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| Picasso |
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| Picasso |
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| Picasso |
Está à beira do precipício
Não sabe se pula ou volta
Mira o chão, que assusta
Mira o alto, que deseja
Tem dúvida, medo, paralisa, não sai do lugar
Está entre o céu e a terra
Olha para trás e nada mais faz sentido
Imbuído de coragem, salta
Percebe em si imensas asas
E voa!
Descobre que pode voar
Que o precipício era só uma ilusão
Voa alto, pra cima, como sonhava
Segue o que lhe indica seu coração
Tudo agora faz sentido!
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
Da mesma forma que és generoso com outro
Sejas generoso contigo
Pois tua generosidade irá atrair aqueles que a precisam
Mas também, aqueles que se aproveitam dela
Sejas generoso contigo também
E saibas o limite destas fronteiras
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
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| acrílica sobre tela por Ala Voloshyn |
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| Picasso |
| Picasso |
Não concordamos em tudo, temos diferenças. E benditas
diferenças, pois nos fazem aprender cada vez mais, é certo! Eu não acredito em
algumas coisas que você acredita. Você não acredita em algumas coisas que eu
acredito. E até aí, está tudo bem. De ângulos diferentes, as percepções mudam.
Mas há quem não pense assim! Há quem acredite que uma
opinião diferente transforma o outro num inimigo. Eu tenho cá comigo a ideia de
que isto é coisa de gente sem muita vontade de dialogar, só de impor. É uma
pena, tem muito a perder, e nada pra acrescentar.
Mas voltando ao nosso caso, acredito que temos um bom futuro
e condição de união. Já me disseram que bons acordos formam bons amigos. Acho
que isto é correto.
Pense bem, se soubermos enaltecer o que nos aproxima, o
que nos diferencia não será suficiente pra nos separar. E ainda ficaremos com a
vantagem de fazermos coisas novas, exatamente pelas nossas diferenças.
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
Depois, um namorado
Depois, um marido
Depois, um bom advogado
Depois, um companheiro leal
Depois, uma taça de vinho com vista pro mar
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
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| Autorretrato - Van Gogh |
Existem momentos em que vivemos algo extraordinário, que nos toca pra sempre!
Entendo que sou um ser da Natureza. Como é o cão, o gato, o leão, o pássaro, a árvore, o rio, a rocha, o mar, o Sol, a Terra. Mergulho neste Universo, onde sou uma célula, a compor a Unidade. Aceito cumprir a Ideia que me criou.
Soberana Dama é a que nos traz e a que nos leva!
Por toda vida nos acompanha, mas não entendemos seus sinais, quando mostra que o tempo está sob seu comando e que devemos nos entregar com gosto às vivências.
Nos ensina sobre a transformação, onde cada experiência é uma chance para criarmos asas e alcançarmos os anjos.
Nos faz chorar, se despedir, valorizar cada momento de vida, suportar a dor na chegada e na partida.
Nos lembra que devemos fazer o melhor que pudermos, sem adiar.
Soberana Dama, seu poder está na sua presença constante e diante de seu sopro ajoelhamos,
perdoamos, desejamos merecer o perdão.
Soberana Dama, seu chamado é uma ordem.
Não há como negociar, não há como atrasar.
Reconhecemos Teu poder de decisão.
Sua maestria reflete a vida que construímos e nos oferece sua compreensão.
Aprendemos a temê-la, mas ignorantes foram os que nos ensinaram assim, pois Soberana Dama nos desvela, nos entrega a nós mesmos, nos tira as vestes, para outras vestes podermos vestir.
É Soberana Dama, das asas de luz, da altiva presença, que nos guia e assinala que mais vale a profundidade do viver que sua extensão.
Seu poder está na sua lição maior, onde nos ensina que a finitude de nossa presença é libertação, e nos coloca diante do compromisso de crescer, sem negligenciar.
Sustenta seu amor por nós, ao revelar sua face.
Soberana Dama, alicerce da vida!
©Direitos reservados a Ala Voloshyn
E eu não sou bandido.
Eu sou mocinho!
Então, eu fico do lado do mocinho.
Mas aí, o bandido diz que mocinho é ele!
E que o mocinho é que é bandido!
E aí, como eu não quero ser bandido,
Vou pro lado do bandido que diz que é mocinho!
Aí, o mocinho diz que ele é que é mocinho!
Então se eu tô do lado do bandido, eu sou bandido também?
Daí, eu vou pro lado do mocinho!
Aí eu sou mocinho, porque estou do lado do mocinho?
Mas o bandido diz que na verdade ele, o bandido, é que é mocinho!
E o mocinho é que é bandido!
E eu já não sei pra que lado eu vou!
Se eu vou pro lado do mocinho.
Ou se vou pro lado do bandido!
Quem é o bandido?
Quem é o mocinho?
Quem é bandido, quem é mocinho?
Se o bandido diz que ele é mocinho.
E o mocinho diz que ele é que é mocinho!
Quem é o bandido, quem é o mocinho?
Se o bandido diz que ele é mocinho
E o mocinho diz que o outro é que é bandido.
E o bandido diz que o mocinho é que é bandido!
E o mocinho diz que ele é que é mocinho
E o bandido diz que mocinho é ele!
Quem é o bandido, quem é o mocinho?
Quem é mocinho, quem é bandido?
Eu já não sei!
Eu quero ficar do lado do mocinho!
Porque eu quero ser mocinho!
Mas o bandido diz que o mocinho, que diz que é mocinho, é que é bandido!
E o mocinho diz que o outro é que é bandido!
Tô ficando cansado!
Não sei pra que lado eu vou!
Eu acho que eu não vou pra lado nenhum!
Não vou pro lado de ninguém!
Não vou pro lado de nada!
Eu já não sei mais quem é o mocinho!
Eu já não sei mais quem é o bandido!
Eu já não sei mais por que é que existem mocinhos!
Eu já não sei mais por que é que existem bandidos!
E eu acho que eu vou é dormir.
Ou assistir uma novela!
Porque lá eu sei quem é mocinho e quem é bandido!
Agora aqui, do lado de cá, eu não sei!
Eu tô confuso, eu já não sei pra que lado ir.
Eu acho que eu vou é dormir mesmo!
Quem sabe amanhã eu acordo, melhor!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
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Se soubesse o que sei,
não faria o que fiz.
Mas!
Se não fizesse o que fiz,
não saberia o que sei.
Ilustração: Acrílica sobre tela por Ala Voloshyn
© Direitos reservados a Ala Voloshyn
Nem tudo foi tão ruim. No momento da dor a memória puxa pelo amargo, mas nem tudo foi tão mau assim.
Encontros aconteceram e desencontros também. Tudo tem dois versos, o melhor é saber navegar por mares calmos e revoltos. Sei que é mais fácil dizer que fazer, mas é isso! Com o tempo se aprende, pois a vida nos mostra as lições e a paz no coração diz que estamos no caminho certo da evolução. Mas quando ele aperta, então é hora da revisão.
Viver à dois é tarefa que requer esforço de conjugação. E tem que ser dos dois lados, pois se pender mais pra um, a tormenta é certa, com prenuncio de confusão.
Nem sempre acertamos e nem sempre percebemos o que há, de tão perto que estamos da desarrumação. Mas se assim for, um distanciamento é bom. O olhar enxerga melhor na solidão.
Nem tudo foi tão ruim, que não merecesse um novo tentar, como se o recomeçar fosse parte do plano. E acho que é! Sempre existe uma boa solução, a não ser que não se queira. Daí é melhor deixar ir e aguentar a dor, que vai desde o fio de cabelo até a ponta do pé em plena ribanceira.
Desistir do que não se harmoniza, mesmo que se tente tudo, requer boa dose de renúncia. E assim dar espaço para novo começo, que pode surgir melhorado, desde que se aprenda com o equivocado.
O bom viver à dois, pode acontecer, tudo é uma questão de se autoconhecer.
© Direitos reservados a Ala Voloshyn