                                
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domingo, 9 de junho de 2019

Salte como um gato

Disse a ela que não fazia mais sentido a relação, sem maiores explicações. Sem dar-lhe uma chance de questionamento. Sem medir suas palavras fechou todas as portas de uma conversação. Defendeu sua liberdade de escolha como um mestre no assunto e foi embora sem olhar pra traz. Deixou-a quieta de espanto e dor.
Você, ficou com sua decisão unilateral. E ela, ficou com a tristeza, com perda causada pelo choque da emoção e uma sensação de que amou um garotinho que só queria colo.
Ah, moleque! Deixe-me dizer: uma boa ação é como o salto de um gato, que estuda bem a situação, calcula a distancia, prepara-se com esmero para atingir o alvo, sem esbarrar em nada e em ninguém, sem se ferir, e sem ferir. Seu alvo é único e seu pulo é perfeito.
Se ao realizar sua meta, machucou, por não se importar com quem ouvia, se foi sem olhar o que derrubou e se não questionou suas palavras e atitudes, saltou como um homem despreparado para o vínculo e em algum momento o chão o espera, pois seu salto, está longe da perfeição do salto de um gato!

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terça-feira, 14 de maio de 2019

Você é lenha?

                                         Você é lenha na fogueira de quem?

                                                                   © Direitos reservados a Ala Voloshyn

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Avante!

Não se apegue ao que terá que deixar.
Cultive o que o faz crescer como ser humano.
E siga adiante!

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