DIREITOS AUTORAIS

Todos os textos aqui publicados são autoria de Ala Voloshyn.
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ponto da Magia


                                   bruxa que se preza
                                   cuida da fama secular
                                   voa por eras
                                   não perde o ponto da magia
                                   sabe como fazer
                                   mas só conta
                                   pra quem quer aprender

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Google/imagens

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

É Hora de Zarpaaaaaar!



mexer e mexer no caldeirão
o guisado preparar
quando estiver pronto
é hora de zarpaaaaar











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Ilustração: Google/imagens

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Atenção, garotas!

                                muita atenção na hora de aterrissar!
                                paciência e cálculo não podem faltarrrrrrrr

© Direitos reservados a Ala Voloshyn




fonte da Ilustração: Google/imagens

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

"Esboço de quadro mal-acabado"

                                                        

Pensamos erroneamente que grandes artistas nascem prontos, que suas obras surgem de uma genialidade sem esforço. As razões para pensarmos assim são várias, mas na verdade o genial é fruto de incessante trabalho de quem sente em sua alma que deve fazê-lo. Oscar-Claude Monet ou Claude Monet, como conhecemos, é um belo exemplo de trabalho dedicado por uma vida inteira, para realizar o que mais acreditava e gostava, pintar a luz. Estranho? Não! Mas é o que pensavam seus contemporâneos ao entrarem em contato com suas pinturas. Hoje Monet é reconhecido como um  ilustre pintor Impressionista, mas na sua época, quando expôs sua obra intitulada "Impressão, sol nascente", teve que amargar o comentário de que era apenas um "esboço de quadro mal-acabado". Injustiça sofrida por todos aqueles que trazem o novo e apontam para o futuro!
“Esboço de quadro mal-acabado”? Na verdade, faltou consciência maior a quem julgou desta forma. Uma percepção limitada pode gerar comportamentos preconceituosos e somente os mais fortes e convictos do que desejam e acreditam persistem na rota que escolhem.
Trazer uma abordagem nova é ter que lidar com barreiras já esperadas e por isso não merecem atenção maior. Continuar e continuar, apesar dos obstáculos é atitude que podemos observar naqueles que fazem a diferença. Mesmo que não sejam valorizados no seu tempo, no futuro serão, pela contribuição à evolução humana. Sendo assim, sejamos gratos a todos aqueles homens e mulheres que não abriram mão de suas convicções!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


Fonte da Ilustração: Google/imagens

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Saudade


   A saudade é infalível, faz acreditar que o tempo é um rio a correr na velocidade que lhe compete. Não volta e assim, o que se deixou de viver, foi um tempo desperdiçado. Deixar o tempo passar, deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é se arrepender um  dia. O tempo  usado em disputas, que separam, é um tempo de dor. Podem ser evitadas, mas escolhe-se multiplicá-las. Escolhas tolas, fazem pensar que o nosso tempo é eterno e não cobrará resultados!
   A saudade é implacável, ensina que é possível viver em harmonia, ao se deixar de lado o querer rígido e imponente. Estou certa de um dia podermos nos reencontrar e viver diferente, pelo que foi aprendido e sentido.
   Rio que corre na velocidade que lhe compete, desperte-me a consciência do bem viver, do bem querer, para não ter pelo que me lamentar.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


Fonte da Ilustração: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Pardo_(S%C3%A3o_Paulo)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Nascente


o amor não nasce na janela, 
nasce no coração dela


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Arte de Alexander Anufriev

Fonte da Ilustração: https://www.facebook.com/Meninasparasempre/photos_stream

domingo, 15 de setembro de 2013

Chopim


O chopim é um pássaro que mede entre 16 a 21cm, as fêmeas são de um marrom-escuro, meio sem graça, e o macho, um pouco mais privilegiado, é preto azulado. Alimentam-se de sementes e bichinhos. Costumam remexer as fezes do gado para procurar sementes que não foram bem digeridas. Como pode perceber, este nosso amiguinho não perde nada mesmo e por isso também o chamam de vira-bosta! Até agora não há nada de muito interessante neste pássaro, porém, não contei tudo! Ele não constrói ninhos e quando procria põe seus ovos em ninhos de pássaros de outras espécies para serem por eles chocados e depois criados. Prático! Só mais um detalhe! O chopim é capaz de destruir os ovos de pássaros rebeldes, que se recusam a cuidar de seus ovos, portanto, apenas os submissos conseguem ter sua prole garantida. Pode uma coisa dessa?! Como a Natureza não dá ponto sem nó, deve haver algum bom motivo pra isto, mas eu não tenho a mínima ideia!
Posso não entender de pássaros, mas de gente, um pouquinho eu entendo e se você também pensou o que eu pensei, então concordamos que qualquer semelhança entre algumas pessoas e o chopim, não será mera coincidência! Tem gente que é craque em se aproveitar do outro, fazer menos esforço e invadir o espaço alheio para tirar proveito. Geralmente são simpáticos, vão chegando devagarinho, tem excelente senso de oportunidade, são bons observadores e tem bom gosto, pois só se aproximam de gente de valor e como um "papagaio de pirata" estão sempre perto. Logo se tornam "amigos" e "na cola" copiam sua boa ideia, aproveitam-se do seu carisma, e do que conquistou, para também conquistarem o que querem, mas com menos esforço, pois o eleito já o fez. Quem perceber o oportunismo pode até receber retaliação, mas quem se submeter será sempre o "grande amigo", o "cara legal", o "queridinho".
Pois é, chopim de penas dá pra encarar, mas chopim humano, não dá pra tolerar não! Gente folgada, esperta e no fundo descrente de si mesmo. Um enganador preguiçoso, pra concluir.
 © Direitos reservados a Ala Voloshyn


Fontes de Informação Sobre o Pássaro: www.avescatarinenses.com.br
                                                              www.g1.globo.com
Fonte da Ilustração: Google

domingo, 1 de setembro de 2013

Educar É?


Educar ou ser um educador, o que de fato é? No meu entender educar é sinônimo de cuidar. Penso ser esta uma das formas mais importantes de atuação, pois cuidar da geração futura é acima de tudo se preocupar com a continuação da humanidade.
O educar pode se manifestar de várias formas, por meio de inúmeras funções, mas me parece mais  uma questão de postura do que de profissão ou papel social. Falo da atitude de educar, que no meu pensar, se refere à preocupação com a formação, com o preparo do outro, com o bem crescer. Pode ser físico, intelectual, emocional, mas em todos a atenção recai sobre o desenvolvimento da responsabilidade sobre si mesmo fundamentada na consciência.
Educar é extrapolar o conhecimento específico e considerar o conteúdo e a maneira como a consciência irá se fixar. É desenvolver condições, dar estrutura à liberdade de escolha, possibilitar o cuidar de si e meios para participar do seu tempo, através da prática da reflexão e visão crítica.
O direito à verdadeira educação é de todos, mas nem todos usufruem dela, por falha das gerações anteriores. Olhar além de si mesmo, além de sua vaidade e autopromoção não é capacidade que vemos na maioria, mas por insistência daqueles que já tem o olhar humanitário, bons trabalhos têm-se feito e mesmo com percalços, a humanidade evolui, apesar dos egocentrados, que ainda serão educados pelos educadores dedicados!
© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Fonte da Ilustração: Google

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Meu Filho É o Cão



Difícil encontrar alguém que não tenha um bichinho bem perto de si. Pode ser um cachorro, gato, passarinho e tantos outros quanto suporte a imaginação, mas todos são, sem distinção, de estimação.
Eu tenho gatos e cão, gosto muito de cada um e me pego muitas vezes chamando-os pelo nome,  apelido ou simplesmente chamo de filhinho. Não sou a única, tem muita gente que fala com seu bichinho no estilo "vem com a mamãe" ou "vem com o papai" e sem querer entrar na discussão de que isto é substituir filhos que ainda não nasceram ou até já cresceram e seguiram suas vidas, penso que existe um motivo justo: o sentido da relação que estabelecemos com eles. Se pensarmos bem é assim nosso relacionamento, como se fossem nossos filhos, porque da mesma forma como com as crianças, sentimos imensa alegria quando os vemos nascer ou quando chegam bem pequeninos, preservamos sua segurança, levamos ao médico, cuidamos das vacinas, do banho, escolhemos a melhor alimentação que podemos oferecer, educamos, levamos pra passear, brincamos, fazemos carinho, sentimos falta quando viajamos e não podemos levá-los junto, mas sempre deixamos com alguém confiável. Passamos alguns anos em sua companhia e quando se vão, choramos como crianças e sentimos saudade. Assemelha-se a uma relação entre pais e filhos? Há responsabilidade neste vinculo, onde o cuidador somos nós. 
Ouso dizer que observar alguém com seu bichinho de estimação é poder compreender sua capacidade de cuidar, se dedicar ou melhor, de amar.

Fonte da Ilustração: Google

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Tequilaaaaaah


Sua guia está aqui, mas você não.
Foi embora, tão de súbito!
Sem dar satisfação!
Caramba, podia ter avisado!
Eu teria saído de casa pra não vê-la partir.

Traição!
E pelas costas!

Menina, por que fez isto?
Agora não consigo mais sentir seu pelo macio.
Ouvir seu latido viril.
Tequilaaaaah, eu chamava.
Você, meio bestona, sempre respondia.

Ah, menina, que sacanagem com meu coração!
Não gosto.
Gosto não!

Tequilaaaah!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


Fonte da Ilustração: Acervo pessoal

sábado, 27 de julho de 2013

Passarinho na Gaiola

arte de Natalia Poberezhna

De tanto tempo na gaiola, não sabe voar.
De tanto tempo comendo no comedouro, não sabe o que é fome.
De tanto tempo olhando através das grades, não sabe olhar.
De tanto tempo cantando sem resposta, não sabe ouvir.
De tanto tempo cativo, não sabe onde está.
De tanto tempo só, não sabe reconhecer seu semelhante.
De tanto tempo em espaço pequeno, não sabe espaço maior desejar.
De tanto tempo sob domínio, deixa a vida passar.
De tanto tempo passarinho na gaiola, não sabe que é passarinho.

E se a gaiola se abrir?
Sairá? Voará?
Saberá ser livre?

© Direitos reservados a Ala Voloshyn


Fonte da Ilustração: https://www.facebook.com/Meninasparasempre/photos_stream?ref=ts

sábado, 20 de julho de 2013

Prefiro


uns me amam
tantos outros me odeiam

não existem mornos ao meu redor

prefiro assim
os sinceros

os mornos não merecem confiança


 © Direitos reservados a Ala Voloshyn




Fonte da Ilustração: Google

domingo, 14 de julho de 2013

O Rosnar da Sereia

seu canto é de sereia
melodioso
sinuoso
encantador

mais parece um canto de ninar

canto que adormece
assim não se ouve seu rosnar

cante
cante

cante suave
para os ouvidos encantar

mas

escuta seu rosnar
quem não acredita
                                em seu canto suave

                                     resiste acordado
                                  a olhar



© Direitos reservados a Ala Voloshyn



                     




segunda-feira, 1 de julho de 2013

Heróis da Resistência


Num mundo onde muitas coisas nos convidam para sermos corruptos, egoístas, frios, indiferentes, há uma espécie de ser humano altamente resistente a estímulos letais que possam existir. Ele é firme, indignado muitas vezes, mas paciente, não se deixa contaminar. Tem os olhos concentrados naquilo que quer enxergar, mas algumas vezes abaixa seu olhar em pesar pela violência sem par. É capaz de perceber detalhes sutis naquilo que tem em suas mãos, no que ouve e no que sente. Sua repulsa por algumas coisas não o torna vil, mas ativo no que compreende antes do outro, que continua a desumanizar.
Mesmo que a aparência mantenha-se cinza ao seu redor, sustenta seu coração quente. Apesar da covardia estampada no conformismo, aumenta sua coragem para decidir e agir, sem repetir o que se repete em razão da desesperança. 
É um herói da resistência diante do automatismo, não se deixa levar e insiste em pra dentro olhar. Permanece no exercício de mergulhar fundo em si,  para conhecer e transformar o que nem sempre claro está, ainda que lhe digam para ficar na superfície, que nivela todos no mesmo andar. Está habituado a encarar sua dor, confusão, medo, ira e tudo o mais que se mostra quando se deseja mais apto estar. A cada retorno das profundezas de seu ser torna-se mais singelo, mais forte, mais consciente, mais humano, mais equivalente ao seu pensar, que não vende, não empresta, não troca. Mantém-se valente em seu coração terno. Sabe que somente assim, conseguirá perceber quem diante de seus olhos está.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Fonte da Ilustração: Arte de Zoia Tchernakova / foto de: www.facebook.com/Meninasparasempre 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pequeno Enigma

Retrato de Dora Maar / Picasso








tudo é encantador!
encantador até demais.
como vivemos num mundo de duas caras,
fico imaginando.
o que há por trás?








© Direitos reservados a Ala Voloshyn

terça-feira, 11 de junho de 2013

Só um Abraço


Quando o chão desaparece e tudo fica cinza não há mais o que fazer a não ser curvar o tronco e esperar por um dia melhor. Esperar que tudo passe e o coração volte a bater mais forte. Palavras não fazem muito efeito, explicações intelectuais menos ainda. Só o que se deseja é um abraço, bem forte, sincero e revigorante.
A tristeza é como a água de um rio cuja barragem se rompeu. Vem com tanta força que assusta. Não dá pra saber se é possível suportar e então a única coisa que se deseja é um abraço, bem forte, sincero e revigorante.
A cabeça gira, as pernas tremem e a mente não entende o que não aceita, mas nenhuma reação muda o que está consumado e então a única coisa que se deseja é um abraço, bem forte, sincero e revigorante.
Mas nem sempre desejar é sinônimo de receber e o que se tem é um silêncio cinza e ensurdecedor e então  o tronco se curva, o coração treme, o mundo gira entorno do que não se pode mudar, apenas aceitar.
Quando o chão desaparece e tudo fica cinza, não há mais o que fazer a não ser desejar um abraço, bem forte, sincero e revigorante. É só isso. Um abraço, só um abraço.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Fonte da Ilustração: Google.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Como uma Bordadeira


A vida do ser humano é uma caminhada particular e intransferível. É tentador desejar que o outro seja nossa extensão, para nos facilitar a caminhada. Mas é uma ilusão e plena invasão! Perceber o estado interno do próximo é uma tarefa que requer esforço e um mínimo de sensibilidade, com limites que devem ser respeitados. Cada um tem seus recursos e  dificuldades, que em situações limite ficam evidentes.
Estar em harmonia nem sempre é possível, pela grande lacuna que se forma nas diferenças pessoais. Mas isto não deve perturbar. Procurar se compreender é importante, mas esperar que o outro entenda tudo já é pedir demais em certos momentos. Encarar o julgamento e seguir em frente, ainda parece ser a melhor opção. Não se pode, nem se deve, contentar a todos, é melhor estar em paz lá no fundo do próprio coração e deixar que através do tempo possam ser gerados novos resultados.
Às vezes acreditamos que sabemos o que é melhor para o outro e por isso interferimos desviando-o de suas opções, mas viver e deixar viver, talvez seja mais digno! Que direito temos de intervir baseados em nossa própria visão? É um ponto de vista e pode não servir para ele! Além do que, o exemplo ainda é a melhor forma de influenciar.
Cada um aprende com suas escolhas, como uma bordadeira, que com sua agulha e linha borda com atenção e refaz seus pontos toda vez que erra. Fazer e refazer, quantas vezes forem necessárias, para crescer, cada qual com o que lhe cabe!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Fonte da Ilustração: Google

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Santo Pé na Bunda


Meu Santo Pé na Bunda eu lhe rogo que me ampare.
Peço que não me deixe voltar para quem me mandou embora.
Peço que me faça compreender que ninguém é obrigado a me amar.
Peço Santo Pé na Bunda, que não me deixe chorar por mais de uma hora quando não for aprovada naquela entrevista de emprego que quero muito, muito, muito.
Santo Pé na Bunda não me deixe cair em tentação e ligar para o meu ex, só porque acho que ele estava em crise, mas que vai passar e ele vai voltar.
Meu Santo Pé na Bunda peço que me dê luz para perceber que nem sempre quem me quer longe deseja o meu mal.
Santo Pé na Bunda não permita que eu me vingue do meu amigo que me disse que sou uma chata e que está cheio das minhas lamúrias e que me verá só o ano que vem. Espero poder entender que preciso mudar.
Meu Santo Pé na Bunda me dê forças para aceitar que minha mãe não vai com a minha cara mesmo e que é melhor seguir em frente sem chorar.
Santo Pé na Bunda não me deixe desanimar só porque tem gente que não gosta de mim e não faz questão de esconder.
Meu santinho, a vida ta dura, às vezes não quero nem sair da cama, mas mesmo assim me dê forças para compreender que nada precisa ser como quero, ainda que eu queira mudar tudo.
Meu Santo Pé na Bunda acendo-lhe uma vela em agradecimento, pois sei que irá me atender e junto com a Santa Paciência sigo confiante que aguentarei firme todas as vezes que um pé acertar a minha bunda!
Que Assim Seja meu santinho!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Fonte da Ilustração: Google

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Deus Serve de Bandeja


Imagine alguém num restaurante que frequenta há anos, com as companhias de sempre, com os pedidos de sempre, com as conversas de sempre. Tudo corre muito bem, ele está tranquilo, pois nada sai do padrão que conhece. A comida é boa e ele gosta, o preço não muda muito e isso é confortável. A música que ouve é a mesma, mas tudo bem, consegue até cantarolar alguns trechos, já decorou, fácil, fácil.
Na hora da sobremesa se aproxima um garçom, bem arrumado, todo bonitão, com uma bandeja farta e lhe serve uma sobremesa diferente como cortesia da casa. Ele nem olha, não se interessa, não dá a mínima atenção. O garçom, muito cortês, tenta mais uma vez oferecer as iguarias e explica que tem uma porção de frutas raras e deliciosas, mas ele insiste em pedir seu tradicional pudim, pois já sabe qual é o sabor e não quer se arriscar a experimentar o que não conhece, o garçom então, educadamente, atende seu pedido de sempre.
Já parou para pensar que sua vida pode estar exatamente como a desse indivíduo do tipo “de sempre”? Que assim como ele, você continua a viver da mesma forma para não sair da sua zona de conforto e por isso deixa passar oportunidades, que lhe são oferecidas de bandeja, para que experimente novas atitudes?
Já pensou em quantas vezes não encarou suas dificuldades, apenas para evitar experiências desafiadoras?
Já pensou que aqueles problemas, que prefere não resolver, podem ser sua chance de transformar sofrimentos que o atormentam há tempos?
Já pensou que Deus, no seu infinito amor, pode ser como um belo garçom lhe oferecendo de bandeja chances de desenvolvimento e você não aceita por puro comodismo e negligência com sua vida?
Já pensou em quantas possibilidades de libertação perdeu ao se recusar a agir de maneira nova, por não acreditar que pode estar enganado?
Já pensou nisso?

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Fonte da Ilustração: Google


quinta-feira, 7 de março de 2013

A Vida Não Se Faz de Improviso


Costumo deixar pra amanhã o que posso fazer hoje, na esperança de que a preguiça passe, que o dia esteja mais propício e assim consigo encontrar todos os motivos que me sossegam a vontade de encarar questões que não tenho lá muita vontade de encarar.
Assim, meio arrastando o chinelo, deixo pra depois, com a ideia de que o amanhã chegará. E no dia seguinte quando acordo e percebo que o amanhã chegou vou tocando meu dia. Realizo o que esperam que eu faça e isso eu faço bem! Mais um pouco adio o que me dá trabalho. Às vezes empurro pro outro, que menos avisado até assume pra si o que é meu, mas tudo bem, isso não fará mal, é só um pouquinho! E assim esqueço todas as vezes que deleguei a ele minhas responsabilidades e o culpei pelas minhas frustrações.
Quando não dá pra empurrar pra frente e o destino me pega na curva, dou de ombros, olho pros lados e sem que alguém veja dou mais uma improvisada e faço de conta que me aprofundei, dou uma enrolada, mas não resolvo de verdade aquele probleminha que se arrasta há anos, mas acredito que amanhã, quando estiver mais disposto e menos ocupado eu resolvo! Até que um dia percebo que andei adiando demais e que aquelas improvisações se desenvolveram e se transformaram em problemas complicados. Triste destino! Quis fugir de mim mesmo e me enrolei em mim mesmo e tudo o que adiei volta-se contra mim e me cobra tim tim por tim tim. Forçosamente entendo que não adianta fazer de conta que se resolve, pois tudo pede por realização e cada dia que deixei passar transformei num dia perdido e assim de improvisos em improvisos vivi uma vida improvisada.

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Fonte da Ilustração: Google

domingo, 3 de março de 2013

O Fiel da Balança


Havia alegria nos encontros. Podíamos conversar e trocar confidências, compartilhar sentimentos mais profundos, mas a tempestade surgiu com quem trazia a discórdia. Ele impôs sua vontade e cada qual teve que preservar o que mais lhe valia. De um lado ficaram aqueles que optaram pelas facilidades que o invasor oferecia, e de outro, permaneceram os  fiéis a si. A separação foi inevitável. 




 © Direitos reservados a Ala Voloshyn



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Errar É Humano



O erro é bom, mesmo que não pareça. É fácil dizer que errar é humano e todos merecem perdão, mas o perdão não é para todos.
Existe o erro por ignorância e este é bom, pois pode levar ao conhecimento, isto se receber atenção devida. Errar por não saber faz parte do aprendizado e o esforço em vencer a dificuldade é altamente benéfico, mas requer algumas atitudes. É preciso admitir que existe o erro e isto não é difícil de perceber, geralmente o resultado não é adequado e logo fica claro que é preciso fazer uma revisão. A concentração na busca daquilo que deve ser modificado faz toda diferença. A humildade é uma aliada, pois o orgulho de querer acertar é ferido e admitir o erro é sempre um passo para frente. O observar-se não pode faltar, assim como observar o outro que errou ou acertou é muito bom também, dá referencias para encontrar a solução. Às vezes é preciso começar tudo de novo e a paciência que isto requer eleva qualquer um. Por estas razões fica muito fácil concordar que errar por ignorância é bom, leva ao aprimoramento e deixa pistas importantes para que o conhecimento seja adquirido, pois já se sabe que não é daquela forma que se chega ao resultado desejado e algumas vezes indica que é preciso mudar totalmente o caminho e isto pode ser melhor ainda. Portanto, errar por ignorância merece todo o perdão possível.
Existe outro tipo de erro que não merece perdão, é o erro por omissão. Sabe-se que uma atitude pode resultar em danos ou que algo precisa ser modificado e não se faz o que deve ser feito. Este sim é um erro que não leva a um aprendizado imediato, mas a danos graves e muitas vezes irreparáveis. A omissão causa um encadeamento de erros que gera dificuldades ou até desgraças, é só uma questão de tempo.
Errar é humano, pois estamos em evolução. A omissão também é humana e carrega em si egoísmo, desprezo pela vida e má fé.  Não existe omissão mais ou menos dolosa, sempre é um grande erro que não merece perdão. Seu aprendizado geralmente vem acompanhado de muita dor que necessita de um tempo para curar. É altamente destrutiva por mais inofensiva que possa parecer. O tempo é seu grande juiz e delator.
Espero que erremos por ignorância para aprendermos, mas que não erremos por omissão!
Espero que depois de aprendermos não repitamos o erro por omissão!
Omissão, não mais. É o que espero!

© Direitos reservados a Ala Voloshyn

Ilustração: Google

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Tem Que Ser do Meu Jeito

Do meu jeito, do seu, dele, do outro, daquele! Assim costumamos fazer, uns mais, outros menos. É hábito já declarado transformarmos nossas relações em “queda de braço”. Insistimos em fazer prevalecer nossa opinião, como se fosse a mais importante e a única correta, mesmo que seja um engano, mas isto não importa muito na hora de impor, o que vale é defender a própria vontade. Quem tem mais poder de “grito” vence.
Tenho observado a linha do tempo de algumas pessoas mais afoitas neste sentido e percebo sua dureza de caráter, cegueira ética, e desastres pessoais. Andam doentes, infelizes, continuam teimosas, temerosas e na maioria das vezes solitárias, pois conseguiram afastar pessoas de seu convívio que desistiram de tentar um relacionamento, pelo menos amigável. E tudo isto por quê? Quiseram manter a soberania de suas vontades e não perceberam, pela inflexibilidade, o quanto destruíram e acima de tudo não aprenderam, continuam a cometer os mesmos erros, pois a dificuldade em perceber o outro não as permite enxergar que existem  formas diferentes de lidar com as mesmas questões, que é na diversidade que se constrói o todo. Perderam tempo, um tempo que ao se escassear limita cada vez mais as chances de transformação. A insistência em impor parece prender o indivíduo no seu vício de não discernir.
O que mais me chama a atenção é o poder de destruição desta posição radical. Toda vez que alguém defende com rigidez sua opinião é capaz de remover da frente qualquer atitude antagônica com violência e armações sem fim, não conseguindo absorver qualquer diferença permanece em seu embotamento.
A flexibilidade e a permeabilidade são meios capazes de levar ao aprimoramento constante. A paciência e a vontade de evoluir ainda são fundamentais para conseguirmos aprender e não nos deixarmos influenciar pelo radical, enquanto que a teimosia imperialista consome o tempo de vida. A dureza de pensar e sentir coloca qualquer um contrário a evolução.

Ilustração: Robocop / Google.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Siga o Mestre



Tudo nos empurra para fora: trânsito, contas, trabalho, conflitos no relacionamento, política interna, guerras, consumo, dinheiro e assim por diante. Muito barulho externo exigindo nossa atenção o tempo todo. Padrões de comportamento admissíveis e logo descartáveis, pois tudo muda numa velocidade difícil de acompanhar, mas para ficar por dentro é preciso estar atualizado. No final do dia estamos todos cansados e quando chega a hora de dormir a mente em polvorosa não nos deixa descansar. Vida dura! Por mais que existam benefícios e vantagens não acredito muito que chegaremos a algum lugar desta forma.
Pode-se conquistar dinheiro, prestígio, posição, despertar inveja, admiração e é este justamente o problema, pois as referências são externas. Seguimos moda, tendências, valores vigentes. Tornamos-nos muito atentos ao que os outros querem e nosso discernimento, opinião pessoal, anseios íntimos verdadeiros ficam atrofiados.
Então eu digo: siga o mestre! Que mestre? Você pensa. Não acabou de dizer que é um problema seguir referências externas, agora vem com essa de seguir o mestre?! Que mestre? Tudo isso você questiona, mas eu continuo insistindo: siga o mestre, mas o de dentro. Como assim? Você protesta. Eu explico. Pelo menos tentarei.
Existem referências que são internas. Elas indicam nosso estado de ser, nossas necessidades de evolução. Vivências são importantes para o aprendizado, mas existem aquelas que necessitamos e outras não. Cada um bem lá no seu íntimo sabe o que precisa experenciar para crescer e sinais internos nos indicam o que é correto para nós. Intuição, sonhos, vontades que não passam, latejam o tempo todo até serem realizadas e quando as obedecemos sentimos muita alegria e alívio.
Já lhe aconteceu de ter um problema e não saber como resolvê-lo? Aquela questão fica martelando em sua cabeça e quando está distraído surge uma ideia que a princípio parece absurda, você a rejeita, pois não encontra nenhuma explicação lógica, mas ela volta insistindo até que você cede e a realiza. Para sua surpresa é a solução, que nem sempre é imediata, mas lá na frente com o desenrolar dos fatos acontece o que precisava e pronto, resolvido, com elementos que irão levá-lo a evoluir muito mais. Já lhe aconteceu? Então você deu crédito ao seu mestre, lá dentro de si, que mais parece uma grande antena parabólica de alcance muito maior que sua racionalidade.
Ao estarmos totalmente comprometidos com o externo e o lógico racional perdemos de vista nossa referência íntima e ficamos batendo a cabeça seguindo padrões que não tem nenhum valor real para nós e aos poucos nosso mestre será esquecido, correndo o risco de atrofiar pela falta de sintonia e a infelicidade se instala, porque nos distanciamos totalmente de nós mesmos, nos tornamos mais um na multidão a repetir padrões com pouca evolução.
Então, eu insisto, siga o mestre!

Ilustração: Google

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Qual É o Motivo?


O que o motiva a trabalhar? Dinheiro, fama, poder, aposentadoria, estabilidade, amor?
Se for dinheiro, é compreensível, mas insuficiente.
Se for fama, é compreensível, um holofote bem direcionado com tapete vermelho pra pisar pode ser sedutor, mas insuficiente.
Se for poder, é compreensível, muitos querem, mas insuficiente.
Se for aposentadoria, é compreensível, ninguém quer viver uma velhice precária, mas insuficiente,
Se for estabilidade, é compreensível, traz certo conforto, mas insuficiente.
Tudo isto reunido pode ser bem atraente, especialmente nos dias de hoje onde muitos querem chegar na frente, custe o que custar, mas como só há lugar para um no primeiro posto será preciso ser individual e individualista, até aí é uma opção, mas sem direito a reclamações como ansiedade, pânico, estresse, depressão e aquele sentimento de solidão.
Na verdade, não tenho a intenção de passar sermão em ninguém, mas quero apenas ressaltar o último item, o amor. Quando se trabalha por amor existe uma diferença enorme em relação aos outros motivos: na busca pela vantagem o prazer no trabalho é efêmero, pois depende de circunstâncias externas e há pouca evolução por não haver satisfação íntima, mas quando o motivo é amor, isto significa que há direta identificação com o ofício, portanto a prática leva a um refinamento pessoal, além de ter muito valor o que se produz, pois é o que se quer oferecer.
Trabalhar por vantagens externas é mais fácil, mas na verdade é uma armadilha, então deixe-me lembrá-lo de que ninguém vive por você, nem morrerá em seu lugar, é  melhor assumir o desejo de sua alma de crescer e escolher uma profissão que o represente, fazendo o que ama, assim o prazer de realizá-la o fará caminhar para frente e lhe dará condições para resolver os problemas inerentes, isto significa transformar suas próprias dificuldades e desta forma evoluir e contribuir.

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Ilustração: Mestre Chico Santeiro, de Santo Antonio do Salto da Onça - RN. Google



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cultura da Não-Violência

                                    
Queremos paz. A violência aumenta e queremos paz. A violência integra-se cada vez mais nas atitudes cotidianas e falamos em não-violência. Mas como conseguiremos mudar tudo o que nos entristece e oprime?

A não-violência só será uma prática verdadeira quando transformarmos a violência que reside em nós, que exala dos nossos poros, que impera nos atos, que vibra no olhar. E qual é sua origem? Qual sua razão?

Observando melhor só consigo enxergar que por traz de todo ato violento existe muita impotência. Parece contraditório, mas não é. O violento é incapaz de realizar seu objetivo por si mesmo. É incapaz de se organizar, se frustrar, se relacionar, trocar, refletir. Essencialmente não se esforça em melhorar, mas usa com imposição a energia do outro para se satisfazer, faz dele seu braço direito, o conduz para onde quer através do medo, opressão. Desrespeita completamente a individualidade, viola o direito de se viver a própria vida, não enxerga limites, pois, a meu ver, não sabe como construir, não acredita em si mesmo.

Se como sociedade, continuarmos buscando poderes no externo não alcançaremos a realização dos próprios talentos e recursos e a desejada cultura da não-violência ficará distante. Projetamos no outro nossa felicidade e por isso não compreendemos quem somos. Frágeis nos tornamos e por isso continuamos tiranizando, entristecendo, atrofiando quem invejamos e que na verdade admiramos. Se cada um procurar vencer suas dificuldades e realizar o que deseja pela sua potência não precisará agredir.
A não-violência fundamenta-se na autonomia, respeito pela individualidade, compaixão, autoconhecimento, paciência, companheirismo e na consciência de que tudo evolui e precisa de tempo e espaço para se desenvolver. Sua raiz não é externa, é interna.

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Ilustração: Google

sábado, 21 de julho de 2012

Modigliani


Observando a exposição de Modigliani no MASP, que terminou dia 15 de julho, fiquei entusiasmada com tudo que vi. Conhecendo melhor sua vida contada em grandes painéis desde as primeiras obras, me encantou seu esforço incansável para conseguir ser quem ele realmente era. Através de seus esboços, esculturas e pinturas fica claro o quanto um talento se faz obra pela busca de si mesmo. O tempo aos poucos vai revelando sua transformação até atingir uma forma que o satisfaz, demonstrando uma linguagem que o torna real. Essa independência e liberdade são alcançadas pelo contínuo trabalho. Modigliani é imortalizado porque ultrapassou  limites, desejou ir além e buscou uma linguagem pessoal que brotava de dentro de si, da mesma forma como outros de sua época, que imprimiram um novo olhar, uma abordagem que avançava o tempo.
O que torna alguém especial? Existe apenas uma resposta: encontrar seu estilo e realizá-lo. Não vejo alternativa diferente. Pensando assim pode-se concluir que todos são em essência especiais, mas a busca pela normalidade, pelo senso comum, acaba esmagando a possibilidade do encontro pessoal, o que torna a vida maçante e sem sentido.
Quebrar regras que oprimem o espontâneo não é tarefa simples, pois o senso comum sempre reage para continuar existindo como é, mas a força interna de quem busca algo maior empurra para fora o que está latente e necessita viver.
Resguardar-se naquilo que a maioria acredita sem questionar sua eficácia e verdade é confortável, mas somente para o preguiçoso que ainda não experimentou o gosto de ser quem de fato é.
Cada um traz em si a semente de sua verdadeira identidade e cabe a cada um transformá-la em realidade, através do esforço obstinado de se revelar num fazer e observar. Assim como Modigliani descobriu seu estilo de pintar, pintando, da mesma forma cada ser humano pode realizar-se praticando. É através da ação reflexiva que caem os véus da ignorância. É no trabalho a cada dia que construímos quem verdadeiramente somos.

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Link do Museu de Arte de São Paulo: www.masp.art.br

 Ilustração: obra de Modigliani. Fonte: Google



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Meu Querido

O manso amansa
Toda vez que toca acalma
A mão afaga
A pele sente
O coração aquece
A paz fica

Quem me dera poder sentir sua mão mansa e sincera
Quem me dera saber que amanhã tudo estará assim
Quem me dera saber que o tempo não o levará de mim
Quem me dera saber o quanto ainda poderei sentir

Nada se sabe do além
Tudo se faz hoje
O amanhã chegará somente amanhã
Certeza não existe
A vida se tece a cada fio

Quem me dera saber o que não consigo ver
Quem me dera acreditar
Que o que hoje acontece
Amanhã acontecerá

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Ilustração: da Web


domingo, 27 de maio de 2012

Deus do Trovão





Seu nome é forte e sonoro, quatro letras o definem.
Thor, menino bonito e misterioso, seus sonhos me conta
e assim fico sabendo da bondade que ilumina sua alma.










Ilustração: meu filho Thor


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Amêndoas Doces

Seus olhos amendoados
entendem os animais,
enxergam mais longe que imagina.
Revelam sua esperança
de um dia vê-los como quer,
pacíficos e amados,
sem perderem a mão de quem os afaga.



Ilustração: minha filha Maya


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